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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Diante de ameaça, Rússia atirará contra caças americanos

Diante de ameaça, Rússia atirará contra caças americanos
10 de outubro de 2016 NIKOLAI LITÔVKIN, GAZETA RUSSA
Ministério da Defesa russa acredita que ataques norte-americanos não sancionados poderão resultar na morte de oficiais russos. Segundo especialistas, apesar do risco, medida tem por objetivo alertar Washington contra escalada militar na região.
 
Sistema de defesa S-400 posicionado na base aérea de Hmeimim, na Síria 
Foto:Dmítri Vinogradov/RIA Nôvosti

Os sistemas russos de defesa aérea na Síria estão prontos para abater “qualquer objeto voador não identificado” caso os ataques sejam realizados em posições de Damasco, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Ígor Konachenkov.
A declaração de Konachenkov, feita no último dia 6 de outubro, foi motivada por uma série de vazamentos na imprensa internacional sobre a discussão pelo governo dos EUA da possibilidade de iniciar ataques aéreos contra posições do Exército sírio.
Segundo o porta-voz, a maioria dos oficiais russos envolvidos na Síria trabalham em terra, levando ajuda humanitária aos bairros sob o controle do atual governo. Os militares russos também desempenham papel nas negociações com os chefes de vários assentamentos e grupos armados em grande parte das províncias sírias.
“Quaisquer mísseis e ataques aéreos em território controlado pelo governo sírio irão representar uma clara ameaça para militares russos”, justificou Konachenkov.
Ambos o sistema S-300 e o novo S-400, cujo alcance chega a 400 km, foram posicionados na Síria para garantir a segurança dos militares russos presentes nas bases militares de Hmeimim e Tartus.
“Temos tomado todas as medidas necessárias para excluir eventuais ‘erros’ em relação aos soldados e instalações militares russas na Síria, após os acontecimentos de 17 de setembro em Deir ez-Zor”, continuou o oficial, referindo-se ao bombardeio equivocado de posições do Exército sírio pela força aérea dos Estados Unidos. O incidente resultou na morte de 62 militares, além de mais de 100 feridos.
Para evitar mais guerra
De acordo com uma fonte da Gazeta Russa na indústria de defesa russa, se caças avançarem sobre a área onde o Exército sírio mantém atividades, os radares russos no país não serão capazes de identificá-los.
Os cenários sírios após a ruptura com Washington width=

“Os aviões norte-americanos voam com seus transponders desligados [que ajudam a determinar a quem pertence o avião – GR], e há também um acordo para prevenção de incidentes aéreos e delimitação de zonas com atividade militar”, disse a fonte.
“Portanto, se surgir um caça ou um míssil for lançado em lugares onde oficiais russos estão presentes, a decisão de salvar nossos soldados será feita de imediato”, acrescentou.
Segundo o editor-chefe da revista “Russia in Global Affairs”, Fiódor Lukiánov, a declaração do Ministério da Defesa teria sido feita justamente para evitar guerra.
“Essa é uma advertência precisa e inequívoca, que deve ter um papel preventivo. Os militares da Rússia deixaram claro que um ataque contra soldados russos ou forças sírias será percebido como um ato de agressão contra Moscou”, explica Lukiánov.
O analista internacional acredita que os especialistas que trabalham no Pentágono compreendem as consequências de tais incidentes.
Síria rearmada
Na semana passada, a Rússia enviou à Síria um sistema antiaéreo S-300V4 Antei-2500 adicional, conhecido como SA-23 Gladiator segundo a classificação da Otan.
Trata-se de um atualização “rastejadora” do sistema de defesa aérea que geralmente atua na cobertura de unidades em posições de combate.
 Síria será palco de testes para mísseis russos width=

“Ele é usado para atravessar terrenos acidentados em um comboio de veículos blindados, como tanques e assim por diante. Seu objetivo é cobrir as tropas terrestres de mísseis e ataques aéreos em zonas de combate”, explica Víktor Litovkin, especialista militar da agência de notícias TASS.
O Gladiator é capaz de destruir mísseis balísticos inimigos, que podem se aproximar de alvos a uma velocidade de até 2,5 km por segundo a uma distância de 150 km.
Alguns dias antes, a Defesa russa também enviou ao território sírio bombardeiros Su-24 e Su-34, além de caças Su-25.

A expectativa é que, em meados de outubro, dois navios equipados com mísseis de cruzeiro Kalibr-NK sejam reposicionados no mar Mediterrâneo em direção à Síria, assim como seja implantado o porta-aviões Almirante Kuznetsov, com caças Su-33 e Mig-29K/KUB e helicópteros de combate Ka-52K a bordo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Governos europeus não aceitam negociar com Temer

30/5/2016 18:42
Governos europeus não aceitam                  negociar com Temer
34 deputados do parlamento europeu já avisaram: não aceitam negociar qualquer acordo com o Brasil ou com o Mercosul enquanto não for restabelecida a plena democracia no País
 
Da Agência Sputnik Brasil - O eurodeputado Xavier Benito, do partido espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30 parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.

"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas".

Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, questiona a "legitimidade democrática necessária para um assunto desta magnitude".

"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições", afirma a carta, acrescentando que os eurodeputados compartilham "a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções".

"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul já que tal acordo comercial não deveria ser negociado com o atual governo brasileiro", conclui o documento, exortando Bruxelas a dar "seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento da ordem democrática no Brasil".

Fonte: Brasil247