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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Governo Bolsonaro pagou R$ 77,5 milhões a mais por máscaras KN95, mostra denúncia

SUED E PROSPERIDADE

21/07/2021

Governo Bolsonaro pagou R$ 77,5 milhões a mais por máscaras KN95, mostra denúncia

20/07/2021

De acordo com denúncia, o governo teria pago muito mais por um lote de máscaras KN95 em abril de 2020, o material teve uso hospitalar contestado pela Anvisa.

Todo dia um novo escândalo de corrupção surge no governo Bolsonaro e no uso do dinheiro público durante a pandemia, agora foi a vez de máscaras compradas por um valor de R$ 77,5 milhões a mais.

Máscaras do tipo KN95 adquiridas pelo Ministério da Saúde e distribuídas a profissionais na linha de frente de enfrentamento da covid-19 custaram 29% mais ao governo brasileiro do que a uma empresa privada que as adquiriu na mesma época, do mesmo importador e do mesmo fornecedor.

O sobrepreço ou melhor ”superfaturamento” chamou a atenção de jornalistas. Na denúncia publicado pelo UOL, nessa segunda-feira (20), a 

 Informação que o contrato fazia parte da maior compra de insumos hospitalares para o combate à pandemia.

O governo Bolsonaro que sempre usou como discurso que havia “corrupção” de governadores na pandemia e nos recursos mínimos enviados pelo governo federal, agora se vê cercado de escândalos em propinas em vacinas e ao que se indica agora, em superfaturamento até de máscaras.

De acordo com contrato assinado com a 356 Distribuidora, Importadora e Exportadora, representante no Brasil da empresa de Hong Kong Global Base Development HK Limited, o governo brasileiro pagou US$ 1,65 por máscara KN95, ou R$ 8,65, pela cotação no momento da compra.

Também em abril, a mesma 356 Distribuidora importou 200 mil máscaras para um grupo privado, também no modelo KN95, o mesmo contratado pelo governo brasileiro. No entanto, elas custaram US$ 1,28 cada, ou R$ 6,71, de acordo com documentos obtidos pela reportagem do UOL.

Caso o mesmo preço tivesse sido ofertado pela 356 Distribuidora ao governo brasileiro, o país teria economizado US$ 0,37 (R$ 1,93) por máscara, ou US$ 14,8 milhões (R$ 77,5 milhões na cotação da época), se considerado o valor total da transação.

Por que não pagou isso?


Fonte: https://falandoverdades.com.br/

sábado, 8 de maio de 2021

Campo De Mortes

SUED E PROSPERIDADE

08/05/2021

Campo De Mortes

Celeste Silveira 8 de maio de 2021

O Brasil da pandemia é um campo de mortes e o Rio de Janeiro, epicentro da carnificina. 

O estado que forjou politicamente Jair Bolsonaro e Wilson Witzel, paladinos na brutalidade, banalizou a barbárie. 

Ontem, uma mal explicada operação da Polícia Civil prendeu seis pessoas e deixou 25 mortos, entre os quais um policial, na favela do Jacarezinho, Zona Norte da capital. 

Em um dia, o equivalente a um terço das mortes confirmadas por coronavírus na comunidade; foram 79, desde março de 2020, segundo o Painel Rio Covid-19. Foi a mais letal intervenção oficial de agentes da lei da História do estado, segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni/UFF). 

Foi também o segundo maior assassinato coletivo já registrado em território fluminense — no primeiro, conhecido como Chacina da Baixada, criminosos executaram 29 pessoas em duas cidades, Nova Iguaçu e Queimados, em março de 2005.

Enquanto parte do planeta se ocupa da vida — não faz dois dias, o presidente Joe Biden anunciou inédito apoio dos EUA à quebra temporária de patentes de vacinas contra a Covid-19 —, o Brasil empilha corpos. 

Em 14 meses de pandemia, o país ultrapassou 415 mil vidas ceifadas na combinação nefasta do vírus aos atos e omissões do presidente da República, o 01 do morticínio, como já demonstrado no par de depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich à recém-iniciada CPI no Senado Federal. O Estado do Rio se aproxima de 46 mil óbitos por Covid-19, com taxa de letalidade de 5,96% dos infectados, o dobro da média nacional. Na capital, onde até ontem 24.495 pessoas perderam a vida, praticamente um em cada dez doentes (8,9%) não sobrevive.

Uma semana atrás, o estado afastou em definitivo o governador eleito na onda bolsonarista de 2018. Witzel ficou 20 meses no cargo; no primeiro ano, 2019, a polícia fluminense matou 1.814 pessoas, recorde da série histórica iniciada na última década do século XX. Ano passado, com pandemia e tudo, a escalada homicida das forças policiais levou à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender operações em favelas. De junho a setembro, primeiros quatro meses de vigência da determinação, as mortes por agentes da lei despencaram 71% (de 675 em 2019 para 191 em 2020), segundo dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ). Tudo isso sem prejuízo dos indicadores de homicídios e crimes contra o patrimônio, que seguiram em queda no estado.

De outubro em diante, já com Cláudio Castro interinamente no Palácio Guanabara e Alan Turnovsky como secretário de Polícia Civil, os números voltaram a subir. Bateram recorde (453) no primeiro trimestre deste ano. O mapeamento do Geni/UFF para a Região Metropolitana do Rio mostra que, desde a decisão do STF na ADPF 635, operações policiais deixaram 823 mortos. “Do total, 150 ocorreram entre junho e setembro. Já o primeiro trimestre de 2021 foi o pior da série, com 404 mortes”, sublinha o pesquisador Daniel Hirata. Nos dez meses, houve 22 operações policiais com três ou mais vítimas fatais, chacinas, portanto; 14 delas foram de janeiro a março deste ano.

No Brasil e no Rio, morre-se pela peste, pela bala da polícia e do crime. Morrem policiais, civis inocentes, criminosos e suspeitos sem julgamento. Morre gente de fome, sem oxigênio, sem atendimento médico. Mulheres morrem pelas mãos de maridos, companheiros, namorados e ex. Uma criança morre espancada por padrasto e mãe, bebês perdem a vida por golpes de facão. Homens negros morrem asfixiados por seguranças de supermercados ou são entregues a traficantes por tentar furtar peças de carne.

A violência desmedida tem produzido luto de um lado, indiferença de outro. Em qualquer sociedade comprometida com o direito à vida e com o Estado Democrático de Direito, um presidente lunático, incompetente ou necrófilo já teria sido apeado do cargo diante da hecatombe social, sanitária e funerária provocada pelo enfrentamento débil à mais grave pandemia em um século. No entanto ele segue no palácio dizendo impropérios, ameaçando instituições, atacando opositores, debochando da ciência, provocando parceiros comerciais, destruindo o meio ambiente, assinando decretos de armas. Em nenhuma unidade da Federação, governador ou chefe de polícia resistiriam à maior chacina da História. Aqui, gados que somos, assistimos silenciosamente ao extermínio dos corpos, predominantemente pretos e pobres, qualquer que seja a tragédia.

*Flávia Oliveira/O Globo

CONTINUA

Bolsonaro Assume Que Receitou Cloroquina Para Não Assumir Que Sabotou A Compra Das Vacinas

Celeste Silveira 8 de maio de 2021

Na verdade, hoje, Bolsonaro com seus apoiadores contratados, estava justificando com a cloroquina a sua campanha e ações contra a aquisição de vacinas pelo Brasil.

Mas por que ele faz isso? Porque na próxima semana a CPI terá depoimentos do diretor presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, de Dimas Covas, diretor do Butantan e de Marta Díez, presidente da subsidiária brasileira da Pfizer. Também sobre as negociações com a Pfizer, a CPI ouvirá  o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten. Ou seja, o assunto será a vacina e a sua sabotagem em uma ação que salvaria centenas de milhares de vidas.

E o que isso quer dizer? Quer dizer que no primeiro ato da CPI com as declarações de Mandetta, de Teich e de Queiroga, mas sobretudo da fuga de Pazuello que receitou cloroquina a mando de Bolsonaro, que o ato de insistir em receitar um medicamento comprovadamente sem eficácia, é um contraponto à aquisição das vacinas.

Para ser mais específico, Bolsonaro praticamente lançou um slogan no Brasil “quem tem cloroquina não precisa de vacina”.

Então o que interessa é prestar atenção naquilo que Bolsonaro não diz, o que ele diz é para fazer cortina de fumaça para o que ele quer camuflar.

Se ele assumiu que receitou a cloroquina como se fosse um mal menor do que a sabotagem com a compra das vacinas, falando inclusive que gravará vídeos estimulando o uso do medicamento em contrapartida à falta da vacina, entre o péssimo e o criminoso,  ele optou pelo péssimo, lógico, achando que, assim, ele se descolaria do criminoso, quando, na realidade, essas duas questões são indissociáveis, porque a realidade mostra que ele, usando o cargo de presidente da República, optou por receitar cloroquina, mesmo sem qualquer embasamento científico que abone sua defesa histriônica do medicamento que, além de não ter eficácia, é altamente lesivo à saúde e que já levou a óbito muitas pessoas que fizeram uso dela com a orientação do presidente da República.

Bolsonaro sabe que o que estamos falando aqui é verdade, tanto que ele como o bufão que é, novamente disse que só Deus o tira da cadeira da presidência, o que, em outras palavras, afirma que está sim em risco de cair, revelando que sentiu o baque da primeira semana da CPI, além de apontar que o trabalho dos senadores da CPI está na rota certa e que sua deposição será o único caminho natural que vai desaguar essa enxurrada de denúncias de crimes de responsabilidade.

A CPI está apenas começando e Bolsonaro já abriu o bico. E isso pode ser um bom sinal.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Lula vai à Brasília encontrar o embaixador russo

SUED E PROSPERIDADE

03/05/2021

Lula vai à Brasília encontrar o embaixador russo

03/05/2021

Enquanto Bolsonaro usa helicóptero da FAB para sobrevoar sobre seu gado, o ex-presidente Lula tem agenda de estadista e vai encontrar o embaixador russo  para discutir a vacinação e a Sputinik V  (vacina russa que foi barrada pela Anvisa). Lula começa uma agenda não só de candidato, como também de estadista.

O ex-presidente Lula faz uma visita à capital federal, Brasília, para encontrar o embaixador russo Alexey Kazimirovitch Labetskiy, para discutir a vacinação no Brasil e a Sputinik V.

De acordo com informações do UOL, quem teria organizado o encontro foi o ex-chanceler Celso Amorim, que também estará presente na reunião, além disso o ex-chanceler tenta organizar um encontro do ex-presidente Lula com o embaixador geral da China, Yang Wanming, país que tem fornecido parte do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) necessário para a fabricação de vacinas ao Brasil.

Além disso o ex-presidente Lula, também articula uma grande frente política pelo retorno do auxílio-emergencial de R$ 600,00.

No encontro com o embaixador russo, Lula deve pedir mais informações do Fundo Russo para a aprovação da Sputnik V pelo órgão sanitário. “Ele entende que o melhor caminho será entregar todos os documentos que possam basear uma aprovação. Caso seja reprovado uma segunda vez, aí o partido acusará a Anvisa de fazer política”, explicou um integrante do PT.

CONTINUA

Queiroz posta foto de sunga na praia e vai a ato pró-Bolsonaro

03/05/2021

O Brasil virou o país da piada pronta e um “pária” internacional, agora até Fabrício Queiroz já preso e investigado nos esquemas da rachadinha, posta foto de sunga na praia convocando ato pró-Bolsonaro, tudo isso em meio à pandemia e caos no Brasil de Bolsonaro.

Desde que teve sua prisão revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-motorista do Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz,  voltou a circular pelas ruas. No último fim de semana, o ex-assessor denunciado como operador do esquema de “rachadinha” no gabinete do senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi até para ato bolsonarista do 1º de maio.

Em seu perfil no Instagram, cujo acesso é restrito a seguidores, Queiroz postou um vídeo no qual os manifestantes estão cantando o hino nacional. Em outra gravação, ele registrou a subida de um balão que puxava consigo uma bandeira com o rosto do presidente Jair Bolsonaro. 

Na legenda da foto o apoio explícito ao presidente: “ “Subindo rumo a 2022! Brasil acima de tudo. Deus Acima de todos!!”

Enquanto isso, os Bolsonaro tentam de todas maneiras barrarem investigações contra eles e até CPI. Em outro vídeo, posta ele mesmo correndo de sunga na praia e batendo continência, nesse vídeo postou a legenda pró-Bolsonaro.

Acossado e cercado por diversos escândalos os Bolsonaro tentam forçar manifestações com sua fatia mais radicalizada e fiel do eleitorado, para evitar o avanço das investigações da CPI da Pandemia, além de forçar uma falsa sensações de apoio espontâneo da população ao presidente, que amarga baixos índices de popularidade.

Com informações do Estadão


Fonte: https://falandoverdades.com.br/

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

URGENTE: Militares da reserva fazem protesto contra Bolsonaro em Brasília

SUED E PROSPERIDADE

21/10/2020

Militares da reserva fazem protesto contra Bolsonaro em Brasília

21/10/2020

Militares da reserva pela segunda vez resolvem fazer um ato contra Jair Bolsonaro, em Brasília, nessa quarta-feira (21), no qual muitos admitem anteriormente terem defendido e apoiado.  

De acordo com informações, do Blog do Chico Alves, no UOL, os militares se sentem “abandonados” por Bolsonaro.

Militares da reserva das Forças Armadas e pensionistas se manifestaram, nessa quarta-feira (21) contra Bolsonaro, em Brasília. 

De acordo com o Blog do Chico Alves no UOL,  os manifestantes reclamavam pela redução dos valores de adicionais de disponibilidade (ganho pelo fato de o militar ser obrigado a ficar completamente disponível para a força) e habilitação (recebido de acordo com os cursos feitos por cada um), além de outros benefícios, definida na reforma da previdência.

Além disso, durante o ato, alguns fizeram questão de frisar que apoiaram Bolsonaro e hoje se sentem abandonados e traídos.

Na manhã dessa quarta-feira, manifestantes vindos de vários estados, simularam na frente do Palácio do Planalto, uma formação militar, com discursos cobrando Bolsonaro.

“O sentimento geral é que o presidente Bolsonaro nos traiu”, diz Wagner Coelho, suboficial da reserva da Marinha, um dos organizadores do protesto..

 Ainda de acordo com Coelho, muitos militares da reserva se sentem arrependidos do apoio e ativismo político a favor de Bolsonaro.

 

Imagem Reprodução

“Esperamos uma posição de Bolsonaro. Afinal, foram esses militares que por muito tempo atuaram como cabos eleitorais do presidente e agora estão arrependidos”, critica Coelho. .

 Coelho ainda denuncia que generais tiveram aumentos desproporcional em relação às patentes abaixo das Forças Armadas.

CONTINUA

Voluntário brasileiro morre em testes da Vacina de Oxford, a “preferida” de Bolsonaro

21/10/2020

Enquanto Bolsonaro faz fírula e discurso para agradar o seu patrão Donald Trump, a vacina de Oxford, que recebeu investimentos do governo Bolsonaro, tem um voluntário brasileiro morto durante os testes da vacina.

Um voluntário brasileiro que participava clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca morreu devido a complicações de Covid-19.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi avisada nessa segunda-feira sobre o episódio.

De acordo com a Anvisa, o laboratório já informou a agência os dados da investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sobre o caso.

As informações são do jornal O Globo.

Enquanto Bolsonaro nega em pirotecnia ideológica a vacina chinesa, a vacina de Oxford, novamente apresenta outro problema.

De acordo ainda com a Anvisa, o voluntário tinha 28 anos e era médico, estava na linha de frente do combate ao coronavírus.

 

Parceria do governo Bolsonaro com a vacina de Oxford

Pazuello teria dado o aval à vacina chinesa em reunião com governadores

 Apesar de Bolsonaro atacar a vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantan, ainda não houve nenhum incidente similar ao que ocorreu agora com a Astrazeneca/Oxford.

O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. 

Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre.

De acordo com o jornal G1, a vacina está na fase 3 de testes quando são testados milhares de voluntários.

A vacina é tida como a “preferida” de Bolsonaro, que atacou hoje a vacina produzida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantatan em São Paulo.
 

Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário

 Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa:

“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. 

Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. 

Assim, o processo permanece em avaliação.

 
Vacina russa já imunizou cerca de 12 mil pessoas

Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância.

A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”

A parceria Trump-Bolsonaro está ferrando o Brasil. Entenda o porquê

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

CARTA CAPITAL: Temer e PSDB anunciam corte de 70% na saúde e sepultam o SUS

CARTA CAPITAL: Temer e PSDB anunciam corte de 70% na saúde e sepultam o SUS
4 de agosto de 201
 

Com cortes de 70% da verba, SUS entra em processo de extinção e preocupa especialistas
Em 2018, o SUS completa 30 anos. 

Apesar da falta de recursos, das crises recorrentes, da escassez de profissionais e de problemas de financiamento, o Brasil conseguiu erguer em poucas décadas o maior sistema público de saúde do planeta, feito notável para uma nação que tem dificuldades para desenvolver políticas de longo prazo.

O que seria um motivo de orgulho se tornou mais um ponto de preocupação. 

O SUS, afirma Ronald Ferreira dos Santos, presidente do Conselho Nacional da Saúde, corre o risco de não passar dos 30 anos, por conta da emenda constitucional que limita os gastos públicos nas próximas duas décadas.

Se a medida não for revertida, alerta Santos, o investimento público no setor despencará de 3,8% do PIB para menos de 1%. “Será a morte do sistema estabelecido na Constituição de 1988.”

Quais as maiores ameaças ao SUS?

Ronald Ferreira dos Santos: No próximo ano, o SUS completa 30 anos, mas corre sérios riscos de não ir além desse período, em razão da crise política, econômica, social e sanitária que vive o País.

Enxergo dois problemas cruciais. 

O primeiro, mais geral, o rompimento das regras que estabeleceram a saúde como um direito universal na Constituição de 1988. O segundo, o agravamento do subfinanciamento do sistema.

Não é de hoje que faltam recursos.

Não, não é. O subfinanciamento sempre foi um problema crônico, mas será agravado pela aprovação da Emenda Constitucional nº 95, chamada de Teto de Gastos. Alguns dizem que a medida vai congelar os dispêndios públicos por 20 anos.

Não é exatamente assim. É pior. Trata-se, na verdade, de uma diminuição progressiva dos recursos destinados à saúde. Vai ferir de morte o SUS. 

Se a medida não for revertida, podemos desistir da ideia de um sistema único.

Qual a perda estimada de recursos com o teto de gastos?

O Brasil investe, atualmente, 3,8% do PIB de dinheiro público na saúde. 

A atividade econômica do setor, incluídos os gastos privados, varia de 8,5% a 9% do PIB. 

No decorrer dos 20 anos, o porcentual dos gastos públicos vai cair de 3,8% para menos de 1% do PIB.

Vai piorar uma situação já ruim, pois o Brasil gasta menos em saúde do que a maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, certo?
A maior parte dos países da América Latina, não vou citar aqui a Europa, economias bem menores que a nossa, aplica mais em proporção do PIB do que o Brasil. Estamos na rabeira, em termos de investimentos no setor.

Por que o SUS é tão atacado?

Está em disputa o modelo de atenção. 
No passado, tratava-se de um debate mais acadêmico entre o sistema universal e a cobertura universal. 

O Brasil optou, desde a Constituição, pelo sistema universal, que tem por princípio a garantia de direitos.

A lógica da cobertura universal é outra, garantir um pacote mínimo e nada mais. 

Quem desejar mais serviços precisa procurar na iniciativa privada. 

Não à toa surgiu a proposta de criação dos chamados planos privados populares e reforçou-se o discurso de que a saúde não cabe no Orçamento.

Por que os planos populares são uma ideia ruim?
Os planos populares traduzem a mudança do modelo de atenção, uma opção à lógica de se estruturar um sistema integrado, que reúna condições para garantir a integralidade, não um pacote de serviços focado nas questões assistenciais de recuperação do paciente.

Esse é o modelo do seguro, da saúde como mercadoria. Definimos o contrário em 1988. 

E agora se pretende impor, sem voto, sem poder constituinte, sem delegação da população, um sistema completamente diferente.

Qual o balanço do SUS nesses 30 anos?
Desde a Constituição há um claro conflito entre interesses diversos. 

Neste momento, a correlação de forças na sociedade está absolutamente desproporcional. 

A defesa do público, de valores como solidariedade e interesse coletivo, nunca esteve tão frágil.

Com todas as dificuldades, o País ergueu em três décadas o maior sistema público de saúde do mundo. E que resolve problemas complexos como o do vírus da Zika em menos de um ano. 

Identifica, intervém e produz conhecimento.

A maioria das nações levaria décadas para obter resultado semelhante. 

Conseguimos ter o maior programa de tratamento de Aids do planeta. Somos um dos centros globais de transplante de órgãos. Criamos o Samu, desenvolvemos a assistência farmacêutica.

Apesar do subfinanciamento crônico, há muito a se comemorar. Não nego os gargalos, a falta de profissionais, mas é muito rara a divulgação dos avanços e feitos do SUS. 

Os meios de comunicação exploram constantemente os problemas, até para estimular o mercado. Os planos de saúde e os seguros privados são grandes financiadores da mídia.

Desmontar o SUS não impedirá o Brasil de criar um poderoso sistema industrial no setor?

Esse complexo industrial foi criado. Um dos aspectos positivos do SUS é exatamente o desenvolvimento da indústria farmacêutica. Somos, hoje, um centro importante de produção de medicamentos, graças às encomendas públicas.

A atividade econômica no setor mobiliza, aproximadamente, 470 bilhões de reais por ano. É mais do que o PIB de Uruguai, Paraguai, Equador… O que o mercado deseja é total liberdade para alimentar suas planilhas. Por isso se ataca, entre outras instituições, a Anvisa.

O Congresso decidiu tirar da Anvisa a regulação dos remédios de emagrecimento. 

Quem decidirá são os próprios parlamentares. 

Obviamente, abre-se a porteira para a atuação dos mais diversos lobbies da indústria farmacêutica. 

O objetivo é esvaziar a capacidade de elaboração de políticas públicas. .

Por Sérgio Lira

Da Carta Capital


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