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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ONU: 'Reforma tributária pode tornar os EUA uma das sociedades mais desiguais do mundo'

ONU: 'Reforma tributária pode tornar os EUA uma das sociedades mais desiguais do mundo'
AMÉRICAS 00:41 16.12.2017
 Assembleia Geral da ONU
© REUTERS/ Lucas Jackson

O Relator Especial da ONU sobre a Pobreza Extrema e os Direitos Humanos, Philip Alston afirmou que a reforma republicana das leis tributárias dos EUA podem refletir um esforço para aumentar a desigualdade de renda.

"O pacote de reforma fiscal proposto prevê a tentativa 'da América' em se tornar a sociedade mais desigual do mundo e aumentará consideravelmente os já altos níveis de riqueza e desigualdade de renda entre os 1% mais ricos e os 50% mais pobres dos americanos", afirmou o relatório.

Depois de uma visita de duas semanas aos Estados Unidos, Alston emitiu um relatório em que listou 71 críticas ao país, que vão desde um cuidado de saúde que ignora doenças tropicais, como Zika, aos maus tratos policiais contra pessoas sem-teto na cidade de São Francisco.

O relatório também acusou os políticos e meios de comunicação norte-americanos de descrever os americanos ricos como 
"industriosos, empresariais, patriotas e os impulsionadores do sucesso econômico", enquanto caracterizam os pobres como "perdedores, gastadores e golpistas".





OBS: No final da pagina tem uma nota para os leitores do blog.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Trump assina decreto que cria "escrutínio extremo" para imigrantes

Trump assina decreto que cria "escrutínio extremo" para imigrantes 
27/01/201719h49
 O presidente dos EUA, Donald Trump, assiste à posse do secretário da Defesa, James Mattis, no Pentágono
O presidente dos EUA, Donald Trump, assiste à posse do 
secretário da Defesa, James Mattis, no Pentágono

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (27) decreto presidencial que prevê a criação de um sistema de "escrutínio extremo" para a entrada de pessoas no país, especialmente para aqueles de origem muçulmana. 

"Estamos criando novas práticas de escrutínio para manter terroristas islâmicos radicais longe da América. Não os queremos aqui", afirmou Trump, afirmou em cerimônia do Pentágono após a posse de James Mattis como secretário da Defesa. 

"Queremos garantir que não estamos admitindo ao nosso país as mesmas ameaças que nossos homens e mulheres estão lutando no exterior."

"Nunca vamos esquecer as lições do 11 de Setembro", acrescentou.
Não foram apresentados detalhes do decreto.

Durante a campanha, Trump havia prometido limitar a imigração muçulmana aos EUA. 

"Só queremos aceitar no nosso país aqueles que vão apoiar nosso país e amar profundamente nosso povo", afirmou Trump. 

Um rascunho do decreto descrevia como um de seus objetivos "impedir a entrada de cidadãos estrangeiros que pretendam explorar as leis imigratórias americanas para fins maléficos".

O rascunho previa ainda um veto de 120 dias no reassentamento de refugiados nos EUA e um veto por tempo indeterminado de refugiados de origem síria. Também estabeleceria um limite no total de refugiados entrando nos EUA em 2017 para 50 mil (contra 117 mil no ano anterior). 

Ainda de acordo com o rascunho, vistos seriam suspensos para pessoas vindos do Iraque, da Líbia, da Somália, do Sudão, da Síria, do Iêmen e do Irã pelos próximos 30 dias. 

Trump assinou ainda outro decreto que prevê novos recursos para as Forças Armadas americanas, como "novos aviões, novos navios, novos recursos e novas ferramentas para nossos homens e mulheres em uniforme".

O presidente declarou que "nosso poderio militar não será questionado por ninguém, assim como nossa dedicação à paz. Queremos paz".(Com agências internacionais)




sábado, 15 de outubro de 2016

O que é a tormenta solar anunciada por Obama?

O que é a tormenta solar anunciada por Obama?
O presidente americano aprova um decreto para melhorar a resposta a “eventos meteorológicos do espaço”
A superfície solar
A superfície solar NASA/JAXA/HINODE

Combina termos científicos que podem soar apocalípticos com a linguagem burocrática de um documento presidencial. O presidente americano Barack Obama assinou, na quinta-feira, uma ordem executiva para coordenar “esforços” do seu governo para “preparar a nação para eventos meteorológicos do espaço”. Esses eventos podem ser “erupções solares, partículas de energia solar e ruídos geomagnéticos”.
Segundo o decreto, são fenômenos regulares e podem afetar infraestruturas importantes, como satélites, GPS, sistemas de comunicação, aviação e distribuição elétrica. “Tem o potencial de afetar e interromper, simultaneamente, a saúde e a segurança de continentes inteiros”, alerta.
No entanto, o documento presidencial não aborda a probabilidade de esses fenômenos ocorrerem, nem as suas consequências, mas apenas se concentra em melhorar a coordenação diante de possíveis impactos. “Uma preparação de sucesso para eventos meteorológicos do espaço é um esforço de toda a nação, que exige colaboração entre governos, gestores de emergência, o mundo acadêmico, meios de comunicação, a indústria farmacêutica, organizações sem fins lucrativos e o setor privado”, explica.
Os ruídos geomagnéticos são uma afetação do campo magnético da terra como consequência da atividade solar. As erupções solares são breves erupções de intensidade na superfície do sol ou perto dela, associadas a manchas solares. É um fenômeno comum, que raramente tem efeitos relevantes. As partículas de energia solar são íons e elétrons expulsos do sol como resultado dessas erupções.
O caso mais conhecido de um fenômeno meteorológico do espaço foi uma tormenta solar em 1859, conhecida como o evento Carrington, como explica a revista Newseek. Foi possível observar auroras no céu em lugar afastados dos polos, como o Caribe. E os sistemas de comunicação por telégrafo foram alterados na Europa e na América do Norte.
Um século depois, em 1967, três potentes erupções solares inutilizaram o sistema de radares dos EUA encarregado de detectar a chegada de mísseis soviéticos. Inicialmente, em plena Guerra Fria, Washington pensou que a culpa era de Moscou.

O decreto de Obama estabelece um calendário e um protocolo de atuação para esse tipo de fenômeno. O governo federal, aponta o texto, tem que ter a capacidade de antecipar e detectar um evento meteorológico do espaço, os programas necessários para que os setores público e privado adotem medidas mitigadoras e a capacidade de responder e superar esses tipos de situações.