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domingo, 18 de setembro de 2016

STF arquiva pedido de prisão de Eduardo Cunha

Diário operário e socialista desde 2003
 17 de setembro de 2016
STF arquiva pedido de prisão de Eduardo Cunha
cunha-e-teori
Aprovada a cassação do mandato do agora ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Supremo Tribunal Federal tratou de livrá-lo da possibilidade de ser preso.

O ministro Teori Zavascki, que é o relator da Lava Jato no STF, arquivou o pedido de prisão de Cunha feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em maio por entender que houve “perda do interesse” com a cassação. O plenário da Câmara cassou Cunha com os votos de 450 deputados a favor, 10 contra e 9 abstenções.
Zavascki também enviou as duas ações penais já abertas contra o deputado para a Justiça Federal de primeira e segunda instâncias.
Na ação Cunha é acusado de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro por manter contas na Suíça com dinheiro oriundo de uma operação envolvendo negócios da Petrobrás na África. o juiz Sérgio Moro já conduz investigações contra a mulher e a filha de Cunha com relação às contas bancárias no exterior das quais a família é beneficiária.
No caso da ação referente ao recebimento de US$ 5 milhões “em propina relativa a contratos de navios-sonda, foi encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 2ª  Região, que abrange o Rio de Janeiro. O caso não foi remetido à Justiça do Paraná porque, além de Cunha, é ré no processo a prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida” que tem foro privilegiado
Ele ainda é alvo de outros cinco inquéritos na Corte, “sendo que quatro deles devem ser redistribuídos nos próximos dias. Uma das investigações deve ser mantida no Supremo, já que são investigados outras autoridades com foro privilegiado, como deputado André Moura (PSC-SE)”.
O pedido de prisão tinha como argumento que Cunha, mesmo afastado do mandato e da presidência da Câmara, continuava tentando atrapalhar o processo de cassação contra ele no Conselho de Ética e as investigações da Operação Lava Jato. Ele foi afastado da presidência da Câmara também em maio, por decisão do STF. O ministro Teori  Zavascki disse que “não mais subsistem as premissas que sustentam o pedido, o que revela a perda superveniente de interesse do presente requerimento”.
Com o mandato perdeu-se também a possibilidade de Cunha ser preso e se não o foi antes, dificilmente será agora, tendo em vista que em geral, no Paraná ou em outros locais, a justiça tem submetido a tratamento muito diferenciado petistas de lideranças de outros partidos políticos.
Com a quantidade de processos que existem contra ele, se Cunha fosse do PT, não apenas estaria preso como teria perdido seu mandato há muito tempo e talvez até teria sido condenado há anos de detenção.


Mas ele não é do PT, então o mais provável é que continue por aí usando chantageando, obstruindo investigações, mentindo para a Justiça, como se nada estivesse acontecendo.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Deputado boliviano chama Serra de criminoso após afirmação do ministro

Deputado boliviano chama Serra de criminoso após afirmação do ministro
Javier Zavaleta não gostou de ouvir tucano dizer que Bolívia e Equador precisam aprender a fazer democracia
MUNDO IRRITAÇÃO HÁ 20 HORAS  06/09/2016  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 
O deputado boliviano da coligação governista MAS, Movimento Ao Socialismo, Javier Zavaleta, criticou duramente nesta segunda-feira (5) as declarações do ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, que sugeriu aos governos da Bolívia e do Equador aprender a fazer democracia.

"Que esses criminosos que estão no Brasil resolvam primeiro os seus problemas com a lei, antes de virem falar sobre política internacional", disse Zavaleta à imprensa local.
Serra havia declarado neste fim de semana ao jornal espanhol El País que "particularmente, Bolívia e Equador poderiam aprender a fazer da democracia, ao olhar para o que aconteceu no Brasil".
Para Zavaleta, citado pela agência oficial Boliviana de Informação (ABI), "o Brasil de hoje, após o golpe, conta com um governo de criminosos comuns. Não deixaremos que esses criminosos venham nós ensinar a fazer democracia, política ou ideologia."

Na semana passada, o Senado brasileiro destituiu, por 61 votos a 20, a presidenta Dilma Rousseff do cargo, provocando imediato repúdio das autoridades da Venezuela, Equador e Bolívia. O governo boliviano manifestou seu repúdio em nota oficial e ao que classificou de "golpe parlamentar" contra Dilma Rousseff, e convocou o seu embaixador no Brasil. Com informações da Sputnik Brasil.