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sábado, 14 de janeiro de 2017

Estrela viajante recém-descoberta pode causar ataques de cometas no Sistema Solar

Estrela viajante recém-descoberta pode causar ataques de cometas no Sistema                              Solar
 Gustavo Teixera  6 dias atrás 09/01/2017
 cometas-sistema-solar_1
Um novo estudo descobriu que uma estrela em rota de colisão com o Sistema Solar vai chegar ainda mais perto do que os especialistas previram
O observatório da Missão Gaia – da Agência Espacial Europeia – capturou dados mostrando que a estrela Gliese 710 poderá chegar tão perto de nosso Sistema Solar, que poderá fazer com que o sistema sofra ataques de cometas. 

Gliese 710 também ficará visível durante a noite como o mais rápido e brilhante objeto do céu.
cometas-sistema-solar_2

Em um estudo publicado na renomada revista Astronomy & Astrophysics, os pesquisadores Filip Berski e Piotr Dybczński, da Universidade Adam Mickiewicz da Polônia, disseram que a distância da estrela ao Sistema Solar é cinco vezes menor do que se pensava anteriormente, e que ela estaria viajando na Nuvem de Oort, que é uma espécie de concha com objetos gelados e cometas, próxima de nosso Sistema Solar.

 Se isso acontecer, a força gravitacional da estrela – que possui uma massa de cerca 60% do nosso Sol – poderia causar uma chuva de cometas com potencial de atingir até mesmo a Terra. 

Segundo astrônomos, um impacto com o nosso planeta parece possível e seria significativo.

Espera-se que essa estrela passe a uma distância de 1,2 trilhão de milhas (cerca de 1,9 trilhão de quilômetros) da Terra. 

Mesmo que pareça distante, a medida é relativamente curta em termos espaciais. Por exemplo, a estrela Alpha Centauri, que é a mais próxima da Terra, está a uma distância 25,67 trilhões de milhas (cerca de 41,3 trilhões de quilômetros).

“Podemos esperar que essa estrela tenha a maior influência sobre os objetos da nuvem de Oort nos próximos dez milhões de anos e, mesmo nos últimos vários milhões de anos, não houve nenhum objeto tão importante perto do Sol”, foi relatado no artigo.





sábado, 17 de dezembro de 2016

Nós poderíamos morrer por esse estranho fenômeno solar e ninguém lhe dá atenção

Nós poderíamos morrer por esse estranho fenômeno solar e ninguém lhe dá atenção
De  Lucas  16 de dezembro de 2016
 Nós poderíamos morrer por esse estranho fenômeno solar e ninguém lhe dá atenção
 É importante que você saiba do que se trata.

Bom, é muito precipitado dizer dessa forma, mas realmente é aterrador este fenômeno solar, cujas consequências podem ser mais graves do que uma pessoa comum imagina e realmente ninguém – exceto os cientistas – estão prestando atenção. Se trata de um enorme buraco negro que cobre 8%  do sol.
 
Espacial.org
Segundo a NASA, o espaço que cobre um lado do sol não é necessariamente uma afetação real de sua superfície. É dizer, a aparência deprimida da estrela se deve a emissão das chamadas correntes de vento solar – partículas expulsadas da atmosfera superior do sol – que podem ter uma velocidade de 400 km por segundo.
 
NASA
Entretanto, na verdade não se trata de um buraco ou um furo no sol, ainda que se veja de cor escura nas imagens, se não que um processo que ocorre na capa externa da atmosfera do astro, conhecida como coroa. 

Daí que este fenômeno captado graças a uma intensa luz ultravioleta seja conhecida como “buraco coronal”. Como explica a própria NASA, “são áreas abertas do campo magnético do sol que expulsam ao espaço correntes de vento solar que se movem a grande velocidade”.

Aproximadamente a 800 quilômetros por segundo.

O enorme buraco pode permanecer visível, desde a Terra, durante ao menos cinco anos. 

Estes fenômenos são fundamentais para a compreensão do clima espacial, ao ser a fonte de ventos até três vezes mais velozes que os verificados em qualquer outra região do universo que conhecemos.
 
Thinkstock
Se espera que, nestes dias, as partículas solares que se desprenderam da imensa estrela comecem a chegar à Terra.

Quando as correntes chegam ao nosso planeta, as partículas envolvem a magnetosfera terrestre e interatuam com ela.

Adicionalmente, a interação das correntes solares com a Terra pode afetar o funcionamento dos satélites que orbitam no espaço e as atividades que regulam.

 
Thinkstock
Esse feito da como consequência as conhecidas auroras polares, é dizer, o fenômeno luminoso que se apresenta no céu noturno, de preferência entre os meses de setembro e março no hemisfério norte (aurora boreal), e entre março e setembro no hemisfério sul (aurora austral).




terça-feira, 9 de agosto de 2016

A "megaestrutura alienígena" acaba de ficar ainda mais misteriosa

A "megaestrutura alienígena" acaba de ficar ainda mais misteriosa
Gizmodo Maddie Stone10 horas atrás 08/08/2016
Reprodução

A estrela KIC 8462852 se tornou nossa obsessão quando alguns astrônomos disseram que ela poderia ser algum tipo de megaestrutura alienígena. Observações posteriores da “estrela de Tabby” não revelaram sinais de vida alienígena, mas alguns fenômenos de picos luminosos continuaram a intrigar os especialistas. Agora, as coisas ficaram ainda mais estranhas.


Um estudo ainda não publicado oficialmente foi divulgado no arXiv. Nele, o astrônomo Ben Montet da Caltech e Joshua Simon, do Carnegie Institute, descrevem os resultados de uma nova análise fotométrica da estrela, que foi vista pela primeira vez pela base de dados do telescópio da sonda Kepler.

Examinando cuidadosamente todas as imagens coletadas durante a campanha de observação da Kepler, Montet e Simon descobriram algo surpreendente: não são apenas as luzes da estrela que ocasionalmente diminuem em até 20%, mas todo o fluxo estelar tem sido reduzido ao longo de quatro anos.

Durante os primeiros mil dias da campanha do Kepler, a Estrela de Tabby diminuiu sua luminosidade em aproximadamente 0,34% por ano. E nos 200 dias seguintes a estrela ofuscou mais rapidamente, e seu fluxo estelar caiu 2% antes de estabilizar. No geral, a estrela ficou 3% mais opaca durante os quatro anos que a Kepler a observou – uma quantia enorme e inexplicável. Os astrônomos observaram outras 500 estrelas vizinhas e não viram nada parecido.

"A parte que realmente me surpreendeu foi o quão rápido e não linear tudo aconteceu," disse Montet ao Gizmodo. "Nós passamos um bom tempo tentando nos convencer de que isso não era real. Mas não conseguíamos."


Fotometria da KIC8462852 mensurada a partir dos dados do Kepler. As análises revelaram uma diminuição lenta e estável na luminosidade da estrela por cerca de 1000 dias, seguida de um período de declínio mais agressivo. Imagem: Montet & Simon 2016.

Essa não é a primeira vez que os especialistas apontam que a Estrela de Tabby está ficando mais opaca. No começo desse ano, Bradley Schaefer, da Universidade do Estado da Luisiana, decidiu examinar a estrela a partir de chapas fotográficas do céu do século 19. Ele descobriu que durante os últimos 100 anos, a emissão total de luz da estrela diminuiu em 19%. Porém, logo depois que ele publicou seu estudo, outros especialistas começaram a encontrar defeitos, afirmando que o ofuscamento observado era resultado dedados deficientes. Schaefer retrucou e as coisas ficaram um pouco feias.

A controvérsia sobre o trabalho de Schaefer foi justamente o que fez com que Montet observasse algumas tendências por outra pespectiva. "Nós percebemos que para resolver isso, você precisava ou de um parâmetro longo ou de dados de alta precisão," disse Montet. "Kepler tem dados de alta precisão." Ele disse ainda que a taxa de escurecimento que encontrou é duas vezes maior do que a de Schaefer, o que "é diferente, mas não necessariamente inconsistente."

Jason Wright, astrônomo da Penn State que sugeriu que a Estrela de Tabby poderia ser uma megaestrutura alienígena, concordou que as novas análises vão de encontro com as afirmações de Schaefer. "O novo estudo afirma, e eu concordo, que não temos nenhum outro modelo realmente bom para esse tipo de comportamento," disse. "Isso é animador!"

Keivan Stassun, um astrônomo da Vanderbilt que não havia concordado com a ideia de ofuscamento a longo prazo, disse que a Estrela de Tabby ainda carrega muitas dúvidas. "As novas descobertas 
sugerem que nenhum dos fenômenos considerados podem, sozinhos, explicar as observações" disse ao Gizmodo. "No final das contas, resolver esse quebra-cabeça talvez exija levar em consideração uma combinação de efeitos."

Alguns das explicações mais críveis até agora incluem: uma família de cometas, o efeito de uma estrela distorcida ou os restos de um planeta estilhaçado. Algumas delas conseguem explicar o efeito de ofuscamento a longo prazo, enquanto outras explicam a cintilação a curto prazo, mas como Montet afirma "nada explica tudo muito bem."

O que está claro é que não iremos resolver esse mistério enquanto não conseguirmos uma observação melhor da estrela, que é exatamente o que Tabby Boyajian – o astrônomo que a descobriu – está fazendo.

Depois de uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida para se manter na Las Cumbres Observatory Global Telescope Network, Boyajian irá observar a estrela por um ano inteiro e espera vê-la cintilando. Se isso acontecer, outros telescópios pelo mundo serão alertados e mobilizados. E poderemos ver a estrela piscando pra gente através de todo o espectro eletromagnético, e aí quem sabe, conseguiremos decifrar a mensagem.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Telescópio capta pela 1ª vez estrela que dispara raios

Telescópio capta pela 1ª vez estrela que dispara raios
BBC Brasil 9 horas atrás  27/07/2016
Fenômeno levou à descoberta de um novo tipo de estrela binária
Usando um supertelescópio em conjunto com outros aparelhos semelhantes na Terra e no espaço, astrônomos descobriram um novo tipo de estrela binária.
Ela fica no sistema estelar AR Scorpii, habitado por uma estrela anã branca que libera um raio de elétrons que atinge sua vizinha - uma estrela anã vermelha fria -, como se a estivesse "atacando".
Esse fenômeno faz com que todo o sistema pulse, se iluminando e escurecendo a cada 1,97 minuto.
O estudo com a descoberta será publicado na revista Nature nesta quinta-feira.
Comportamento único
O trabalho começou em maio de 2015, quando um grupo de astrônomos amadores de Alemanha, Bélgica e Reino Unido se deparou com um sistema que se comportava como nenhum outro.
Isso fez com que a Universidade de Warwick, na Inglaterra, passasse a observá-lo, usando uma rede de telescópios que revelou sua verdadeira natureza.
O AR Scorpii fica na constelação de Escorpião, a 380 anos-luz de distância da Terra.
Sua estrela anã branca tem o tamanho do nosso planeta, mas uma massa 200 mil vezes maior. A estrela anã vermelha fria tem um terço da massa do Sol. Elas se orbitam num ciclo de 3,6 horas.
oto: ESO 
Fenômeno levou à descoberta de um novo tipo de estrela binária
Fenômeno levou à descoberta de um novo tipo de estrela binária
A estrela anã branca é muito magnética e gira em alta velocidade. Isso acelera elétrons até quase atingirem a velocidade da luz, fazendo com que sejam liberados em explosões que formam o facho. Quando ele atingem a estrela anã vermelha fria, todo o sistema pulsa intensamente.
"O sistema foi descoberto há 40 anos, mas não suspeitávamos que se comportava assim até começarmos a observá-lo em 2015", diz Tom Marsh, membro do grupo de astrofísica da Universidade de Warwick.
"Percebemos que estávamos vendo algo extraordinário alguns minutos depois de dar início à observação."
Colaboração
Sistema está localizado a 380 anos-luz da Terra.
Foto: ESO Sistema está localizado a 380 anos-luz da Terra.
A princípio, quando o fenômeno foi visto pela primeira vez, chegou-se a conclusão de que a luminosidade do sistema variava a cada 3,6 horas, o que fez com que cientistas divulgassem incorretamente se tratar de uma única estrela.
Um comportamento assim já tinha sido observado em estrelas de nêutrons, que são alguns dos corpos celestres mais densos do Universo, mas nunca em uma estrela anã branca.
"Sabemos que estrelas de nêutrons pulsam assim há 50 anos e algumas teorias previam que estrelas anãs brancas também poderiam se comportar assim", afirma Boris Gänsicke, coautor do estudo.

"É fantástico ter encontrado um sistema assim. É um ótimo exemplo de colaboração entre astrônomos amadores e acadêmicos."