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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Deputado boliviano chama Serra de criminoso após afirmação do ministro

Deputado boliviano chama Serra de criminoso após afirmação do ministro
Javier Zavaleta não gostou de ouvir tucano dizer que Bolívia e Equador precisam aprender a fazer democracia
MUNDO IRRITAÇÃO HÁ 20 HORAS  06/09/2016  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 
O deputado boliviano da coligação governista MAS, Movimento Ao Socialismo, Javier Zavaleta, criticou duramente nesta segunda-feira (5) as declarações do ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, que sugeriu aos governos da Bolívia e do Equador aprender a fazer democracia.

"Que esses criminosos que estão no Brasil resolvam primeiro os seus problemas com a lei, antes de virem falar sobre política internacional", disse Zavaleta à imprensa local.
Serra havia declarado neste fim de semana ao jornal espanhol El País que "particularmente, Bolívia e Equador poderiam aprender a fazer da democracia, ao olhar para o que aconteceu no Brasil".
Para Zavaleta, citado pela agência oficial Boliviana de Informação (ABI), "o Brasil de hoje, após o golpe, conta com um governo de criminosos comuns. Não deixaremos que esses criminosos venham nós ensinar a fazer democracia, política ou ideologia."

Na semana passada, o Senado brasileiro destituiu, por 61 votos a 20, a presidenta Dilma Rousseff do cargo, provocando imediato repúdio das autoridades da Venezuela, Equador e Bolívia. O governo boliviano manifestou seu repúdio em nota oficial e ao que classificou de "golpe parlamentar" contra Dilma Rousseff, e convocou o seu embaixador no Brasil. Com informações da Sputnik Brasil

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BOLÍVIA, VENEZUELA E EQUADOR CONVOCAM EMBAIXADORES APÓS O GOLPE

BOLÍVIA, VENEZUELA E EQUADOR CONVOCAM EMBAIXADORES APÓS O                         GOLPE
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Governo venezuelano, de Nicolás Maduro, anunciou que congelará suas relações com o Brasil sob a gestão de Michel Temer; Cuba, de Raúl Castro, também definiu o processo de impeachment de Dilma Rousseff como um "golpe de estado parlamentar e judicial", mas não convocou embaixador nem cortou relações; já Mauricio Macri, da Argentina, e os Estados Unidos reconheceram o golpe como legítimo e declararam seu apoio a Temer

31 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 19:57

247 – O governo da Venezuela, de Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira 31 que congelará suas relações com o Brasil sob a gestão de Michel Temer.
Venezuela, Bolívia e Equador anunciaram que irão convocar seus embaixadores no Brasil após o afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado nesta tarde.
"O governo da República Bolivariana da Venezuela, em resguardo da legalidade internacional e solidária com o povo do Brasil, decidiu retirar definitivamente seu embaixador da República Federativa do Brasil e congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo surgido a partir deste golpe parlamentar", diz comunicado publicado no site do governo venezuelano.
"Destituíram Dilma. Uma apologia ao abuso e à traição. Retiraremos nosso representante da embaixada. Jamais reconheceremos estes...", publicou no Twitter o presidente do Equador, Rafael Correa. Evo Morales também postou mensagens no Twitter condenando o processo antes da votação final (veja aqui).
Cuba, governada por Raúl Castro, também definiu o processo de impeachment como um "golpe de estado parlamentar e judicial", mas não convocou embaixador nem cortou relações com o novo governo.
Já Mauricio Macri, da Argentina, reiterou seu apoio ao novo presidente peemedebista. Os Estados Unidos também reconheceram o processo como legítimo e declararam que fortes relações com o Brasil continuarão após o impeachment de Dilma.
O porta-voz John Kirby disse a jornalistas que as instituições democráticas do Brasil agiram dentro da estrutura constitucional do país.
Leia mais na reportagem da Reuters:
Governos esquerdistas da América Latina condenam afastamento de Dilma

Por Diego Oré

CARACAS (Reuters) - Governos esquerdistas da América Latina condenaram o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, nesta quarta-feira, e o classificaram como um golpe de Estado, mas a Venezuela foi além e suspendeu suas relações com o Brasil e retirou "definitivamente" seu embaixador do país.
As manifestações contrárias à decisão do Senado de declarar Dilma culpada de crime de responsabilidade por violar leis orçamentárias também vieram de Bolívia, Cuba, Equador e Nicarágua, países próximos à primeira mulher presidente do Brasil.
"O governo da Venezuela, em defesa da legalidade internacional e solidária com o povo do Brasil, decidiu retirar definitivamente seu embaixador na República Federativa do Brasil, e congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo surgido desse golpe parlamentar", disse o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela em comunicado.
"Oligarquias políticas e empresariais recorreram a artimanhas antijurídicas sob o formato de crime sem responsabilidade para chegar ao poder pela única via que lhes é possível: a fraude e a imoralidade", acrescentou.
Durante o processo de impeachment que polarizou o país, Dilma negou veementemente as acusações e denunciou o processo como um golpe de Estado.
Por 61 votos a favor e 20 contra, o Senado pôs fim a 13 anos de governo do PT, e colocando Michel Temer no comando do país até o fim de 2018. [nL1N1BC1YC]
A voz contrária na região foi da Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, que disse que "respeita o processo" de impeachment e "reafirma a sua vontade de continuar no caminho de uma integração real e efetiva".
Desde que Temer assumiu interinamente, em maio, a Venezuela afastou-se do Brasil, depois de um relacionamento forte na última década, quando governaram Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva.
"GOLPE DE ESTADO"
Bolívia, Cuba, Equador e Nicarágua também condenaram o impeachment de Dilma, chamando-o de "golpe".
"O Governo da República de Cuba rejeita fortemente o golpe de Estado parlamentar-judicial que foi consumado contra a presidente Dilma Rousseff", disse o governo cubano em uma declaração oficial lida na televisão estatal.
O Brasil, aliado político próximo de Cuba, é também um dos seus principais parceiros comerciais na região e fonte de crédito da ilha caribenha.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou seu embaixador no Brasil e escreveu em sua conta no Twitter: "Condenamos o golpe parlamentar contra a democracia brasileira. Acompanhamos Dilma, Lula e seu povo neste momento difícil #FuerzaDilma".
O Equador, por sua vez, pediu consultas ao seu encarregado de negócios no Brasil e disse que os "acontecimentos lamentáveis representam um sério risco para a estabilidade da nossa região".
"Nunca corroboraremos com essas práticas, que nos lembram os momentos mais sombrios da nossa América. Toda a nossa solidariedade com a companheira Dilma, com Lula, e todo o povo brasileiro. Até a vitória sempre!", escreveu o presidente equatoriano, Rafael Correa, em sua conta no Twitter.
(Reportagem adicional de Nelson Acosta, em Havana, Alexandra Valencia em Quito, Daniel Ramos em La Paz e Ivan Castro em Manágua)