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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Putin lidera lista da Forbes de personalidades mais poderosas do mundo pelo 4º ano seguido

Putin lidera lista da Forbes de personalidades mais poderosas do mundo pelo 4º ano seguido
Presidente russo está na frente de Donald Trump e Angela Merkel. 'Continua conseguindo o que quer', diz revista.
Por France Presse   14/12/2016 14h42  Atualizado há 14 horas
 Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em imagem de arquivo (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Reuters)
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em imagem de arquivo 
(Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Reuters)

Vladimir Putin continua sendo, pelo quarto ano consecutivo, a personalidade mais poderosa do mundo, na frente de Donald Trump e de Angela Merkel, segundo a lista de 2016 da revista Forbes publicada nesta quarta-feira (14).

"De seu país natal até a Síria, passando pelas eleições americanas, Putin continua conseguindo o que quer", afirma a Forbes em relação ao presidente russo de 64 anos.

Já Donald Trump, o presidente eleito nos Estados Unidos, o segundo lugar da lista, seguido por Angela Merkel, chanceler alemã no poder há 11 anos e candidata a um novo mandato no próximo ano. Merkel perdeu uma posição em relação a 2015.

É a primeira mulher de apenas três que figuram nos primeiros 20 lugares da classificação. A ela se somam Janet Yellen, presidente do Federal Reserve, o banco central americano, em sexto lugar, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, que conduz o Brexit, no posto de número 13.

Depois de Putin, Trump e Merkel, vêm o presidente chinês Xi Jinping e o Papa Francisco, em quarto e quinto lugar, respectivamente.

Setor privado
Os dirigentes do setor privado que figuram no mais alto da classificação de 74 personalidades são todos americanos. Veja a lista completa, em inglês.

O cofundador da Microsoft Bill Gates, primeira fortuna mundial, chega em sétimo lugar, seguido por Larry Page, cofundador da Alphabet (empresa do Google). Em seguida, está o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em 10° lugar, Jeff Bezos, da Amazon (14°), e o investidor Warren Buffett (15°).

Aos 86 anos, Buffet é um dos decanos da classificação, junto com o magnata de Hong Kong, Li Ka-shing (88 anos, 33° lugar) e o milionário australiano dos meios de comunição Rupert Murdoch (85 anos, 35° lugar).

O presidente do grupo petroleiro ExxonMobil, Rex Tillerson, que Donald Trump acaba de designar como secretário de Estado, aparece no posto número 24.

Personalidade do ano
Na semana passada, a revista Time escolheu Trump como "Personalidade do Ano" de 2016 por sua impressionante vitória na eleição presidencial americana, alegando que ele redesenhou as regras políticas dos Estados Unidos.
 Donald Trump foi eleito 'pessoa do ano' pela revista Time (Foto: Time Magazine/Reuters)
Donald Trump foi eleito 'pessoa do ano' pela revista Time (Foto: Time 
Magazine/Reuters)

O presidente eleito recebeu o título concedido como uma "honra muito, muito grande", negando que seja responsável pela polarização dos Estados Unidos e elogiando o presidente democrata Barack Obama.

Hillary, a ex-secretária de Estado que quase se tornou a primeira presidente mulher da história dos Estados Unidos, ficou em segundo lugar na classificação da revista, e os "hackers" ficaram em terceiro lugar.






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Susan Sarandon, Viggo Mortensen, Oliver Stone e outras personalidades estrangeiras denunciam golpe no Brasil

Susan Sarandon, Viggo Mortensen, Oliver Stone e outras personalidades estrangeiras denunciam golpe no Brasil
Wednesday, 24 August 2016 17:03
 dilma artistas
Um grupo de artistas e intelectuais estrangeiros divulgou nesta quarta 
(24) uma carta de protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, 
unindo-se a outras iniciativas recentes nos EUA de apoio público à 
presidenta legítima.

A lista dos 22 signatários reúne nomes como o ator Viggo Mortensen, de “O Senhor dos Anéis”, o músico Brian Eno, o cantor Harry Belafonte e o cineasta Oliver Stone.
“Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam por democracia e justiça em todo o Brasil”, diz a carta, redigida em inglês e português.
O texto afirma que a base jurídica para o afastamento de Dilma “é amplamente questionável” e que há “evidências convincentes” de que a principal motivação dos promotores do impeachment foi abafar investigações de corrupção nas quais estão envolvidos.
O abaixo-assinado segue outras manifestações semelhantes de repúdio ao impeachment de Dilma nos EUA, como a carta endossada em julho por 43 membros da Câmara dos Deputados e um comunicado do senador Bernie Sanders, no início do mês.

Sanders, que perdeu a candidatura presidencial democrata para Hillary Clinton após uma disputa acirrada, disse que o impeachment parece um “golpe de Estado” e pediu que o governo dos EUA se posicione contra o processo.
Em sua mensagem, os artistas apelam aos senadores que irão votar no julgamento do impeachment que respeitem o resultado da eleição presidencial de 2014 e alertam para os riscos regionais caso ele seja aprovado.
“Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região”, diz a carta, que também tem as assinaturas dos atores Susan Sarandon e Danny Glover, do linguista Noam Chomsky e da escritora Eve Ensler (autora de “Monólogos da Vagina”).

Os outros signatários são Tariq Ali (escritor), Alan Cumming (ator), Frances de la Tour (atriz), Deborah Eisenberg (escritora), Stephen Fry (ator), Daniel Hunt (cineasta), Naomi Klein (escritora), Ken Loach (cineasta), Tom Morello (músico), Michael Ondaatje (escritor), Arundhati Roy (escritora), John Sayles (diretor e roteirista), Wallace Shawn (ator) e Vivianne Westwood (estilista).
Ao mesmo tempo, um grupo de organizações nos EUA divulgou uma declaração no mesmo tom, na qual afirma que a democracia brasileira está “em grave risco”. Entre as 44 organizações signatárias estão movimentos de classe, como a poderosa central sindical AFL-CIO, que tem mais de 12 milhões de membros, e grupos sociais diversos.

“Em maio passado, o Congresso brasileiro orquestrou um golpe legislativo, afastando a presidenta Dilma Rousseff em meio a acusações forjadas de má gestão fiscal. Deputados e senadores usaram um discurso de ódio sexista, invocando crenças religiosas e até mesmo elogiado o torturador da presidenta Rousseff (durante o período em que foi presa na ditadura anterior) em sua campanha de difamação”, diz a declaração.
O documento acrescenta que “de acordo com os movimentos sociais brasileiros”, a violência contra manifestantes aumentou depois da posse do governo interino.

“Apelamos ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e ao governo Obama, para que defendam a democracia constitucional do Brasil, que se oponham à campanha de impeachment lançada contra a presidenta Dilma Rousseff, e que se recusem a reconhecer o governo ilegítimo de Temer”, conclui o texto.

PT na Câmara com informações da Folha de São Paulo