sexta-feira, 2 de março de 2018

Lula afirma inocência e diz que se for preso o Brasil terá que arcar com o que acontecerá


Lula afirma inocência e diz que se for preso o Brasil terá que arcar com o que acontecerá

02/03/2018


Em entrevista exclusiva à AFP, Lula disse também estar preparando uma nova carta ao povo brasileiro, que deve ser divulgada em alguns dias
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu, em entrevista exclusiva à AFP na tarde desta quinta-feira (1), que a ideia de ser preso 
“passa todos os dias” por sua cabeça, mas garantiu não ter medo por ser inocente. 

Ele reafirmou o desejo de concorrer às eleições presidenciais de outubro e ainda garantiu ganhar no primeiro turno.

Sobre a sua prisão, Lula foi enfático: 
“A única preocupação que eu tenho nesse momento é tentar mostrar minha inocência. 
Se eles resolverem me condenar e me prender, eles estarão condenando um inocente, prendendo um inocente. Isso tem um preço histórico. 
Se querem tomar essa decisão, vão arcar com a responsabilidade do que vai acontecer no país. 
Por isso é que eu durmo tranquilo.
E repetiu que não vai fugir, pedir asilo e nem se matar:
 “Não vou para nenhuma embaixada, não peço asilo político, não vou me esconder, não vou me matar. 
Eu vou brigar. 
A única coisa que me motiva é brigar, porque eu tenho uma única coisa para defender, que é minha inocência”.
Lula disse que a prisão passa todo dia pela sua cabeça. 
“Eu não tenho problema. O problema é que eu não tenho medo e não estou preocupado. 
(…) 
Toda história tem consequências. 
Uma prisão pode durar muito tempo, como a de (Nelson) Mandela, que durou 27 anos, ou pode durar muito pouco tempo, como a de (Mahatma) Gandhi”.
O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). 
Ele garante, entretanto, que todas as acusações foram montadas para desmoralizar sua candidatura e impedir a volta do Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder.
Atualmente, ele tenta conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para impedir sua prisão quando se esgotarem seus recursos no TRF-4. 
Contudo, a Justiça eleitoral ainda pode torná-lo inelegível.
Lula disse também estar preparando uma nova carta ao povo brasileiro, que deve ser divulgada em alguns dias:

“Eu quero fazer uma carta ao povo brasileiro para o povo brasileiro. É uma carta assumindo o compromisso com o povo, o que é o que eu quero fazer neste país 

(…) 

É possível fazer as coisas diferente do que está sendo feito. 

Você não tem que vender patrimônio público. 
Você não tem que fazer corte na educação, na saúde, nas ciências e na tecnologia para poder equilibrar as finanças públicas. 

Essa carta estou trabalhando com muito carinho porque ela vai ser a base inclusive do programa de governo que a gente está fazendo. 

Eu penso que mais alguns dias, quem sabe uns quinze dias 

(…).”



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Após México, Moro Agora É Escrachado Em Sua “Terra Natal”, Os EUA; SAIBA!


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Por Redação Click Política Última Atualização 2 mar, 2018


O juiz Sergio Moro, da Lava Jato, foi alvo de um protesto no local onde fez uma palestra nesta sexta-feira 2 em Nova York.

Os manifestantes, que enfrentaram chuva e neve para protestar, gritavam em inglês que Moro 

“vende sentenças” e listavam benefícios de seu cargo no Brasil, como o auxílio-moradia, segundo relatos do repórter Silas Martí, da Folha de S.Paulo.


Um cartaz com um retrato de Lula dizia que o ex-presidente é inocente e outro afirmava que a decisão do magistrado no caso do tríplex – de condenação contra Lula – “envergonhou o Brasil”.

Moro chegou antes do início do protesto, que ocorreu na porta da Americas Society, o think-tank que organizou o evento sobre corrupção na América Latina. 

Em sua fala, Moro disse, sem citar Lula diretamente, que “as pessoas têm ilusões sobre alguns ídolos, mas é hora de verem a verdade”.


CLICK POLÍTICA com informações de brasil 247


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quinta-feira, 1 de março de 2018

TJ-SP absolve tesoureiro do PT na mesma ação em que Moro condenou Lula


TJ-SP absolve tesoureiro do PT na mesma ação em que Moro condenou Lula

01/03/2018



O Tribunal de Justiça de São Paulo ratificou, nesta quinta-feira (1º), a absolvição do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais quatro pessoas, em ação sobre supostos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). 
Também foram absolvidos Ana Maria Érnica, Tomás Edson Botelho Fraga, Leticya Achur Antonio e Henir Rodrigues de Oliveira. 
Vaccari foi diretor administrativo e financeiro da cooperativa e responde a outros processos. 
O ex-tesoureiro já havia sido inocentado em primeira instância e o Ministério Público apelou, mas o TJ recusou a apelação, confirmando a decisão.
O processo estava na fase da sentença desde o início do ano. 
O promotor José Carlos Blat, autor da denúncia, responsabilizou a defesa pela demora. 
Blat é o mesmo promotor que apresentou em março, junto com outros dois colegas, uma nova denúncia relacionando a Bancoop ao triplex no Guarujá, que seria do ex-presidente Lula. 
Segundo eles, a posse do imóvel seria um “tentáculo” das irregularidades na cooperativa dos bancários.
O caso acabou fatiado, a contragosto dos promotores: 
os trechos contra Lula, seu filho Fábio Luís e a ex-primeira-dama Marisa Letícia ficaram nas mãos do juiz federal Sergio Moro, enquanto as acusações contra Vaccari Neto, o ex-presidente da construtora OAS José Adelmário Pinheiro e outras dez pessoas continuaram em São Paulo, com a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal. 

O desenrolar mostra uma falta de sintonia do judiciário, pois, enquanto o TJ absolve, Moro condena o mesmo caso.

Defesa de Vaccari

De acordo com a defesa de Vaccari, durante o “processo ficou demonstrado que o Sr. Vaccari, à frente da Bancoop, saneou a cooperativa e viabilizou a entrega dos apartamentos aos cooperados, inclusive por meio de acordos com o Ministério Público, homologados pelo Judiciário”.
“O TJSP bem decidiu este processo, pois ao rejeitar este recurso, confirmando a absolvição do Sr. Vaccari, fez justiça à luz dos elementos constantes dos autos, pois o Sr. Vaccari é inocente”, diz o texto.
 O Ministério Público afirmou que vai tomar conhecimento do acórdão para depois se pronunciar.
Ele tinha sido denunciado pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. 

A juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal, afirmou em sua decisão, de novembro de 2016, que alguns fatos descritos na denúncia não foram demonstrados.

“Desde logo se assenta que não foi especificado qual a informação omitida, nem quais os balanços e muito menos quais seriam as ‘contas, balanços e outro documentos’ que constituiriam a própria materialidade do pretenso delito”, escreveu a magistrada, referindo-se a uma das acusações (falsidade ideológica).
Com informações do G1 e do Conjur

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Conheça o grupo americano que financia palestras de Moro no exterior


Conheça o grupo americano que financia palestras de Moro no exterior
01/03/2018

O site Brazil Wire fez uma reportagem extensa e detalhadasobre a entidade americana que está patrocinando uma palestra de Sergio Moro em Nova York nesta semana — e a revista editada por ela. 

Uma excelente, elucidativa, leitura. *

Na sexta, dia 2, a Americas Society/Council of the Americas (AS/COA), um think tank e lobby de Wall Street, realizará em Nova York um evento sobre um suposto “movimento anticorrupção” na América Latina.

 O principal palestrante, o juiz Sergio Moro, da Operação Lava Jato, será em seguida nomeado homem do ano em outro evento especial patrocinado pelas maiores instituições bancárias.

Este artigo publicado pela Brazil Wire em 28 de janeiro deste ano explica a história dos EUA na “guerra contra a corrupção”, na qual a AS/COA atuou como uma agência de relações públicas, em parte através de sua revista, a Americas Quarterly, autodenominada “diário de políticas para o Hemisfério Ocidental”, mas também via outros de seus tentáculos, que se estendem à política, judiciário, mídia e academia.

A organização AS/COA, além de suas conexões com o governo dos EUA – organiza um evento anual no próprio Departamento de Estado –, é a editora da Americas Quarterly e abriga não somente os principais bancos, corporações extrativistas e gigantes do setor de tecnologia, mas também as mais importantes plataformas para a divulgação dos interesses de seus clientes na América Latina, como a Bloomberg.

Tem, ainda, ligações com importantes agências de notícias como a Reuters. Sua própria Americas Quarterly ridiculamente se apresenta como

 “a América Latina real, e não a que você vê no Twitter”, o que é irônico, considerando não apenas que seus funcionários são extremamente ativos na plataforma, mas pelo fato de o próprio Twitter ser membro corporativo do Council of the Americas (COA).

Sua presidente e CEO Susan Segal, chamada por alguns como “a mulher mais influente das Américas”, sustenta comandar uma organização hemisférica, que pretende expandir-se ainda mais, triplicando seu alcance na próxima década. 

É um estudo sobre como políticos, políticas e a própria democracia são capturados através de relações diretas e incentivos do poder corporativo transnacional.

Brian Winter, atual editor-chefe da Americas Quarterly e vice-presidente de políticas da AS/COA, escreve também para agências de notícias como a Newsweek & CNN na qualidade de especialista em Brasil. 

Outros funcionários do COA são convidados pelas redes de notícias para discutirem política latinoamericana, como se fossem observadores neutros.

Em agosto de 2016, por ocasião do golpe que afastou Dilma Rousseff, Brian previu que a vitória da equipe brasileira de futebol nas Olimpíadas do Rio poderia ser um momento catártico, permitindo que o país seguisse adiante frente à crise política e econômica pela qual passava. 

Naquela mesma época, os manifestantes antigolpe enfrentavam uma brutal repressão da Polícia Militar.

Brian, que já havia atuado como ghost writer de biografias de líderes alinhados aos EUA, como Avaro Uribe, da Colômbia, e o próprio Fernando Henrique Cardoso, trocou a Reuters Brasil pela AS/COA em 2015, com o golpe já em andamento, algumas 
semanas depois de censurar o papel de Fernando Henrique no escândalo de corrupção da Petrobras – envolvimento que precedeu a presidência de Lula.

 Seus colegas insistiram que sua saída era uma simples coincidência. 
[Era o caso do “podemos tirar se achar melhor”, frase publicada inadvertidamente numa reportagem da Reuters]

Apesar das constantes manobras públicas de seus editores, a AQ é a plataforma mais evidente do modelo narrativa do Norte para a América Latina.

Originalmente chamado de “Grupo Empresarial para a América Latina”, a COA foi criado por David Rockefeller, então presidente do Chase Manhattan Bank, a pedido do presidente Kennedy, nos anos que se seguiram à Revolução Cubana em 1959, para ajudar a combater a propagação dos governos de esquerda no hemisfério.

Rockefeller permaneceu na liderança do grupo até sua morte em 2017. 

Outros funcionários notáveis incluem o ex-Secretário de Estado dos EUA, primeiro Diretor de Inteligência Nacional, conspirador-chave do fracassado golpe da Venezuela de 2002 e supervisor de crimes de guerra na América Central, John D. Negroponte.

O slogan da Americas Society/Council of the Americas é “unir líderes de opinião para trocar idéias e criar soluções para os desafios das Américas hoje”.

 Sua biografia online afirma: “A Americas Society (AS) é o principal fórum dedicado à educação, debate e diálogo nas Américas”. 

Sua missão é “promover uma compreensão das questões políticas, sociais e econômicas contemporâneas enfrentadas pela América Latina, o Caribe e o Canadá, e aumentar a conscientização pública e a valorização da diversidade do patrimônio cultural da região e a importância do intercâmbio interamericano”.
“O Council of the Americas (COA) é a principal organização empresarial internacional cujos membros compartilham um compromisso comum com o desenvolvimento econômico e social, os mercados abertos, o Estado de Direito e a democracia em todo o Hemisfério Ocidental. 

Os membros do Conselho são constituídos por empresas líderes internacionais, que representam um amplo espectro de setores, incluindo bancos e finanças, serviços de consultoria, produtos de consumo, energia e mineração, indústria, mídia, tecnologia e transportes”.

A organização se baseia na “crença fundamental de que os mercados livres e a iniciativa privada oferecem o meio mais eficaz para alcançar o crescimento econômico regional e a prosperidade”. 

A adesão ao COA cresceu para mais de 200 empresas, que respondem pela maioria do investimento privado dos EUA na América Latina.

 O COA acolhe presidentes, ministros, chefes de bancos centrais, funcionários do governo e especialistas em economia, política, negócios e finanças, o que lhe dá acesso exclusivo a informação sobre a região.

O COA defende acordos de livre comércio e tem sido fundamental na concepção do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) e do Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana (CAFTA)… além da área de livre comércio das Americas (Free Trade Area of the Americas – FTAA), ainda a ser implementada – uma antiga e duradoura ambição do próprio David Rockefeller.

A elite do COA inclui: Bloomberg, Blackrock, Bank of America, Barings, Barrick Gold Corporation, Boeing, Bombardier, Banco Bradesco, Banco do Brasil, Banco Santander, Cisco, Citigroup, Coca Cola, ExxonMobil, Ford, General Electric, General Motors Google, Itaú Unibanco, IBM, Johnson & Johnson, JP Morgan Chase, Lockheed Martin, McDonalds, Moody’s, Morgan Stanley, Microsoft, News Corp / Fox, Pearson, Pfizer, Philip Morris, Raytheon, Shell, Television Association Of Programmers Latin America (Associação de Programadores de TV da América Latina), Time Warner/Turner, 
Toyota, Viacom, Wal-Mart.

Uma das empresas sucessoras da Standard Oil, a Chevron Corporation, é listada como Patron Corporate Member (Membro Corporativo Benfeitor), e há tempos tem especial interesse em quem governa o Brasil. 

Em 2010, a Chevron foi desmascarada ao recrutar jornalistas para espionar a América Latina.

Os membros do Council of the Americas muito se beneficiaram do golpe de Estado de 2016 no Brasil.

 Os mercados estarão assistindo muito de perto as eleições presidenciais do país deste ano, prevê a Bloomberg, membro do COA, quando os eleitores do país terão seus votos contados pela Smartmatic, membro do COA.

Jornalista americano desmascara Moro e sua parcialidade política



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