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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO: Evangélicos Reagem A Escolha De Educador Moderado Por Bolsonaro


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO: Evangélicos Reagem A Escolha De Educador Moderado Por Bolsonaro

Por Portal Click Política Em 21 nov, 2018


O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) definiu nesta quarta-feira (21) o nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, como o futuro ministro da Educação.

Em nota, o Instituto Ayrton Senna diz que Mozart não foi convidado por Bolsonaro e que ambos terão uma reunião nesta quinta-feira (22). 

Segundo a Folha apurou, em uma conversa com o capitão reformado, o educador foi sondado na semana passada e já aceitou o convite. 

O anúncio deve ocorrer nesta quinta.

Dentro do quadro de servidores MEC havia uma certa torcida para a escolha de Mozart, já que ele é visto como um educador moderado. 

Em nenhum momento, por exemplo, deu declarações a favor do projeto da Escola sem Partido ou contra discussões sobre gênero em sala de aula.

Esse perfil de Mozart, contudo, gerou descontentamento da bancada evangélica, aliada do presidente eleito. 

A oficialização do nome, indicaram os integrantes da frente parlamentar, seria uma ruptura com a plataforma que elegeu Bolsonaro.

Mozart Ramos, futuro ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro

Mozart chegou a ser sondado pelo presidente Michel Temer (MDB) para o cargo, mas, na época, recusou.

 Da mesma forma declinou de um convite de João Doria (PSDB) para integrar o secretariado da Prefeitura de São Paulo.

Antes de assumir o cargo instituto, Ramos foi presidente do Movimento Todos pela Educação e professor e reitor da Universidade Federal de Pernambuco. 

Ele também foi secretário de Educação de Pernambuco.

Mozart é doutor em química pela Unicamp. 

Em entrevistas, defendeu a valorização da carreira dos professores como forma de resolver um dos gargalos da educação.

Em 2010, em entrevista à Folha, Mozart disse ser necessário criar uma agenda para a educação que não seja de governo, mas de Estado. 

“Há uma clareza muito grande de que, após a redemocratização do país, após a economia ficar sólida, a terceira revolução que a gente tem de fazer é a da educação: é preciso envolver toda a sociedade nisso.”

O desejo do presidente eleito era ter à frente da pasta a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, mas ela demonstrou resistência a assumir o posto. ​

Na semana passada, em um encontro sigiloso, Viviane e Mozart se reuniram com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 

Após a reunião, Mozart chegou a negar à Folha que tivesse havido sondagem para o cargo ministerial durante a reunião.

A nomeação representa um ponto para a deputada eleita Joyce Hasselmann (PSL), que foi quem apresentou Vivane a Bolsonaro. 

Ainda na campanha, Viviane visitou Bolsonaro em sua casa, no Rio.

Viviane é irmã de Ayrton Senna, piloto tricampeão brasileiro de Fórmula 1 que morreu em acidente em maio de 1994, enquanto competia na Itália.

Folha de São Paulo


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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

URGENTE! MPE É Acionado E Eleição Pode Ser Anulada Por Fraude; SAIBA!


URGENTE! MPE É Acionado E Eleição Pode Ser Anulada Por Fraude; SAIBA!

Por Portal Click Política Em 18 out, 2018

 

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou com uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a cassação do registro da candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) devido ao benefício eleitoral no primeiro turno das eleições que o postulante obteve a partir da fake news do kit gay.

“É uma fake news que ele propagou no Jornal Nacional e que mesmo o TSE julgando ilegal, pedindo pra retirar as peças, está tão disseminada que sua influência no resultado da eleição no primeiro e no segundo turno tem sido nefastos. 

Grande parte do eleitorado ainda acredita que foi verdade, e foi o próprio candidato que disseminou de forma deliberada, gerando incontornável efeito eleitoral”, afirmou Solla.

Na representação, o parlamentar citou declaração recente do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. 
De acordo com o ministro, “o Código Eleitoral brasileiro prevê a anulação de uma eleição caso seu resultado tenha sido influenciado pela disseminação de notícias falsas”.

Solla sustenta a representação no artigo 222 da Lei nº 4.737/65, que afirma ser anulável a votação, “quando viciada de falsidade, como vem acontecendo em razão dos atos do Sr. Jair Bolsonaro”.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Horbach determinou na segunda-feira (15) a remoção de vídeos no Facebook e Youtube nos quais Bolsonaro inventa a existência de um “kit gay” que teria sido distribuído em escolas do país pelo Ministério da Educação (MEC), por determinação de Haddad quando foi ministro da Educação. 

A decisão do TSE atendeu a pedido da campanha de Haddad.

De acordo com o ministro, o vídeo “gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”. 

“É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado”, diz a decisão.


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segunda-feira, 3 de abril de 2017

MERCADANTE: FIM DO CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS É “RETROCESSO INACEITÁVEL”

MERCADANTE: FIM DO CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS É “RETROCESSO INACEITÁVEL”

 

Ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reagiu ao anúncio do fim do programa Ciência Sem Fronteiras, criado pelo governo da presidente Dilma Rousseff; "Quando denunciamos o fim do Ciência Sem Fronteiras, falaram também que só queríamos criar pânico nos estudantes. Agora, confirmam o desmonte do programa", disse Mercadante sobre a medida de Michel Temer; ele lembra que dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros, 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos; "Mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação. Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras"

2 DE ABRIL DE 2017 ÀS 12:50

247 - O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, condenou o fim do programa Ciência Sem Fronteiras, realizado pelo governo de Michel Temer. Segundo informações publicadas na coluna Lauro Jardim deste domingo, 2, "Mendonça Filho fez as contas e afirma que, com o total gasto para mandar 30 mil estudantes para fora, seria possível pagar a merenda escolar para 40 milhões de alunos da educação básica. 

Novas bolsas não serão concedidas a partir de agora" (leia mais).

Para Mercadante, com o fim do programa, "mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação.

Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras". 

"Dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos. Nunca tiveram essa oportunidade", afirma.

A nota lembra, ainda, que só na primeira fase do Ciência Sem Fronteiras o Brasil enviou 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. "Eles participaram de 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 das 200 melhores universidades do mundo. 

Além disso, a participação no Ciência Sem Fronteiras despertou nestes jovens a motivação para seguir na pós-graduação, mestrado e doutorado".

Além disso, dos 13 mil alunos de graduação que passaram um ano no exterior pelo programa, que retornaram e concluíram o ensino superior no Brasil, 20% se tornaram alunos de pós-graduação. Quando falamos dos alunos que não participaram do Ciência Sem Fronteiras, esse percentual é inferior a 5%, nas mesmas áreas de formação.

Orçamento
Mercadante também desmontou argumento utilizado por Mendonça Filho, desde que assumiu o Ministério da Educação, para justificar os desmontes que vem realizando na pasta. 

Sempre que questionado sobre algum corte, Mendonça costuma dizer que encontrou a pasta sem orçamento.

Na nota, o ex-ministro diz que "eles sempre atribuíram os desmontes que vem realizando na educação ao fato de supostamente terem encontrado o MEC quebrado, em razão do contingenciamento provisório de R$ 4,2 bilhões que fizemos em março de 2016, enquanto aguardávamos a votação da alteração da meta do superávit. 

Pois bem. Depois do golpe, quando o Congresso finalmente alterou a meta, este valor foi reintegrado ao orçamento do MEC, como havíamos planejado".

"Agora, eles anunciam um bloqueio dos mesmos R$ 4,2 bilhões no orçamento do ministério. Ou eles mentiram antes ou estão, agora, quebrando o MEC de vez, isto depois de já terem acabado com o Pronatec, terem cortado o Fies e terem suspendido toda expansão das Universidades Públicas", afirma.

Confira a íntegra da nota do ex-ministro:
"Eles sempre atribuíram os desmontes que vem realizando na educação ao fato de supostamente terem encontrado o MEC quebrado, em razão do contingenciamento provisório de R$ 4,2 bilhões que fizemos em março de 2016, enquanto aguardávamos a votação da alteração da meta do superávit. 

Pois bem. Depois do golpe, quando o Congresso finalmente alterou a meta, este valor foi reintegrado ao orçamento do MEC, como havíamos planejado.

Agora, eles anunciam um bloqueio dos mesmos R$ 4,2 bilhões no orçamento do ministério. Ou eles mentiram antes ou estão, agora, quebrando o MEC de vez, isto depois de já terem acabado com o Pronatec, terem cortado o Fies e terem suspendido toda expansão das Universidades Públicas.

Quando denunciamos o fim do Ciência Sem Fronteiras, falaram também que só queríamos criar pânico nos estudantes. Agora, confirmam o desmonte do programa. Mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação. 

Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras. Dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos. Nunca tiveram essa oportunidade.

Todos os países importantes do mundo têm programas importantes de incentivo a mobilidade internacional de estudantes. A União Europeia, por exemplo, tem o Erasmus Mundi, isso para não falarmos da China que tinha, quando lançamos o Ciência Sem Fronteiras, 80 mil estudantes de doutorado só nos Estados Unidos.

O choque de conhecimento gerado pelo Ciência Sem Fronteiras ajudou o a Brasil chegar a ser, em determinado momento, o 13º país do mundo que mais publicava artigos científicos. 

Além disso, lançamos o Idiomas Sem Fronteiras para atender a demanda pelo aprendizado de idiomas, especialmente o inglês, gerada pelo Ciência Sem Fronteiras, que já era um dos objetivos complementares do programa, o de internacionalizar nossas universidades.

Além disso, a participação no Ciência Sem Fronteiras despertou nestes jovens a motivação para seguir na pós-graduação, mestrado e doutorado. Dos 13 mil alunos de graduação que passaram um ano no exterior pelo programa, que retornaram e concluíram o ensino superior no Brasil, 20% se tornaram alunos de pós-graduação.

Quando falamos dos alunos que não participaram do Ciência Sem Fronteiras, esse percentual é inferior a 5%, nas mesmas áreas de formação.

O programa priorizou áreas estratégicas para o país como ciências, tecnologias, engenharia, matemática, computação, informática, medicina e saúde. Com isso, o Ciência Sem Fronteiras impulsionou o país para a ciência, tecnologia e inovação, aumentando a produtividade, competitividade e preparando as bases da economia do conhecimento. Só na primeira fase do programa, enviamos 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. 

Eles participaram de 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 das 200 melhores universidades do mundo.

Em tempos de crise, é até compreensível que o programa passe por ajustes, como a redução do escopo para melhoria da qualidade, a questão da oferta de bolsas parciais, ou até a busca de mais parcerias com a iniciativa privada, que deveria ter sido responsável 25% do financiamento do programa, apesar de algumas empresas não terem cumprido o acordado, enquanto estivemos na gestão.

Agora, acabar definitivamente com o programa é um retrocesso inaceitável. A crise exige ajustes, mas não desmontes e retrocessos que eles querem que permaneçam pelos próximos vinte anos, com a PEC do teto dos gastos sociais".



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Youtuber contratado pelo governo para elogiar educação xingou nordestinos

Youtuber contratado pelo governo para elogiar educação xingou nordestinos
"Nordeste elegeu Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça", escreveu Lukas Marques, que ofendeu também mulheres, negros e gays
Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco
Publicado em: 17/02/2017 19:16 Atualizado em: 17/02/2017 19:41
Lukas Marques pediu desculpas pelos comentários preconceituosos. Foto: Twitter/Reprodução
Lukas Marques pediu desculpas pelos comentários preconceituosos. 
Foto: Twitter/Reprodução

O Youtuber Lukas Marques, um dos seis contratados pelo Ministério da Educação (MEC) para uma campanha publicitária sobre a reforma do ensino médio, pediu desculpas, nesta sexta-feira (17), por comentários preconceituosos que fez em seu Twitter. 

Usuários da rede social trouxeram à tona algumas postagens antigas de Lukas, nas quais ele chama mulheres de vagabundas, xinga nordestinos e a então presidente Dilma Rousseff e afirma que homossexulidade não é normal. 

"Nordeste elegeu Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça", diz uma das publicações, publicada em 2014. Em 2011, ele postou que "mulher que tem mais de 1000 amigos no Facebook é puta". "Como estragar sua noite: imagine a Dilma de quatro para você", em 2014. 

"Sobre meus tweets antigos, eu peço desculpas. Não é como eu penso e me arrependo de ter postado. Nunca tive a intenção de ofender ninguém", escreveu ele no pedido de desculpas. 

"Não vamos mais falar sobre isso. Agora é bola pra frente", completou.

Alguns dos seguidores defenderam Lukas, apontado que as postagens preconceituosas eram antigas, de 2014, 2012 e 2011. 

"Eu sei que você já foi um garoto estúpido mas que hoje em dia não é como mostraram", escreveu um internauta. Nem todos, no entanto, perdoaram."Agora que tá recebendo do governo golpista é muito fácil se fingir de arrependido", acusou um seguidor.

O Ministério da Educação (MEC) pagou R$ 295 mil para seis youtubers fazerem uma campanha sobre a reforma do ensino médio, sancionada na última quinta-feira (16), pelo presidente Michel Temer (PMDB). Os vídeos explicam as mudanças e fazem elogios à proposta, sem identificar que o conteúdo foi patrocinado pelo ministério.

A pasta informou ter pagado os "influenciadores digitais" 
porque eles estão incluídos nas mídias digitais e complementam 
a estratégia de comunicação institucional para divulgação e esclarecimento sobre a reforma. 

"No caso do ensino médio, o público alvo da campanha de divulgação e esclarecimento é jovem. Pesquisas apontam que 92% de jovens de 15 a 25 anos, de todas as classes sociais, utilizam este tipo de mídia para se informar." A contratação da campanha publicitária foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Um dos vídeos foi publicado no canal Voce Sabia?, comandado por dois jovens, que tem mais de 7,1 milhões de assinantes. 

Os youtubers Luka Marques e Daniel Mologni explicam os benefícios da reforma. "Convenhamos galera, essas mudanças são realmente boas para vocês", dizem, após explicarem alguns pontos da mudança.

O vídeo foi publicado no dia 31 de outubro de 2016, quando estudantes ainda ocupavam escolas contra a reforma. Os youtubers inclusive dizem para os jovens não darem atenção para algumas das críticas que a proposta recebeu. 

"Acabou gerando uma polêmica também porque tem muita gente reclamando que artes e educação física foram retiradas do currículo básico. Galera, se alguém falar isso para você, nem dê atenção, porque isso nem rolou. O povo fala demais, nem sabe", dizem.

A proposta original apresentada pelo MEC não explicitava a obrigatoriedade dessas duas disciplinas, além de filosofia e sociologia, no ensino médio, o que motivou críticas de especialistas e entidades. Foi apenas em dezembro, com uma emenda protocolada na Câmara, que a obrigatoriedade dessas disciplinas voltou a ser fixada.

Outro vídeo foi publicado no dia 5 de janeiro no canal do youtuber Pyong Lee, que tem mais de 3,3 milhões de assinantes. O jovem também reduz as críticas recebidas pela reforma. 

"É um tema que está gerando bastante discussão e até polêmica, mas muita gente nem sabe do que se trata e como vai ser feita essa reforma", diz. 

Depois de explicar os pontos da reforma, ele diz que as mudanças são um "caminho, uma luz". "O fato de haver uma preocupação em relação à educação, o que há muito tempo a gente não vê, é positivo e motivador", afirma.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Confira os possíveis temas de Redação do Enem 2016

Confira os possíveis temas de Redação                  do Enem 2016
Mundo Vestibular  7 horas atrás  24/08/2016
 Para se dar bem na redação deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.
 Fornecido por Mundo Vestibular Para se dar bem na redação 
deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos 
os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.

A redação do Enem mete medo em muita gente. E existem razões de sobra para isso. Um zero nesta prova impede o candidato de concorrer em processo seletivos do Governo Federal para vagas em universidades públicas, bolsas de estudos e financiamento estudantil a juros baixos.
No outro extremo, muita gente acha que escrever sobre algum tema da atualidade é moleza e não precisa investir tempo nisso. Esse é um erro muito comum, que tira milhares de candidatos da disputa todo ano.
A redação é uma prova bastante complexa, que vai exigir do aluno uma visão geral acerca do tema, capacidade de argumentação, domínio das normas cultas da Língua Portuguesa e ainda conhecimento sobre direitos humanos.
Nem o Ministério da Educação (MEC) nem o edital trazem indicações do que pode ser abordado na redação do Enem 2016. O tema pode ser qualquer assunto que esteja em evidência atualmente - o segredo só vai ser relevado mesmo no segundo dia da prova (domingo), no momento em que os fiscais de sala autorizarem a abertura dos cadernos.
Para se dar bem na redação deste ano, o segredo é estudar diversos assuntos, analisar todos os lados possíveis da questão e manter-se continuamente informado.
Se você não quer passar apuros na redação do Enem 2016, dê uma olhada nesses cinco temas que podem aparecer na prova deste ano. No final do texto, listamos algumas dicas de como melhorar seus estudos.

1. O impeachment e os caminhos da política brasileira

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em andamento, o que será do futuro do Brasil até as próximas eleições?
A política entrou com tudo na pauta de discussão dos brasileiros. Corrupção, abuso de poder, “pedaladas fiscais”, atropelo à Constituição, a interferência da bancada religiosa, dos ruralistas e dos grandes empresários, gente que defende intervenção militar, gente achando que o processo é um golpe de estado disfarçado, o papel da mídia, enfim, são muitos e muitos temas relacionados que devem ser levados em conta.
Neste caso é muito importante analisar os dois lados da moeda, por mais que você tenha uma posição política definida. Lembre-se de que você vai ter que construir um texto analítico, posicionar-se criticamente e elaborar uma proposta que contemple os direitos humanos. Evite posturas radicais ou repetir chavões que você lê na internet - nada disso vai resultar numa boa pontuação para você.
Fique de olho também no papel que o Poder Judiciário vem assumindo nos últimos anos, com juízes e promotores tomando partido publicamente e o impacto que isso tem em um regime democrático.

2. As Olimpíadas no Rio de Janeiro

Até a época do Enem 2016, que acontece em novembro, as Olimpíadas já vão ter passado.
No entanto, é um momento oportuno para refletir sobre o legado que o evento deixou no País e o que é preciso melhorar em termos de infraestrutura, capacidade de realização de eventos, violência, desenvolvimento urbano, o comportamento do brasileiro diante do mundo, as políticas de crescimento, o investimento para a realização dos jogos, etc.

3. O futuro econômico e as políticas sociais no País

Na última década, o Brasil veio num crescimento galopante que durou até poucos anos atrás, quando começou a perder fôlego e, finalmente, cedeu de vez à crise.
A estagnação econômica, o aumento da inflação, o desemprego e a falta de crédito no mercado fazem crer que voltaremos a viver no Brasil da década de 1990.
Será que isso realmente procede? Estamos tão mal assim? Essa crise é realmente mais econômica do que política?
Busque os motivos que nos levaram à situação atual, analise os cenários possíveis e as reivindicações de diferentes classes sociais

4. O poder da mídia tradicional x poder das redes sociais

Há uma batalha midiática nada silenciosa em andamento no Brasil, travada pelos grandes veículos de comunicação em oposição às mídias sociais.
Muitos grandes jornais e revistas, salvo raras exceções, estão em crise e alguns prestes a fechar as portas. E boa parte disso deve-se à mudança de hábito do brasileiro, que vem abandonando os meios tradicionais e tem preferido usar a internet (e ainda a TV) como meio de informação.
A mídia também perdeu muito do seu poder de formar opiniões. Hoje, redes sociais, como Facebook e Twitter, já divulgam muito mais informações que todos os canais tradicionais juntos, com muito mais alcance. Os serviços de streaming, como Netflix e Spotify, têm tirado muito cliente das TVs a cabo - o que fez algumas operadoras anunciarem que vão limitar a internet no País.
Enfim, é uma trama complexa. Você consegue arriscar qual o futuro dos meios de comunicação nesse cenário? O que está em jogo aqui?

5. A ascensão do pensamento ultraconservador

Muitos brasileiros têm assumido posições ultrarradicais, por vezes consideradas “fascistas”.
Famosos jargões da época da ditadura, como “bandido bom é bandido morto” e a reivindicação de alguns grupos que exigem intervenção militar no País são cada vez mais comuns.
Esse é um fenômeno que pode ser observado em todas as escalas sociais, mas aparece principalmente nas classes média e alta.
O que causa essa perigosa aproximação das pessoas com os regimes totalitaristas? Quem são os líderes desses movimentos? Como isso pode se refletir nas próximas eleições presidenciais em 2018? Por que também encontramos reflexos desses posicionamentos nos Estados Unidos e países da Europa?

Dicas rápidas para fazer uma redação nota 1.000

-Fique atento ao formato da redação.
 O texto pedido é dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, nada de inventar moda (fazer poesia, esboçar poucas linhas, etc.).
-Pratique bastante. 
Para cada tema possível, faça um texto no formato pedido. Busque referências de redações nota 1.000 na internet para facilitar a estruturação do texto.
-Reforce seu texto 
com dados estatísticos, casos semelhantes, pesquisas, citações e fatos históricos.
-Estude direitos humanos. 
Você vai precisar deles para a proposta de intervenção social pedida na redação.
-Pense rápido. 
Você vai ter mais ou menos uma hora para fazer a redação do Enem. Nesse tempo, terá que elaborar a linha de pensamento, listar e encadear as ideias, fazer a proposta, escrever no rascunho, revisar e passar tudo a limpo. Pratique o texto com um relógio do lado.
-Não desanime. 
No começo é difícil, mas depois você pega o jeito. Redação exige prática e quanto mais você escrever, mais fácil vai ficar no dia da prova.

Faculdades que aceitam a nota do ENEM no vestibular: