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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger

Asteroide poderia extinguir humanidade, e a Nasa não sabe como nos proteger
Do UOL, em São Paulo  15/12/201606h00
 

Um dos maiores medos dos terráqueos é o de que um objeto vindo do céu caia sobre nossas cabeças. E não adianta pensar que a tecnologia espacial já evoluiu o bastante para nos proteger. Segundo astrônomos, caso um grande asteroide seja detectado em direção à Terra, não haveria nada que pudesse ser feito hoje em dia.

Os pesquisadores possuem diversas estratégias no papel. O difícil seria colocá-las em prática em momento de emergência. 

"No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa, em um encontro que debateu o tema em San Francisco, nos EUA.

Segundo os astrônomos, grandes asteroides, com o poder de acabar com a civilização na Terra, são extremamente raros. A probabilidade de um deles atingir a Terra é de uma vez a cada 50 ou 60 milhões de anos. Contudo, o objeto que exterminou os dinossauros se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos.

Pensando assim, o próximo que teria a Terra como alvo já estaria atrasado.

E o pior é que os últimos asteroides que despertaram alerta na Terra só foram detectados quando já não havia tempo para evitar um possível evento catastrófico. Em 2014, um cometa que passou perigosamente perto de Marte - e causou calafrios nos cientistas - foi percebido apenas 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vermelho.

http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1481869364407https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1481869371789
"Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth. Com o exemplo, o especialista mostra que não daria tempo de afastar o risco se o pedregulho estivesse na direção da Terra.

Parte da preocupação dos cientistas é com a falta de conhecimento sobre asteroides. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.

Como precaução, Nuth sugere que a Nasa construa um foguete para ser guardado e utilizado em caso de aproximação de um grande asteroide ou cometa. 

O artefato precisaria estar pronto para ser lançado dentro do prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".
 
Um asteroide de 100 metros de diâmetro (o comprimento de um campo de futebol) que atingisse a Califórnia destruiria cidades e mataria dezenas de milhares de pessoas

"Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko. 

A Nasa e a o órgão dos EUA responsável por segurança nuclear têm estudado asteroides conjuntamente. Em outubro, foi realizada uma simulação do que aconteceria se um enorme asteroide atingisse Los Angeles.

Quais são as armas na cabeça dos cientistas?
Ainda não há nada disponível. Mas as ideias para conter, bloquear, desviar ou destruir um asteroide ou cometa que esteja na rota de colisão com a Terra são várias. A mais comum é a de lançar um foguete com explosivos potentes, como bombas atômicas. 

A explosão poderia desviar a rota do objeto destruidor.

O uso de ogivas nucleares contra asteroides tem a vantagem da rapidez. Contudo, seus efeitos colaterais incluem estilhaços radiativos caindo sobre a Terra. 

A alternativa seria o uso de explosivos convencionais ou o lançamento de um objeto que desviasse o asteroide com o impacto. 

Contudo, a grande carga a ser levada e o tempo que demoraria para calcular a trajetória de choque para desviar o corpo celeste pesam contra esses métodos.




domingo, 6 de novembro de 2016

NASA avisará possível apocalipse 5 dias antes do fim

NASA avisará possível apocalipse 5 dias antes do fim
No espaço próximo à Terra há tantos asteroides que os astrônomos tiveram de criar uma tabela especial para avaliar a hipótese de eles atingirem a Terra
TECH  ASTEROIDES  HÁ 21 HORAS  06/11/2016 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

Astrônomos e programadores da NATO criaram um sistema de alerta precoce para um eventual 'ataque asteroidal', que pode, com quase 100% de garantia, detectar qualquer asteroide 5 dias antes de ele se aproximar da Terra, diz Universe Today.

Ao longo das últimas décadas, cientistas de todo o mundo têm vigiado ativamente os asteroides próximos da Terra e conduzido uma espécie de censo cósmico, na tentativa de entender a que ponto eles são perigosos para a humanidade. No espaço próximo à Terra há tantos asteroides que os astrônomos tiveram de criar uma tabela especial para avaliar a hipótese de eles atingirem a Terra.

Apesar do grande número de asteroides descobertos nos últimos anos com a ajuda de telescópios terrestres e do observatório WISE (Explorador Infravermelho de Campo Amplo), muitos asteroides grandes e inúmeros objetos espaciais menores (do tamanho mais ou menos igual ao do meteorito que caiu em Chelyabinsk em fevereiro de 2013), há muitos outros que ainda não foram descobertos.

Segundo diz o relatório publicado pela NASA em 2011, até hoje se conhecem apenas cinco mil asteroides com diâmetro aproximado de uma centena de metros, enquanto se estima que o número total de asteroides seja de dezenas de milhares. O número de corpos objetos menores dentro do cinturão principal de asteroides pode ser ainda maior e chegar a um milhão.

É por esta razão que a NASA, a Roscosmos e outras agências espaciais estão trabalhando ativamente para desenvolver sistemas de detecção de asteroides antes de eles atingirem a terra e refletindo sobre a criação de infraestruturas de "defesa espacial".

O primeiro produto desse tipo foi o sistema Scout, desenvolvido na NASA e testado com sucesso em novembro do ano corrente. Ao usar o telescópio automático PAN-STARRS, ele conseguiu detectar o asteroide 2016 UR36 cinco dias antes do seu encontro com o nosso planeta, calcular o seu diâmetro (entre 5 e 25 metros) e determinar a distância entre ele e a Terra.

O prazo de cinco dias pode parecer bem curtinho e insuficiente mesmo para enviar uma missão encabeçada por Bruce Willis que destruísse asteroides potencialmente perigosos, mas antigamente os cientistas eram capazes de detectar tal "assassino" espacial apenas algumas horas antes de sua queda na superfície da Terra. 

Tendo cinco dias de vantagem, você pode, pelo menos, avaliar os eventuais prejuízos e tomar as medidas adequadas para salvar os habitantes da respetiva área. Com informações do Sputnik Brasil.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Uma empresa com um nome sugestivo, Made in Space

14/06/2016 | Por n3m3 
asteroide_nave

Você assistiria um programa de TV ou filme que começasse com esse refrão? Você seria voluntário a fazer parte de uma tripulação de uma nave espacial feita de asteroide?
Uma empresa com um nome sugestivo, Made in Space, quer fazer algo parecido com isso. A empresa anunciou planos para transformar asteroides em naves espaciais, e ela tem o apoio da NASA para tornar isso realidade.  Como?  Fãs de ficção científica ‘steampunk‘ amam esta ideia.
O projeto da Made in Space para uma espaçonave asteroide combina a robótica, impressão em 3D e mineração espacial.  O primeiro passo do Projeto RAMA (Reconstituting Asteroids into Mechanical Automata) será enviar uma nave robótica, de nome ‘Seed Craft‘ (Nave Semente) para cuidadosamente selecionar um asteroide que possui o material bruto necessário para construção de uma espaçonave, e do tamanho apropriado para torná-lo numa nave espacial.
Uma vez que a matéria prima seja extraída pela Seed Craft, o passo dois envolve usar o sua avançada impressora 3D abordo, tornando esse material nas peças necessárias para montar equipamentos de propulsão, navegação, armazenagem de combustível, etc.  É aí que o steampunk entra na jogada.
Devido a necessidade gerada pelo tempo e limitação da robótica, os componentes e sistemas do asteroide que se tornam em nave terão que ser simples, possivelmente parecendo com as máquinas mecânicas primitivas, porém efetivas, de Julio Verne e H.G. Wells, que inspiraram os romancistas steampunk, como Philip Pullman e Scott Westerfeld.  O computador poderia ser analógico e o sistema de propulsão poderia ser um projeto da Terceira Lei do Movimento de Newton, envolvendo o lançamento de rochas numa direção, para propelir a nave em outra direção.  E se a rocha espacial tiver gelo, poderá ser usado o vapor.
Uma vez que a nave robótica asteroide for operacional, sua missão será propagar a espécie através da viagem para outra rocha espacial, e repetir o processo.  O resultado final poderia ser uma esquadrilha de asteroides nave indo em direção à Marte, para auxiliar no desenvolvimento de novas colônias.
A NASA gosta desta ideia, ao ponto de investir US$100.000,00 para semear dinheiro na Seed Craft.  Made in Space fornece a experiência da impressora 3D – ela desenvolveu duas impressoras 3D, atualmente operando na Estação Espacial Internacional.  Essa é a parte mais fácil.  Pousar qualquer coisa num asteroide é um desafio, como a missão Rosetta provou.  E a utilização de recursos no local é viável, mas nunca foi testada.
A transformação de asteroides em autômatos mecânicos está ainda a anos de distância.  Será que irá funcionar?
n3m3