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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Como Os Milicianos Tomaram A República

SUED E PROSPERIDADE

30/10/2020

Como Os Milicianos Tomaram A República

Celeste Silveira 30 de outubro de 2020 


Depois de “A República das Milícias”, de Bruno Paes Manso, fica difícil acreditar que será possível mudar o Brasil em 2022 sem desalojar os justiceiros de seu berço político a partir das urnas de 15 de novembro

Bruno Paes Manso já estava na reta final de “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil” (Todavia, 2018), livro que escreveu com Camila Nunes Dias, quando a vereadora carioca Marielle Franco foi morta, em março de 2018.

O livro, construído partir de entrevistas com autoridades penitenciárias e policiais, além de lideranças do PCC e de associações comunitárias, pretendia ser um alerta para os pressupostos da política de segurança pública que, na previsão dos autores, daria as cartas em Brasília com a estreia do ex-governador Geraldo Alckmin no Palácio do Planalto.

O livro se tornaria uma referência incontornável nos estudos sobre o crime organizado no Brasil. Mostrou como a política de encarceramento em massa de São Paulo, aliada aos arranjos que preservavam a capacidade de gerência da cúpula da organização criminosa, embasavam a prolongada trégua nos índices paulistas de homicídio.

Um mês depois de seu lançamento, porém, Bruno Paes Manso sentiu-se atropelado pela história. 

Vítima de um atentado em Juiz de Fora, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, acabaria catapultado à Presidência da República. Com a eleição de Bolsonaro, o autor concluíra que precisava começar a pensar em outro livro.

 Desta vez, para contar como a cultura da violência miliciana, travestida em apelo da lei e da ordem, havia se transformado na expectativa majoritária de redenção do eleitorado nacional.

O resultado, “A República das Milícias: dos Esquadrões da Morte à Era Bolsonaro” (Todavia, 2020), repete a fórmula de “A Guerra”, com entrevistas em profundidade com chefes da milícia e do tráfico, autoridades policiais, lideranças comunitárias, estudiosos de segurança pública e uma sensibilidade aguçada para distinguir a evolução que moldara as comunidades do Rio em contraposição àquelas da periferia de São Paulo, que percorre há mais de duas décadas como jornalista e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP.

Até então, sua incursão de mais fôlego no Rio havia sido durante a cobertura que fizera, para “O Estado de S. Paulo”, da intervenção policial no Morro do Alemão durante o governo Sérgio Cabral, em 2007. 

Nas pesquisas para o livro foi descobrindo um clientelismo que, ao contrário daquele que observara em São Paulo, não havia enfrentado a concorrência do sindicalismo industrial ou das comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. É ao entrar em Rio das Pedras, na zona Oeste do Rio, que o autor encontra a chave para entender o fenômeno exportado para o resto do Brasil com a eleição de 2018.

Fora da caixinha dos estereótipos, encontra uma comunidade em tudo diferente da Copacabana decadente em que costumava se hospedar. 

uma comunidade barulhenta, jovem, com letreiros chamativos a anunciar de médicos a lojas de lingerie e restaurantes de sushi. A pujança mostrava o dinheiro posto em circulação pelas milícias, que, em parceria com a polícia, se tornara donas de parte dos negócios despojando receita do poder público e das grandes empresas de gás, luz, transporte e internet sem precisar desperdiçar com armamentos como nas favelas comandadas pelo tráfico.

A comunidade é parte da jurisdição do 18º Batalhão da Polícia Militar do Rio, o mesmo em que o sargento Fabrício Queiroz e o capitão Adriano da Nóbrega se conheceram. O livro reconstitui a ficha criminal que construíram juntos sob a proteção da família Bolsonaro e do Tribunal de Justiça do Rio.

Bruno Paes Manso descreve uma Rio das Pedras marcada pelo coronelismo dos imigrantes nordestinos, apesar de o primeiro chefe local se chamar Octacílio Bianchi e o maior beneficiário político da propagação de seu modelo de empreendedorismo ser um paulista de Eldorado que levou seus modos bandeirantes para a Presidência da República.

Foi 1964 que deu às comunidades milicianas seu DNA. Com o golpe, a violência e a tortura policial se aproximaram dos porões da ditadura e, juntos, enterraram a utopia de nação que o Rio encarnava, com a sofisticação da bossa nova e a genialidade do samba de morro. 

O livro escolhe o capitão do Exército Aílton Guimarães Jorge, cadete da Academia Militar das Agulhas Negras em 1962, como símbolo da aliança entre bicheiros e policiais endossada pelo regime.

Guimarães era protegido de oficiais envolvidos com o terrorismo de Estado que marcaria a derrocada do regime. Com o planejamento de explosões em Agulhas Negras e numa adutora da capital fluminense, o capitão Jair Bolsonaro se filiaria a esta linhagem. 

Com a abertura, a entrada do insubordinado capitão na política se daria pela legitimação dos crimes da polícia. “Em vez de lutar pela defesa da pátria, a polícia passou a matar além do limite em nome do ‘cidadão de bem’”, diz Bruno.

As milícias, porém, não se beneficiaram apenas da proteção e das condecorações dos Bolsonaro, mas da vista grossa que lhe fizeram todos os governantes do Rio, de Leonel Brizola a Moreira Franco, passando pelo ex-prefeito Cesar Maia, que fez de Rio das Pedras um curral de votos para a eleição do seu filho, Rodrigo, hoje presidente da Câmara dos Deputados.

Com as Unidades de Polícia Pacificadora, instaladas pelo ex-governador Sérgio Cabral, o tráfico foi expulso da zona sul, para limpar o cenário da Copa e da Olimpíada. Nesse período, também se espraiaram as associações entre traficantes e milicianos. 

Esta sociedade prosperou com o propósito de combater o Comando Vermelho, organização nascida no presídio de Ilha Grande do convívio entre presos comuns e políticos na década de 1970.

A explosão da violência causada por esses conflitos e a busca do governo Michel Temer por uma marca positiva levou à intervenção militar no Rio, marcada, logo no seu primeiro trimestre, pelo assassinato de Marielle Franco. Bruno Paes Manso levanta as hipóteses para o crime sem cravar em nenhuma delas – provocação aos militares para mostrar quem manda no Rio, reação às denúncias da vereadora contra a violência policial e retaliação ao então deputado estadual, hoje na Câmara dos Deputados, Marcelo Freixo. 

O deputado teve uma atuação desabrida na Assembleia Legislativa, da CPI das Milícias aos esquemas, comandados pelos caciques locais do MDB, de distribuição de propinas de empresários de transportes.

A única aposta do autor é no poder do jogo de dissimulações envolvidas, que passa até mesmo por telefonemas forjados entre suspeitos que se sabiam grampeados para incriminar inimigos. 

Foi a reação de um deles, Orlando Curicica, miliciano preso por homicídio e associação criminosa, que levou à prisão de Élcio Queiroz e Ronnie Lessa. 

A partir dos relatórios a que teve acesso, Bruno Paes Manso descreve as manobras contra a elucidação do crime que ruma para mil dias sem a prisão de seus mandantes.

A chegada ao Palácio da Guanabara de Wilson Witzel, outro paulista emigrado para o Rio pelo sonho de uma carreira nas Forças Armadas, reincorpora à polícia civil e militar, com status de secretarias, personagens afastados desde os governos Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

A queda de Witzel, que, de aliado, virara desafeto da família Bolsonaro, e a posse do vice, Claudio Castro, promove alguns desses personagens. Alan Turnowski, por exemplo, passa de braço direito a secretário de Polícia Civil, com o apoio da família do presidente da República. 

Em outro depoimento de Curicica ao qual o repórter Allan de Abreu, da revista “Piauí”, teve acesso, Turnowski e o atual secretário da Polícia Militar, Rogério Figueredo, são detalhadamente acusados de ligação com as tiranias paramilitares que ocupam a cidade. Ambos negaram as imputações à revista.

O pacote de rearranjos acordados entre o novo governador do Rio e os Bolsonaro ainda passa pela substituição do procurador-geral do Ministério Público do Rio, José Eduardo Gussem, cujo mandato acaba em dezembro. É Gussem quem tem, em grande parte, garantido a autonomia da investigação do esquema de rachadinhas no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. 

A negociação que está em jogo na substituição de Gussem por um nome de interesse da família presidencial passa pelo atendimento das demandas do governador em relação à Superintendência da Receita Federal e à Polícia Federal.

A presença de Castro no governo do Estado é a blindagem com a qual a família Bolsonaro conta como anteparo à ascensão do ex-prefeito Eduardo Paes (Democratas) ou da delegada Marta Rocha (PDT), que substituiu Turnowski na chefia da Polícia Civil, em 2011. Paes e Marta aparecem nas pesquisas como os mais cotados para o lugar do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), aliado do presidente. 

É cedo para dizer se a ascensão de um ou outro à Prefeitura levará o DEM ou o PDT, dois anos depois, ao Palácio da Guanabara. Os grupos políticos de ambos pagaram pedágio às milícias quando estiveram no poder, mas não exerceram o poder em nome delas.

Como mostrou o Mapa dos Grupos Armados do Rio, 57% da área da cidade está hoje sob domínio das milícias. Esse avanço se deu ao longo de um governo federal que flexibilizou o porte e afrouxou o controle de comercialização e sob administrações locais que lhes franquearam espaços.

A República das Milícias, retratada por Bruno Paes Manso, chegou ao poder com Bolsonaro, mas o extrapola. Está entranhada no dia a dia das comunidades, dos serviços de transporte público às licenças de construção, cujos despachantes, nas Câmaras de Vereadores e nas prefeituras, serão definidos pelas urnas em 15 de novembro. 

Depois de ler o livro, fica difícil acreditar que seja possível mudar o país em 2022 sem desalojar os justiceiros de seu berço político.

*Maria Cristina/Valor Econômico

CONTINUA

Globo Participa Do Balão De Ensaio Sobre A Privatização Do SUS

Celeste Silveira 30 de outubro de 2020 

Quem acompanhou a programação do Globonews nesta quinta-feira (29), observou que hora nenhuma os comentaristas se posicionaram contra o decreto de Bolsonaro de privatização do SUS, porque é disso que se trata, por mais colorida que seja a forma com que essa proposta se apresente.

As observações sobre o decreto foram colocadas de forma dúbia pela Globo, dizendo que não é hora de debater isso, mas que não é uma má ideia e que as OSs já fazem isso e que muitas delas apresentam excelente resultado.

Por outro lado, em menos de 24 horas, Bolsonaro suspende o decreto, Paulo Guedes diz que nunca pensou em privatizar o SUS, mas Bolsonaro deixa a porta entreaberta dizendo que, num futuro próximo, pretende colocar o assunto novamente em pauta, o que foi pouco ou nada falado pelos comentaristas da Globonews.

Isso mostra que, se não foi combinada, essa adesão e estratégia de Bolsonaro com a Globo, a afinidade entre as duas propostas é ideologicamente idêntica.

Não é privatizar, é ir privatizando com a justificativa de parceria público privada. 

A coisa começaria pelos postos (UBS) para, depois, caminhar para o centro do comando do Sistema Único de Saúde (SUS), um maná que qualquer um neoliberal sonha em pilhar, porque neoliberal vive de pilhagem em nome de um suposto livre mercado que não consegue se sustentar nas próprias pernas, dependendo sempre de implodir um sistema criado pela sociedade e se apropriar dele justamente pela própria limitação que o tal livre mercado impõe ao sistema capitalista.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Fonte: https://antropofagista.com.br/

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Suspeito de matar Marielle tentou obstruir investigação que atingia Flávio


Suspeito de matar Marielle tentou obstruir investigação que atingia Flávio

3 hours ago Denúncias 19/12/2019

Imagem do Google

O caso Flávio Bolsonaro-Queiroz, tem agora um outro elemento explosivo, que pode levar as investigações para outros rumos. 

O MP informou que Adriano da Nóbrega, suspeito de matar Marielle Franco, tentou “embaraçar” investigações que envolviam peculato e lavagem de dinheiro no gabinete de Flávio Bolsonaro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou que Adriano da Nóbrega, acusado de ser chefe de milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro e Fabrício Queiroz, o “Queiroz”, tentaram “embaraçar” as investigações que viriam a atingir Flávio Bolsonaro, a pergunta é por que Adriano, teria feito isso? As informações são da Revista Crusuoé, ligada ao Antagonista.

Segundo os promotores do caso, tanto Queiroz, como Adriano da Nóbrega, determinaram que a ex-assessora de Flávio Bolsonaro, Danielle de Mendonça, faltasse ao depoimento que o MP a convocou.

Danielle de Mendonça, é ex-mulher de Adriano da Nóbrega  e é acusada de ser funcionária fantasma.

Queiroz e Adriano, também pediram a Adriana, que tomasse “cuidado ao falar ao celular”, para não expor o esquema no gabinete de Flávio Bolsonaro.

A mãe e esposa de Adriano da Nóbrega, 

estavam no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Quem é Adriano da Nóbrega
Foragido da operação “Intocáveis”, o ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega é suspeito de ser chefe de milícias na Zona Oeste do Rio de Janeiro e líder um grupo de matadores de aluguel, conhecido como “Escritório do Crime”.

Ele chegou a ser homenageado na ALERJ por Flávio Bolsonaro. Nóbrega é suspeito de matar Marielle Franco.
A mãe de Adriano fez depósitos na conta de Queiroz, ontem o MP descobriu que Queiroz movimentou 2 milhões em mais de 400 depósitos feitos por assessores de Flávio Bolsonaro.
Queiroz teria sido orientado por Bolsonaro a jogar fora o seu celular, segundo colunista do Globo.
Com a revelação que Queiroz e Adriano da Nóbrega tentaram interferir e obstruir as investigações, cabe prisão preventiva.

CONTINUA
Bolsonaro revelou a aliados medo que Flávio seja preso

5 hours ago Denúncias 19/12/2019



Em conversas com aliados, Bolsonaro revela um grande medo numa possível prisão do Senador Flávio Bolsonaro (Sem Partido),ele pede que ninguém no governo fale do assunto. 

Presidente teria se reunido com advogados, dias antes da operação

Aos aliados, o presidente Jair Bolsonaro revelou medo que seu filho, senador Flávio Bolsonaro seja preso. 

O Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrou ontem operação que encontrou 2 milhões na conta de Queiroz, vindas de salários de assessores de Flávio Bolsonaro, em mandados de busca e apreensão que ocorreram ontem (18).

A ordem nos corredores do Palácio do Planalto é que o assunto que atinge Flávio Bolsonaro, permaneça em silêncio. Segundo informações da Folha de São Paulo, Bolsonaro já esperava a operação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra Flávio e Queiroz.

Bolsonaro, no entanto, esperava que a operação ocorreria só em 2020.

Segundo aliados, Bolsonaro revelava tristeza e abatimento com a situação do filho e de cada 10 assuntos, 2 se tratavam de Flávio Bolsonaro.

 Na semana passada, Bolsonaro afirmou que “novas acusações” contra seus parentes viriam a tona, teria ele conhecimento de algo ?
A preocupação é que o tema seja explorado politicamente pelos partidos de oposição, gerando uma “instabilidade desnecessária”, como definiu um aliado do presidente ao jornal Folha de São Paulo.

Bolsonaro se manteve calado, após as operações do  Ministério Público atingirem Flávio e Queiroz. 

Após a deflagração da operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, Flávio se reuniu com o pai na residência oficial.

Na manhã desta quarta-feira (18), o MP-RJ cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do filho do presidente, que incluíram Queiroz e a ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, mãe de Jair Renan, filho mais novo do presidente.

  As medidas miram acusações de lavagem de dinheiro e peculato(desvio de dinheiro público).


O temor com a prisão de Flávio Bolsonaro, revelaria que a gravidade do fato é maior do pensamos? 
Ou será que há a possibilidade que as informações das operações tenham vindo a conhecimento do clã Bolsonaro?


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

THE GUARDIAN DENUNCIA ENVOLVIMENTO DE BOLSONARO COM MILÍCIAS E DESTACA VITALIDADE E PAIXÃO DE LULA PELA POLÍTICA; CONFIRA!


THE GUARDIAN DENUNCIA ENVOLVIMENTO DE BOLSONARO COM MILÍCIAS E DESTACA VITALIDADE E PAIXÃO DE LULA PELA POLÍTICA; CONFIRA!

Escrito por Portal Click Política 22 de novembro de 2019

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Lula afirmou ao jornal britânico The Guardian que o Brasil está em constante retrocesso sob o governo de Jair Bolsonaro, e que sua missão no momento é “batalhar pela democracia”. 

O jornal também observou que, após quarenta anos das primeiras greves dos metalúrgicos no ABC paulista durante a ditadura militar, lideradas pelo ex-presidente, “a energia e a paixão de Lula pela política permanecem surpreendentes”.

“Bolsonaro já deixou claro o que ele quer para o Brasil: ele quer destruir todas as conquistas democráticas e sociais das últimas décadas”, disse Lula ao Guardian. 

“Vamos torcer para que Bolsonaro não destrua o Brasil. 
Vamos torcer para que ele faça algo de bom pelo país… mas duvido disso”, continuou.

O jornal também reforçou que Bolsonaro é um “defensor franco” da ditadura militar e um admirador de Augusto Pinochet, ex-ditador chileno, além de outros líderes autoritários modernos, como Viktor Orbán, da Hungria. 

Ainda, mencionou a ligação do presidente brasileiro com milicianos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco.

“A imagem do Brasil é negativa no momento.

 Temos um presidente que não governa, que está discutindo notícias falsas vinte e quatro horas por dia”, disse Lula. 

“O Brasil precisa ter um papel no cenário internacional”, concluiu.

Click Política

CONTINUA

PRESSÃO: FLÁVIO CONTINUA NA MIRA DO MP QUE ABRE NOVA INVESTIGAÇÃO PARA APURAR “CRIMES POLÍTICOS” EM SEU GABINETE; CONFIRA!


Escrito por Portal Click Política 22 de novembro de 2019

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MP abre nova investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ) que busca averiguar se houve uso de funcionários fantasmas e prática de rachadinha no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro, durante o mandato como deputado estadual.


Reportagem de Juliana Dal Piva e Chico Otávio publicada pelo jornal O Globo revela que o procedimento inciado pelo MP corre em segredo de justiça e não tem a ver com os relatórios do COAF, mas com denúncias publicadas pelo jornal, mostrando que Flávio empregou em seu gabinete pessoas que nunca pisaram na Alerj. 

Os principais nomes investigados são os de parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.

O processo corre na esfera cível por evolver crimes de improbidade administrativa. 

Os ex-assessores afirmam que não foram chamados para depor e o senador disse que há uma “fixação” de O Globo em Flávio Bolsonaro e que “todas as pessoas que foram nomeadas, na época, eram qualificadas para as funções que exerciam. 

Trabalharam em diferentes áreas, mas sempre em prol do mandato, tanto que as votações enquanto deputado estadual foram crescentes”.

A reportagem do jornal O Globo, que deu origem ao procedimento do MP, foi publicada em 4 de agosto e revela que Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos empregaram 102 pessoas com laços familiares nos últimos 28 anos.

Click Política



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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

CARLUXO NA MIRA: BOLSONARO ACUSA WITZEL DE SEGUIR NARRATIVA DA GLOBO


CARLUXO NA MIRA: BOLSONARO ACUSA WITZEL DE SEGUIR NARRATIVA DA GLOBO

Escrito por Portal Click Política 21 de novembro de 2019

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No lançamento do seu partido, Aliança pelo Brasil, na manhã desta quinta-feira (21), Jair Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ) de 

“manipular” as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes para tentar “destruir” a família Bolsonaro.

“Acabada as eleições, ele [Witzel] colocou na cabeça que seria o presidente da República. 

E colocou na cabeça que iria destruir a família Bolsonaro, usando inclusive a polícia civil do Rio de Janeiro, na questão do porteiro”, disse Bolsonaro, contando que Witzel o procurou no dia 14 de março para falar que ele era investigado como “um dos possíveis executores” do crime que matou Marielle e Anderson Gomes.

“Ai eu perguntei pra ele, como você sabe se o processo corre em segredo de justiça? Ele vinha manipulando esse processo. 

Não deu certo com o porteiro, agora jogam para cima do Carlos Bolsonaro, que teve uma discussão com ela na Câmara”, disse Bolsonaro, ressaltando que não seria “burro” de receber os assassinos da vereadora à noite em casa se tivesse participação no crime.

“Se eu tivesse um plano eu ia receber os assassinos na minha casa à noite?”, indagou.

Segundo Bolsonaro, WItizel faz a narrativa da Globo. “Qual a ideia? É fazer a narrativa da TV Globo. 
Durante a minha viagem de 12 dias ao Japão eu avisei que a Globo iria divulgar o caso Marielle e aconteceu no penúltimo dia.

 E começaram dizendo que estava em Brasília.

 Isso é uma pauta que não deve ser divulgada”, sentenciou Bolsonaro, afirmou que falta “gratidão” de Witzel a ele e aos filhos Flávio e Carlos, que teriam feito com que ele se elegesse governador do Rio de Janeiro.

As informações são da Revista fórum

CONTINUA


DEPUTADO DO PT SUGERE PRISÃO PREVENTIVA DE CARLOS BOLSONARO

Escrito por Portal Click Política 21 de novembro de 2019

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) sugeiru a prisão preventina do vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSL-RJ),

 após o jornalista Kennedy Alencar afirmar na Rádio CBN que Polícia Civil do Rio trabalha com hipótese nova, de envolvimento do parlamentar no assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL).

“Quando um suspeito de assassinato coage testemunha, porteiro por exemplo, desmancha provas, apagando postagens das redes ou da telefonia da portaria e muda de endereço abandonando o serviço, podendo preparar fuga, não é o caso de preventiva?”, escreveu Correia no Twitter.

Uma reportagem de Veja, publicada no início deste mês, revelou o clima de hostilidade entre Carluxo e Marielle. 

Segundo a matéria, em maio de 2017, um assessor da pessolista andava pelo corredor mostrando o prédio da Câmara de Vereadores a dois amigos. 

Quando chegou em frente ao gabinete 905, de Carlos, comentou que ali ficava o filho de um deputado “ultraconservador” que beirava o “fascismo”. 

O vereador ouviu o diálogoe, aos berros, começou a discutir. 
Marielle apareceu para acalmar a situação. 

Desde então, o filho de Jair Bolsonaro passou a evitar até entrar no elevador se Marielle ou assessores dela estivessem presentes.

As repercussões do caso Marielle voltaram a ganhar destaque no noticiário após o Jornal Nacional divulgar uma reportagem no final do mês passado com novas revelações. 

De acordo com a matéria, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz, um dos suspeitos do crime, entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. 

Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília naquele dia.

Segundo a Polícia Civil do Rio, o porteiro que prestou depoimento e anotou no livro o número 58 (casa de Bolsonaro) não é o mesmo que fala com o PM reformado Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado por Carlos Bolsonaro (veja aqui).

Marielle foi assassinada em março do ano passado. A suspeita é de que o homicídio tenha ligação com o crime organizado. 

A ex-parlamentar era ativista de direitos humanos e denunciava a violência de policiais contra populações marginalizadas.

Ela também chamava a atenção para a atuação de milícias nas favelas.

No dia 14 de março de 2018, o carro conduzido por Élcio de Queiroz onde também estava Ronnie Lessa, de acordo com as investigações, perseguiu o veículo de Marielle por cerca de quatro quilômetros e cometeram o crime em um lugar sem câmeras.

Um detalhe é que Élcio havia tirado uma foto no Facebook com Jair Bolsonaro, o que reforça a proximidade entre a família e os milicianos.


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