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segunda-feira, 27 de março de 2017

Manifestação em Brasília faz enterro simbólico da "velha política" brasileira Agência Brasil

Manifestação em Brasília faz enterro simbólico da "velha política" brasileira
Agência Brasil
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
13 horas atrás 27/03/2017
 Brasília - Movimentos sociais fazem manifestação em apoio à Lava Jato, pelo fim do foro privilegiado, contra o voto em lista fechada e contra o aumento do Fundo Partidário (Antonio Cruz/Agência Brasil)
© Antonio Cruz/Agência Brasil Brasília - Movimentos sociais fazem manifestação em apoio à Lava Jato, pelo fim do foro privilegiado, 
contra o voto em lista fechada e contra o aumento do Fundo Partidário (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Esplanada dos Ministérios recebeu 630 pessoas, nas contas da Polícia Militar (PM), para protestar contra a corrupção. Uma das principais pautas de reivindicação repudiava a lista fechada, que vem sendo defendida por vários políticos. No alto de um carro de som, a coordenadora do movimento Vem Pra Rua, Juliana Dias, discursou contra o modelo eleitoral proposto no Congresso, que considera “a coisa mais antidemocrática que existe”.

“Lista fechada é contra a democracia. É votar no partido e não mais nas pessoas e eles [os partidos] põem lá dentro quem eles quiserem. Essa é a principal pauta do dia”, explicou. No modelo, defendido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dentre outros parlamentares, os partidos definem previamente os nomes que estarão na disputa e o eleitor vota no partido e não mais no candidato.

Sob o sol forte, pessoas vestiram camisas amarelas e levaram faixas e cartazes contra a corrupção. Além do modelo eleitoral de lista fechada, os manifestantes também criticaram as tentativas de mudança das Dez Medidas contra a Corrupção. Uma faixa mencionava o senador Renan Calheiros, um dos que defendem alterações no projeto de iniciativa popular enviado ao Congresso: “Renan, abuso de autoridade é a autoridade abusar do dinheiro do povo”.

O projeto das Dez Medidas contra a Corrupção foi alterado para incluir a previsão de crimes de responsabilidade para punir juízes e membros do Ministério Público (MP) por abuso de autoridade. A tramitação do projeto acabou sendo suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Os manifestantes viram a tentativa como uma forma dos parlamentares intimidarem a Justiça e o Ministério Público, que os investigam.

O juiz federal Sérgio Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no MP, Deltan Dallagnol, também foram lembrados. A manifestação, que começou às 10h e terminou ao meio-dia, demonstrou apoio à Operação Lava Jato e ao trabalho de Moro e Dallagnol. O ato terminou por volta do meio dia, com um enterro simbólico do que chamaram de “velha política”.

Lápides foram levadas para a frente do espelho d'água do Congresso Nacional, ao som de uma marcha fúnebre. Em cada uma das lápides, a foto de um político. Fernando Collor, Aécio Neves, Gleisi Hoffmann, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Edison Lobão, Jorge Viana foram lembrados, além do deputado Rodrigo Maia, Dilma Rousseff e Lula, Ao final, os manifestantes cantaram o hino nacional e se dispersaram.

O Detran fechou o trânsito na Esplanada durante toda a manhã. Os acessos para a Esplanada ocorreram pelas vias S2 e N2, atrás dos ministérios. Policiais fizeram a revista do público na altura da Catedral e no gramado em frente ao Congresso Nacional. Segundo a PM, nenhum material ilícito ou inapropriado para o evento foi encontrado.

Seiscentos policiais fizeram a segurança do ato, que não registrou confusão. De acordo com a assessoria da PM, o efetivo policial foi definido com base na estimativa de público dos organizadores, que acabou ficando bem aquém do previsto – em torno de 100 mil pessoas.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

URGENTE: Policiais invadem Câmara e seguranças reagem com bombas de gás

URGENTE: Policiais invadem Câmara e seguranças reagem com bombas de gás
A Polícia Legislativa bloqueou a entrada das portarias de acesso da Câmara e os portões foram fechados com grades por razões de segurança
fev 2017, 18h41 - Atualizado em 8 fev 2017, 20h29
 Brasília - Policiais protestam em frente ao Congresso Nacional contra a PEC 287/16 que trata da reforma da Previdência, dia 08/02/2017

Protesto de policiais: após o lançamento das bombas, os policiais lançaram garrafas na porta. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Policiais Civis que protestavam contra a reforma da Previdência na Esplanada dos Ministérios tentaram nesta tarde de quarta-feira, 8, invadir o plenário da Câmara e foram impedidos com o uso de bombas de gás lacrimogêneo.

Eles conseguiram entrar no prédio da Câmara, pelo túnel que dá acesso ao Salão Verde, que foi tomado por fumaça.

Após o lançamento das bombas, os policiais lançaram garrafas na porta. Alguns usavam máscaras. Todos no local começaram a tossir e lacrimejar por conta do gás.

Funcionários da Câmara foram atingidos também por spray de pimenta e muitos coçavam os olhos.

                  POLÍCIA CIVIL INVADE CONGRESSO

                                             CANAL: DE TUDO UM POUCO
                             https://www.youtube.com/watch?v=iJu9ul8s9qw

A Polícia Legislativa bloqueou a entrada das portarias de acesso da Câmara e os portões foram fechados com grades por razões de segurança. O Salão Verde também foi esvaziado.

Um grupo de manifestantes da Polícia Civil permanece aglomerado do lado de fora da entrada do Anexo 2. Segundo agentes da Polícia Legislativa, ainda há manifestantes dentro da Câmara.

Policiais de todo o País vieram a Brasília protestar nesta quarta-feira contra a PEC 287/16, que retira da Constituição o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública nos critérios de concessão da aposentadoria.

No início da tarde, os manifestantes se concentraram no gramado em frente ao Congresso, onde espalharam cruzes.





quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Temer dispensa aparição em carro aberto e chega sem faixa presidencial ao desfile de 7 de Setembro

16 horas atrás (Atualizado 15 horas atrás) 07/09/2016
Temer dispensa aparição em carro aberto e chega sem faixa presidencial ao desfile de 7 de Setembro
É comum que presidentes façam revista à tropa no tradicional Rolls-Royce
 
Temer ao lado da mulher e dos presidentes da Câmara e do 
STFAndre Dusek/Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer abriu mão do tradicional Rolls-Royce na revista à tropa antes do início do desfile militar de 7 de Setembro, em Brasília, nesta quarta-feira. Acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, ele chegou ao palanque de autoridades em carro fechado para comemoração dos 194 anos da Independência.
Antes da execução dos hinos nacional e da Independência era possível ouvir gritos de “fora Temer” e vaias na Esplanada dos Ministérios. Após chegar ao palanque, Temer foi recepcionado pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Também estavam presentes ministros e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).
Também era esperado que Temer usasse a faixa presidencial pela primeira vez hoje, o que não aconteceu. O adorno desapareceu do Palácio do Planalto e foi aberta uma investigação para apurar o caso. Apenas o broche da faixa foi encontrado, na metade do mês passado, embaixo de um armário. 
No desfile do ano passado, a então presidente Dilma Rousseff fez a revista à tropa em carro aberto.
 O Rolls-Royce já transportou todos os presidentes brasileiros, além de autoridades como a rainha Elizabeth 2ª, da Inglaterra, e o presidente francês Charles de Gaulle. O veículo foi doado ao País em 1952, por Assis Chateaubriand.

Após a parada militar, Michel Temer segue no começo da tarde para o Rio de Janeiro, onde participa da abertura dos Jogos Paralímpicos.