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sexta-feira, 21 de julho de 2017

EVENTO NA PARAÍBA: Em meio a multidão com a presença de Gleisi, governador diz que só povo dar legitimidade a política; SAIBA!

EVENTO NA PARAÍBA: Em meio a multidão com a presença de Gleisi, governador diz que só povo dar legitimidade a política; SAIBA!
21 de julho de 2017
 

Uma multidão foi ao Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, nesta sexta-feira (21) para pedir pelas Diretas Já, movimento este que ganhou expansão pelos estados em busca de mudanças na administração do Brasil.

Muitos políticos participaram do evento na Capital paraibana, entre eles, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT), e os senadores Roberto Requião (PMDB/PR) e Fátima Bezerra (PT/RN), além do governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB).ão

Ao chegar no local do evento o governador postou uma foto no seu perfil social e disse que “A política precisa da legitimidade que só o povo pode dar”, ao ver a manifestação das pessoas pelas Diretas Já.

Em entrevista a imprensa, o governador disse que defende a antecipação das eleições, afirmou que a Presidência da República perdeu essa legitimidade e no seu entender perdeu desde o momento em que criaram uma crise econômica artificial.

“A política criou isso e você teve uma população apoiando a derrubada de um governo. 

Se criou no Brasil uma crise ainda mais profunda, uma crise institucional, de proporções gravíssimas.

 Recuperar a legitimidade é o primeiro passo para que o Brasil se reencontre”, avaliou.

Sobre a revelação da senadora Fátima Bezerra de que alguns correligionários do seu partido estão defendendo que ele seja o vice na chapa do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, Ricardo tangenciou e disse que seu objetivo é entregar o maior número de obras na Paraíba como governador e que pretende ficar até o fim da gestão.

“A política necessita de legitimidade. 

Ninguém pode ser presidente e construir uma agenda sem legitimidade. 

Derrubaram um governo, agrediram a democracia. 

O exercício de um cargo requer a legitimidade necessária para fazer as devidas pactuações. 

Eu não quero correr o risco de entregar um projeto tão bom para a Paraíba nas mãos de pessoas que estão almejando apenas o cargo sem pensar no povo. 

Eu não quero ver isso acontecer a partir de 2019, daí meu desejo de ficar até o fim no Governo”, declarou.

PORTAL CLICK POLÍTICA com Paraíba Online


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sexta-feira, 23 de junho de 2017

PSB DESEMBARCA DE VEZ, PEDE RENÚNCIA DE TEMER E DIRETAS JÁ

PSB DESEMBARCA DE VEZ, PEDE RENÚNCIA DE TEMER E DIRETAS JÁ


Embora tenha apoiado o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff, o PSB deixará claro nesta quinta-feira, 22, que Michel Temer não tem mais condições de governar o país; em programa partidário de 10 minutos que será exibido nesta noite em cadeia nacional de rádio e televisão, o PSB reforçara sua posição contra as reformas trabalhista e da Previdência e pede a renúncia de Temer com a escolha de seu substituto por eleições diretas; "Fomos a favor das eleições diretas em 1984 para acabar com a ditadura. Agora somos a favor das Diretas Já para impedir que as interferências do poder econômico continuem valendo mais do que a vontade da população e ditando os rumos do país", diz o programa; assista acima 

22 DE JUNHO DE 2017 ÀS 14:51

247 - Embora apoiado o golpe parlamentar que arruinou a economia e a democracia do País, o PSB deixará claro nesta quinta-feira, 22, que Michel Temer não tem mais condições de governar o país.

O partido exibe nesta noite, às 20h30, programa partidário em cadeia de radio e televisão em que vai defender a saída de Michel Temer e sua substituição por eleições diretas, como desejam 87% dos brasileiros (leia mais). 

"Fomos a favor das eleições diretas em 1984 para acabar com a ditadura. 

Agora somos a favor das Diretas Já para impedir que as interferências do poder econômico continuem valendo mais do que a vontade da população e ditando os rumos do país", diz o programa. 

"O PSB tem lado e, em nossa visão programática, a cidadania plena é direito de todos os brasileiros", afirma.

Os quadros do PSB também afirmam que vão trabalhar para derrotar as reformas trabalhista e da Previdência. 

"Nós, socialistas, assumimos aqui um compromisso: no que depender da luta do PSB essas reformas contra o povo não passarão!".

No programa, o PSB também destaca propostas consideradas prioridades para o país. 

Na avaliação do partido, "o Brasil mudou muito nas últimas décadas, mas os benefícios não chegaram integralmente à população". "O maior desafio continua sendo o desenvolvimento", diz.

O partido considera prioridades aprimorar os sistemas de saúde, previdência e assistência, combater a pobreza e enfrentar a violência. 

Também propõe o investimento em educação, ciência, tecnologia, inovação e estimular a economia criativa a fim de qualificar a mão-de-obra no país.

Os socialistas ainda defendem no programa que a política econômica deve ser "harmonizada" com o "interesse da população". 

E criticam o gasto do governo com juros: "É urgente reduzir os juros da dívida a fim de que sobrem recursos para investimentos e cobertura aos direitos sociais".


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

URGENTE: SENADO ACABA DE APROVAR DIRETAS JÁ

URGENTE: SENADO ACABA DE APROVAR DIRETAS JÁ
Publicado em 31 de mai de 2017


                           VEJA O VÍDEO

                                                  Isac Casi

SENADO ACABA DE APROVAR DIRETAS JÁ


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sexta-feira, 26 de maio de 2017

URGENTE: MAÇONARIA EXIGE RENÚNCIA DE TEMER E DIRETAS JÁ

URGENTE: MAÇONARIA EXIGE RENÚNCIA DE TEMER E DIRETAS JÁ

 

Maçonaria Brasileira lançou manifesto nesta sexta-feira (26) pedindo a renúncia do ilegítimo Michel Temer e Diretas Já para todos os níveis; documento assinado pelos “Maçons Progressistas do Brasil-MPB” exige “a imediata renúncia do Sr Michel Temer e a convocação de eleições diretas e gerais para que o povo opine sobre os rumos que o país deve tomar”; na carta-manifesto, os maçons afirmam o atual ocupante do Palácio do Planalto encontra-se desprovido de qualquer patrimônio moral, atributo indispensável ao governante maior da nação brasileira; leia íntegra

26 DE MAIO DE 2017 ÀS 15:38 

Por Esmael Morais, em seu blog 

- A Maçonaria Brasileira lançou manifesto nesta sexta-feira (26) pedindo a renúncia do ilegítimo Michel Temer e Diretas Já para todos os níveis.

O documento assinado pelos “Maçons Progressistas do Brasil-MPB” exige “a imediata renúncia do Sr Michel Temer e a convocação de eleições diretas e gerais para que o povo opine sobre os rumos que o país deve tomar”.

Na carta-manifesto, os maçons afirmam o atual ocupante do Palácio do Planalto encontra-se desprovido de qualquer patrimônio moral, atributo indispensável ao governante maior da nação brasileira.

Leia a íntegra do manifesto dos maçons:

Carta Aberta aos Brasileiros

Nós, Maçons Progressistas do Brasil – MPB, movimento organizado, suprapartidário, que zela pelos valores democráticos, pela pluralidade de idéias e pela justiça social, propugnados na constituição cidadã de 1988, vimos a público manifestar nosso profundo descontentamento com o estado atual de completo descrédito por que passa o governo brasileiro sob a presidência do Sr Michel Temer.

Compreendemos que após assumir o comando do país via golpe parlamentar travestido de impeachment e levado a cabo pelo então presidente da câmara, Eduardo Cunha, o Sr Michel Temer tem trabalhado para destruir as garantias e direitos sociais duramente conquistados pelo povo brasileiro durante décadas de luta. 

Sabemos que o programa de governo que vem sendo implementado pelo presidente ilegítimo foi rechaçado nas urnas. 

Por isso entendemos que este governo não tem legitimidade sequer para propor as alterações que almeja nas legislações trabalhista e previdenciária, muito menos para implementar medidas que comprometem o futuro do país, transferindo a empresas estrangeiras riquezas naturais do nosso Brasil.

Além de carecer de legitimidade, o atual ocupante do Palácio do Planalto encontra-se desprovido de qualquer patrimônio moral, atributo indispensável ao governante maior da nação brasileira. 

Não bastava o áudio no qual o Ex-ministro do planejamento, Romero Jucá, foi flagrado detalhando o golpe e associando as figuras do então deputado Eduardo Cunha a Michel Temer na trama, agora o próprio Temer é flagrado em conversas nada republicanas com um diretor da empresa JBS. 

Conversas estas que versam sobre compra de juízes e promotores, além de pagamentos para garantir o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Diante desses e de outros fatos, tornamos pública nossa posição de exigir a imediata renúncia do Sr Michel Temer e a convocação de eleições diretas e gerais para que o povo opine sobre os rumos que o país deve tomar.

Pra finalizar, colhemos excerto de texto sagrado, para asseverar que: a nossa luta é para que “ Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso”(Amós 5,24). E que assim seja!

Fraternalmente,

Maçons Progressistas do Brasil-MPB



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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Roberto Requião: 'A vaca foi para o brejo e levou a corda'

Roberto Requião: 'A vaca foi para o brejo e levou a corda'
Em vídeo publicado nas redes sociais, senador defende "Diretas Já" diante da denúncia de que Temer teria dado aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha
Por Glauco Faria publicado 17/05/2017 22h50

JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO
Requião diretas já
"Vocês lembram o que eu disse no impeachment 
da Dilma: canalhas, canalhas, canalhas", disse 
Requião em vídeo

São Paulo – O senador roberto Requião (PMDB-PR) divulgou um vídeo pelas redes sociaispedindo eleições direitas e gerais, após a denúncia veiculada pelo colunista Lauro Jardim de que Michel Temer foi gravado pelos donos do frigorífico JBS dando aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela operação Lava Jato.

"Vocês lembram o que eu disse no impeachment da Dilma: canalhas, canalhas, canalhas. 

E eu era a única oposição verdadeira ao governo da Dilma no Congresso Nacional, mas li com toda clareza que pretendiam acabar com o Brasil, entregar a Petrobras, vender nossas terras, massacrar os trabalhadores, acabar com a aposentadoria, e isso eles estão fazendo até hoje", disse Requião.

Para Requião, é hora de convocar eleições para a presidência e também para o Congresso Nacional. "Agora só temos uma saída. 

A vaca foi para o brejo e levou a acorda. 

A solução é eleição direta, diretas já em todos níveis, para o Senado, para deputados, para presidente da República, depois de uma grande discussão para que os brasileiros digam o que querem fazer com o nosso país."

"Que o Congresso pare imediatamente com essa canalhice de massacrar os trabalhadores, de acabar com a CLT, de destruir aposentadorias e entregar o Brasil. 

Esse Congresso não está representando o povo brasileiro, parece que ele vive num outro país, numa outra dimensão. 

Está na hora de passarmos tudo a limpo"


                           VEJA O VÍDEO
“Canalha, canalha, canalha” a homenagem de Requião a Aécio fica para a história


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

17 megaobras do Governo Dilma que você provavelmente nunca ouviu falar

10/10/2014 10:04  Atualizado em 17/01/2017
17 megaobras do Governo Dilma que você provavelmente nunca ouviu falar
Quais dessas obras você já conhecia?
 

PONTE RIO NEGRO, AMAZONAS
Ponte Rio Negro, no estado do Amazonas. Com 3,6 km de extensão, é a segunda maior ponte fluvial do mundo e a maior estaiada do Brasil. Conecta Manaus ao município de Iranduba e demorou três anos e 10 meses para ficar pronta. O concreto e o aço utilizados na obra seriam suficientes para construir três estádios do Maracanã.


FERROVIA NORTE-SUL, EM CINCO ESTADOS
O trecho de 682 km da Ferrovia Norte-Sul, situado entre as cidades de Ouro Verde (GO) e Estrela do Oeste (SP), está com 70% das obras concluídas. Em outro trajeto da obra, já finalizado entre Tocantins e Goiás, são 855 km de ferrovia já em operação.

3- FERROVIA TRANSNORDESTINA, CEARÁ, PERNAMBUCO E PIAUÍ
 
Integrada à Ferrovia Norte-Sul, liga o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins, num total de 1.728 km.

4- PONTE SOBRE O RIO MADEIRA
 
Obras na ponte sobre o rio Madeira, na divisa do Amazonas e Rondônia, na rodovia BR 319.

5- USINA EÓLICA ARIZONA, RIO GRANDE DO NORTE
 
Estado atinge 1.163,39 MW de potência instalada por meio de 42 parques eólicos em funcionamento e lidera o ranking eólico no Brasil.

6- BRT TRANSCARIOCA, RIO DE JANEIRO
 
A TransCarioca tem 39 km de extensão e 45 estações entre o Terminal Alvorada e o Aeroporto do Galeão. Atende 450 mil pessoas por dia.

7- METRÔ DE SALVADOR, BAHIA
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Dilma inaugurou, em junho, o primeiro trecho da primeira linha do metrô de Salvador. Com 7,4 km de extensão e 5 estações. O projeto prevê 41 km e 22 estações terminadas até 2017.
8- AMPLIAÇÃO E REFORMA DE 13 AEROPORTOS
 
Em Salvador, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Maceió, Cuiabá e Curitiba os aeroportos foram reformados e ampliados. A capacidade dos aeroportos triplicou e todas as pistas foram reformadas, estacionamentos ampliados e terminais ampliados e modernizados.

9- MEGA PORTO DA BAHIA, O TERCEIRO MAIOR DO BRASIL
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Começam as obras do terceiro maior porto do Brasil, em Ilhéus, Bahia. O investimento será e R$ 2,2 bilhões neste que será um dos portos mais modernos do mundo.

10- PONTE ANITA GARIBALDI, SANTA CATARINA
 
A ponte Anita Garibaldi em Laguna (SC) será a primeira ponte estaiada em curva do mundo e a terceira maior ponte do Brasil, com 2.830 metros de extensão. A obra faz parte do PAC-2 e impressiona pela sua magnitude.

11- UM MILHÃO DE CISTERNAS
 
Em todo o semiárido, foram entregues 545,7 mil cisternas e 54,7 mil tecnologias de apoio à produção agrícola. O governo tem a meta de distribuir, até o final de 2014, 750 mil unidades para consumo familiar e 76 mil de apoio à produção. Com as 350 mil entregues por Lula, são mais de um milhão de cisternas ajudando a combater a seca.

12- SUPERPORTO DO AÇU, RIO DE JANEIRO
 
O Superporto do Açu está localizado no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente no distrito de Açu. Sua localização é estratégica para a indústria do petróleo, por ser próximo às bacias de Campos e do Espírito Santo, podendo ser utilizado de base também a operação da Bacia de Santos.

13- PERÍMETRO IRRIGADO DE NILO COELHO, PERNAMBUCO
 
O perímetro irrigado de Nilo Coelho, localizado na cidade de Petrolina, no semiárido pernambucano, é o maior do Brasil em produção. Em 2013, o valor bruto de produção foi superior a R$ 700 milhões, com destaque para a fruticultura. Com área irrigável de 18.563 hectares, Nilo Coelho beneficia cerca de 2.200 famílias. O perímetro também prevê a geração de 20 mil empregos diretos e 30 mil indiretos. 

14- 2,75 MILHÕES DE MORADIAS ENTREGUES PELO MINHA CASA MINHA VIDA
 
Lula entregou 1 milhão de moradias na primeira etapa do programa Minha Casa Minha Vida. Na segunda etapa, Dilma já entregou 2,75 milhões de casas e o projeto da terceira etapa prevê mais 3 milhões a partir de 2015. Na foto o Residencial Viver Melhor, em Manaus.

15- 23 UNIVERSIDADES E 152 CAMPI CRIADOS
 
Na foto, a Universidade Federal do ABC, criada por Lula e ampliada por Dilma, considerada a melhor do Brasil. 

16- USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, PARÁ
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Terceira maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Belo Monte terá capacidade energética para atender a 60 milhões de pessoas.

17- USINA HIDRELÉTRICA DE ESTREITO, MARANHÃO
 
Com capacidade de geração energética de 1.077 MW, a usina de Estreito foi inaugurada em maior por Dilma Roussef.

Além dessas obras mais 22 usinas eólicas e 3 hidrelétricas foram construídas. 

Ainda há em andamento as obras de dez hidrelétricas (que agregarão mais 18.340 MW ao sistema), 14 termelétricas (3.871 MW), 95 eólicas (2.472 MW) e seis pequenas centrais elétricas (118 MW).


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Fonte: Plantão Brasil





domingo, 15 de janeiro de 2017

Dilma Rouseff convoca a nação à luta contra regime golpista e por Diretas Já

Dilma Rouseff convoca a nação à luta contra regime golpista e por Diretas Já
15/01/2017
 

Em artigo publicado neste sábado (14), em Carta Capital, a presidenta legítima do Brasil, afastada do poder pelo golpe parlamentar, judicial e midiático no ano passado, denuncia o governo golpista, e defende que a convocação de eleições diretas é o único meio de repor o Brasil no caminho da democracia e da retomada do desenvolvimento econômico-social. 

Leia a íntegra.

O Brasil caminha para um futuro incerto, a depender do governo ilegítimo, que tem mostrado sua verdadeira face, frustrando as esperanças da sociedade. A solução passa por eleições diretas para presidente, substituindo o governo ilegítimo. Essa é a condição imprescindível para o país sair da crise e retomar o rumo da democracia, do crescimento e da geração de empregos.

Por Dilma Rousseff*, em Carta Capital

Passaram-se apenas seis meses desde que o golpe parlamentar interrompeu o meu mandato, consagrado por 54,5 milhões de votos. Tramaram um golpe que contou com o apoio de oposicionistas, traidores e parte da mídia e lançou o país em um período de incertezas e retrocessos.

Violentaram a Constituição de 1988, por meio de um golpe parlamentar que fragilizou as instituições e precipitou o Brasil no abismo da crise institucional.

Tudo é possível quando um mandato presidencial é desrespeitado. O impeachment sem crime de responsabilidade escancara as portas para o avanço da crise política e institucional.

Daí os conflitos institucionais que se aprofundam e o choque entre Legislativo e Judiciário. As relações de harmonia e equilíbrio entre os Poderes, exigidas pela Constituição, estão comprometidas.

Em apenas 90 dias, muito do que alertei ao longo do processo de impeachment tornou-se real. As contradições se acentuaram e conturbaram o cenário político, econômico e social. As ações para estancar a “sangria” da Operação Lava Jato têm se mostrado ineficazes. Movimentos sociais, estudantes, professores e cidadãos sofrem com a repressão às suas manifestações.

Assistimos, estarrecidos, ocupações de escolas e universidades por jovens em defesa de seu futuro serem coibidas com violência, enquanto manifestantes que invadem o Congresso, pregando a volta da ditadura, são tratados com complacência. Os sinais de deterioração dos direitos sociais estão evidentes.

Reconheço, ainda assim, que nenhum de meus mais pessimistas prognósticos previa o escândalo gerado pelo episódio do apartamento de luxo em área histórica de Salvador. E que isso merecesse do ocupante da Presidência da República mais atenção do que os problemas reais do nosso povo, como o desemprego crescente ou a paralisação das obras de integração do São Francisco, para citar apenas dois exemplos.

A democracia tem sido corroída pelo Estado de exceção. A interrupção ilegal do mandato de uma presidenta é o mais destruidor dos elementos desse processo, pois contamina as demais instituições.

Daí a distorção dos fatos por setores da mídia oligopolista, ou a decisão do Tribunal Federal da 4ª Região que autorizou medidas excepcionais, como a suspensão da lei e da Constituição em nome do caráter excepcional da Lava Jato.

Outro sinal é a perseguição implacável ao presidente Lula, submetido à “justiça do inimigo”, na qual a regra é destroçar a vítima.

Nesse cardápio, a PEC 55 destaca-se ao ensejar, simultaneamente, o avanço do Estado de exceção e o retorno do neoliberalismo. Com um só golpe retira a população do Orçamento, reduzindo os gastos com saúde e educação.

Ao mesmo tempo, pelos próximos 20 anos, afasta de todos nós o direito de escolher por meio do voto direto para “quem, como e onde” serão utilizados os recursos do orçamento. Flagrantemente inconstitucional, a PEC viabiliza o retorno do neoliberalismo, do Estado mínimo, feito por poucos e para poucos.

A reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo exige a idade mínima de 65 anos e 49 anos de tempo de serviço. Obriga jovens de 16 anos a largarem os estudos para trabalhar, a fim de ter o direito à aposentadoria integral.

O objetivo é claro. Dar continuidade ao processo de desmonte do Estado, iniciado por FHC e interrompido nos governos do PT. Busca-se desmantelar o sistema de proteção social, iniciado com Getúlio Vargas, atualizado na Constituição de 1988 e aprofundado no meu governo e no de Lula.

Irão se esforçar para desregulamentar a economia e reduzir impostos sobre os muito ricos e privatizar as empresas do Estado. Além de revirar o mercado de trabalho, “flexibilizando” os direitos dos trabalhadores e tornando a aposentadoria privilégio de poucos.

Tais propostas voltam à ordem do dia, depois de derrotadas nas últimas quatro eleições presidenciais. Por isso, o impeachment. O programa neoliberal do PSDB, rejeitado no voto pela população, necessita que se suspenda a democracia para ser executado.

O neoliberalismo pelo governo Temer, cujo receituário é brandido pelos meios de comunicação e líderes da oposição tucana como solução para o país, resultará em mais desigualdade. Tal modelo não tem como conviver com a plenitude do Estado democrático de direito.

Em A Doutrina do Choque, Naomi Klein mostra que os teóricos e políticos adeptos do neoliberalismo advogam o uso das crises para impor medidas impopulares justamente quando os cidadãos estão impactados por outros eventos.

Em nosso caso, a crise econômica e o impeachment foram a oportunidade para a retomada do receituário neoliberal. Múltiplos agentes políticos e empresariais se associaram para revitalizar um modelo que dá sinais de esgotamento e profundas contradições em países da Europa e nos Estados Unidos.

Chama atenção a sofreguidão dos militantes empresariais encarnados no “pato amarelo”. Defendem que o único caminho diante do conflito distributivo, acirrado pela crise, é o corte dos gastos sociais, jogando o ônus da crise econômica exclusivamente nas costas dos trabalhadores e da classe média.

Afastam a possibilidade de aumento de impostos num país que tributa, sobretudo, ganhos de salário. Tal debate está interditado. Aí não importa se a consequência é a queda ainda maior da demanda e mais crise ao se derrubar o investimento público e o consumo, num quadro de anomia do investimento privado.

Defendo que ajustes precisavam ser feitos. Ajustes equilibrados, para melhorar a qualidade dos gastos e reduzir as despesas. O limite da redução das despesas foi, porém, atingido.

Há necessidade urgente de reformas, não para retirar direitos, mas, como a tributária, para ampliar a arrecadação e alterar o caráter regressivo do nosso sistema de impostos. Não podemos continuar a ser dos poucos países do mundo, em companhia da Estônia, a não tributar dividendos ou taxar ganhos de capital.

Ainda há quem queira acreditar no milagre do corte de gastos. Disseminou-se a ideia de que o golpe, travestido de impeachment, rapidamente reverteria a crise e, a partir daí, bastaria cortar gastos. Ora, a crise fiscal nunca se deveu a uma ampliação dos gastos. 

O Brasil enfrenta um problema fiscal que tem a ver com a desaceleração econômica, responsável pela queda vertiginosa das receitas.

É necessário reconhecer que desonerações efetuadas ao longo do meu governo, tanto aquelas sobre a folha de pagamentos quanto as que incidiram sobre setores produtivos, reduziram as receitas. Os resultados foram apropriados pelas empresas na forma de aumento da margem de lucro.

Tais desonerações também não produziram, na maioria dos setores, aumento da capacidade produtiva e, consequentemente, da arrecadação futura, impondo ônus excessivo à gestão fiscal do Estado. Por isso é necessária a revisão de tais desonerações.

Mesmo assim, o país vai precisar de medidas que se contraponham à crise. Durante meu governo foram criminalizadas todas as medidas fiscais contracíclicas. A PEC 55, pró-cíclica, vai eliminar agora todo e qualquer espaço para a política fiscal, além de enrijecer a política monetária.

Lá atrás, as manobras dos golpistas foram bem-sucedidas. Vetaram, ao longo do meu governo, todas as iniciativas para se reverter a crise, instituindo a política do “quanto pior melhor” e as “pautas-bomba”. Pior. Mobilizaram parte da população contra seus próprios interesses, cerceando a ampliação de oportunidades e de direitos.

Em várias ocasiões, declarei que o golpe contra meu mandato era um golpe contra a democracia, contra o povo brasileiro e contra a nossa Nação. Apesar dos meus críticos, promovemos um inédito processo de redução da desigualdade nos últimos 13 anos.

Foram as políticas de transferência de renda, de valorização do salário mínimo, de ampliação do acesso a serviços públicos e do incremento do investimento público que transformaram o Brasil e nos tiraram do mapa da fome.

Inédito, esse processo não garantiu uma efetiva transformação estrutural de nossa histórica concentração de riqueza. E foi insuficiente, pois acabamos impedidos de avançar na redistribuição da riqueza, na tributação dos mais ricos com impostos progressivos, tema interditado no País.

A PEC 55 vai impedir que o povo se beneficie do crescimento pelos próximos 20 anos com base no argumento da austeridade. Ao estabelecer que os gastos públicos terão crescimento real zero, a PEC terá efeito contracionista, puxando o crescimento do PIB para baixo.

O mais trágico é que resultará na redução per capita dos gastos sociais federais. Como trata apenas de gastos primários, a proposta não contém uma só medida voltada às despesas financeiras, como os juros da dívida pública.

Arbitrando de forma autoritária o conflito distributivo em torno da alocação do orçamento, a PEC é contra a maioria da população. Retira dos cidadãos o direito de, a cada eleição, escolher o programa de governo expresso no orçamento e, com isso, os caminhos para o desenvolvimento. É hoje um dos pilares do Estado de exceção implantado no Brasil.

Renascido como fênix depois de quase 13 anos, o neoliberalismo do consórcio Temer-PSDB é coerente com o fato de nossas grandes empresas produtivas terem se tornado financistas. Que acreditem e defendam o ideário neoliberal não surpreende.

Mas que se somem na defesa de uma proposta que diminui o crescimento econômico e promove a retração do mercado consumidor só se entende diante da elevada rentabilidade obtida com o giro financeiro. Sem dúvida, um dos maiores desafios ao desenvolvimento no Brasil tem sido a contaminação dos setores produtivos pelo giro da dívida pública.

A importância que o resultado financeiro assumiu para o desempenho de nossas grandes empresas, inclusive secundarizando eventuais limitações de competitividade, explica o desinteresse com que o setor produtivo tratou a queda dos juros em 2012 e 2013. Serve também para entender o engajamento desses segmentos a favor do golpe, atraídos, entre outras questões, pela perspectiva de reformas e medidas fiscais.

A interrupção da normalidade democrática e o caminhar rumo ao Estado de exceção são as bases jurídicas para a retomada do neoliberalismo. Não são as bases para “ordem, progresso e retomada do crescimento”, como prometeram antes do golpe. É o contrário. Ainda que setores da mídia mostrem com parcimônia os dados sobre a situação, o aprofundamento da crise está explícito.

A realidade sempre se impõe. Está cada vez mais evidente que os golpistas acreditaram no que propagandeavam e subestimaram os fatores que levaram à crise econômica: o fim do superciclo das commodities, a desaceleração da China, o fraco crescimento dos países desenvolvidos, o fim da política de expansão monetária dos Estados Unidos e a queda de arrecadação.

Minimizaram, sobretudo, as graves e nefastas consequências econômicas da crise política por eles criada. Tais fatores não se alteraram com a conclusão do impeachment. A “sangria“ continua e passa a ataque mortal. A crise agravou-se com a ilegitimidade, os escândalos de corrupção e as falsas profecias.

Agravou-se tão rápida e profundamente que a instabilidade gerada no atual governo e entre as instituições permite antever a possibilidade do golpe dentro do golpe: a eleição indireta para presidente, que não produzirá estabilidade ou segurança institucional.
Afasta a esperança e se revela mais um ataque à democracia, incapaz de conduzir à recuperação econômica.
 Diretas Já

A intolerância e o ressentimento diante da falta de sintonia entre as expectativas do povo e as entregas do governo minam a legitimidade da democracia. Para a população, primeiro vem a perda de poder, pelo desrespeito aos resultados legítimos da eleição.

Depois, a cassação de direitos, por meio de reformas que promovem retrocessos e exclusão. Quando as teses econômicas dominantes impedem a priorização de investimentos sociais, os governos deixam de responder às necessidades dos eleitores.

A política torna-se irrelevante para a vida dos cidadãos. Daí o risco da anti-política virulenta, em que argumentos são substituídos por slogans e sensacionalismo. Por isso, se o golpe destruiu o presente do Brasil, cabe a nós lutarmos pelo futuro.

A saída não é a marcha da insensatez golpista, mas a participação popular. Está na convocação imediata de novas eleições para presidente, como propus anteriormente. Junte-se às diretas, é hora da reforma política, proposta por mim em 2013.

Não há como sair da crise sem redefinir o sistema político, carcomido por práticas fisiológicas e corruptas, combalido pela fragmentação de partidos e pela lógica do imediatismo que não leva em conta os interesses do país.

Esse é o caminho para conter o retrocesso e garantir que a vontade do povo prevaleça quando se define o nosso destino. 

Reitero: o momento é grave, mas ainda há tempo de salvar a nossa jovem democracia e promover a retomada da economia. A palavra é legitimidade. Um banho de legitimidade para lavar a alma do Brasil.

Para isso, Diretas, Já!
Dilma Rousseff




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Lula engrossa discurso e pede antecipação de processo eleitoral para tirar Brasil da crise

Lula engrossa discurso e pede antecipação de processo eleitoral para tirar Brasil da crise
22 de dezembro de 2016
 

Em mensagem de fim de ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a bandeira das diretas já e defendeu mudanças radicais na economia.

Segundo ele, é preciso mudar a música da economia e estimular investimentos públicos e privados para retirar o Brasil do marasmo em que se encontra.

“Eu falo com conhecimento de causa porque já fiz”, afirmou.
De acordo com o ex-presidente, só um governo com legitimidade poderá fazer as mudanças necessárias e, segundo ele, isso se chama “voto na urna”.

Lula pediu ainda que o povo se mobilize para defender seu emprego e sua aposentadoria. “Quando só se fala em corte, isso significa cortar do pobre, e não do rico.