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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PRESSÃO: Alexandre Moraes é convidado à deixar o governo; CONFIRA!

PRESSÃO: Alexandre Moraes é convidado à deixar o governo; CONFIRA!
11 de janeiro de 2017
 

O Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), divulgou na tarde desta terça-feira (11) uma carta aberta em que dezenas de intelectuais, acadêmicos, juristas e políticos pedem a renúncia do ministro da Justiça, 
Alexandre de Moraes.

De acordo com os signatários da carta, Moraes foi “omisso” e “irresponsável” com relação aos recentes massacres ocorridos nas penitenciárias de Manaus (AM) e Roraima que, juntos, resultaram em mais de 80 presos mortos. 

O texto critica a postura do ministro após fazer uma didática e detalhada exposição da atual conjuntura do sistema carcerário no país.

“Assim, as manifestações de Vossa Excelência, com destaque para sua absurda recusa em colaborar com a contenção do caos prisional no Estado de Roraima – expressa em ofício do último dia 26 -, bem como as declarações do agora exonerado Secretário Nacional da Juventude da Presidência da República Bruno Júlio, segundo o qual “deveria haver uma chacina por semana”, mais que revelar a ignorância e a inabilidade do governo Temer com relação ao sistema de justiça criminal, expõe seu absoluto descompromisso até mesmo com valores civilizatórios”.

Entre os que assinaram o documento, estão figuras como o professor Fábio Konder Comparato, o senador Lindbergh Farias, a deputada Jandira Feghali, o ex-presidente da OAB-RJ Wadih Damous, Guilherme Boulos, do MTST, e ex-ministros como Eugênio Aragão, José Eduardo Cardozo, Tarso Genro, Rogério Sottili e Maria do Rosário.

Procurado para falar sobre a carta, Moraes ironizou e disse que “o PT tenta esconder sua incompetência”.



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Orientação para que PM paulista seja 'truculenta' com manifestantes partiu de Brasília

Orientação para que PM paulista seja 'truculenta' com manifestantes partiu de Brasília
Ministro da justiça nomeado por Michel Temer atua nos bastidores para inflamar policiais militares
Publicado: 6 setembro 2016 WEB NEWS VIRAL  Especialista em Brasil
Polícia Militar avança contra manifestantes em São Paulo, no último domingo, 4 (Foto: Mídia Ninja)
Polícia Militar avança contra manifestantes em São Paulo, no
 último domingo, 4 (Foto: Mídia Ninja)

A orientação para que a #Polícia Militar de São Paulo aja com rigor contra os manifestantes que pedem novas eleições e a saída de Michel Temer da presidência da república partiu do ministro da justiça, Alexandre de Moraes. A informação foi revelada nesta terça-feira, 6, pelo jornal Folha de São Paulo. De acordo com o veículo, o ministro possui relação bastante íntima com o secretário de segurança pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, e usa esta proximidade para causar um aumento na tensão entre policiais e manifestantes. A Folha obteve a informação com um secretário do governo paulista, mas não revelou seu nome. A influência negativa do ministro sobre os rumos da secretaria de segurança é tanta que já causa um mal-estar no gabinete de Geraldo Alckmin. Aliados do governador acreditam que as ações de Alexandre nos bastidores estão prejudicando a imagem de Geraldo Alckimin e diminuindo sua popularidade.
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Passado problemático
O ministro da justiça foi secretário de segurança pública de São Paulo entre os anos de 2014 e 2016. Sua passagem à frente da pasta foi marcada por controvérsias e denúncias de abuso policial. Foi em sua gestão que a polícia paulista utilizou pela primeira vez blindados israelenses para dissipar protestos. Um dos casos mais criticados foi o da ocupação das escolas por movimentos estudantis. As Geraldo Alckimin  de rua dos estudantes foram reprimidas com força excessiva da polícia, de acordo com alguns críticos, assim como a desocupação de algumas escolas. Além disso, no ano de 2015 cerca de 25% de todos os assassinatos cometidos em São Paulo foram feitos por policiais militares, de acordo com a TV Globo. 
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Repressão ao movimento "Fora Temer"

A revelação de que a ordem para atacar os manifestantes partiu de um ministro de Michel Temer acontece poucos dias depois do maior protesto "Fora Temer" ser realizado em São Paulo. A manifestação do último domingo, 4, reuniu cerca de 100 mil pessoas na avenida Paulista. O protesto era pacífico até chegar ao seu final, quando alguns baderneiros começaram a quebrar lixeiras e espalhar e queimar o lixo pelas ruas do centro da capital paulista. A PM utilizou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar tanto os baderneiros quanto as pessoas que participaram da manifestação e estavam apenas voltando para casa. Além disso, 21 estudantes que estavam na concentração do ato foram presos antes mesmo da manifestação começar e sem terem cometido nenhum crime, de acordo com os organizadores do protesto.