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domingo, 29 de janeiro de 2017

Trump conversa com Putin e líderes mundiais sobre ameaças à segurança

Trump conversa com Putin e líderes mundiais sobre ameaças à segurança
Janeiro 29, 2017
 Presidente Donald Trump ao telefone com Vladimir Putin, Presidente russo
Presidente Donald Trump ao telefone com Vladimir Putin, 
Presidente russo

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a Síria e a luta contra o Estado Islâmico com o Presidente russo, Vladimir Putin, num dos vários telefonemas com líderes mundiais que tem promovido para imprimir o seu selo em assuntos internacionais.

O telefonema entre Trump e Putin é o primeiro desde que o empresário de Nova Iorque assumiu o cargo e acontece num momento em que as autoridades afirmam que ele considera aumentar as sanções contra Moscovo, apesar da oposição de democratas e republicanos em casa e de aliados europeus no exterior.

Nem a Casa Branca nem o Kremlin mencionaram uma discussão sobre as sanções em suas declarações sobre o telefonema que durou uma hora.

Presidente Vladimir Putin
"O telefonema positivo foi um início significativo para melhorar a relação, que precisa de reparos, entre os Estados Unidos e a Rússia ", disse a Casa Branca. 

"Tanto o Presidente Trump quanto o Presidente Putin esperam que, após o telefonema de hoje, ambos os lados possam agir rapidamente para enfrentar o terrorismo e outras questões importantes de interesse mútuo".

Em Dezembro, o antigo Presidente norte-americano Barack Obama sugeriu que Putin teria autorizado pessoalmente as invasões aos e-mails do Partido Democrata, que funcionários de inteligência dos EUA disseram ser parte de um esforço russo que visava ajudar Trump a derrotar a democrata Hillary Clinton nas eleições de 8 de Novembro.

A relação entre Trump e a Rússia está a ser vigiada de perto pela União Europeia, que se uniu aos Estados Unidos para punir Moscovo após a anexação da Crimeia, que integrava a Ucrânia.

Trump já falou com dois líderes da UE, a chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês François Hollande, além do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e do primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull.

De acordo com os EUA e a Alemanha, o telefonema a Merkel, que tinha uma relação muito próxima com o antecessor de Trump, incluiu uma discussão sobre a Rússia, a crise da Ucrânia e a NATO.

Trump descreveu a NATO como obsoleta, um comentário que alarmou aliados norte-americanos de longa data. 

Um comunicado da Casa Branca afirma que ele e Merkel concordaram que a Otan deve ser capaz de enfrentar as "ameaças do século XXI".

Reuters





quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

ATENÇÃ: Diretor alerta da queda de um asteróide gigante na Terra.

Leandro Ab  10:48:00 22/12/2016
 

"Um desastre pode acontecer a qualquer momento", diz o director da agência russa, Anatoly Zaitsev.

Um asteróide gigante ou de um cometa, impacto inevitavelmente, contra a Terra, como foi observado pelo diretor-geral do Centro de Defesa Planetária da Rússia, Anatoly Zaitsev, durante uma conferência sobre o espaço realizada a 20 de dezembro, em Moscovo, informa Interfax .

Zaytsev lembrou que no ano passado, tivemos "muita sorte", quando o nosso planeta não colidiu com o asteróide 2015 TB145 que tinha "cerca de 600 metros de largura" e só foi descoberto 20 dias antes da sua abordagem, a 31 outubro de 2015, mas sublinhou que "um desastre semelhante pode acontecer a qualquer momento" .

Por esta razão, este especialista russo insiste em que é preciso desenvolver medidas de proteção. 

Assim, 556 'rochas' entraram na atmosfera da Terra ao longo dos últimos 20 anos - "felizmente, graças ao seu tamanho relativamente pequeno esses objetos não eram muito perigosos" - uma emergência que pode ser detectada e evitada.

Para controlar estas ameaças, Anatoli Zaytsev propôs a construção do projeto Cidadela: um sistema de defesa planetária internacional com elementos de resposta a curto e longo prazo, bem como serviços de previsão e de defesa regional, que "podem ser criados com tecnologias que já existem ".

RT/Um Novo Despertar.





sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O ultimato de Putin aos Estados Unidos

Postado em 06/10/2016 9:53
O ultimato de Putin aos Estados Unidos
putin
 Não só exigiu desculpas como uma mudança de toda a política 
estado-unidense Mas a mídia corporativa silencia isto por
 Rostislav Ishchenko [*]

Depois de o presidente da Federação Russa decretar que a Rússia suspendia a implementação do acordo com os EUA sobre a eliminação de plutónio apto a fins militares, e após a apresentação ao parlamento de um projecto de lei nesse sentido, os media começaram a perguntar se isto estava relacionado com a ruptura de cooperação na Síria. A segunda pergunta era a razão porque a Rússia, sabendo que os Estados Unidos não estavam a cumprir a sua parte do acordo, respondeu só vários anos depois.
Alguns peritos nucleares dizem que o acordo beneficiou a Rússia. É possível; não sou um perito e assim não posso dizer se eles estão a ser objectivos. Além disso, o que é lucrativo para a indústria nuclear pode ser não benéfico para a segurança.
Embora pense que a Rússia não tem problemas especiais de segurança, ela tem suficiente poder nuclear para infligir um golpe mortal aos EUA, e Washington admitiu isso. Há suficiente material para fabricar novas ogivas. No caso de uma grande permuta nuclear, seria inútil produzir outra fornada de ogivas, além de ser impossível. O problema seria preservar o que permaneceu da civilização ao nível da Idade da Pedra.

Quanto à questão síria, não é a primeira vez que os EUA assinam acordos e a seguir os rompem. A resposta da Rússia não podia claramente ser comparada à recusa oficial dos EUA a continuar a cooperação.
Embora Putin tenha retirado a Rússia do acordo de reprocessamento, ele anúncio que este poderia ser recomeçado, sob certas condições, incluindo o cancelamento de todas as sanções contra a Rússia, a compensação a Moscovo por perdas resultantes não só daquelas sanções como das contra-sanções russas, o cancelamento da Lei Magnitsky, a redução da presença militar americana em países da NATO próximos da fronteira da Rússia e o fim da política de confrontação com Moscovo.
Os pedidos de Putin só podem ser definidos como um ultimato.
Anteriormente isto só aconteceu uma vez, em 1861, quando a Grã-Bretanha apresentou um ultimato a Washington em relação ao Trent Affair, durante a Guerra Civil Americana. Naqueles tempos, embora em severas dificuldades, a América só parcialmente satisfez os pedidos britânicos, embora nada houvesse de humilhante quanto a eles. Os EUA haviam violado o direito internacional, prendendo pessoas (britânicos) de navios neutrais, infringindo a soberania da Grã-Bretanha, quase provocando uma guerra. Depois de desautorizar o capitão e libertar as pessoas presas, a América recusou-se a pedir desculpas.
Agora Putin exige não só pedido de desculpas e a libertação de um par de prisioneiros como uma mudança de toda a política da América, além de compensação. Isto é uma exigência não prática e insultuosa de rendição incondicional, numa guerra híbrida que Washington não considera irreparavelmente perdida.
Só a Grã-Bretanha reclamou aos EUA algo semelhante, ante do fim da Revolução Americana, quando ainda era um súbdito rebelde. Durante a última centena de anos, ninguém podia imaginar falar a Washington desse modo. Putin claramente intencionalmente humilhou os EUA, mostrando perante o mundo que se podia falar desse modo.

Ao que Putin estava a responder? Pensava ele realmente que os EUA cumpririam o acordo entre Kerry e Lavrov sobre a Síria? Estava ele realmente desapontado? A Rússia esteve consciente durante anos de que Washington não esteve a cumprir o Pacto do Plutónio, mas isto beneficiava sua indústria nuclear, a qual praticamente tornou-se um monopólio global e pouco se importava com as limitações técnicas que impediam os EUA de se desfazerem do seu plutónio apto para fins militares como estipulado no acordo.
À resposta dura e quase imediata da Rússia seguiu-se um anúncio do Departamento de Estado dos EUA de que a partir da Síria esta iria enviar sacos de cadáveres de volta para casa, perder seus aviões e que terroristas poderiam atacar cidades russas.
Imediatamente a seguir àquela declaração, o Pentágono anunciou sua prontidão para um ataque nuclear preventivo sobre a Rússia e o ministro russo das Relações Exteriores disse que Moscovo estava consciente da intenção dos EUA de começar uma guerra aérea contra tropas sírias e a presença legal da Rússia ali.
Que outras razões haverá para o ultimato de Putin?
Exercício de Defesa Civil.
O treino em defesa míssil, defesa aérea e de Forças Estratégicas de Mísseis para repelir um ataque nuclear à Rússia, incluindo um lançamento sob ataque, verificou-se seis meses atrás. Exercícios do Ministério de Situações de Emergência da Rússia (envolvendo até 40 milhões de civis ) são anunciados para os próximos dias a fim de verificar a prontidão dos aparelhos de defesa civil quanto à guerra nuclear e informar a população de medidas de emergência. n
Se colocarmos tudo isto junto, vemos que os EUA têm há muito, de modo não oficial, intimidado a Rússia com a ameaça do conflito nuclear, enquato Moscovo deixava saber que estava pronta e não em vias de recuar.
Agora, os falcões de Washington decidiram elevar a aposta durante os últimos meses da presidência Obama, incertos quanto à vitória de Clinton. Eles chegaram a um ponto extremamente perigoso, quando o conflito começa a desenvolver-se independentemente. Nesta etapa, o Armagedão nuclear poderia ocorrer a qualquer momento, devido à incompetência (inadequacy) do pessoal do Pentágono e da Casa Branca.
Moscovo tomou a iniciativa e elevou as apostas, mudando a confrontação de outro modo. Ao contrário dos Estados Unidos, não ameaça com guerra, mas dá uma resposta política e económica dura, a qual, ao invés de fazer com que o sonho de Obama se torne verdadeiro, ameaça arruinar a economia dos EUA se se comportar mal.

A acção da Rússia minou gravemente o prestígio internacional dos EUA, mostrando que a América pode ser batida com a sua própria arma. Assim como você dá, assim você recebe. Com esta sequência de eventos, poderíamos ver centenas de pessoas das elites americanas no tribunal de Haia, não só dentro da nossa esperança de vida como antes do fim do primeiro mandato do próximo presidente americano.
Os EUA devem escolher: ou implementar suas ameaças e lançar uma guerra nuclear ou suportar o facto de que isto não é mais um mundo unipolar e começar a comportar-se consequentemente.
Não sabemos o que Washington escolherá. Há bastantes pessoas estúpidas e ideologicamente motivadas no establishment político americano prontas a imolarem-se num incêndio nuclear juntamente com o resto da humanidade, ao invés de aceitar o fim da hegemonia estado-unidense. Eles terão de escolher, porque quanto mais Washington pretender que nada aconteceu, mais dos seus vassalos (que são chamados de aliados mas são realmente dependentes) ignorarão ambições americanas e desertarão para o novo pode multipolar.
Os EUA podem esperar até não haver nem um único centro num mundo multipolar. Não só africanos, asiáticos e latino-americanos como também europeus vingar-se-ão do antigo poder hegemónico por humilhações passadas. E eles não são tão atenciosos quanto a Rússia.
Finalmente, o ultimato de Putin foi uma resposta a todos aqueles que perguntaram indignadamente porque tanques russos não haviam capturado Kiev, Lvov – e Varsóvia e Paris – ainda em 2014, especulando sobre qual era o plano de Putin.
Escrevi então que se você fosse ter uma confrontação com o poder hegemónico, era preciso estar seguro de que seria capaz de responder a qualquer coisa que ele fizesse. A economia, os militares, o governo e toda a sociedade precisam estar preparados. Se você não estiver preparado, você precisa tentar ganhar tempo.

Agora está tudo pronto e as cartas estão sobre a mesa. Veremos como os EUA respondem. Mas o quadro geopolítico nunca será o mesmo outra vez. O mundo já mudou. A luva foi lançada aos Estados Unidos e este não teve a coragem de apanhá-la de imediato.
06/Outubro/2016

[*] Observador político da Agência Internacional de Notícias Rossiya Segodnya
O original encontra-se na RIA Novosti e a versão em inglês em
russia-insider.com/en/politics/putins-ultimatum/ri16851