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sábado, 10 de junho de 2017

Polícia Federal pede ao Supremo mais prazo para concluir inquérito sobre Temer

Polícia Federal pede ao Supremo mais prazo para concluir inquérito sobre Temer
Prazo terminava no próximo dia 13, mas PF pediu mais 10 dias porque a perícia no áudio gravado por Joesley Batista em um encontro com Temer ainda não foi concluída. Ainda não há decisão de Fachin.
Por Mariana Oliveira e Vladimir Netto, TV Globo, Brasília
10/06/2017 20h39  Atualizado há 5 horas
 O presidente Michel Temer (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
O presidente Michel Temer (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

A polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal o adiamento do prazo para a conclusão do inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer e o ex-assessor dele Rodrigo Rocha Loures,preso há uma semana.

O prazo acabava no próximo dia 13, mas a PF pediu mais 10 dias porque a perícia no áudio gravado por Joesley Batista, dono da JBS, em um encontro com o presidente, não foi concluída. 

Ainda não há decisão do ministro Luiz Edson Fachin sobre o pedido da PF.

Joesley Batista fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. 

Como provas, ele entregou ao Ministério Público documentos, áudios, vídeos e fotos. Entre as gravações, está o áudio de uma conversa que ele teve com Temer em março deste ano.


No Supremo, o ministro Edson Fachin autorizou a abertura de um inquérito para investigar o presidente pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Segundo o Ministério Público Federal, Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG),afastado do mandato parlamentar, atuaram em conjunto para impedir o avanço da Operação Lava Jato.

Desde que as delações da JBS se tornaram públicas, o presidente tem enviados notas à imprensa, concedido entrevistas e feito pronunciamentos para rebater as acusações e dizer que jamais atuou para beneficiar a empresa.

No Congresso Nacional, a oposição passou a liderar um movimento a favor do impeachment de Temer e alguns partidos da base aliada deixaram de apoiar o governo. 

Além disso, o PSDB decidirá na semana que vem se permanece no governo ou desembarca (a legenda comanda quatro ministérios).

Acusações

Relembre abaixo algumas das acusações envolvendo o presidente Michel Temer, de acordo com o Ministério Público e segundo os delatores da JBS:


Respostas

À medida em que o conteúdo das delações era conhecido, o G1 questionava a Presidência sobre as acusações. 

Leia abaixo as respostas:

Ajuda a Cunha: "No diálogo com Joesley Batista, o presidente Michel Temer diz que nada fez pelo ex-deputado Eduardo Cunha. Isso prova que o presidente não obstruiu a Justiça. Michel Temer não recebeu valores, a não ser os permitidos pela Lei Eleitoral e declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Portanto, não tem envolvimento em nenhum tipo de crime."

Ação no TSE: "Isso não ocorreu".

Atuação para impedir Lava Jato: "O presidente nunca atuou para impedir o avanço da Lava Jato".

Recebeu R$ 15 milhões e guardou R$ 1 milhão: "O presidente não pediu nem recebeu dinheiro ilegal."


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segunda-feira, 29 de maio de 2017

DESCOBERTO: Dallagnol se reuniu com deputado da ‘mala preta’ a mando de Temer pouco antes de impeachment de Dilma; CONFIRA AQUI!

DESCOBERTO: Dallagnol se reuniu com deputado da ‘mala preta’ a mando de Temer pouco antes de impeachment de Dilma; CONFIRA AQUI!
29 de maio de 2017
 

Da Folha:

Um emissário do presidente interino Michel Temer (PMDB) e representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato encontraram-se na véspera da sessão do Senado que selou o afastamento da petista Dilma Rousseff.

O encontro tratou de uma espécie de “acordo de procedimento” que não colocasse em risco as investigações.

A conversa foi entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos de Temer, e os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e Roberson Pozzobon.

O diálogo, de quase duas horas de duração, ocorreu após um evento organizado pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) em Brasília.

Anteriormente, os procuradores haviam recusado um encontro com o próprio Temer, articulado pelo ex-presidente da ANPR Alexandre Camanho, que é homem de confiança do peemedebista.

Temer, que mostrava preocupação com a disseminação da ideia de que seu governo enterraria a Lava Jato devido ao grande número de peemedebistas investigados, aprovou a sugestão.

A preocupação cresceu com a sondagem feita ao advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, um crítico da Lava Jato, para ocupar o Ministério da Justiça. 

A nomeação de Mariz fracassou após ele dar uma entrevista à Folha atacando a operação.

O encontro com Temer, porém, foi rejeitado pelos procuradores, que rechaçaram uma possível conotação política na proposta. 

Eles também mostraram receio de que o ato fosse interpretado como apoio ao impeachment.

Apesar disso, na conversa entre Loures e os procuradores, foi acertada a manutenção no cargo do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, responsável pela Lava Jato.

Loures ouviu dos investigadores que a permanência de Franco seria sinal importante e prometeu consultar Temer.

“Eu disse para os procuradores que se o conforto era dar essa garantia, iria levar o pedido ao presidente”, relatou o ex-deputado à Folha.

Na mesma noite, o assessor levou o pleito a Temer, que aceitou o pedido.




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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Temer pede ao STF para separar inquérito dele do de Aécio Neves e Rodrigo Loures

Temer pede ao STF para separar inquérito dele do de Aécio Neves e Rodrigo Loures
Argumento de advogados é que fatos narrados sobre os três políticos não têm relação entre si. Defesa também pede para que inquérito seja retirado do ministro Edson Fachin.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília
26/05/2017 19h10  Atualizado há 4 horas
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A defesa de Michel Temer pediu nesta sexta-feira (26) ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o desmembramento do inquérito no qual o presidente é investigado junto com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Noutro documento, apresentado também nesta sexta, a defesa de Temer pediu a Fachin a “livre distribuição” do inquérito, de modo que o caso seja repassado, por sorteio, a outro ministro da Corte, em vez de permanecer com Fachin.

O advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira argumenta no pedido que os fatos narrados sobre os três políticos na delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS, não têm relação entre si.

A investigação sobre Temer, Aécio e Rocha Loures foi pedida de forma conjunta pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou que o deputado seria “homem de confiança” do presidente.

A defesa do presidente contesta essa informação. 

“Os fatos em si teriam sido praticados em circunstâncias de tempo, de natureza e de lugar distintos, não se apresentando correlatos por nenhuma identidade de caráter objetivo ou subjetivo vinculados entre si, mostrando-se imperiosa, portanto, a separação do inquérito”, diz o pedido.

A defesa de Temer também afirma que uma investigação autônoma sobre o presidente poderia tramitar mais rapidamente na Corte.

“O desmembramento das investigações com relação ao Chefe do Poder Executivo – frise-se: maior interessado na cabal apuração dos fatos – se mostra imprescindível e adequada para que os trabalhos investigativos sejam ultimados com a máxima brevidade possível”, diz o pedido.

O objetivo seria “garantir a estabilidade da Nação e de todas as suas instituições”.


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