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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PAULO ROBERTO INOCENTA LULA E CONFIRMA QUE LAVA JATO O AJUDOU A FAZER ACORDO COM EUA

PAULO ROBERTO INOCENTA LULA E CONFIRMA QUE LAVA JATO O AJUDOU A FAZER ACORDO COM EUA
DIDA SAMPAIO

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, negou que tenha feito qualquer reunião com Lula para discutir ilegalidades; outro fato que chamou a atenção no depoimento foi que o apelido “Paulinho” que seria usado por Lula não passaria de invenção; 

“Nunca tive intimidade com o presidente Lula”; ele também confirmou que fechou, com auxílio da Procuradoria-Geral da República, um acordo de colaboração com órgãos norte-americanos, onde existem ações onde a Petrobrás é ré, não vítima; vídeo
24 DE NOVEMBRO DE 2016 ÀS 05:48

Da Revista Fórum – Nesta quarta-feira (23), o juiz Sergio Moro ouviu mais delatores sobre a denúncia aceita pelo magistrado de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria dono de um apartamento no Guarujá, no litoral de São Paulo. Desta vez, um dos depoentes ouvidos foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Paulo Roberto negou que tenha feito qualquer reunião com Lula para discutir ilegalidades. 

O delator na Operação Lava Jato afirmou que as únicas vezes em que viu Lula foram sempre na companhia do então presidente da Petrobras, para informações sobre projetos de desenvolvimento dos estados. E que desconhece qualquer pedido ou recebimento de vantagem indevida pelo ex-presidente da República.

Outro fato que chamou a atenção no depoimento foi que o apelido “Paulinho” que seria usado por Lula não passaria de invenção. “Nunca tive intimidade com o presidente Lula. Não existe isso dele ter usado (esse apelido) diretamente. Nunca tive uma reunião sozinho com o presidente Lula. Se ele usava com outras pessoas, eu não sei.”
Confira vídeo com trecho do seu depoimento:
 Este é o link do vídeo

Paulo Roberto ainda confirmou que fechou, com auxílio da Procuradoria-Geral da República, um acordo de colaboração com órgãos norte-americanos, onde existem ações onde a Petrobrás é ré, não vítima. Ele teria tido duas reuniões sobre este tema com autoridades dos Estados Unidos e do Brasil. Essa confirmação vai de encontro com as suspeitas apontadas pela defesa do ex-presidente Lula de que a força-tarefa da Operação Lava Jato colabore em caráter não formalizado com o governo dos Estados Unidos.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que mais uma vez as testemunhas isentaram o ex-presidente Lula de qualquer vantagem indevida. Nesta segunda-feira (23), o ex-senador Delcídio Amaral depôs, em Curitiba, contra o ex-presidente Lula. Ele afirmou ao juiz Sergio Moro nunca ter tido nenhuma conversa com o ex-presidente a respeito de qualquer procedimento ilícito.

Leia a nota na íntegra a seguir:

NOTA
Mais uma vez, as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal para a segunda audiência realizada hoje (23/11) na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba isentaram o ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva em relação à acusação de recebimento de qualquer vantagem indevida por meio de um tríplex no Guarujá.

Foram ouvidos Pedro Corrêa, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco. Todos negaram (i) a realização de qualquer reunião com Lula em que ele tenha solicitado ou recebido vantagem indevida ou, ainda, (ii) qualquer relação entre Lula e o tríplex do Guarujá.

No item 50 da denúncia, o MPF havia relatado que Pedro Corrêa e José Janene foram apresentar ao ex-Presidente reivindicações de novos cargos e valores que seriam usados em benefícios de campanhas políticas e que, na ocasião, Lula teria negado o pleito dizendo: “Vocês têm uma diretoria muito importante, estão muito bem atendidos financeiramente. 

Paulinho tem me dito”. Lula, segundo o MPF, teria dito ainda que “Paulinho tinha deixado o partido muito bem abastecido com dinheiro para fazer a eleição de todos os deputados”. 

No entanto, na audiência de hoje Paulo Roberto Costa afirmou peremptoriamente que jamais Lula o tratou por Paulinho, até porque seu relacionamento com o então presidente era institucional e nunca houve conversa sobre vantagem indevida.

No curso da audiência, além de não seguir o rito estabelecido na lei, como registrado pela defesa em petição, Moro ainda fez nova antecipação de juízo de valor – tentando transformar o exercício do direito de defesa em falta de argumentos -, o que motivou a reiteração da sua suspeição.

A audiência também foi marcada para ouvir Nestor Cerveró. 

Seu depoimento, no entanto, foi transferido para amanhã (11 horas) em decorrência de uma decisão do juiz, que alegou percalços criados pela defesa, quando a mídia já havia divulgado anteriormente a palestra do magistrado no Teatro Positivo, prevista para às 20 horas de hoje.

Assessoria de imprensa do Teixeira, Martins & Advogados


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Moro impede testemunha de falar sobre elo suspeito entre Lava Jato e EUA

QUA, 23/11/2016 - 19:17

Assunto surgiu durante as primeiras audiências de testemunhas contra Lula na ação do triplex no Guarujá, mas o juiz Sergio Moro e um procurador da força-tarefa impediram que detalhes viessem à tona, alegando "irrelevância" para o processo
 
 Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Lula suspeitam que a Lava Jato está ajudando informalmente o Departamento de Justiça dos Estados Unidos levando os réus delatores da operação que iniciou na Petrobras a firmar acordos de colaboração com as autoridades estadunidenses.

O assunto surgiu durante as primeiras audiências de testemunhas contra Lula na ação do triplex no Guarujá, mas o juiz Sergio Moro e um procurador da força-tarefa impediram que detalhes viessem à tona, alegando "irrelevância" para o processo.

A partir dos 4 minutos e 40 segundos do vídeo acima, Cristiano Martins Zanin, advogado de Lula, pergunta a Eduardo Leite, ex-executivo da Camargo Corrêa, se ele fez delação com os EUA.

"Ainda não. Posso vir a firmar, mas hoje não tenho nada firmado com o governo americano. Também não [estou em negociação]. Eu fui procurado pelo governo americano no intuito de buscar um interesse e entendimento das partes", respondeu Leite. Ele disse que sua defesa informou o Ministério Público Federal dessa "comunicação".

Depois, ele disse que, "na verdade, foi uma busca do governo americano através da força-tarefa [da Lava Jato], na qual fomos procurados para saber do interesse de haver partilhamento [de informações] ou de a gente participar de um processo lá."

Nesse momento, o procurador Diogo Castor de Mattos, preocupado com os detalhes que Leite poderia dar sobre essa negociação com os EUA, diz ao juiz Sergio Moro que essa pergunta deveria ser "indeferida". 
O juiz, então, auxilia o MPF interrompendo a resposta de Leite e afirmando que outra testemunha [Augusto Mendonça, da Setal] não quis responder por "não se sentir segura".

"O acordo com os Estados Unidos, qual a relevância disso?", perguntou um membro da força-tarefa, ao que Zanin responde: "Vamos ver. Eu não sou obrigado a antecipar a minha estratégia de defesa."
Depois, Leite se corrigiu: "Eu gostaria de consertar. O procedimento, quem tem o domínio é meu advogado. Eu entendo que tenha havido uma comunicação."

Segundo Leite, ele recebeu um termo de colaboração em inglês que era "genérico", apenas sondava a "disposição de colaborar com a Justiça americana", e ele não tomou nenhuma decisão sobre isso "ainda".

Segundo a Folha desta quarta (23), Zanin disse que "a revelação feita em audiência de que o Ministério Público Federal estaria trabalhando junto com autoridades americanas parece não estar de acordo com o tratado que o Brasil firmou em 2001 com os EUA que coloca o Ministério da Justiça como autoridade central para tratar esse tipo de questão."

Numa audiência anterior, a defesa de Lula pergunta a Augusto Mendonça, do grupo Setal, se ele também era colaborador nos Estados Unidos. Ele disse que não sabia se poderia responder a essa questão, e Moro questionou se ele tinha algum "acordo de confidencialidade", porque se tivesse, qualquer afirmação dele poderia ter "reflexos jurídicos" que deveriam ser preocupação da Lava Jato. Diante da insistência de Zanin, o juiz impediu qualquer questão sobre o tema: "Está indeferido até porque, doutor, a relevância disso me escapa."

O advogado José Roberto Batochio retomou o assunto e perguntou se Mendonça foi autorizado a negociar com agentes dos Estados Unidos por autoridades brasileiras. Moro, irritado, interrompeu e disse que a testemunha não precisaria responder e questionou as intenções da defesa de Lula: 

"Qual a relevância, doutor, dessa questão para o processo. Ele é um agente dos Estados Unidos aqui?" 

Batochio, mesmo assim, ainda perguntou a Mendonça: 

"O senhor depôs em processo judicial ou depôs no FBI?", e o empresário respondeu: "Eu prefiro não responder essa pergunta."

Acompanhe a partir dos 24 minutos e 30 segundos:

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