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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Queiroga, Pazuello, Ernesto E Outros 11 Passam À Condição De Investigados Pela CPI Da Covid

 SUED E PROSPERIDADE

18/06/2021

Queiroga, Pazuello, Ernesto E Outros 11 Passam À Condição De Investigados Pela CPI Da Covid

Celeste Silveira 18 de junho de 2021 

Renan Calheiros (MDB-AL) diz que membros da comissão já tiveram acesso a provas e indícios que justificam mudança de patamar das investigações.

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), divulgou uma lista com os nomes de 14 pessoas que passarão a partir de agora à condição de investigados pela comissão, incluindo o ministro Marcelo Queiroga (Saúde), diretores da pasta, ex-ministros e membros do gabinete paralelo.

O ofício com os nomes foi encaminhado na manhã desta sexta-feira (18) para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

O relator também incluiu os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) na lista.

O primeiro será investigado por omissão na crise de oxigênio de Manaus no início do ano e também por suspeita de ter propagado a tese da imunidade de rebanho e por atrasos em vacinas.

Já em relação a Ernesto a CPI quer apurar se ele foi omisso na obtenção de insumos do exterior para produção de vacinas e se a linha ideológica que adotou no ministério pode ter colocado entraves nessas operações.

Renan afirmou que essa mudança na condição de algumas pessoas, passando de testemunhas para investigados acentua um “momento importante da investigação”. O relator explica que, em relação a essas pessoas, os membros da comissão já tiveram acesso a provas e indícios que justificam essa mudança de patamar das investigações.

“É bom para a investigação e para a segurança jurídica dos investigados”, disse Renan.

Os investigados, argumenta, poderão agora ter acesso à investigação, provas e indícios que estão sendo reunidos contra eles. O próprio Renan reconhece que, em relação aos depoimentos, os trabalhos da comissão podem ser dificultados, uma vez que esses agentes agora estarão desobrigados de falar a verdade e podem permanecer calados.

Renan citou em particular o caso do ministro Marcelo Queiroga. Justificou que sua inclusão afirmando que seu primeiro depoimento à comissão foi “pífio” e “ridículo”.

“Colocamos o ministro Queiroga, atual ministro, que teve uma participação pífia e ridícula na comissão parlamentar de inquérito. Em seu primeiro depoimento, tentou dizer que teria a autonomia que faltou a [Nelson] Teich e [Luiz Henrique] Mandetta. Os fatos mostraram o contrário”, afirmou.

O relator também justificou a inclusão afirmando que adquiriu lotes de vacinas 20% mais caros que contratos anteriores e, em diálogo com a Organização Mundial de Saúde, teria defendido o tratamento precoce.

Renan e o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também criticaram duramente o presidente Jair Bolsonaro, que defendeu em transmissão ao vivo que a imunização pela infecção é mais efetiva do que a vacina contra a Covid-19.

Relação de investigados:

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

Élcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde

Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social da Presidência

Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde

Paolo Zanoto, virologista, suspeito de fazer parte do gabinete paralelo

Hélio Angotti, secretário de Ciência, Tecn., Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde

Francielle Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI)

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Carlos Wizard, empresário

Arthur Weintraub, ex-assessor da presidência da República

Nise Yamaguchi, médica defensora da hidroxicloroquina

Marcellus Campelo, secretário de Saúde do Amazonas

Luciano Dias Azevedo, médico que redigiu proposta de mudança da bula da hidroxicloroquina​

Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores​

*Com informações da Folha

CONTINUA

Sikêra Jr. Recebeu Cachê De R$ 120 Mil Do Governo Bolsonaro

Celeste Silveira 17 de junho de 2021 

Governo repassou R$ 120 mil em cachê a apresentador bolsonarista, mostra documento da CPI.

Secom fez sete pagamentos a Sikêra Jr. de dezembro de 2020 até abril deste ano; apresentador diz que ‘não trabalha de graça’

Constança Rezende e Raquel Lopes, Folha – O governo federal repassou R$ 120 mil de verbas públicas em cachê para o apresentador Sikêra Jr., da Rede TV!, conhecido por defender o governo Jair Bolsonaro, além de ser amigo da família do presidente.

A informação consta em documento entregue à CPI da Covid do Senado pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).

De acordo com a planilha de pagamentos analisada pela Folha, a pasta realizou sete repasses para a empresa do apresentador, a José Siqueira Barros Junior Produções.

Eles foram feitos de dezembro do ano passado até abril deste ano, sob a justificativa da participação de Sikêra em sete campanhas publicitárias do governo, segundo o documento.

Os desembolsos foram feitos pela Secom através da subcontratação das empresas PPR profissionais de publicidade reunidos e Calia/Y2 Propaganda e Marketing, que têm contratos com o Executivo.

Os valores foram registrados na planilha sob a descrição “áudio e vídeo-pagamento de cachê” para campanhas realizadas pelo governo em diferentes áreas.

Entre elas está a do Cuidado Precoce para a Covid-19, que orientou pessoas com suspeita da doença a procurarem atendimento ainda nos primeiros sintomas. Sikêra recebeu R$ 24 mil.

Ele também ganhou R$ 16 mil para participar da campanha Semana Brasil 2020, realizada em setembro do ano passado “para celebrar a retomada, com segurança, da economia e dos empregos”.

Outros R$ 24 mil foram embolsados pela campanha de “Lançamento cédula de R$ 200”; R$ 8.000 pela campanha de “Combate ao mosquito Aedes”; R$ 20 mil para a campanha de “Conscientização das famílias sobre os riscos de exposição de crianças na internet”; mais R$ 20 mil para a “Semana Nacional do Trânsito”; e por fim R$ 8.000 para a de “Uso Consciente de Energia e Água”.

Em março do ano passado, a Secom publicou em sua conta no Twitter, a “SecomVc”, outra campanha que Sikêra teria participado: “Juntos Somos mais Fortes”, sobre cuidados com o coronavírus.

A Secom disse no post que Sikêra e outros profissionais teriam participado voluntariamente da ação, que estaria sendo veiculada sem custos para a União.

Em setembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) foi criticado por não comparecer a uma audiência no Ministério Público Federal ao mesmo tempo em que estava com o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), dançando e cantando no programa do apresentador, Alerta Nacional, da TV A Crítica, que é transmitido de Manaus para o resto do país pela RedeTV!.

Bolsonaro também concedeu entrevista exclusiva à Sikêra no dia 23 de abril. A página do Instagram do programa divulgou um vídeo chamando para a entrevista com o presidente sentado num sofá ao lado de Sikêra fazendo piadas.

No vídeo, ele olha para Sikêra e diz “queima ou não queima?”. Depois, pergunta a um homem vestido de personagem oriental “ tudo pequenininho aí?é pequenininho?”.

A relação do apresentador com a família Bolsonaro não é recente. Sikêra apoiou a campanha para presidente em 2018, chegando a divulgar vídeos do então candidato em suas redes sociais com a legenda “meu presidente”. Quando seu programa estreou em rede nacional, Eduardo e Flávio também lhe desejaram boa sorte.

Não trabalho de graça, diz apresentador

Procurado pela Folha por email nesta quarta-feira (16), Sikêra não respondeu. Entretanto, durante seu programa ele respondeu à demanda da reportagem, admitindo que recebeu os pagamentos e, depois, publicou em seu perfil do Instagram a resposta.

Ele afirmou que recebeu do Ministério da Saúde, que “não trabalha de graça” e que vive de propaganda.

“Senhoras e senhores, durante o intervalo conversávamos eu, minha diretora Elis e meu querido e amado elenco. E eu fui questionado… recebemos um email, mandaram para a Rede TV! e outro para a TV A Crítica, para o meu chefe. Estão questionando que o Sikêra recebeu dinheiro da Saúde.”

“Recebi, do Ministério da Saúde, eu não trabalho de graça. Eu vivo de quê? De propaganda, né? Eu vendo aqui caixão, terreno, carro, redução de parcela de carro, sorvete, dentista, eu vendo dentista, remédio, vitamina. Eu vendo tudinho… eu vendo faculdade, eu vendo limousine funerária, cinta para perder quilo, pneu, manteiga, suplemento para emagrecer, para engordar. Eu vendo tudo, eu sou um profissional.”

“Pessoal da ‘Foia’, eu sou um profissional, eu vivo disso, eu não tenho outra forma de viver, não. O que vier para mim. Eu anuncio vocês. Pagando? Leia a Folha de S.Paulo, assine”, disse.

Fonte: https://antropofagista.com.br/

terça-feira, 16 de março de 2021

Bolsonaro decide se vacinar e vai para fila

SUED E PROSPERIDADE

16/03/2021

Bolsonaro decide se vacinar e vai para fila

16/03/2021

Enquanto receitou cloroquina e azitromicina para o seu gado, Jair Bolsonaro resolve se vacinar, o presidente que irá completar 66 anos de idade, vai se vacinar e entra para fila de acordo com informações de jornalista da Revista Época.

Jair Bolsonaro vai ter que mudar de postura e irá se vacinar, é o que informa o jornalista Guilherme Amado da Revista Época.

Com 65 anos, ele vai esperar que a idade dele seja o público alvo da campanha para ser imunizado. No próximo dia 21, Bolsonaro completa 66 anos. No Distrito Federal, a previsão é que a vacinação de pessoas entre 72 e 73 anos comece na próxima quinta-feira, 18.

Em outras ocasiões, Bolsonaro afirmou que não tomaria o imunizante, criticou as vacinas falando que elas poderiam transformar as pessoas em “jacaré” como efeito colateral. 

Bolsonaro também falou mal da Coronavac, falando era a “vacina chinesa do Dória” e que não iria dar um centavo para o imunizante.

A mãe de Bolsonaro, no entanto, foi vacinada com a “vacina chinesa”.

Bolsonaro está sendo auxiliado por pessoas próximas à se vacinar e mudar sua postura. Os auxiliares acreditam que isso reforçará que Bolsonaro apoia a imunização em massa.

A postura no entanto não apagará sua política genocida, criminosa e que apela à Cloroquina e remédios sem eficácia.

CONTINUA

PF abre inquérito para investigar Renan Bolsonaro, filho ”04” de Bolsonaro

16/03/2021

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar Jair Renan Bolsonaro, conhecido como “04”, o filho caçula de Jair Bolsonaro, com isso todos filhos do presidente são investigados. Filho do presidente é lobista de grupo capixaba que obteve 75% de desconto no Imposto de Renda até 2028

A PF abriu um inquérito nessa segunda-feira (15) para investigar a empresa de Jair Renan Bolsonaro, o4, o filho caçula de Bolsonaro. O Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar o caso após denúncias de parlamentares da oposição.

Jair Renan é lobista do grupo capixaba Gramazini Granitos e Mármores, que teve desconto no Imposto de Renda  de Pessoa Jurídica em 80%. Tudo através de um incentivo especial.

De acordo com informações do jornal O Globo, o benefício é bem diferente dos que é oferecido a maioria das empresas. Renan estaria atuando para que a empresa tivesse acesso ao governo, como lobista, se aproveitando de sua condição como de filho do presidente.

Levantamento do Diário Oficial da União (DOU) mostra que o grupo recebeu também menos 15 autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) para prospectar novas áreas de mineração.

Com informações do jornal O Globo

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

quarta-feira, 3 de março de 2021

Tragédia: PIB desaba 4% e mortes na pandemia disparam

SUED E PROSPERIDADE

03/03/2021

Tragédia: PIB desaba 4% e mortes na pandemia disparam

03/03/2021

Nem a economia e nem vidas foram salvas pelo governo Bolsonaro, ao contrário a tragédia na saúde com mais de 255 mil mortes e uma média de mortes superior a 1000 mortes diárias, segue ainda com o desastre na economia em que o tombo foi de 4%.

Bolsonaro fez de tudo para desestimular o isolamento social, alegando que a economia iria “para o buraco”.

O país tem hoje a pior gestão do mundo na Covid-19, com o presidente oferecendo curandeirismos que vão de cloroquina à spray “milagroso” de Israel, coisas à là feijão mágico do Pastor Valdemiro Santiago, vendido à Mil reais.

Fantasias, alucinações ou melhor pode ser até proposital para enganar os incautos e levar o rebanho à morte.

A questão é que a estratégia de Bolsonaro não funcionou, nem a economia e nem vidas foram salvas.

Os estados estão com lotação chegando ao limite em leitos de UTI, a vacinação anda à passos lentos, Bolsonaro continua a estimular aglomerações, o fim do auxílio-emergencial obriga o povo à sair nas ruas e procurar emprego.

Estamos tendo uma política de mortes proposital e criminosa.

Muitas cidades e estados terão que adotar um Lockdown para conter o vírus, apesar de toda oposição dos bolsonaristas.

Mas se for para evitar a economia quebrar ou isolamento ficar por mais um ano, só há uma solução, a vacinação em massa dos brasileiros.

Enquanto não há vacina para todos, a recomendação é manter o isolamento social, usar máscaras e o governo federal, estados e munícipios oferecerem um auxílio-emergencial à quem precisa.

Dessa maneira a economia ainda tem alguma movimentação e não se jogam milhões na extrema-pobreza e miséria e a reação em cadeia na economia não será tão sentida.

Os sinais na economia são ainda piores, o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo registrou uma queda de 6,1% no faturamento do comércio em relação a fevereiro de 2020.

Ou seja, teremos ainda tempos sombrios…

Com um governo que nada faz para acabar com a pandemia ( com vacinação em massa e um breve período de isolamento), para depois normalizar a economia.

CONTINUA

VÍDEO: Diretor de Hospital em SC: 60% dos pacientes doentes em UTI vão morrer

03/03/2021

Um diretor de Hospital no Oeste de Santa Catarina, região considerada rica e que tem uma acachapante vitória a Jair Bolsonaro em cima de Fernando Haddad (PT), afirma que 60% dos pacientes em leitos de UTI que vão para UTI vão morrer.

Santa Catarina, um estado que deu uma avassaladora vitória à Jair Bolsonaro em 2018, está sofrendo com o avanço do Covid-19. 75,92% a 24,8% para Jair Bolsonaro.

O estado está com recorde de pacientes internados e está até transferindo pacientes para o Espírito Santo.

O diretor clínico do hospital Cássio de Nakano gravou um vídeo explicando a gravidade da situação que o país está chegando. Não à toa, chegamos aos 1700 mortos no dia de ontem (2).

No vídeo, o diretor afirma que há 15 pacientes esperando leito em pronto socorro e ainda diz algo alarmante.

“Todos pacientes que estão entrando na UTI hoje, 60% vão morrer”.

O diretor diz que o dado serve de alerta à população, para que se use máscara, para que evite-se “compartilhar chimarrão”

O diretor pede para que o povo pare de festas particulares, ele lembra ainda que pessoas jovens estão morrendo de Covid-19.

O diretor disse também que não há respiradores também e que o caos pode piorar.


Fonte: https://falandoverdades.com.br

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Bolsonaro Só Chegou Ao Poder Porque Mídia E Judiciário Mudaram Os Conceitos De Moral No Brasil

SUED E PROSPERIDADE

24/12/2020

Bolsonaro Só Chegou Ao Poder Porque Mídia E Judiciário Mudaram Os Conceitos De Moral No Brasil

Celeste Silveira 24 de dezembro de 2020 

Nada traduz com mais fidelidade os motivos da chegada de Bolsonaro ao poder do que a ambivalência moral da mídia e do judiciário brasileiro.

Os dois usaram as práticas mais imorais para dar sentimento coletivo de moral às suas próprias imoralidades.

Mídia e judiciário, mutuamente e de forma simultânea, vendem valores morais a partir dos interesses políticos que defendem.

Esses interesses nunca são a favor do povo, mas da elite econômica.

Não é sem motivos que noivos e padrinhos posaram armados em casamento em Goiás. Eles são o exemplo de uma parcela da sociedade que, em nome do amor, comemoram com símbolos de ódio. 

Eles, certamente, em nome da moral, votaram em um dos políticos mais corruptos e envolvido com os esquemas mais criminosos da história do Brasil.

Mas como um troço desses se deu, principalmente na parcela mais letrada da sociedade?

Como essa gente foi alvo fácil de um pensamento fascista que berra patriotismo enquanto detona o país a mando dos neoliberais?

Bolsonaro na presidência não é acidente, é projeto de poder das classes dominantes. As mesmas que, no Brasil, dominam as redações e o sistema de justiça.

Bolsonaro é literalmente a elite brasileira sem máscaras.

Não é sem motivos que a fome e a miséria não estão de volta ao país.

É essa elite que, através da mídia e do judiciário, naturaliza a barbárie social que está sendo promovida por Guedes e Bolsonaro.

Essa é a “regra de ouro” dos abastados.

A ética da reciprocidade entre pares, entre mídia e elite, entre o judiciário e os donos da terra.

A leitura moral que tanto a mídia quanto o judiciário brasileiros fazem é pelos olhos da nobreza paratatá.

É a “papa-fina da alta sociedade” que dá as cartas da nossa verdadeira constituição, em nome de uma democracia de mercado.

É daí que vem o princípio moral hegemônico no Brasil.

Foi isso que colocou na presidência da República um genocida que matou, em uma semana, mais do que 63 países juntos em toda a pandemia.

A Globo, ontem, deu um gigantesco espaço pra Guedes vender terreno na lua. 

Isso mostra que, se a direita não tiver candidato, os Marinho vão de Bolsonaro outra vez. 

Detalhe, com o fiu fiu de Bial.

*Da redação

CONTINUA

Suprema Carteirada Na Fila Da Vacina

Celeste Silveira 24 de dezembro de 2020

Luiz Fux assumiu a presidência do Supremo com uma posse contagiante. Na contramão das recomendações sanitárias, o ministro insistiu numa cerimônia presencial seguida de coquetel.

 A festa deixou ao menos dez autoridades infectadas com a Covid. Além do homenageado, contraíram o vírus o presidente da Câmara e o procurador-geral da República.

A presidente do Tribunal Superior do Trabalho, que entrou na lista dos contaminados, precisou ser transferida para um hospital em São Paulo. Passou 16 dias internada e teve que receber oxigênio por um cateter.

 Chocada com o mau exemplo, a professora Ligia Bahia definiu a FuxFest como um “covidário”. “Foi um evento totalmente irresponsável”, resumiu.

Três meses depois da posse, o presidente do Supremo está de volta ao noticiário da pandemia. 

Ontem ele defendeu o tribunal pela tentativa de furar a fila da vacina. 

O órgão pediu à Fiocruz que reservasse sete mil doses para imunizar ministros e servidores.

Em documento oficial, o Supremo sustentou que a vacinação vip seria “uma forma de contribuir com o país nesse momento tão crítico”. 

Questionado, Fux disse não ver nada de errado na carteirada. “Temos de nos preocupar para não pararmos as instituições fundamentais do Estado”, justificou.

O ministro informou que o tribunal fez o pedido “de forma delicada, ética”. Delicadamente, a Fiocruz respondeu que destinará suas vacinas ao Ministério da Saúde, sem atender a “qualquer demanda específica”. 

As doses serão distribuídas segundo os critérios do Programa Nacional de Imunizações. As regras não mencionam o uso da toga como fator de risco para a Covid.

O Supremo não é a primeira instituição a reivindicar preferência na distribuição da vacina. No início do mês, promotores paulistas pediram que a categoria fosse incluída “em uma das etapas prioritárias” da imunização. Depois foi a vez de o Superior Tribunal de Justiça tentar furar a fila da Fiocruz. 

A turma do “vacina pouca, meu braço primeiro” nunca admite estar em busca de privilégios. Ontem Fux disse ter uma “preocupação ética” com o assunto.

*Bernardo Mello Franco/O Globo

Fonte: https://antropofagista.com.br/

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

URGENTE: Militares da reserva fazem protesto contra Bolsonaro em Brasília

SUED E PROSPERIDADE

21/10/2020

Militares da reserva fazem protesto contra Bolsonaro em Brasília

21/10/2020

Militares da reserva pela segunda vez resolvem fazer um ato contra Jair Bolsonaro, em Brasília, nessa quarta-feira (21), no qual muitos admitem anteriormente terem defendido e apoiado.  

De acordo com informações, do Blog do Chico Alves, no UOL, os militares se sentem “abandonados” por Bolsonaro.

Militares da reserva das Forças Armadas e pensionistas se manifestaram, nessa quarta-feira (21) contra Bolsonaro, em Brasília. 

De acordo com o Blog do Chico Alves no UOL,  os manifestantes reclamavam pela redução dos valores de adicionais de disponibilidade (ganho pelo fato de o militar ser obrigado a ficar completamente disponível para a força) e habilitação (recebido de acordo com os cursos feitos por cada um), além de outros benefícios, definida na reforma da previdência.

Além disso, durante o ato, alguns fizeram questão de frisar que apoiaram Bolsonaro e hoje se sentem abandonados e traídos.

Na manhã dessa quarta-feira, manifestantes vindos de vários estados, simularam na frente do Palácio do Planalto, uma formação militar, com discursos cobrando Bolsonaro.

“O sentimento geral é que o presidente Bolsonaro nos traiu”, diz Wagner Coelho, suboficial da reserva da Marinha, um dos organizadores do protesto..

 Ainda de acordo com Coelho, muitos militares da reserva se sentem arrependidos do apoio e ativismo político a favor de Bolsonaro.

 

Imagem Reprodução

“Esperamos uma posição de Bolsonaro. Afinal, foram esses militares que por muito tempo atuaram como cabos eleitorais do presidente e agora estão arrependidos”, critica Coelho. .

 Coelho ainda denuncia que generais tiveram aumentos desproporcional em relação às patentes abaixo das Forças Armadas.

CONTINUA

Voluntário brasileiro morre em testes da Vacina de Oxford, a “preferida” de Bolsonaro

21/10/2020

Enquanto Bolsonaro faz fírula e discurso para agradar o seu patrão Donald Trump, a vacina de Oxford, que recebeu investimentos do governo Bolsonaro, tem um voluntário brasileiro morto durante os testes da vacina.

Um voluntário brasileiro que participava clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca morreu devido a complicações de Covid-19.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi avisada nessa segunda-feira sobre o episódio.

De acordo com a Anvisa, o laboratório já informou a agência os dados da investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sobre o caso.

As informações são do jornal O Globo.

Enquanto Bolsonaro nega em pirotecnia ideológica a vacina chinesa, a vacina de Oxford, novamente apresenta outro problema.

De acordo ainda com a Anvisa, o voluntário tinha 28 anos e era médico, estava na linha de frente do combate ao coronavírus.

 

Parceria do governo Bolsonaro com a vacina de Oxford

Pazuello teria dado o aval à vacina chinesa em reunião com governadores

 Apesar de Bolsonaro atacar a vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantan, ainda não houve nenhum incidente similar ao que ocorreu agora com a Astrazeneca/Oxford.

O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. 

Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre.

De acordo com o jornal G1, a vacina está na fase 3 de testes quando são testados milhares de voluntários.

A vacina é tida como a “preferida” de Bolsonaro, que atacou hoje a vacina produzida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantatan em São Paulo.
 

Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário

 Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa:

“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. 

Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. 

Assim, o processo permanece em avaliação.

 
Vacina russa já imunizou cerca de 12 mil pessoas

Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância.

A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”

A parceria Trump-Bolsonaro está ferrando o Brasil. Entenda o porquê

Fonte: https://falandoverdades.com.br/