Quem está frustrado com o crescimento de Lula nas pesquisas de
intenção de voto é o juiz da Lava jato de Curitiba, Sérgio Moro.
Fontes
ligadas ao magistrado já confirmaram que ele não consegue esconder o
descontentamento com a solidariedade do povo brasileiro ao ex-comandante do
Planalto.
Lula aparece
isolado na frente com mais de 30% das intenções de voto para Presidente da
República, mesmo após todo o massacre que foi vítima por parte da Globo, da
elite e de parte do judiciário.
Moro
perseguiu Lula durante quatro anos com o apoio de toda uma estrutura de
comunicação e poder.
Porém, nem a prisão fez com que o povo esquecesse aquele
que foi o maior Presidente da história do Brasil.
O juiz de
Curitiba, ao que parece, já vê de que lado ficará na história.
Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual
Ney Santos, acusado de ligação com o PCC; prefeito eleito de Embu das Artes,
ele estava foragido
O que o PCC
ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?
Na época, a
facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de
maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de
Presidente Bernardes, no interior do estado.
De acordo
com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então
presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e
representava o PCC.
Iracema
esteve com Marcola, o líder.
O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval
para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da
Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa,
respectivamente.
A história
foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha num
processo contra advogadas supostamente ligadas ao
crime
organizado. “Eu apenas autorizei a viagem.
O que aconteceu lá dentro, não
tenho detalhes”, afirma Lembo.
O diabo está
nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se
assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o
poder do PCC só fez crescer.
Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas
o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais
confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.
O deputado
Conte Lopes, ex-capitão da PM, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa
é cria do PSDB”.
O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua
relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.
Em 2010,
Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado
Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.
Pouco
depois, Santos seria preso, acusado de adulteração de combustível,
enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de
quadrilha.
Era também
investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, um patrimônio de 50
milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.
Acabou
eleito prefeito de Embu.
Ok. Alckmin
provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos.
Mas nem
sua equipe?
Em 2012, um
inquérito sobre o envolvimento de PMs com o
PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla
repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.
Ele teria
sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado.
“Os bandidos dizem que
as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar
muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol.
Não contavam
com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta
dos membros do PCC circulava desde 2011.
“Esse fato
não tinha credibilidade nenhuma.
A informação é importante desde que você
analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham.
Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.
“Aí vem o
governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher
dividendos políticos”.
De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia
de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.
No início de
2014, outro evento inacreditável.
Um relatório vazado do Ministério Público
dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da
penitenciária de Presidente Venceslau.
O plano
estaria sendo arquitetado há oito meses.
Os homens já tinham serrado as grades
das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente
pintadas.
Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de
cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia
Militar.
O
“vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia
aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá.
No Jornal Nacional, um
repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma
dele. Diante da falta de ação, era o jeito.
Claro que
não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar.
Na Jovem
Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente,
contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São
Paulo não retroage, não se intimida”.
Para ele, “lamentavelmente, isso acabou
vazando.”
O PCC, hoje,
controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba
e mantém bases no Paraguai e na Bolívia.
Um fenômeno. Graças à transferência de
presos, São Paulo exportou membros da organização para todo o país.
Naquele ano
de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana.
A
jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da
facção.
Irritado, o “Santo” da Odebrecht se levantou da cadeira e encerrou o
papo abruptamente.
“Esse é um
problema do governo estadual.
Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau.
Bye, bye”, diz.
“Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista.
Não
faz o menor sentido”, continua, numa indireta a seus assessores.
A
entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre
isso”.
Em mais uma
demonstração de que acompanha atentamente a situação brasileira, assim como do
ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político para não disputar
eleições, o Papa Francisco recebeu, nesta manhã, o embaixador e ex-chanceler
Celso Amorim; na conversa, as palavras usadas pelo pontífice para se referir à
situação brasileira foram ‘interesse e preocupação’; antes deste encontro, o
papa já havia condenado ataques à democracia feitos por mídia e Judiciário e
também enviado um rosário a Lula, por meio de Juan Grabois, consultor do
Vaticano; o papa recebeu o livro ‘A Verdade Vencerá’ e enviou uma benção a Lula
247 –O papa Francisco recebeu, nesta manhã, o
embaixador Celso Amorim, que foi chanceler do governo do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa da presidente deposta Dilma Rousseff.
No encontro, as palavras usadas pelo pontífice para se referir à situação
brasileira foram ‘interesse e preocupação’, o que demonstra que ele acompanha
de perto a crise política e institucional brasileira.
No encontro com Amorim, o
papa recebeu o livro ‘A Verdade Vencerá’, em que Lula narra sua luta contra
tribunal de exceção que o persegue no Brasil, e enviou uma benção a Lula.
Antes da audiência
de hoje, o papa já havia condenado ataques à democracia feitos pela mídia e
pelo Judiciário e também enviado um rosário abençoado a Lula, por meio de Juan
Grabois, consultor do Vaticano.
A mensagem sobre democracia ocorreu no dia 17
de maio, na Casa Santa Marta, no Vaticano, na sua homilia.
Em um trecho
intitulado “Intrigar: um método usado também hoje”, o Papa parece ter se
dirigido ao Brasil, ao golpe e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, ao fazer uma descrição exata da nossa atual situação política.
De acordo
com transcrição literal do Vatican News, o Papa Francisco disse:
“a vida civil,
a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a
falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas
pessoas ficam manchadas”.
Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se
faz um golpe de Estado”.
No caso do
consultor Juan Grabois, o Vaticano também divulgou uma nota, transcrita abaixo:
O advogado
argentino Juan Gabrois é Consultor do ex-Pontifício Conselho Justiça e Paz, que
passou a fazer parte do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano
Integral, e é o coordenador do encontro mundial dos movimentos sociais em
diálogo com o Papa Francisco.
Grabois
concedeu uma entrevista
(https://youtu.be/A7F-C1Bi5Q0)
depois de ter sido impedido de visitar o ex-presidente Lula no Cárcere de
Curitiba, onde está detido há mais de dois meses.
Grabois definiu inexplicável
a rejeição de não ter podido se encontrar com Lula a quem queria levar um Terço
abençoado pelo Papa, as palavras do Santo Padre e as suas reflexões com os
movimentos sociais e discutir assuntos espirituais com o ex-chefe de Estado.
Grabois
disse que está muito preocupado com a situação política no Brasil e em vários
países da América Latina.
Enfim, disse estar muito triste pela proibição de
realizar esta visita, mas que o importante é ter conseguido levar a Lula o
Terço.
Veja o vídeo
com o relato de Amorim do encontro com o Papa:
Celso Amorim tem audiência com o Papa sobre situação de Lula