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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Corrupção No TRF-4: PF Investiga Fraude Em Licitação De R$ 1 Milhão Do Tribunal Da Lava Jato

SUED E PROSPERIDADE

10/09/2020


Corrupção No TRF-4: PF Investiga Fraude Em Licitação De R$ 1 Milhão Do Tribunal Da Lava Jato

 Celeste Silveira 10 de setembro de 2020


Responsável por julgar os casos da Operação Lava Jato na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) também pode ter sido alvo de quadrilha suspeita de desviar recursos dos cofres públicos. 

Segundo a Polícia Federal, um contrato do órgão na área de tecnologia no valor de R$ 1,04 milhão foi fraudado pelo mesmo grupo que já é investigado em duas operações sobre irregularidades em negócios com o governo federal.

Por meio de interceptações eletrônicas e quebras de sigilo, a PF descobriu que empresas combinaram a participação na licitação para conseguir valores maiores para o serviço oferecido. 

Entre as mensagens captadas, está todo o histórico de conversas do grupo “TRF-4”, criado por um gerente comercial da empresa Microstrategy. 

Na mesma época, a empresa disputava um contrato de mais de R$ 1 milhão para fornecer softwares (programas de computadores) ao tribunal sediado em Porto Alegre.

De acordo com essas mensagens, o gerente da Microstrategy solicitava que a empresa B2T (empresa que aparece nas duas operações da PF) participasse do pregão para que não houvesse risco de cancelamento por falta de competitividade. 

No entanto, ainda segundo as mensagens captadas pela PF, a participação da B2T não colocava em risco a Microstrategy.

O contrato do TRF-4 com a Microstrategy foi assinado, semanas depois, pelo desembargador Luiz Fernando Penteado, então presidente do tribunal, exatamente como planejado pelo grupo.

O Estadão teve acesso à ata do pregão, ocorrido em 14 de dezembro de 2016. Nela consta a participação da B2T, da Microstrategy e outras duas empresas que ofereceram lances bem acima dos valores propostos pelas duas primeiras. 

Após ser avisada de que seu lance foi o mais “econômico”, a Microstrategy foi convocada a oferecer algum desconto nos serviços, o que é parte do ritual dos pregões, mas se recusou a baixar seu preço. O contrato foi assinado dias depois no valor de R$ 1,04 milhão.

A PF apura a participação de servidores do tribunal no esquema. Segundo investigadores, eram eles os responsáveis pelo direcionamento da licitação, fraude na cotação de preços e participação de “parceiros” para simulação de concorrência. 

“Os servidores também realizam ajustes no edital, para evitar que empresas concorrentes tenham condições de participar da disputa”, aponta a PF em relatório incluído no inquérito.

TRF-4 diz que licitação segue a lei; empresa afirma que funcionários não trabalham mais lá

Por meio de nota, o TRF-4 informou que não recebeu oficialmente nenhuma notificação. 

Por isso, disse que “não se manifestará sobre o tema por enquanto, a fim de não violar eventual sigilo judicial que possa ter sido decretado no processo”. 

“Os procedimentos licitatórios do Tribunal observam rigorosamente o previsto em lei e submetem-se à fiscalização da unidade de controle interno da instituição”, completou o tribunal, por meio de nota.

Já a MicroStrategy disse que as pessoas citadas na investigação “não fazem mais parte dos quadros da empresa” e que “seus atuais dirigentes e funcionários não são objetos da investigação”. 

A empresa ressaltou, também por meio de nota, que está à disposição das autoridades para fornecer qualquer informação que possa contribuir com a investigação.

Procurada, a B2T não se manifestou até a publicação deste texto.

Esquema maior

Suspeita de fraudar a licitação no TRF-4, a B2T também já teve contratos com outros órgãos investigados. 

Em fevereiro, a empresa foi alvo da Operação Gaveteiro, que investiga desvio de R$ 50 milhões dos cofres públicos entre 2016 e 2018 em contratos do extinto Ministério do Trabalho, ainda na gestão de Michel Temer.

Na semana passada, a B2T novamente foi alvo da PF, na Operação Circuito Fechado, que mira negócios avaliados em R$ 40 milhões firmados por meio de três contratações fraudulentas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entre julho de 2012 e outubro de 2019.

Como revelou o Estadão em fevereiro, a mesma empresa também fechou contrato com a atual gestão de Jair Bolsonaro. Em julho do ano passado, o Ministério da Cidadania, então comandado pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), ignorou advertência de órgãos de controle como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU) para fechar negócio de R$ 6,9 milhões com a B2T.

Após as reportagens, o ministério anunciou um “pente-fino” nos contratos e afastou os servidores responsáveis pela negociação. 

Dias depois, o próprio Terra foi demitido do governo.

*Patrik Camporez, O Estado de S.Paulo 

CONTINUA

Vídeo: Bolsonaro É Chamado De ‘Traidor’ Em Evento Militar No Rio

 Celeste Silveira 10 de setembro de 2020 

O presidente Jair Bolsonaro discursou hoje em uma formatura de sargentos da Marinha, na zona norte do Rio de Janeiro, fazendo acenos aos militares e se dizendo feliz em prestigiar um evento “nessa terra maravilhosa”. 

Do lado de fora, porém, houve um protesto de reservistas, que chamaram o presidente de “traidor”.

Cerca de 30 manifestantes — entre pensionistas, integrantes da reserva e reformados das Forças Armadas — fizeram um ato em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino. 

Eles levaram faixas contra a lei 13.954/19, que mudou a Previdência dos militares, e protestaram aos gritos de “Bolsonaro traidor”.

O grupo aponta que a reforma da Previdência atingiu apenas a base — que, com isso, teria tido seus rendimentos diminuídos. 

Em contrapartida, resultou em aumento de vencimentos aos generais. A mudança da lei passou a vigorar no início deste ano.

“As pensionistas, que não pagavam, são tributadas agora em 10,5%, e vai aumentar mais 1% no próximo ano”, apontou Zacarias Vieira, um dos manifestantes. “Nós [da reserva] pagávamos 7,5% e passamos a pagar 10,5%. 

E os generais tiveram um acréscimo de salário de quase 60%.”

Os manifestantes dizem ter ido 18 vezes a Brasília para tentar um acordo, mas não conseguiram.

“Estão nos fazendo de trouxa”, disparou Cibele Lima, que também participa da manifestação.

 Sou mãe de militar, esposa de militar, uma vida inteira… Nós não temos nem hospital. 

As pessoas pensam que a gente tem uma vida econômica boa. 

Quem tem vida econômica boa são os generais que tiveram quase 100% de aumento, escalonado.” (Cibele Lima, manifestante)

Ela também acusou Bolsonaro de traição. “Esse homem ficou às custas das tropas por 27 anos. Quando ele queria vir fazer política dentro dos quartéis, eles proibiam. Quem segurava eram os graduados. E agora ele vira as costas.

 Essa lei sangra. Foi uma punhalada que a gente levou pelas costas.”

Segundo o grupo, a insatisfação entre os militares da reserva e pensionistas está crescendo. 

Uma grande manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, está sendo organizada para os dias 20, 21 e 22 de outubro.

Além de Bolsonaro, também participaram da formatura o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC-RJ), e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). 

Mais cedo, Crivella foi alvo de uma operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que apura suposto esquema de corrupção na prefeitura. Ele teve o celular apreendido.

Depois do evento no Rio, Bolsonaro volta a Brasília para participar da cerimônia de posse do ministro Luiz Fux como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Tentando se aproximar de Bolsonaro, que é desafeto do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), Cláudio Castro também viajará.

*Com informações do Uol

 Fonte: https://antropofagista.com.br/

VEJA O VÍDEO

Militares chamam Bolsonaro de ‘traidor’ durante formatura de sargentos da Marinha no Rio

Militares chamam Bolsonaro de ‘traidor’ durante formatura de sargentos da Marinha no Rio

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

CARLUXO NA MIRA: BOLSONARO ACUSA WITZEL DE SEGUIR NARRATIVA DA GLOBO


CARLUXO NA MIRA: BOLSONARO ACUSA WITZEL DE SEGUIR NARRATIVA DA GLOBO

Escrito por Portal Click Política 21 de novembro de 2019

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Imagem do Google

No lançamento do seu partido, Aliança pelo Brasil, na manhã desta quinta-feira (21), Jair Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ) de 

“manipular” as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes para tentar “destruir” a família Bolsonaro.

“Acabada as eleições, ele [Witzel] colocou na cabeça que seria o presidente da República. 

E colocou na cabeça que iria destruir a família Bolsonaro, usando inclusive a polícia civil do Rio de Janeiro, na questão do porteiro”, disse Bolsonaro, contando que Witzel o procurou no dia 14 de março para falar que ele era investigado como “um dos possíveis executores” do crime que matou Marielle e Anderson Gomes.

“Ai eu perguntei pra ele, como você sabe se o processo corre em segredo de justiça? Ele vinha manipulando esse processo. 

Não deu certo com o porteiro, agora jogam para cima do Carlos Bolsonaro, que teve uma discussão com ela na Câmara”, disse Bolsonaro, ressaltando que não seria “burro” de receber os assassinos da vereadora à noite em casa se tivesse participação no crime.

“Se eu tivesse um plano eu ia receber os assassinos na minha casa à noite?”, indagou.

Segundo Bolsonaro, WItizel faz a narrativa da Globo. “Qual a ideia? É fazer a narrativa da TV Globo. 
Durante a minha viagem de 12 dias ao Japão eu avisei que a Globo iria divulgar o caso Marielle e aconteceu no penúltimo dia.

 E começaram dizendo que estava em Brasília.

 Isso é uma pauta que não deve ser divulgada”, sentenciou Bolsonaro, afirmou que falta “gratidão” de Witzel a ele e aos filhos Flávio e Carlos, que teriam feito com que ele se elegesse governador do Rio de Janeiro.

As informações são da Revista fórum

CONTINUA


DEPUTADO DO PT SUGERE PRISÃO PREVENTIVA DE CARLOS BOLSONARO

Escrito por Portal Click Política 21 de novembro de 2019

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) sugeiru a prisão preventina do vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSL-RJ),

 após o jornalista Kennedy Alencar afirmar na Rádio CBN que Polícia Civil do Rio trabalha com hipótese nova, de envolvimento do parlamentar no assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL).

“Quando um suspeito de assassinato coage testemunha, porteiro por exemplo, desmancha provas, apagando postagens das redes ou da telefonia da portaria e muda de endereço abandonando o serviço, podendo preparar fuga, não é o caso de preventiva?”, escreveu Correia no Twitter.

Uma reportagem de Veja, publicada no início deste mês, revelou o clima de hostilidade entre Carluxo e Marielle. 

Segundo a matéria, em maio de 2017, um assessor da pessolista andava pelo corredor mostrando o prédio da Câmara de Vereadores a dois amigos. 

Quando chegou em frente ao gabinete 905, de Carlos, comentou que ali ficava o filho de um deputado “ultraconservador” que beirava o “fascismo”. 

O vereador ouviu o diálogoe, aos berros, começou a discutir. 
Marielle apareceu para acalmar a situação. 

Desde então, o filho de Jair Bolsonaro passou a evitar até entrar no elevador se Marielle ou assessores dela estivessem presentes.

As repercussões do caso Marielle voltaram a ganhar destaque no noticiário após o Jornal Nacional divulgar uma reportagem no final do mês passado com novas revelações. 

De acordo com a matéria, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz, um dos suspeitos do crime, entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. 

Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília naquele dia.

Segundo a Polícia Civil do Rio, o porteiro que prestou depoimento e anotou no livro o número 58 (casa de Bolsonaro) não é o mesmo que fala com o PM reformado Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado por Carlos Bolsonaro (veja aqui).

Marielle foi assassinada em março do ano passado. A suspeita é de que o homicídio tenha ligação com o crime organizado. 

A ex-parlamentar era ativista de direitos humanos e denunciava a violência de policiais contra populações marginalizadas.

Ela também chamava a atenção para a atuação de milícias nas favelas.

No dia 14 de março de 2018, o carro conduzido por Élcio de Queiroz onde também estava Ronnie Lessa, de acordo com as investigações, perseguiu o veículo de Marielle por cerca de quatro quilômetros e cometeram o crime em um lugar sem câmeras.

Um detalhe é que Élcio havia tirado uma foto no Facebook com Jair Bolsonaro, o que reforça a proximidade entre a família e os milicianos.


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sábado, 26 de janeiro de 2019

ELEIÇÃO DE WITZEL NO RIO UNIU FLÁVIO BOLSONARO E MILÍCIA DENUNCIADA


ELEIÇÃO DE WITZEL NO RIO UNIU FLÁVIO BOLSONARO E MILÍCIA DENUNCIADA

Por Portal Click Política Em 25 jan, 2019

 

A recente prisão de milicianos no Rio traz à tona elos do grupo, acusado à Justiça por formação de quadrilha e assassinato, com Flávio Bolsonaro. 

Como deputado estadual no Rio, Flávio empregou a mãe e a esposa de um dos chefes da milícia das favelas de Rio das Pedras e Muzema, propôs condecorações e fez discursos a favor de milícias.

Há mais razões para desconfiar de vínculos do primogênito do presidente Jair Bolsonaro com a milícia que acaba de ser denunciada pelo Ministério Público (MP)? Há: 

a eleição do atual governador do Rio, Wilson Witzel, do PSC, em outubro passado. 

Na reta final da campanha no primeiro turno, Flávio e Witzel aliaram-se. 

Participaram unidos de compromissos eleitorais.

Em 22 de setembro, por exemplo, estiveram em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. 

Era um ato de Flávio. “Agradeço também a presença aqui do candidato Wilson Witzel, que estamos acompanhando em algumas agendas”, disse o então concorrente ao Senado.

André Barrocal – Carta Capital.


VÍDEO RELACIONADO

O QUE OCORREU COM MORO EM DAVOS?

Publicado em 22 de jan de 2019



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