quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

EITA! IBAMA ANULA MULTA CONTRA BOLSONARO POR PESCA ILEGAL


EITA! IBAMA ANULA MULTA CONTRA BOLSONARO POR PESCA ILEGAL

Por Portal Click Política Em 9 jan, 2019

 

A superintendência do Ibama no Rio de Janeiro anulou a multa de R$ 10 mil aplicada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) em 2014 por pesca irregular em Angra dos Reis (RJ). 

Ele foi flagrado em um bote inflável no dia 25 de janeiro de 2012 dentro da Esec (Estação Ecológica) de Tamoios, categoria de área protegida que não permite a presença humana, em Angra dos Reis, informa a Folha.

Medida foi tomada no dia 20 de dezembro de 2018, ainda no governo de Michel Temer, após parecer da Advocacia Geral da União (AGU). 

O órgão argumentou que Bolsonaro não teve amplo direito de defesa nem teve resguardada a garantia de contraditório. 

Em seguida, a equipe de cobrança da Procuradoria Geral Federal do órgão enviou o processo ao Ibama do Rio para novo julgamento.

A decisão retira o nome de Jair Bolsonaro do cadastro de pessoas físicas e jurídicas que têm dívida ativa com a União. 

O mérito do processo, ou seja, a autuação em flagrante de Bolsonaro, ainda não foi decidido.

Com a decisão, o processo voltará à estaca zero na tramitação dentro do órgão, o que dará ao presidente chance de se defender novamente e entrar com recursos. 

A possibilidade de que ele seja punido, no entanto, será mantida, já que a prescrição leva 12 anos, ou seja, em 2024.


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Estou sendo tratado como “o pior bandido do mundo”, diz Queiroz sobre Coaf


Estou sendo tratado como “o pior bandido do mundo”, diz Queiroz sobre Coaf
Alegando fortes dores, o ex-assessor atribuiu os problemas detectados recentemente em sua saúde à exposição do caso Coaf na imprensa

Por Estadão Conteúdo

9 jan 2019, 13h52 - Publicado em 9 jan 2019, 08h53

 O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o motorista Fabrício Queiroz
Fabrício Queiroz: ex-assessor de Flávio Bolsonaro, disse que esclarecerá "em breve" as movimentações atípicas em sua conta (SBT/Reprodução)

Ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz disse nesta terça-feira, 8, ao jornal O Estado de S. Paulo que esclarecerá 
“em breve” as movimentações atípicas em sua conta apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

Ele, porém, não disse quando iria dar as explicações e reclamou de, em suas palavras, ter sido tratado como “o pior bandido do mundo”.

“Após a exposição de minha família e minha, como se eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. 

Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, disse Queiroz, que também é policial militar da reserva. 

“Estou muito a fim de esclarecer tudo isso. 

Mas não contava com essa doença. 

Nunca imaginei que tinha câncer.”

Alegando fortes dores, o ex-assessor atribuiu os problemas detectados 
recentemente em sua saúde à exposição do caso Coaf na imprensa. 

As dores, segundo ele, o teriam feito faltar a depoimentos marcados pelo Ministério Público.

Queiroz foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor maligno no intestino, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde 30 de dezembro, e teve alta nesta terça-feira. 

Ele disse que pagou a conta dos serviços médicos com recursos próprios e declarou ter recibo para comprovar, mas não quis dizer o valor.

O ex-assessor afirmou que dará as explicações apenas ao MP “por respeito” ao órgão, mas não informou a data. “Vocês saberão. 

Vocês sempre sabem de tudo”, disse à reportagem.

 Queiroz disse ainda que ficará em repouso em São Paulo nos próximos dias e, a partir de 21 de janeiro, fará sessões de quimioterapia. 

Elas poderão durar de três a seis meses.

O ex-assessor também reclamou do tratamento da imprensa no caso.
“A mídia está fazendo o papel dela, mas está superparcial em meu caso. 

Isso é muito feio.” Também declarou que muitos acham que sua doença é mentira e enviou à reportagem uma foto em que aparece com uma cicatriz na barriga e um cateter.

Movimentações

O relatório que apontou as movimentações financeiras suspeitas nas contas de Queiroz, revelado pelo Estado, foi produzido pelo Coaf na Operação Furna da Onça, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar corrupção na Assembleia Legislativa do Rio. 

A ação resultou na decretação da prisão de dez deputados.

A investigação foi transferida para o Ministério Público do Estado do Rio porque podem envolver deputados estaduais. 

Mais de 70 assessores ou ex-assessores de 22 parlamentares são investigados.

 Uma das filhas de Queiroz, Nathalia, é citada em dois trechos do relatório do Coaf (mais informações nesta página).

Queiroz foi chamado para depor duas vezes no Ministério Público do Rio, mas faltou em ambas as ocasiões alegando questões de saúde. 

Em entrevista ao SBT, ele justificou a movimentação detectada na conta dizendo que 
“fazia dinheiro” com a compra e revenda de carros.

O MP do Rio sugeriu o comparecimento de Flávio Bolsonaro – filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro – para depor ao órgão nesta quinta-feira, 10. 

Por prerrogativa do cargo parlamentar, porém, ele pode escolher data, hora e local para prestar depoimento.

Questionado, o MP não informou se Flávio confirmou presença. 

A assessoria do senador eleito também não quis confirmar se ele irá ou não. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Governo Bolsonaro ordena paralisar a reforma agrária no país


Governo Bolsonaro ordena paralisar a reforma agrária no país

1 min ago  08/01/2019 Perda de direitos

 


O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) determinou aos seus servidores a paralisação, sem prazo, de todos os processos de aquisição, desapropriação ou outra forma de obtenção de terras para o programa nacional de reforma agrária no país. 

A medida atinge também os cerca de 1,7 mil processos para identificação e delimitação de territórios quilombolas.

O Incra confirmou à Folha que “foram sobrestados [interrompidos] 250 processos nas diversas modalidades de obtenção” de terras.

Para o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a medida vai agravar a tensão no campo, gera prejuízos aos cofres públicos, pois em vários processos de identificação das terras o governo já gastou recursos com trabalho de campo, e “até pode ser considerado um ato inconstitucional”.

 
Produtos e alimentos desenvolvidos pelos sem-terra em acampamento no sul de Minas Gerais – Divulgação

“Nos últimos quatro anos, desde o governo Dilma, a reforma agrária já vinha em um sistema de paralisia, e agora é um agravamento. 

Temos 120 mil famílias acampadas e elas não vão desistir da luta pela terra, sempre pela paz no campo, repudiamos a violência”, disse Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, em Brasília. 

Ele estimou em 365 o número de processos no Incra que deverão ser atingidos pela paralisação. 

“É um acirramento do conflito agrário no país”, disse Conceição.


Por medida provisória e decreto assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, o Incra saiu da Casa Civil da Presidência, onde estava desde 2016, para o Ministério da Agricultura, 
comandado pela líder da bancada ruralista no Congresso Tereza Cristina (DEM-MS), onde funcionará uma Secretaria de Política Agrária comandada pelo pecuarista e líder ruralista Nabhan Garcia, um adversário do MST desde os anos 80.

A Folha teve acesso a três memorandos-circulares distribuídos aos servidores do Incra no último dia 3, revelados pela organização não governamental Repórter Brasil nesta terça-feira (8). 

Em um dos documentos, encaminhado aos superintendentes regionais, chefes de divisão fundiária e coordenadores da Diretoria Fundiária do órgão, o diretor de ordenamento da estrutura fundiária, Cletho Muniz de Brito, menciona motivos para a suspensão: 

a nova vinculação do Incra ao Ministério da Agricultura, definida em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no primeiro dia do ano, e “as diretrizes adotadas pelo novo governo, em especial no que se refere ao processo de regularização fundiária na Amazônia Legal”, tarefa repassada ao Incra.

“Essas e outras alterações afetam algumas atividades e demais ações pertinentes à Autarquia na esfera fundiária e bem como [é necessário] garantir o sucesso dos procedimentos relacionados aos ajustes necessários”, escreveu o diretor. 

Ele determinou “o sobrestamento da tramitação de todos os processos em curso, exceto os processos oriundos de decisão judicial”.

Em outro memorando, o então diretor de obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento do Incra, Clóvis Figueiredo Cardoso, nomeado presidente Michel Temer em 2017 
-ele deixou o cargo após a assinatura dos papéis-, também mencionou a vinculação do Incra à Agricultura, as “novas diretrizes do novo governo” e “o processo de transição pelo qual passará o Incra em todas as suas instâncias”. 

O diretor ordenou o “sobrestamento [paralisação] no local onde se encontram, a partir desta data, de todos os processos de aquisição, desapropriação, adjudicação ou outra forma de obtenção em curso” até posterior decisão da diretoria do órgão.

Desde a criação, em 1970, o Incra contabiliza 1,34 milhão de famílias assentadas no programa de reforma agrária em 9,4 mil assentamentos criados e reconhecidos em 88 milhões de hectares.

 O número total de famílias hoje vivendo em assentamentos e área reformadas, segundo o Incra, é de 972 mil.

A paralisação ou mesmo o fim do programa de reforma agrária era um temor frequente de entidades que atuam com famílias de trabalhadores rurais sem terra, em especial depois de ameaças feitas pelo então candidato Jair Bolsonaro. 

Ele ameaçou criminalizar ações do MST, a quem chamou de terroristas. 

Em 2017, um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), disse em vídeo divulgado em redes sociais que a distribuição de terras a integrantes do MST 
“em nada contribui para o crescimento do país” e acusou o MST de ser “um movimento de cunho político”.

Em nota à reportagem nesta terça-feira, o instituto confirmou que não há prazo para o fim dos sobrestamentos dos processos. 

O órgão afirmou que é “uma medida administrativa do Incra, tendo em vista possível reestruturação que a autarquia deve passar para adequar-se ao disposto no decreto nº 9.660 e Medida Provisória nº 870, publicados em 1º de janeiro de 2019”.

Segundo o órgão, os processos paralisados estão “em fase administrativa, cuja conclusão depende de comprovação de cumprimento da função social (produtivo ou improdutivo), viabilidade do assentamento de famílias, disponibilidade orçamentária, ajuizamento de ação judicial e decisão judicial favorável no caso de desapropriação e adjudicação, por exemplo”.


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Filho de Mourão é promovido para cargo público e triplica seu salário para 36 mil reais


Filho de Mourão é promovido para cargo público e triplica seu salário para 36 mil reais
Contra toda a demagogia do recém presidente eleito e seu vice de “combate” à velha política, Hamilton Mourão nomeia filho para cargo que triplicará seu salário.

Redação terça-feira 8 de janeiro| Edição do dia

Foi anunciado na última semana o novo assessor do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, que fruto do acaso e do uso inadequado de cargos públicos, é o filho do vice presidente da república, Antônio Hamilton Rossel Mourão. 

Este, que em seu último emprego como assessor do setor do agronegócio bancário recebia um salário de cerca de 12 mil reais, agora receberá o triplo, por volta de 36 mil reais, um aumento considerável.

Sobre o caso, o vice presidente não quis sequer se pronunciar sobre a inusual subida que seu filho deu na carreira.

Com menos de duas semanas do novo governo já se escancaram suas contradições. 

Bolsonaro e Mourão que durante toda a campanha se colocaram contra a velha forma de governar por meio de alianças e benefícios, já se mostram adeptos dos antigos métodos, nomeando membros da família para cargos de alto escalão.

Isso porque o presidente eleito pelas eleições mais manipuladas da história brasileira não veio para transformar totalmente a forma de se fazer política e muito menos para acabar com a corrupção. 

Foi eleito pela burguesia com o objetivo de aprovar um plano de ajustes, tendo como centro a reforma da previdência, para fazer com que os trabalhadores trabalhem até morrer em condições precárias sem nenhum direito.


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

RECADO FOI PRA GLOBO: Bolsonaro Diz Que Imprensa É Parcial E Promete Corte De Verbas


RECADO FOI PRA GLOBO: Bolsonaro Diz Que Imprensa É Parcial E Promete Corte De Verbas

Por Portal Click Política Em 7 jan, 2019


Durante o discurso de posse dos presidentes dos bancos públicos, nesta segunda-feira (7) no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para criticar o que chamou de “parcialidade da imprensa” e prometeu cortar verbas publicitárias federais para veículos que o governo considere que não são imparciais.

Segundo o presidente, é um “privilégio” a a destinação de verbas publicitárias do governo para determinados órgãos de imprensa “que não sejam parciais”.

“Nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos daquilo que nós viermos a gastar com nossa imprensa. 

Queremos que cada vez uma imprensa mais fortes e isenta. 

A imprensa livre é a garantia da nossa democracia”, disse.

Sem citar um veículo específico, Bolsonaro disse: “Vamos acreditar em vocês, mas estas verbas não serão mais privilegiadas para a empresa A, B ou C”.

No final de semana, Bolsonaro e seus filhos criticaram a cobertura da Rede Globo. 

Bolsonaro chegou a chamar uma matéria publicada no jornal O Globo de fakenews.


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