Mostrando postagens com marcador Procuradoria-Geral da República. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Procuradoria-Geral da República. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Valor dos acordos da Odebrecht e Braskem chega a R$ 6,9 bilhões, diz MPF

Valor dos acordos da Odebrecht e Braskem chega a R$ 6,9 bilhões, diz                                                 MPF
Postado em 22/12/2016 00:13
 Agência Estado     
 Resultado de imagem para odebrecht

Brasília, 21 - A força-tarefa da Lava Jato, no Paraná, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgaram comunicado oficial nesta quarta-feira, 21, em que confirmam o acordo de leniência firmado com o grupo Odebrecht e com a Braskem. 

Os acordos já foram homologados pela Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF), mas ainda precisarão passar pela homologação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No comunicado, o MPF confirma que foi realizado um acordo global, envolvendo autoridades americanas e suíças, além dos investigadores brasileiros. A Odebrecht se obrigou a pagar R$ 3,838 bilhões de multa e a Braskem, R$ 3,131 bilhões. 

No total, o valor da multa das duas empresas chega a R$ 6,9 bilhões - maior valor, na história mundial, pago em casos de corrupção.

Os acordos foram negociados entre o MPF brasileiro, o MPF suíço e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Do total da multa, aproximadamente R$ 5,3 bilhões, conforme revelou o Broadcast
serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, nesta terça-feira, 20, ficarão no Brasil para ressarcir o prejuízo aos cofres públicos.

"Embora o valor central dos acordos de leniência repouse na obtenção de informações e documentos sobre práticas ilícitas, aspecto em que a colaboração das empresas é de extraordinária relevância pública, as empresas também se obrigaram ao pagamento de substanciais quantias em dinheiro às vítimas e aos cofres públicos brasileiros", ressalta o comunicado do MPF.

Os valores, no entanto, serão atualizados pela Selic com o passar do tempo, já que o pagamento será parcelado. O MP estima que, ao final, com a soma atualizada de todas as parcelas, o pagamento corresponda a R$ 8,512 bilhões, o que equivale, segundo o comunicado, a US$ 2,5 bilhões. O MPF não informou oficialmente o prazo de pagamento.

Segundo o Ministério Público, as empresas se comprometeram a revelar crimes praticados na Petrobras e "em outras esferas de poder, envolvendo agentes políticos de governos federal, estaduais, municipais e estrangeiros". Os atos ilícitos eram realizados com apoio do Setor de Operações Estruturadas da empresa, conhecido como o departamento da propina.

"Além da revelação dos fatos, objetivo central da leniência, os acordos permitem a preservação das empresas e a continuidade de suas atividades, inclusive para gerar valores necessários à reparação dos ilícitos", destaca o Ministério Público Federal. Nos acordos, as empresas se comprometem a "cessar completamente o envolvimento nos fatos ilícitos que revelaram" e também concordaram em adotar medidas para evitar a ocorrência de novos crimes no futuro.

De acordo com a Força-Tarefa, as empresas do grupo Odebrecht e a Braskem concordaram em se submeter a um monitoramento por prazo médio de dois anos, realizado com superior do MPF e pago pela empresa. A previsão é inédita em acordos de leniência no Brasil.

No comunicado, o coordenador da Força-Tarefa, Deltan Dallagnol, afirmou que acordos como esse "multiplicam a dimensão da Lava Jato". 

"Embora seu principal objetivo seja apurar condutas ilícitas e expandir as investigações, a leniência permite também às empresas signatárias, que agora passam a atuar ao lado da lei, sanear os seus passivos e retomar a capacidade de investir, contribuindo para a preservação dos empregos e a retomada da atividade econômica", afirmou o procurador, em nota.

O procurador regional da República Orlando Martello afirmou também no comunicado que há lacunas na legislação sobre esse tema e o Congresso poderia "contribuir para esse esforço fortalecendo os sistemas de compliance de empresas, aprovando normas que conduzam à responsabilização criminal de pessoas jurídicas por crimes de corrupção, formação de cartel e fraudes a licitações, tal como existe em diversos países".

Já o procurador Paulo Galvão destacou que os acordos contribuem para "uma nova cultura de negócios no setor de infraestrutura e uma nova forma de relação entre o setor privado e o setor público, melhor protegida da atuação maléfica dos cartéis e da corrupção".

A PGR e a Força-Tarefa afirmaram na nota que o combate à corrupção "é um esforço global, o que torna extremamente importante a coordenação das atividades de repressão a crimes transnacionais".



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

STF concede perdão de pena ao Dirceu no processo do mensalãoJosé Cruz/Abr

STF concede perdão de pena ao Dirceu no processo do mensalão José Cruz/Abr
BRASIL 22:30 17.10.2016(atualizado 23:50 17.10.2016)
Supremo Tribunal Federal em Brasília
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (17) conceder ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o perdão do restante da pena de sete anos e 11 meses de prisão, definida no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, em 2013.
 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
© AFP 2016/ VANDERLEI ALMEIDA
Financiamentos a investigados pela Lava Jato são suspensos pelo BNDES


Na decisão, o ministro baseou-se em informações prestadas pelo juiz Sérgio Moro e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mesmo com a decisão, Dirceu continuará preso em Curitiba em função das investigações da Operação Lava Jato. O ex-ministro foi preso em agosto do ano passado, quando cumpria, em regime aberto, a pena definida no julgamento do mensalão. Ele cumpriu dois anos e nove dias e, se não tivesse sido preso novamente, já teria direito à condicional. No despacho, Barroso explicou que o ex-ministro cumpriu os requisitos estabelecidos no decreto anual editado pela Presidência da República e que os crimes cometidos por ele na Lava Jato ocorreram antes do início do cumprimento da pena. Se os crimes imputados tivessem ocorrido durante a prisão, o fato impedia a concessão do indulto, informou Agência Brasil.

FONTE: https://br.sputniknews.com/brasil/201610176575348-STF-Dirceu-mensalao-perdao-pena/