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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Advogados de Assange rejeitam sua extradição para os EUA após clemência a Manning

Advogados de Assange rejeitam sua extradição para os EUA após clemência                           a Manning
MUNDO 23:33 18.01.2017(atualizado 23:54 18.01.2017)
Julian Assange discursando por ocasião dos 10 anos da fundação do Wikileaks, 4 de outubro de 2016
© REUTERS/ Axel Schmidt

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recuou de sua promessa de aceitar a extradição para os EUA se a Chelsea Manning fosse concedida clemência, argumentando nesta quarta-feira (18) através de seus advogados que o que ele realmente pedia era um perdão imediato para a ex-analista do Exército norte-americano.


Na semana passada, Assange surpreendeu o mundo quando se ofereceu, através de um comunicado do Wikileaks, a ser extraditado para os EUA em troca da concessão de clemência a Manning, condenada por vazamento de centenas de milhares de documentos sobre crimes de guerras do exército norte-americano ao WikiLeaks.

Após uma longa campanha de ativistas pró-liberdade de informação, Obama concedeu clemência a Manning na terça-feira (17), comutando a sentença que era de 35 anos para 7. 

A denunciante, agora, será libertada em maio.  "Não há dúvida de que o que o presidente Obama fez não é o que Assange estava buscando", 

disse Barry Pollack, que representa o editor-chefe do WikiLeaks nos EUA. "O Sr. Assange estava dizendo que Chelsea nunca deveria ter sido processada, nunca deveria ter sido condenado a décadas de prisão e deveria ter sido liberada imediatamente".

Segundo relata a AP, Melinda Taylor, que também representa Assange, disse que a clemência estava "muito aquém do que o Sr. Assange pediu e do que Manning merecia (que é ser perdoada e liberada imediatamente)".

Fonte : https://br.sputniknews.com/




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Wikileaks: Temer articulou cenário mundial favorável a impeachment

Wikileaks: Temer articulou cenário mundial favorável a impeachment
Assange revela que há 'muita coisa sobre as partes envolvidas, como eles agiram historicamente – incluindo o presidente Temer e outras pessoas do seu gabinete'
MUNDO ENTREVISTA  HÁ 18 HORAS  11/01/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, revelou em entrevista ao jornalista Fernando Moraes, do blog Nocaute, a existência de documentos que comprovam o envolvimento do presidente Michel Temer e outras pessoas do seu gabinete na articulação de um cenário internacional favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

Segundo Assange, há "muita coisa sobre as partes envolvidas, como eles agiram historicamente – incluindo o presidente Temer e outras pessoas do seu gabinete". 

O ativista explica que "a maioria trata de contatos com a embaixada americana. Vindo à embaixada americana, trazendo briefings e tentando fazer lobby para que ela apoie um partido ou outro".

Quando questionado se houve golpe ou impeachment, Assange diz que "algo entre as duas coisas". "Um golpe político, como pode ser chamado", acrescentou.

O fundador do WikiLeaks lembrou também de uma mensagem divulgada no site em janeiro de 2006. Segundo ele, Temer vai à embaixada americana com frequência. "A mensagem é somente a respeito das informações fornecidas por Michel Temer, suas visões políticas e as estratégias do seu partido", disse.

Isso mostra um grau um pouco preocupante de conforto dele com a embaixada americana. 

O que ele terá como retorno? Ele está claramente dando informações internas à embaixada dos EUA por alguma razão. Provavelmente para pedir algum favor aos Estados Unidos, talvez para receber informações deles em retorno."





sexta-feira, 15 de julho de 2016

Google e Facebook têm mais dados que EUA, diz fundador do WikiLeaks

13/07/2016 10h52 - Atualizado em 13/07/2016 10h52
Google e Facebook têm mais dados que EUA, diz fundador do WikiLeaks
Assange diz 'capitalismo de vigilância' é novo modelo de negócio mundial.
Para ele, 'quantidade de espionagem pode aumentar'.
Da EFE
 Assange em foto desta sexta-feira (5), quando comissão da ONU proferiu posição favorável a ele  (Foto: Reuters/Peter Nicholls)
Julian Assange, o fundador do Wikileaks (Foto: Reuters/Peter Nicholls)

fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta quarta-feira (13) que o novo modelo de negócio mundial é o "capitalismo de vigilância" e que empresas de tecnologia, como o Google e o Facebook, recebem mais informações do que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês).
Ainda abrigado na embaixada do Equador em Londres, onde está asilado desde 2012, Assange afirmou, em uma videoconferência, que, como a NSA acaba vigiando as empresas, a agência "se inteira igualmente" de todas as informações que elas recebem.
O ativista australiano participou do seminário internacional "Liberdade de Expressão, Direito à Comunicação Universal e Imprensa Plural para as Democracias do Mundo", que foi realizado em Santiago, parte da celebração dos 60 anos do Colégio de Jornalismo do Chile.
Assange também fez críticas ao Tratado Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), uma aliança que busca reduzir as barreiras comerciais e que estabelece padrões comuns para os 12 países-membros, entre eles o Chile. "O TPP, o TISA e o TTIP são um triângulo que procura criar um bloco econômico para excluir a China e é uma resposta aos Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]."
Sobre as pressões que recebeu após os diálogos diplomáticos sigilosos vazados pelo Wikileaks, Assange afirmou que não haverá uma reforma nos EUA para deter a vigilância em massa, mas que esse deveria ser um tema de interesse mundial.
"A quantidade de espionagem pode aumentar. O modelo de negócio é o capitalismo de vigilância", afirmou o fundador do Wikileaks, afirmando que essa espionagem é feita pelo próprio Google, com informações extraídas, por exemplo, do Gmail.

"Por exemplo, o Google está tentando dominar o transporte. Por que? Porque tem uma vantagem comparativa de mapas e imagens de satélites das ruas, pessoas com celulares sendo monitoradas pelo Google Search (mecanismo de busca)", explicou o ativista. Assange afirmou que isso pode ser exemplificado pelos acordos entre o Google e empresas militares que seguem a mesma lógica de rastreamento de informações.