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segunda-feira, 24 de abril de 2017

MORO VIRA PIADA: ‘A prova que tem contra mim é um pedágio’, diz Lula sobre tríplex; CONFIRA!

MORO VIRA PIADA: ‘A prova que tem contra mim é um pedágio’, diz Lula sobre tríplex; CONFIRA!
24 de abril de 2017
 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (24) que a prova que existe contra ele no caso do tríplex em Guarujá (SP) é “um pedágio” e que está na hora de “parar o falatório” e “provar” que ele recebeu dinheiro de forma ilegal.

Segundo o ex-presidente, seu depoimento ao juiz Sergio Moro, marcado para o próximo mês, servirá para que ele se defenda “pela primeira vez” das acusações que existem contra ele no âmbito da Operação Lava Jato.

“Está na hora de parar o falatório e mostrar prova. A prova que tem contra mim é um pedágio”, disse Lula durante evento do PT em Brasília. “Eu estou com muita vontade de brigar, de fazer a boa briga”, completou o ex-presidente ao indicar que pretende disputar a eleição presidencial de 2018.

Réu em cinco ações penais, o ex-presidente pode se tornar inelegível caso seja condenado em segunda instância.

A declaração pública de Lula ocorre dias após a defesa de Léo Pinheiro, sócio da OAS, entregar à Justiça documentos para tentar comprovar que o petista foi beneficiado pela reforma de um tríplex em Guarujá (SP).

Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, informações que comprovem que as viagens tiveram como destino o apartamento no Edifício Solaris, que Léo Pinheiro diz ser do ex-presidente.

Em discurso de cerca de quarenta minutos para uma plateia de dirigentes e militantes petistas, Lula disse estar “tranquilo” sobre a possibilidade de Moro adiar seu depoimento sobre o tríplex, inicialmente marcado para 3 de maio, e que estará em Curitiba quando o juiz ordenar.

Segundo a reportagem apurou, Moro cogita adiar o depoimento de Lula a pedido da Polícia Federal, mas o ex-presidente ainda não havia sido informado da decisão até o início da noite desta segunda (24).

“Não estou preocupado com a data. A data é do juiz Moro. A hora que ele marcar, estarei em Curitiba”, disse Lula.

“Quero comparecer [ao depoimento em Curitiba] porque é a primeira grande oportunidade que eu não vou ser atacado pelas revistas e televisões. Eu vou ter, de viva voz, o direito de me defender. No meu primeiro depoimento, o horário é meu. Faz três anos que estou ouvindo”, completou o ex-presidente.

Lula afirmou ainda que estão contando “mentiras” contra ele “24 horas por dia” e que não nasceu para “ter medo de lista”, em referência à relação de investigados divulgada na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em que o petista aparece ao lado de oito ministros do governo Michel Temer, dezenas de parlamentares, governadores 
e outros políticos.

“Não nascemos para ter medo de lista, nascemos para provar que eles agora estão criminalizando o que antes não criminalizavam”, disse Lula sem citar diretamente a prática de caixa dois. “Não temos que ter vergonha de sermos políticos. 

A hora que desmoralizar todo mundo o que vai sobrar nesse país é pior”. 

Com informações da Folhapress.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Promotores que pediram prisão de Lula, abandonam caso e são acusados até de forjar provas

Promotores que pediram prisão de Lula, abandonam caso e são acusados até de                         forjar provas
POSTED BY: ADMIN DECEMBER 23, 2016
 conserino

Veja uma lista com as principais façanhas do trio de promotores que tentou prender o ex-presidente

O trio de promotores estaduais de São Paulo José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, que pediram a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma rejeitada acusação de Obstrução da Justiça, não conseguem manter seus nomes longe da imprensa, tal a capacidade dos três em se envolver em polêmicas e confusões.

Desde que pediram a prisão de Lula – rapidamente negada pela Justiça – eles já se declararam suspeitos de conduzir as uma investigação sobre o ex-presidente, já foram acusados pela Justiça de forjar flagrante em outro processo investigatório, já confundiram publicamente nomes de filósofos conhecidos e até protagonizaram um “barraco” nada protocolar com uma juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Veja, abaixo, uma lista com as principais façanhas do trio que tentou prender o ex-presidente Lula.

– Pedidos esdrúxulos em casos de repercussão

Sempre em busca de holofotes, José Carlos Blat é conhecido por atuar em casos envolvendo figuras públicas ou assuntos que causam comoção geral. 

Ele já atuou em casos como da Favela Naval, da Máfia dos Fiscais e, mais recentemente, da Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários que enfrentou problemas financeiros e acabou por vender alguns de seus empreendimentos à construtora OAS.

No caso da Bancoop (que, por uma derivação criada pelos promotores, acabou por levar ao pedido de prisão de Lula), alguns de seus pedidos foram de tal forma draconianos que geraram espanto do juiz que os apreciou, como pode ser lido neste trecho da decisão judicial negando pedidos de Blat, datada de abril de 2012:

“A partir do momento em que este inquérito passou a ter tamanha repercussão política, é preciso que cada decisão ou providência tomada esteja ainda mais firmemente embasada em elementos de prova e de direitos sólidos e claros. 

Quanto ao item 6 (bloqueio imediato de todas as contas bancárias, fundos e aplicações da Bancoop), observo que é manifesto seu descabimento e despropósito nestes autos, sendo de rigor o pronto indeferimento.”

– Suspeita de forjar flagrante contra dono de boate

Na mais recente confusão em que se meteu, José Carlos Blat se tornou suspeito de forjar um flagrante contra Oscar Maroni, dono da boate Bahamas. Há sete anos, Maroni era acusado por Blat de coagir testemunhas. 

Agora, ao fim do processo, Maroni foi inocentado, enquanto o promotor passou para o papel de acusado de ter forjado um flagrante.

Maroni era acusado crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos.  Ele chegou a ser preso em flagrante, com o carro estacionado em frente ao prédio da mulher que iria depor contra ele, sua ex-namorada Vivian Milczewsky.

Durante o processo da 5ª Vara, no qual Blat atuava, Vivian disse que o empresário estava fazendo ameaças para ela não testemunhar. Apresentou mensagens de celular e áudios como provas.

Mas, na hora de testemunhar em frente ao juiz, Vivian falou o contrário do que Blat afirmava que ela iria dizer: disse que não sofreu nenhuma pressão, que se falou o contrário foi para se vingar de Maroni, que o promotor tinha elaborado um plano junto com ela para que o empresário fosse preso.

Diante disso, até a promotora que atuava no caso junto com Blat pediu a absolvição de Maroni. A juíza Tatiana Vieira Guerra acolheu pedido de defesa e da acusação e, atendendo a pedido da promotora, a juíza pediu à Procuradoria-Geral de Justiça que a entidade investigue as acusações feitas contra o promotor José Carlos Blat.

– Autodeclaração atrasada de suspeição
Se os outros dois promotores colegas de Blat no caso frustrado contra Lula não são suspeitos de forjar flagrante, se autodeclararam, na semana passada, suspeitos para conduzir procedimentos investigatórios contra o ex-presidente.

Quer dizer, sete meses após imputarem a Lula o crime de obstrução de Justiça e pedirem sua consequente prisão por causa disso, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo admitiram que não devem trabalhar em casos envolvendo Lula. O motivo? Não revelaram, disseram apenas ser “questão foro íntimo”.

Para o advogado dos diretores da Bancoop, Rubens de Oliveira, a situação é muito inusitada. “É questionável tudo que ele fez até agora. Mas por que é suspeito só agora? Espero que a juíza peça para ele se manifestar. Não é usual que tenha de explicar foro íntimo, mas acredito que, nesse caso, ele precisa explicar”, disse.

“Barraco com juíza do TJ-SP”

Em outubro deste ano, o trio de promotores protocolou um documento acusando o Ministério Público Federal no Paraná e a equipe de procuradores da Operação Lava Jato de organizarem um conluio com uma juíza paulista e montar uma denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas com base em “achismos”, no que se refere ao apartamento no Guarujá cuja propriedade é da OAS, mas que os procuradores da Lava Jato insistem em dizer que é “propriedade oculta” de Lula.

Em sua reclamação à juíza paulista Maria Priscilla Veiga de Oliveira, que entregou o caso ao Ministério Público Federal do Paraná, para ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, Conserino abre mão da etiqueta forense e se dirige à magistrada em linguajar pouco comum no âmbito do Judiciário, além de dar início e encerrar o documento sem as cordialidades de praxe. “Aqui tem Ministério Público! 

Aqui tem Promotores de Justiça que fizeram uma denúncia com convicção. Não denunciamos com base em achismo”, afirmou Conserino, comparando seu trabalho ao dos procuradores do MPF-PR.

Tudo isso disseram os promotores só para, dois meses depois, admitirem que não podem conduzir investigações envolvendo Lula e o prédio do Guarujá, por serem suspeitos, “por motivo de foro íntimo” não revelado.



sábado, 20 de agosto de 2016

E agora Moro? Tríplex de Guarujá e sítio de Atibaia não são de Lula

E agora Moro? Tríplex de Guarujá e sítio de Atibaia não são de Lula
Friday, 19 August 2016 10:13    font  size
triplex sitio

Em uma só semana, caem por terra dois pilares da seletividade e da perseguição política, policial e judicial contra o ex-presidente Lula e sua família. A Polícia Federal, ao concluir o relatório das investigações sobre o tríplex do Guarujá (SP), não indiciou Lula e seus familiares. A informação foi divulgada no fim da tarde de ontem pelo juiz Sérgio Moro e é a comprovação do que Lula sempre afirmou desde o início das investigações: ele nunca foi dono do apartamento.
De forma semelhante, a PF, ao tomar o depoimento do empresário Fernando Bittar na última quarta-feira (17), ouviu a declaração de que ele é o real proprietário do sítio em Atibaia (SP), outro imóvel que é foco de investigação contra o ex-presidente. Bittar afirmou ter adquirido a propriedade com recursos doados por seu pai e disse que fez reformas no local para conviver com a família do ex-presidente e para receber parte do acervo presidencial.
Sobre o tríplex, a Polícia Federal – ao concluir a fase “Triplo X” da Operação Lava Jato, decidiu indiciar a publicitária Nelci Warken, que admitiu ser a verdadeira dona de um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, além de funcionários da Mossack Fonseca no Brasil. Além de Nelci, são arroladas Maria Mercedes Riaño (chefe do escritório da Mossack no Brasil), Luis Fernando Hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Britto, que trabalhavam para a Mossack. Também é indiciado o empresário Ademir Auada, que intermediava negócios para a Mossack.
Sítio de Atibaia – O empresário Fernando Bittar – que é sócio de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente – contou ainda em seu depoimento à PF – que a ideia de comprar o sítio surgiu numa reunião familiar entre ele, seus irmãos e o pai, Jacó Bittar – ex-prefeito petista de Campinas, amigo de Lula desde a década de 1970. A ideia era que eles pudessem se reunir e receber os amigos. O ex-presidente Lula, por sua vez, nunca escondeu que frequenta o sítio, que é de propriedade de amigos.
No mesmo dia do depoimento de Bittar, os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, emitiram nota à imprensa na qual afirmam que, com relação a outro depoimento (desta vez, prestado pelo empresário José Carlos Bumlai à Polícia Federal), a Operação Lava Jato “não pode ter qualquer dúvida” sobre a propriedade do Sítio de Atibaia.
Segundo a defesa, “desde março, os investigadores dispõem de farta documentação fornecida pelos proprietários — Fernando Bittar e Jonas Suassuna — comprovando, dentre outras coisas, que eles adquiriram a propriedade com recursos próprios e pagaram com recursos próprios manutenção e reformas no local”. “A prova sobre a propriedade de um imóvel é documental, e já foi feita pelos donos do sítio”, pontuam.

PT na Câmara com agências