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quinta-feira, 18 de julho de 2019

‘QUANDO FICAR INSUSTENTÁVEL, TERÃO QUE LIBERAR LULA’, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO


‘QUANDO FICAR INSUSTENTÁVEL, TERÃO QUE LIBERAR LULA’, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO

Escrito por Portal Click Política 18 de julho de 2019

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O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirma que a Lava Jato é liderada por um pessoal de baixa qualificação e que tudo o que está sendo revelado pelo The Intercept “nós já sabiamos antes”. 

Ele ainda diz: ““Vamos precisar, na 2ª Turma, pelo menos do Ministro Celso de Mello para assumir claramente esse papel de defender o devido processo legal e reconhecer que Moro jamais poderia ser sido juiz de Lula.”

Aragão ainda complementa: “se ele fizer isso, estaremos bem e Lula poderá ser solto e o processo anulado. 

Se ele não fizer, a luta continua. Nós vamos demonstrar que tudo isso foi um grande engodo. Vai chegar uma hora que vai ficar insustentável”.

A reportagem do Blog da Cidadania destaca mais trechos da fala de Eugênio Aragão: 
“tudo isso divulgado hoje, de alguma forma já intuíamos, para nós não chegou a ser uma novidade. 

O novo é que pela primeira vez nós temos esses fatos provados, essa combinação entre o juiz e o Ministério Público acusador, que prejudicou a defesa. 

Isso não tem nem nome porque o processo penal hoje é visto por si só como uma atividade de grande risco do Estado.

 O processo penal manipula aquilo que chamamos monopólio da violência do Estado.

 Então o Estado tem que se conter. 

O Direito Penal não é uma arma contra o cidadão, ele é para proteger determinados bens jurídicos que são caros para aquilo que se denomina sociedade e para proteger aquele que é acusado em ataque ou investida injusta contra ele.

 Não é transformar uma persecução em um show, como eles têm feito. 

Isso degrada o Direito Penal e vai contra a presunção de inocência. 

Isso é um dos valores mais caros do Direito Penal.”

CONTINUA

MORO INTERFERIU NA SINDICÂNCIA DO GRAMPO ILEGAL NA PF

Escrito por Portal Click Política 18 de julho de 2019

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Por Marcelo Auler, em seu blog – Não foi apenas junto ao Ministério Público Federal que o então juiz Sérgio Moro, quando magistrado à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba, interferiu apresentando provas, sugerindo testemunhas e palpitando sobre investigações e peças de acusação, tal como mostraram diálogos revelados pelo The Intercept – ‘Não é muito tempo sem operação?’ .

Embora na função de julgar com imparcialidade os casos que lhe chegassem, Moro também palpitou em investigações feitas internamente na Superintendência do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR). 

Ocorreu, pelo menos, na Sindicância SI-04/2014-SR/DPF/PR, instaurada para apurar o uso de um grampo ilegal na cela em que ficou preso o doleiro Alberto Youssef, dentro daquela superintendência.

A própria corregedora da SR/DPF/PR, delegada Rosicleya Baron de Albuquerque Barradas, encaminhou ao juiz a sindicância antes dela ter sido concluída. 

Atendeu um pedido do juiz, como revelou, em depoimento oficial, o delegado federal Maurício Moscardi Grilo, em fevereiro de 2017. 

Foi Moscardi quem presidiu aquela investigação interna que, segundo ficou provado posteriormente, tinha o intuito de abafar a utilização de uma escuta ambiental na cela, sem qualquer autorização legal.

A confirmação do grampo sem autorização judicial, logo no início da Operação Lava Janto – março de 2014 -, poderia (pode ainda?) contaminar todas as investigações que se seguiram, motivo da tentativa de abafar o caso.
Revelação Sigilosa – O depoimento de Moscardi é praticamente desconhecido. 

Encontra-se no Inquérito Policial 01/2017 – COAIN/COGER/DPF 01, instaurado em 2017 pela Coordenadoria de Assuntos Internos da Corregedoria Geral do DPF. 

Ele foi aberto a partir da conclusão de uma segunda sindicância – SI 04/2015 COGER/DPF -, realizada um ano depois da Sindicância presidida por Moscardi.

 Esta segunda investigação sobre o grampo ilegal foi presidida pelo delegado Alfredo Junqueira, da Corregedoria do DPF em Brasília.
O IPL 01/2017 deveria apurar possíveis responsabilidades criminais sobre o grampo.

 Mas acabou arquivado, a pedido dos procuradores da República da Força Tarefa da Lava Jato, em Curitiba, pelo juiz Nivaldo Brunoni, da 23 Vara Federal de Curitiba, onde ele tramitava tombado com o número 5003191-72.2017.4.04.7000/PR. 

O arquivamento contrariou a manifestação feita pelo delegado federal Marcio Magno de Carvalho Xavier, responsável pela investigação, que em 20 de julho de 2017, deixou claro que o seu trabalho ainda não estava concluído. 

No despacho consignou:

“Deste modo, como os procuradores atipicamente requereram o arquivamento do Inquérito Policial, antes mesmo da realização de diligências básicas e da confecção do relatório final, requer, que esse MM Juízo se digne a conceder a dilação de prazo para a conclusão deste Inquérito Policial“.

Ele, porém, não foi atendido. Rapidamente o inquérito foi arquivado e ninguém responsabilizado criminalmente pela ordem da colocação do grampo ilegal. 

Jamais, também, vieram a público o conteúdo das gravações captadas. Tudo foi jogado para debaixo do tapete.

O caso foi arquivado e mantido longe do acesso público. Com isso, a interferência de Moro na primeira sindicância, tal como admitiu Moscardi em depoimento prestado pelo delegado Magno, jamais tornou-se pública.

O relato do delegado pode ser conferido no vídeo abaixo.


260 horas de gravações – Na segunda sindicância em que a Corregedoria refez o trabalho de Moscardi, não apenas se confirmou que o grampo ilegal existiu como ainda captou conversas dos presos, tal como o Blog noticiou em outubro de 2015 – Surgem os áudios da cela do Youssef: são mais de 100 horas. 

Foram, ao todo, 260 horas de gravação, bem acima das 100 horas inicialmente noticiadas.

Na verdade, a captação de diálogos entre os presos da primeira fase da Lava Jato já tinha sido admitida na primeira reportagem que o Blog fez sobre o caso, em 20 de agosto de 2015 – Lava Jato revolve lamaçal na PF-PR. 

Na época, a partir de informações prestadas pelo advogado do doleiro Youssef, Antônio Augusto Lopes Figueiredo Basto, noticiamos:

“Figueiredo Basto admite que seu cliente teve fortes indícios de que suas conversas na custódia com os outros presos chegavam ao conhecimento dos delegados,

“Tivemos alguns indícios disso sim. Houve indícios, isso não tem dúvida. Mas, não em interrogatórios. Em conversas assim… que não tem como serem recuperadas. 

Eles nunca interrogaram diretamente sobre isso, mas os assuntos acabavam sendo abordados pelos delegados”.”-

O recente depoimento do doleiro Alberto Youssef levou a grande imprensa a falar do grampo ilegal como se fosse novidade.


Advogados se calaram – O medo de que tais gravações pusessem a perder a Operação Lava Jato falou mais alto do que o dever legal de que os possíveis crimes cometidos fossem devidamente apurados. 

Curiosamente até os advogados de defesa, a começar pelo do doleiro Alberto Youssef, se calaram sobre o assunto.

 Para Figueiredo Basto falou mais alto o interesse em um acordo de delação premiada do cliente.

Como ele, certamente outros advogados se calaram, diante da possibilidade de acordos de delação, que como a Folha de S. Paulo e The Intercept mostraram nesta quinta-feira, (Mensagens apontam que Moro interferiu em negociação de delações) também tiveram interferência ilegal de Moro.

Correndo atrás do prejuízo – Com raras exceções, como recentemente mostrou a reportagem de Vasconcelos Quadros, na Pública – Agência de Jornalismo Investigativo (Moro teria ignorado investigação da PF sobre provas ilegais em caso Odebrecht), as defesas dos réus da Lava Jato desistiram das cobranças destas apurações. Até porque a maioria desconhece a instauração do IPL 01/2017.

Embora a investigação sobre os possíveis crimes ali cometidos tenha sido abortada, continua a perseguição interna ao Agente de Polícia Federal Dalmey Werlang; 
Ele confessou, em 2015, a instalação do grampo ilegal a mando dos delegados Igor Romário de Paula, então Coordenador do Combate ao Crime Organizado, Rosalvo Ferreira Franco, na época superintendente do DPF no Paraná, e Márcio Adriano Anselmo, que coordenava a Operação Lava Jato dentro da SR/DPF/PR. 

Até hoje Werlang responde a Processo Administrativo Disciplinar o que o impede de se aposentar.

Foi nesse processo administrativo que o doleiro Youssef prestou depoimento em 27 de junho. Motivo que levou a chamada grande imprensa a falar da existência do grampo e da confirmação de que ele realmente captou conversas como se fosse algo desconhecido.

Embora tenha falado do grampo à época em que ele foi encontrado, a mídia tradicional jamais correu atrás da história e da devida apuração pois estava toda apoiando Moro, Dallagnol e os lavajateiros de Curitiba. 

Foram os Blogs que sustentaram essas cobranças, sem que a chamada grande mídia lhes dessem atenção. Agora, ela corre atrás do prejuízo.

Ao publicar esta reportagem, o Blog respalda-se em diversas decisões do Supremo Tribunal Federal que não considera crime jornalistas darem divulgação a documentos e peças de processos em segredo de Justiça. 

Trata-se de um dever de a imprensa levar a informação que recebe ao grande público, tal como o The Intercept vem fazendo. Mesmo se tratando de documento sigiloso.

Aos leitores e seguidores do Blog – Para participar da campanha que conseguiu eleger a chapa ABI: Luta Pela Democracia, de oposição à antiga diretoria da Associação Brasileira de Imprensa, o editor do Blog ausentou-se do mesmo nos últimos meses, deixando de atualizar as postagens. 

Por isso esperamos a compreensão dos leitores e seguidores com as limitações de nossas postagens que aos poucos tentaremos retornar.

 Desde já renovamos os agradecimentos àqueles que, mesmo com nossa ausência, não deixaram de contribuir para a sobrevivência do Blog e de seu editor. 

Tais contribuições sustentam, inclusive, viagens como a atual a Curitiba, cujas passagens e hospedagens estão sendo ofertadas por duas leitoras/apoiadoras do Blog, às quais deixamos registrado nosso agradecimento.

O Blog aderiu ao Jornalistas Pela Democracia.
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domingo, 11 de junho de 2017

PROBLEMA: Funaro deve ‘enterrar’ Cunha de vez na cadeia

PROBLEMA: Funaro deve ‘enterrar’ Cunha de vez na cadeia
11 de junho de 2017
 

Tudo indica que o país ganhará, nos próximos dias, um novo “bandido-celebridade”, como foi o agora descartado e livre Alberto Youssef. 

É Lúcio Funaro, um aventureiro que operava para Cunha e, por consequência, para Michel Temer, nos negócios que seu “núcleo” (Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha e Moreira Franco, além de bagrinhos, como Rocha Loures).

Anuncia-se que Funaro fará a delação que Eduardo Cunha não é deixado fazer – segundo diz hoje Ancelmo Goés, em O Globo, pelo juiz Sérgio Moro, que até seu questionário cortou para não “constranger o presidente”.

É provável que Funaro saiba menos do que sabe Cunha, mas tudo o que sabe seu ex-chefe conhece, também.

E, então, teremos o país explicitamente nas mãos de um gângster ainda mais degradado que o doleiro paranaense que revirou os intestinos do país. Pois Funaro é ainda mais grosseiro e ameaçador que Youssef e, talvez por isso mesmo, mais adequado aos métodos de Eduardo Cunha.

Hoje, no site de O Globo, o excelente repórter Chico Otávio refaz a narrativa de John Mendes Reis, playboy filho de Albano reis, um folclórico deputado do PMDB do Rio de Janeiro, famoso como “Papai Noel de Quintino”, por distribuir presentes no Natal.

“A amizade com Funaro, segundo John, começou em 2000, quando se conheceram durante uma festa na cobertura do doleiro Dario Messer, na Avenida Delfim Moreira, no Leblon. O filho de Albano Reis já era presença frequente nas noites cariocas. Gostava de desfilar com carrões importados, mulheres bonitas e jogadores de futebol. Funaro, que desembarcara no mercado financeiro do Rio para trabalhar com Messer, viu no rapaz oportunidade de fazer contatos e alavancar os negócios.

— Ele tinha um incrível poder de convencimento. Era arrojado e não gostava de limites. Sempre queria mais — recorda-se John.

Economista, com a carreira iniciada em 1993 na mesa de operações da corretora Plusinvest, Funaro chegou ao Rio no fim dos anos 1990 para prospectar o mercado de câmbio. Entre 1999 e 2002, trabalhou para as corretoras Agenda e Fair, mais tarde encrencadas com fraudes. 

O doleiro morava, segundo John, no apartamento de Messer na Praça Atahualpa, no Leblon, e se interessou em conhecer Albano Reis porque o deputado havia feito fortuna no mercado de ouro.

— Primeiro, eu o apresentei a meu pai. Depois, quando soube que Eduardo Cunha (então, deputado estadual), fazia negócios na área de comércio exterior, quis conhecê-lo também. O encontro, por iniciativa minha, aconteceu no antigo escritório do seu Eduardo.

Cunha, que na época controlava politicamente a Cedae, enxergou em Funaro o parceiro ideal para as operações financeiras que planejava fazer com o dinheiro da Prece, fundo de pensão dos funcionários da estatal fluminense. De 2003 a 2006, a corretora Laeta, ligada ao doleiro, teria gerado rombo de R$ 39 milhões com operações na Prece.”

Três anos depois, numa noitada, Reis o aproximou de Natalino Bertin, dono do frigorífico que seria comprado pela JBS e, assim, ligou Funaro aos Batista. Daí para a frente, o filho do “Papai Noel” perdeu o amigo:

Na última vez que nos encontramos, ano passado, quando fui ao escritório dele no Itaim Bibi (SP) para cobrar o que devia a minha família, Lúcio me recebeu com uma pistola na mão. Enquanto sacudia a arma, ele me disse que era assim que recebia os credores.(…) Me arrependo muito de ter apresentado o Lúcio a tanta gente. 

A todos, ele ludibriou de alguma forma. É o maior estelionatário do Brasil.

Talvez ele esteja errado: afinal, Funaro trabalhava para Cunha e, como deixa clara outra reportagem no jornal, desta vez sobre a propina paga a ele por Henrique Constantino, filho do dono da Gol, com o aval de Michel Temer revela quem dava a palavra final nas negociatas.

O maior estelionatário do Brasil é o rato que chegou ao poder.


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AGRADEÇO A TODOS 


terça-feira, 11 de abril de 2017

MATAR OU MORRER: Odebrecht encurrala Cunha e o coloca na linha de tiro com Temer; CONFIRA AQUI!

MATAR OU MORRER: Odebrecht encurrala Cunha e o coloca na linha de tiro com Temer; CONFIRA AQUI!
11 de abril de 2017
 

O empreiteiro Marcelo Odebrecht teria revelado em seu depoimento de delação premiada um esquema liderado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para tentar barrar a Lava Jato. As informações são da Veja.

O acordo teria sido fechado pouco antes da eleição do peemedebista para a presidência da Casa, em 11 de fevereiro de 2015. De acordo com a revista, Cunha contratou a empresa de espionagem Kroll para buscar “inconsistências” nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

“Eduardo Cunha defendia a tese de que deveriam ser encontradas inconsistências nas colaborações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o que permitiria, na sua ótica, a anulação das investigações”, afirma o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, em decisão que pedido do Ministério Público para retirada do sigilo da investigação e o envio das declarações à Procuradoria da República no Paraná.

Oficialmente, a justificativa para contratação da empresa seria ajudar a CPI da Petrobras a investigar os envolvidos no escândalo do petrolão. 

A Kroll teria sido usada para investigar contas bancárias e patrimônio no exterior de 12 delatores da Operação Lava Jato.



sábado, 4 de fevereiro de 2017

Justiça acata ação de Lula contra família Marinho por mentir sobre triplex

Sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Justiça acata ação de Lula contra família Marinho por mentir sobre triplex
 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

A Justiça do Estado de São Paulo acatou o processo proposto por advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra os proprietários do diário conservador carioca O Globo. 

Os irmãos Marinho, filhos do falecido empresário Roberto Marinho, respondem agora à ação civil por danos morais, após publicar matéria no jornal, intitulada Dinheiro liga doleiro da Lava-Jato à obra de prédio de Lula.

Nos autos do processo, agora registrado em cartório na capital paulista, os advogados de Lula anexaram a matéria publicada no dia 12 de agosto do ano passado, na qual o diário que apoiava a ditadura militar afirma que o ex-presidente seria dono de um apartamento triplex no Edifício Solaris, no Guarujá (SP), e que o empreendimento estaria ligado, de alguma forma, ao doleiro Alberto Youssef.

Antes da publicação do artigo, o Instituto Lula esclareceu ao jornalista que Marisa Letícia, mulher do ex-presidente, adquiriu a prestações, uma cota no empreendimento e que a família do ex-presidente não tem nenhum apartamento, quanto menos um tríplex.

“Não foi a primeira vez que isso foi esclarecido a este repórter e o jornal carioca optou por dar continuidade à mentira que vem repetindo desde dezembro do ano passado”, disse o Instituto Lula, em nota.

Resposta de Lula

“O autor da matéria insistiu na versão mentirosa, com amplo destaque tanto na versão impressa do jornal, quanto na internet.  

O Instituto Lula respondeu ao Globo, em nota, no dia 14: ‘Lula não tem apartamento no Guarujá. E se tivesse?’ Em sua edição de sábado (15 de agosto), o jornal tentou justificar a atribuição da propriedade do imóvel pelo ex-presidente por informações passadas pela ‘vizinhança’, ou seja, fez um jornalismo baseado em fofocas de corredor de prédio”, acrescenta a nota do Instituto.

Ainda no documento, Lula afirma, por meio de sua assessoria, que “a ação demonstra que a matéria teve claro caráter difamatório e o mero registro burocrático do outro lado não compensa os danos morais causados pela veiculação de graves mentiras. 
Que foram criadas relações que não existem entre uma cota de empreendimento adquirida a prestações pela família do ex-presidente e Alberto Youssef, criminoso reincidente”.

Apesar da ação em curso, o diário carioca seguiu na publicação de outras matérias sobre o imóvel de Guarujá, o que valeu um novo desmentido, no último sábado que, segundo advogados do ex-presidente, será anexado ao processo contra a família Marinho, como demonstração do caráter persecutório dos meios de comunicação de propriedade das Organizações Globo.

Na nota da semana passada, o Instituto Lula demonstra, com uma série de documentos, “como os adversários de Lula e sua imprensa tentam criar um escândalo a partir de invencionices”.