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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Acadêmico americano cria movimento internacional que denuncia perseguição a Lula

Acadêmico americano cria movimento internacional que denuncia perseguição a Lula
10/01/2018

Publicado na RFI

“A ideia de fundar o grupo ‘Acadêmicos e Ativistas pela Democracia no Brasil’ foi encorajar uma discussão aberta e democrática, combinada com a ação, para responder à situação atual no Brasil, mas também para pensar sobre como promover uma agenda progressiva que possa atingir os objetivos de inclusão social, justiça econômica e ampla democracia”, escreveu James N Green na página do grupo no Facebook, que já conta com mais 
de 2.400 membros.

Green é brasilianista, professor de História Moderna da América Latina e diretor da Brown-Brazil Iniciative da Brown University, nos Estados Unidos, e professor visitante da Universidade Hebraica de Jerusalém, 
em Israel.

Pesquisador do Brasil há mais de 40 anos, tendo vivido seis no país, em plena época da ditadura militar, Green resolveu juntar um grupo de acadêmicos e ativistas pela democracia no Brasil. 

Tendo acompanhado de perto o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff e se indignado com o que ele chama de pretextos para o impeachment, ele resolveu montar um grupo de resistência internacional.

O acadêmico é autor do livro “We cannot remain silent” ou “Nós não podemos ficar em silêncio”, que foi lançado no Brasil como “Apesar de você: a oposição à ditadura militar nos EUA, 1964-85”.

Nesta entrevista, Green comenta o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o dia 24 de janeiro, e o seu receio ao ver similaridades entre o Brasil de hoje e o dos tempos pré-64.

RFI – Por que este grupo ? Qual o objetivo ?
James N Green – Nós iniciamos um movimento internacional em 2016, quando houve a ameaça do impeachment de Dilma Rousseff. 

Conseguimos o apoio de acadêmicos e intelectuais norte-americanos, europeus e latino-americanos para questionar a falta de democracia no processo de investigação no Congresso sobre o 
impeachment dela. 
E depois do impeachment fizemos uma campanha em defesa do Jean Wyllys, que estava sendo ameaçado de ser punido por sua atuação no Congresso, e protestamos também contra a presença do Jair Bolsonaro na universidade americana George Washington este ano.

Foram três iniciativas de intelectuais e acadêmicos norte-americanos e europeus para tentar juntar uma opinião pública dentro de um setor social sobre a realidade brasileira. Estas três iniciativas foram muito felizes e eu percebi que era possível organizar uma rede internacional de pessoas que podiam seguir adiante, acompanhando o processo político democrático no Brasil e responder às ameaças à democracia.

RFI – Por que é importante a mobilização internacional pela democracia no Brasil?

JNG – O meu primeiro contato com o Brasil foi em 1973, quando eu conheci um exilado brasileiro que estava organizando uma campanha internacional contra a tortura no Brasil, contra a ditadura. 

Eu colaborei um pouco com esta campanha, depois eu fui para o Brasil, e eu aprendi com esta experiência a importância de uma solidariedade internacional, de mostrar tanto às pessoas que estão lutando pelo país democrático quanto àquelas que estão tentando evitar esta possibilidade de democracia que a opinião pública internacional pode ter um peso de influenciar na situação nacional. 

Claro que nossa situação não é de intervir na política específica do país, mas mostrar que as pessoas que estão fora do país estão acompanhando a situação, estão preocupadas com a ameaça à democracia e estamos disponíveis para mobilizar fora do país em relação a estas medidas. 

É uma experiência que eu aprendi durante a ditadura militar (1964-1985), quando eu fazia parte desta rede internacional de solidariedade, contra a ditadura, e acho fundamental neste momento em que a democracia está sendo ameaçada.

RFI – O julgamento de Lula, marcado para o próximo dia 24, é uma ameaça à democracia? Por quê?
JNG – Eu acho que é uma ameaça porque realmente eu não estou convencido sobre as acusações 
contra ele. 
Eu acompanhei o processo, eu vi várias leituras e interpretações. Eu não sou advogado, mas eu não acho que as provas foram suficientes para condená-lo. Então, para mim, a condenação dele não é uma condenação legal, mas uma condenação política. 

Ou seja: tem forças politicas que não querem que ele seja candidato à presidência em 2018 e por isso é necessário puni-lo para que ele não seja candidato. Então isso para mim é muito perigoso, porque anular uma candidatura de uma pessoa que tem muita popularidade ameaça as opções democráticas para as pessoas no país.

RFI – Por que você considera importante que Lula participe da eleição de 2018? Você sabe que ele tem rejeição dentro da própria esquerda brasileira.

JNG – O Lula realmente é uma pessoa que tem grande apoio popular, mas tem pessoas tanto da esquerda quanto de outros setores políticos que estão contra a candidatura dele. 

Eu acho que ele deve ser candidato para poder articular suas visões e deixar o país fazer um balanço sobre os mandatos dele. 

E se o povo acha que ele fez um mandato correto e não está convencido de suas acusações, ele tem todo o direito de ser presidente de novo, e vai ser um tipo de plebiscito nacional e acho que isso é fundamental para garantir a democracia 
no país.

RFI – Você acha que a tentativa de distribuição de renda dos governos Lula/ Dilma irritou as elites a tal ponto de elas terem apoiado o impeachment sem provas concretas? Ou você vê outras razões?

JNG – Eu acho que tem duas razões. A primeira razão foram justamente as tentativas – muito moderadas e mínimas, mas significativas –  de tentar fazer uma certa justiça social no país, com vários 
programas sociais. 

Limitadas e incompletas, mas foram tentativas que ameaçavam muito o status quo e a hierarquia sócio-econômica do país, foi realmente um dos motivos muito fortes para as campanhas contra a presidenta Dilma Rousseff. 

O segundo motivo era a situação econômica, que estava muito debilitada, e justificava as mobilizações políticas contra a presidenta. 
Agora as razões que eles inventaram para a derrubada dela foram ridículas, sem fundamento, foram pretextos. 

Exatamente a mesma situação de 1968, quando o famoso discurso do deputado Márcio Moreira Alves, no Congresso, contra a tortura, foi apenas um pretexto para implantar o Ato Institucional número 5 (AI-5), fechar o Congresso e começar o período mais repressor da história do Brasil.

Então foi um pretexto que eles procuraram para derrubar a presidenta Dilma, como procuraram um pretexto em 1964 para derrubar o governo de João Goulart. 
Eu acho que vai ser muito difícil Lula ser candidato, porque eu acho que estas mesmas forças que derrubaram a Dilma Rousseff em 2016 não vão deixar Lula ser candidato à presidência em 2018.

RFI – Você falou que viu uma relação entre o golpe militar de 64 e o impeachment da Dilma em 2016. Quais outras relações você vê entre o Brasil de hoje e o Brasil do período militar?

JNG – Eu acho que são dois momentos: um momento antes do golpe de 64, onde havia certas mudanças sociais implementadas pelo governo de João Goulart e a ameaça de outras mudanças, com as mobilizações populares, que foi um dos grandes motivos para o golpe de 64. 

Eu acho que mesmo sendo reformas moderadas e modestas implementadas pelos governos de Lula e Dilma, elas ameaçaram muito setores políticos e econômicos que achavam que estas medidas do governo do PT ameaçavam seu poder.

Eu acho que, comparando a ditadura e a situação atual, nota-se uma grande ameaça aos procedimentos democráticos, no sentido que agora o Judiciário está com muito poder, arbitrário, tomando medidas que eu acho que não deveria tomar. 

Como o Judiciário estava totalmente sob o controle do governo no período militar, sem atividades independentes e autônomas. 
Hoje em dia o Judiciário é autônomo, mas toma medidas arbitrárias e políticas, não legais.

RFI – Você acompanhou de perto o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Agora, passado um tempo dos fatos, qual a sua avaliação disso?

JNG – O impeachment dela foi uma palhaçada. Porque não tinha motivos reais para impedir a presidência dela. 
A derrubada dela foi um golpe muito grande à democracia brasileira e abre a possibilidade de outras medidas contra outros presidentes no futuro, então isso para mim foi muito doloroso de acompanhar. 

Foi também muito difícil ver um Congresso tão corrupto e tao ridículo quando fizeram as declarações na votação na Câmara dos Deputados. 

Eu acho que isso foi uma revelação para todo o país acompanhar este dia da votação.

O fato de que o vice-presidente Temer assuma o poder e vá fazer uma transformação total na política do PT e o governo dirigido por Dilma Rousseff indica que realmente foi um golpe político contra uma poíitica de Estado. 

Setores da centro-direita estavam totalmente insatisfeitos com a política econômica do governo do PT e fizeram o golpe para reverter todos os programas sociais, todas as medidas progressistas que foram implementadas pelos governos do PT ao longo dos anos no poder. 

Isso é um golpe total à democracia no país, porque a Dilma foi eleita duas vezes democraticamente. 

O programa que ela defendia foi um programa progressista que o governo atual está tentando desfazer, destruir. Então isso para mim é um perigo.

RFI – E quais lições o Brasil pode tirar deste processo de impeachment de 2016?

JNG – Eu acho que as pessoas têm de estar muito atentas a estas manipulações do Congresso e de políticos, de inventar pretextos para derrubar governos democraticamente eleitos. 

Então, neste caso, Dilma foi derrubada por medidas totalmente irregulares, por pretextos que não se sustentavam, e isso pode acontecer no futuro

Então para mim isso é uma ameaça, eles podem manipular o sistema político para derrubar outros governos populares, como eles estão manipulando a situação, neste momento, para evitar a 
candidatura de Lula.

RFI – Você viveu no Brasil no final dos anos 70 e participou de importantes movimentos sociais no país. Quais memórias guarda deste período? O que ficou daquela luta?

JNG – Estes foram os melhores anos da minha vida. Foram seis anos, de 1976 a 1982, quando eu participei tanto do movimento contra a ditadura, em várias atividades, como estudante e como jornalista, e também no movimento LGBT, do qual eu fui um dos fundadores do primeiro grupo no país. 

Foi um momento de transformação, de sentir que tudo podia melhorar, que a situação estava florescendo, uma nova sociedade estava brotando neste momento.

A abertura política fornecia novas possibilidades para o país, foi fabuloso. 
Eu lembro muito bem deste período, eu tenho grandes amigos desta época da minha vida, eu vivo intensamente estas amizades ainda, com estas pessoas com quem eu militei nos anos 70 no Brasil, pela democracia. 

Eu acho que houve muitas conquistas. O fato que o movimento operário, o movimento estudantil, os movimentos sociais derrubaram a ditadura militar, em grande medida, o fato de o movimento LGBT ter surgido neste momento e ainda ter uma força 
muito grande. 

E eles forjaram uma consciência de cidadania que ainda não foi derrotada. Este sentimento de cidadania, dos plenos direitos de todos os setores sociais, é o que nós estamos tentando canalizar, dentro e 
fora do Brasil.

Dentro do Brasil com as pessoas que ainda acreditam na possibilidade da justiça social e igualdade e fora do Brasil com pessoas que acompanham o país, que acreditam ainda neste sonho de um país melhor. Estamos lutando por isso.

RFI – E foi por isso que você fundou este grupo? Quantas pessoas tem no grupo hoje e como está sendo a mobilização?

JNG – Foi impressionante, porque eu comecei com esta ideia o ano passado, eu fundei uma página no Facebook que chamava “Academics for Democracy in Brazil” (Acadêmicos pela democracia no Brasil). 

E recentemente pensei que tinha de ampliar mais, porque tem muitos brasileiros no exterior que estão muito ativos na campanha contra a situação no Brasil.

 Então refundei o grupo, que passou a se chamar “Academics and Activists for Democracy in Brazil” (Acadêmicos e ativistas pela democracia no Brasil), e em uma semana crescemos de 600 para 2.250 pessoas. 

Há um grande interesse de forjar estas redes internacionais, de trocar ideias, de pensar como mudar a sociedade, como organizar a resistência, então acho que é um bom começo. 

Em uma semana mais de 2000 pessoas aderiram ao movimento e vamos ver como canalizamos esta energia.


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Advogados de Assange rejeitam sua extradição para os EUA após clemência a Manning

Advogados de Assange rejeitam sua extradição para os EUA após clemência                           a Manning
MUNDO 23:33 18.01.2017(atualizado 23:54 18.01.2017)
Julian Assange discursando por ocasião dos 10 anos da fundação do Wikileaks, 4 de outubro de 2016
© REUTERS/ Axel Schmidt

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recuou de sua promessa de aceitar a extradição para os EUA se a Chelsea Manning fosse concedida clemência, argumentando nesta quarta-feira (18) através de seus advogados que o que ele realmente pedia era um perdão imediato para a ex-analista do Exército norte-americano.


Na semana passada, Assange surpreendeu o mundo quando se ofereceu, através de um comunicado do Wikileaks, a ser extraditado para os EUA em troca da concessão de clemência a Manning, condenada por vazamento de centenas de milhares de documentos sobre crimes de guerras do exército norte-americano ao WikiLeaks.

Após uma longa campanha de ativistas pró-liberdade de informação, Obama concedeu clemência a Manning na terça-feira (17), comutando a sentença que era de 35 anos para 7. 

A denunciante, agora, será libertada em maio.  "Não há dúvida de que o que o presidente Obama fez não é o que Assange estava buscando", 

disse Barry Pollack, que representa o editor-chefe do WikiLeaks nos EUA. "O Sr. Assange estava dizendo que Chelsea nunca deveria ter sido processada, nunca deveria ter sido condenado a décadas de prisão e deveria ter sido liberada imediatamente".

Segundo relata a AP, Melinda Taylor, que também representa Assange, disse que a clemência estava "muito aquém do que o Sr. Assange pediu e do que Manning merecia (que é ser perdoada e liberada imediatamente)".

Fonte : https://br.sputniknews.com/




sábado, 14 de janeiro de 2017

Sob ameaça do Anonymous, governo não limita banda larga

Sob ameaça do Anonymous, governo não limita banda larga 
Kassab anuncia fim do acesso ilimitado em 2017, mas recua após repercussões negativas
PUBLICADO EM 14/01/17 - 03h00
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Anonymous cumpre ameaça e divulga dados de Kassab

JULIANA GONTIJO

Depois da repercussão nada positiva, inclusive com ameaças do grupo ativista Anonymous que declarou guerra às autoridades do setor, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tentou acalmar os ânimos e em nota disse que não haverá mudanças no modelo de banda larga fixa.

Antes, ele tinha dito que esse tipo de acesso poderia ter limite de franquia ainda este ano.

Segundo Kassab, o governo federal deverá adotar a partir do segundo semestre uma regulamentação que permitirá que as operadoras de banda larga fixa vendam pacotes com limites de dados ao serviço. 

A possibilidade desagradou entidades de defesa do consumidor e também o Anonymous, grupo de ativistas hackers.

Para o pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, a implementação do sistema de franquias na internet fixa iria prejudicar o acesso, em especial, dos mais pobres. 

“A internet não é só lazer, ajuda as pessoas a ter conhecimento de diversas formas, uma delas é o ensino a distância com os cursos online. As pessoas podem buscar informações, fazer pesquisa de preço, declaração de imposto de renda, entre outros usos”, observa. 

Ele afirma que o acesso à rede mundial de computadores não deve ser encarado como um serviço qualquer. “Pelo Marco Civil da Internet é um serviço essencial à cidadania”, frisa.

O tema está em fase de consulta pública, aberta a contribuições até 30 de abril.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, afirmou nessa sexta-feira (13), que não tem planos de retomar as discussões sobre a adoção de franquia em planos de banda larga fixa. “Não queremos tocar neste assunto tão cedo”, disse.
Ele frisou que a agência não tem a intenção de autorizar a franquia da banda larga em curto ou médio prazo. Quadros disse que o tema continua em análise na agência reguladora, embora não haja prazo para conclusão do estudo. 

“A Anatel não pode deixar de analisar o assunto”, disse. Para ele, o tema está relacionado à prestação e à fiscalização do serviço de banda larga fixa.

No fim da tarde dessa sexta-feira (13), o grupo Anonymous cumpriu a promessa de atormentar as autoridades brasileiras e publicou dados pessoais e sigilosos de Gilberto Kassab e o banco de dados Anatel. 

“Esse vazamento é uma pequena demonstração do que somos capazes de fazer”, disse o grupo nas redes sociais.

CLÁUSULAS


Idec notificará empresas da proibição

Por decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a adoção de franquias na banda larga fixa está proibida até que seja concluído o processo de discussão do tema, segundo o pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta. 

“Assim, nós vamos notificar, na próxima semana, as três principais empresas do setor sobre essa proibição”, diz.

De acordo com ele, Oi, Claro/Net e Telefônica/Vivo, devem retirar dos contratos qualquer tipo de limitação de uso da internet. “São cláusulas nulas”, diz.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, frisou nessa sexta-feira (13) que a cautelar que proíbe as operadoras de limitar a quantidade de dados enviados e recebidos pelos usuários continua a valer.

A coordenadora institucional da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, frisa que o corte da internet pelas empresas prestadoras do serviço só pode acontecer mediante a falta de pagamento do consumidor. (JG com agências)

 



terça-feira, 6 de setembro de 2016

"Fora Temer" marca domingo de protestos no Brasil

"Fora Temer" marca domingo de protestos no Brasil
Os ativistas gritavam palavras de ordem como "Fora Temer" e "Diretas Já", num pedido de eleições diretas para a presidência
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"Fora Temer" marca domingo de protestos no Brasil - Reprodução / 
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REPRODUÇÃO / FACEBOOK MÍDIA NINJA

Milhares de manifestantes contrários ao presidente Michel Temer e ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff saíram às ruas neste domingo (2). 
De acordo com o portal G1, no Rio de Janeiro, por exemplo, eles usavam cartazes descrevendo o processo de impeachment como golpe e pedindo a saída de Temer. Os ativistas gritavam palavras de ordem como "Fora Temer" e "Diretas Já", num pedido de eleições diretas para a presidência. O ato, que começou por volta de 11h, aconteceu de forma pacífica. 
Na Avenida Paulista, em São Paulo, os manifestantes se reuniram por volta das 15h em ato convocado pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.A região central de São Paulo e de outras capitais já foram marcadas por protestos durante a última semana, desde o afastamente definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff. 

Na China, onde participará da cúpula do G20, Temer minimizou as manifestações realizadas nos últimos dias contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Também neste domingo, o presidente voltou a falar dos protestos. Em uma entrevista coletiva, afirmou que, na opinião dele, "depredação é delito, não é manifestação".