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sábado, 3 de novembro de 2018

Kassab colocará general na presidência dos Correios


Kassab colocará general na presidência dos Correios
General Juarez Cunha ocupará o cargo que hoje é de Carlos Fortner. Kassab negou que mudança tenha relação com a eleição de Jair Bolsonaro.
Por Laís Lis, G1 — Brasília

03/11/2018 15h34  Atualizado há 3 horas

 O ministro Gilberto Kassab fala durante evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, em fevereiro de 2018 — Foto: Marcelo Brandt/G1
O ministro Gilberto Kassab fala durante evento no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, em fevereiro de 2018 — Foto: Marcelo Brandt/G1

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou neste sábado (3) que o general Juarez Aparecido de Paula Cunha assumirá a presidência dos Correios. 

O atual presidente, Carlos Fortner, ocupará a vice-presidência de operações da estatal.

Segundo Kassab, a mudança é interna e não tem relação com o novo governo. 

“O general já está lá nos Correios há quase um ano, é o presidente do Conselho de Administração, é um quadro dos Correios”, disse o ministro por telefone ao G1. 

Kassab também afirmou que não tratou da mudança com ninguém da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. 

“A mudança não tem impacto na gestão. 

E a partir de janeiro o novo governo coloca quem eles quiserem na presidência”, disse.

A informação sobre a troca do comando dos Correios foi publicada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e confirmada pelo G1.

Fortner assumiu a presidência dos Correios em maio deste ano, quando o antigo presidente Guilherme Campos saiu para concorrer nas Eleições.

Durante a campanha eleitoral Bolsonaro chegou a dizer que os Correios estavam na lista de estatais que poderiam ser privatizadas. 

O atual presidente da empresa, Carlos Fortner, já se declarou contrário à privatização.

Em 2017, os Correios registraram lucro de R$ 667 milhões. 

O resultado positivo veio após 4 anos seguidos de prejuízo. 

Em 2015, o resultado negativo foi de R$ 2,12 bilhões e, em 2016, de R$ 1,48 bilhão.


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sábado, 8 de abril de 2017

DECEPCIONOU: Roberto Freire luta por emprego para aliados no governo Temer e deixa seus admirados perplexos

DECEPCIONOU: Roberto Freire luta por emprego para aliados no governo Temer e deixa seus admirados perplexos
 8 de abril de 2017
 

O presidente do PPS, Roberto Freire, foi deputado estadual, deputado federal e senador por Pernambuco. Quando se viu sem futuro político em seu próprio estado e embora nunca tenha residido em São Paulo, foi presenteado, em 2009, com um cargo na administração da capital paulista, pelo então prefeito José Serra, agradinho que foi mantido pelo sucessor, Gilberto Kassab.

Mesmo sem conhecimentos técnicos comprovados na área, Freire ganhou uma boquinha na Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e na São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pelo desenvolvimento do turismo e da organização de eventos, como o carnaval. 

Residente em Recife, não compareceu em nenhuma reunião dos conselhos em São Paulo, mas teve direito a R$ 12 mil por mês. 

No mesmo ano, apenas para garantir mandato, não viu conflitos de representação ao transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, por onde conseguiu se eleger deputado federal, em 2010, com o apoio dos tucanos. Tentou se reeleger em 2014, mas foi novamente rejeitado pelas urnas.

Pelo apoio dado ao golpe parlamentar do ano passado, terminou virando ministro da Cultura de Temer.

Logo após a posse, em entrevista à imprensa, Freire afirmou que sob seu comando “os cargos no ministério seriam exercidos, preferencialmente, por servidores de carreira”. 

Em outras entrevistas, acusou diversas vezes, que o Ministério da Cultura teria sido aparelhado por petistas. “Lamentavelmente, um ministério que teria muito a dar ao país ficou voltado para atender a interesses de facções políticas”, declarou, atribuindo nomeações ao “projeto de poder” do PT e do PCdoB.

No entanto, desde que passou a ser ministro, o “zeloso” presidente do PPS nomeou para o MinC, em Brasília e nos estados, “companheiros” do partido que, em sua grande maioria, perderam eleições recentes e, pelo currículo, não possuem atributos – além da amizade e da relação política com o ministro – que os qualifiquem para integrar a pasta da Cultura. A lista é extensa:

Fábio Sato, candidato derrotado à prefeitura de Presidente Prudente (SP) no ano passado, ganhou de presente a cadeira de assessor na Secretaria-Executiva do MinC.

Maria do Céu, que não conseguiu se eleger vereadora de Recife, agora é chefe da representação do MinC no Nordeste.

Raimundo Benoni Franco foi nomeado secretário de Infraestrutura Cultural. Ele disputou e perdeu a eleição para prefeito da cidade de Salinas (MG).

Adão Cândido, que concorreu a vice-governador do Distrito Federal em 2014, foi presenteado com o cargo de secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional do ministério.

O ator global Stepan Nercessian tentou vaga na Câmara dos Deputados, perdeu, e agora é presidente da Funarte.

O presidente do PPS-DF, Francisco Andrade, candidato derrotado a deputado em 2014, recebeu a direção do Departamento de Mecanismos de Fomento. Sem experiência na área cultural ou de finanças públicas, tem em mãos R$ 41,5 milhões para gerir o Fundo Nacional da Cultura.

João Batista de Andrade, candidato a vice-prefeito de São Paulo derrotado em 2008, agora é secretário-executivo e, muito provavelmente, futuro presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema).

João Artur de Almeida Pinheiro faz parte do conselho fiscal do PPS. No MinC, é chefe de gabinete.

Fabiano Caldeira é apenas filiado ao partido de Roberto Freire e está no ministério como chefe da Assessoria de Comunicação Social.

José Haddad, presidente do PPS de Niterói (RJ), está ocupando a chefia regional do MinC nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Alberto Aggio, membro do conselho político do PPS, é assessor especial no ministério de Freire.

Outro filiado do partido, Sionei Ricardo Leão de Araújo, é, simplesmente, assessor no Minc.

E até a advogada do PPS, especialista em direito do consumidor, Renata de Carvalho Machado, foi agraciada pelo amigo ministro, que a indicou para ser coordenadora-geral de Cultura e Educação da Secretaria da Cidadania e Diversidade.

Roberto Freire, que apoiou o golpe em troca de um ministério, tem se notabilizado na mídia tradicional pelo empenho com que se lança na defesa da moralidade pública. 

Por essa razão, o seu comportamento deveria ser exemplar no campo da ética, já que se apresenta como o paladino da moral. Ou não?



sábado, 14 de janeiro de 2017

Sob ameaça do Anonymous, governo não limita banda larga

Sob ameaça do Anonymous, governo não limita banda larga 
Kassab anuncia fim do acesso ilimitado em 2017, mas recua após repercussões negativas
PUBLICADO EM 14/01/17 - 03h00
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Anonymous cumpre ameaça e divulga dados de Kassab

JULIANA GONTIJO

Depois da repercussão nada positiva, inclusive com ameaças do grupo ativista Anonymous que declarou guerra às autoridades do setor, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tentou acalmar os ânimos e em nota disse que não haverá mudanças no modelo de banda larga fixa.

Antes, ele tinha dito que esse tipo de acesso poderia ter limite de franquia ainda este ano.

Segundo Kassab, o governo federal deverá adotar a partir do segundo semestre uma regulamentação que permitirá que as operadoras de banda larga fixa vendam pacotes com limites de dados ao serviço. 

A possibilidade desagradou entidades de defesa do consumidor e também o Anonymous, grupo de ativistas hackers.

Para o pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, a implementação do sistema de franquias na internet fixa iria prejudicar o acesso, em especial, dos mais pobres. 

“A internet não é só lazer, ajuda as pessoas a ter conhecimento de diversas formas, uma delas é o ensino a distância com os cursos online. As pessoas podem buscar informações, fazer pesquisa de preço, declaração de imposto de renda, entre outros usos”, observa. 

Ele afirma que o acesso à rede mundial de computadores não deve ser encarado como um serviço qualquer. “Pelo Marco Civil da Internet é um serviço essencial à cidadania”, frisa.

O tema está em fase de consulta pública, aberta a contribuições até 30 de abril.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, afirmou nessa sexta-feira (13), que não tem planos de retomar as discussões sobre a adoção de franquia em planos de banda larga fixa. “Não queremos tocar neste assunto tão cedo”, disse.
Ele frisou que a agência não tem a intenção de autorizar a franquia da banda larga em curto ou médio prazo. Quadros disse que o tema continua em análise na agência reguladora, embora não haja prazo para conclusão do estudo. 

“A Anatel não pode deixar de analisar o assunto”, disse. Para ele, o tema está relacionado à prestação e à fiscalização do serviço de banda larga fixa.

No fim da tarde dessa sexta-feira (13), o grupo Anonymous cumpriu a promessa de atormentar as autoridades brasileiras e publicou dados pessoais e sigilosos de Gilberto Kassab e o banco de dados Anatel. 

“Esse vazamento é uma pequena demonstração do que somos capazes de fazer”, disse o grupo nas redes sociais.

CLÁUSULAS


Idec notificará empresas da proibição

Por decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a adoção de franquias na banda larga fixa está proibida até que seja concluído o processo de discussão do tema, segundo o pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta. 

“Assim, nós vamos notificar, na próxima semana, as três principais empresas do setor sobre essa proibição”, diz.

De acordo com ele, Oi, Claro/Net e Telefônica/Vivo, devem retirar dos contratos qualquer tipo de limitação de uso da internet. “São cláusulas nulas”, diz.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, frisou nessa sexta-feira (13) que a cautelar que proíbe as operadoras de limitar a quantidade de dados enviados e recebidos pelos usuários continua a valer.

A coordenadora institucional da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, frisa que o corte da internet pelas empresas prestadoras do serviço só pode acontecer mediante a falta de pagamento do consumidor. (JG com agências)