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segunda-feira, 29 de maio de 2017

DESCOBERTO: Dallagnol se reuniu com deputado da ‘mala preta’ a mando de Temer pouco antes de impeachment de Dilma; CONFIRA AQUI!

DESCOBERTO: Dallagnol se reuniu com deputado da ‘mala preta’ a mando de Temer pouco antes de impeachment de Dilma; CONFIRA AQUI!
29 de maio de 2017
 

Da Folha:

Um emissário do presidente interino Michel Temer (PMDB) e representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato encontraram-se na véspera da sessão do Senado que selou o afastamento da petista Dilma Rousseff.

O encontro tratou de uma espécie de “acordo de procedimento” que não colocasse em risco as investigações.

A conversa foi entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos de Temer, e os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e Roberson Pozzobon.

O diálogo, de quase duas horas de duração, ocorreu após um evento organizado pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) em Brasília.

Anteriormente, os procuradores haviam recusado um encontro com o próprio Temer, articulado pelo ex-presidente da ANPR Alexandre Camanho, que é homem de confiança do peemedebista.

Temer, que mostrava preocupação com a disseminação da ideia de que seu governo enterraria a Lava Jato devido ao grande número de peemedebistas investigados, aprovou a sugestão.

A preocupação cresceu com a sondagem feita ao advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, um crítico da Lava Jato, para ocupar o Ministério da Justiça. 

A nomeação de Mariz fracassou após ele dar uma entrevista à Folha atacando a operação.

O encontro com Temer, porém, foi rejeitado pelos procuradores, que rechaçaram uma possível conotação política na proposta. 

Eles também mostraram receio de que o ato fosse interpretado como apoio ao impeachment.

Apesar disso, na conversa entre Loures e os procuradores, foi acertada a manutenção no cargo do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, responsável pela Lava Jato.

Loures ouviu dos investigadores que a permanência de Franco seria sinal importante e prometeu consultar Temer.

“Eu disse para os procuradores que se o conforto era dar essa garantia, iria levar o pedido ao presidente”, relatou o ex-deputado à Folha.

Na mesma noite, o assessor levou o pleito a Temer, que aceitou o pedido.




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domingo, 7 de maio de 2017

Procuradores Federais entram em parafuso após Lula afirmar que pode ‘prender Lava Jato’

Procuradores Federais entram em parafuso após Lula afirmar que pode ‘prender Lava Jato’
7 de maio de 2017
 
Brazil's General Prosecutor Deltan Dallagnol, coordinator of the Lava Jato (Car Wash) anti-corruption operation's task force, speaks during a press conference in Curitiba, Brazil, on May 06, 2016. Operation Car Wash has uncovered a cartel based at Petrobras in which executives at the company, major construction contractors and politicians colluded to embezzle funds. Dozens of people have already been convicted or charged. / AFP / Heuler Andrey

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, rebateu as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando, em nota, que chefes do executivo não possuem poder para decretar a prisão de qualquer pessoa.

“Apenas lamentar a frase, que soa como ameaça, de que – supõe-se legitimamente que depois de mais uma vez eleito presidente – mandará prender os que investigam”, disse Cavalcanti, referindo-se às declarações dadas por Lula na última sexta-feira, quando afirmou que, se eleito, “mandaria prender” quem espalhava mentiras sobre ele.

“Isso não deterá qualquer agente de Estado ou a marcha serena e impessoal da Justiça, mas não é uma declaração digna de quem por oito anos foi o supremo mandatário do País”, afirmou o presidente da ANPR na nota, divulgada pelo portal G1. “O ex-presidente sabe muito bem que chefes do executivo não ‘mandam prender’ ninguém em um Estado de direito. A justiça é que o faz.”

O posicionamento de Lula foi emitido durante discurso na abertura da etapa paulista do 6º Congresso Nacional do PT, na noite da última sexta-feira. 

Na ocasião, o petista voltou a reclamar da cobertura da imprensa no caso da Lava Jato, além de reafirmar que a operação já possui uma “tese pronta” que o coloca como líder de uma organização criminosa.

Quanto a essa última acusação, Cavalcanti afirma que as investigações e processo da Lava Jato são “sérias, técnicas e impessoais”, argumentando que o discurso de Lula é semelhante ao de dirigentes de outros partidos políticos que também são investigados pela Operação.

O presidente da ANPR também afirma que a tese de que há uma “grande conspiração universal” contra Lula não se sustenta em fatos. “A ampla defesa permite todos os argumentos, é direito de qualquer réu alegar o que quiser. 

A Justiça – independente e técnica – decidirá”, diz Cavalcanti, depois de enfatizar que, para a defesa do ex-presidente, “todos mentem” e apenas Lula “falaria a verdade”.

CLICK POLITICA com Estadão