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quinta-feira, 1 de março de 2018

TJ-SP absolve tesoureiro do PT na mesma ação em que Moro condenou Lula


TJ-SP absolve tesoureiro do PT na mesma ação em que Moro condenou Lula

01/03/2018



O Tribunal de Justiça de São Paulo ratificou, nesta quinta-feira (1º), a absolvição do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais quatro pessoas, em ação sobre supostos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). 
Também foram absolvidos Ana Maria Érnica, Tomás Edson Botelho Fraga, Leticya Achur Antonio e Henir Rodrigues de Oliveira. 
Vaccari foi diretor administrativo e financeiro da cooperativa e responde a outros processos. 
O ex-tesoureiro já havia sido inocentado em primeira instância e o Ministério Público apelou, mas o TJ recusou a apelação, confirmando a decisão.
O processo estava na fase da sentença desde o início do ano. 
O promotor José Carlos Blat, autor da denúncia, responsabilizou a defesa pela demora. 
Blat é o mesmo promotor que apresentou em março, junto com outros dois colegas, uma nova denúncia relacionando a Bancoop ao triplex no Guarujá, que seria do ex-presidente Lula. 
Segundo eles, a posse do imóvel seria um “tentáculo” das irregularidades na cooperativa dos bancários.
O caso acabou fatiado, a contragosto dos promotores: 
os trechos contra Lula, seu filho Fábio Luís e a ex-primeira-dama Marisa Letícia ficaram nas mãos do juiz federal Sergio Moro, enquanto as acusações contra Vaccari Neto, o ex-presidente da construtora OAS José Adelmário Pinheiro e outras dez pessoas continuaram em São Paulo, com a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal. 

O desenrolar mostra uma falta de sintonia do judiciário, pois, enquanto o TJ absolve, Moro condena o mesmo caso.

Defesa de Vaccari

De acordo com a defesa de Vaccari, durante o “processo ficou demonstrado que o Sr. Vaccari, à frente da Bancoop, saneou a cooperativa e viabilizou a entrega dos apartamentos aos cooperados, inclusive por meio de acordos com o Ministério Público, homologados pelo Judiciário”.
“O TJSP bem decidiu este processo, pois ao rejeitar este recurso, confirmando a absolvição do Sr. Vaccari, fez justiça à luz dos elementos constantes dos autos, pois o Sr. Vaccari é inocente”, diz o texto.
 O Ministério Público afirmou que vai tomar conhecimento do acórdão para depois se pronunciar.
Ele tinha sido denunciado pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. 

A juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal, afirmou em sua decisão, de novembro de 2016, que alguns fatos descritos na denúncia não foram demonstrados.

“Desde logo se assenta que não foi especificado qual a informação omitida, nem quais os balanços e muito menos quais seriam as ‘contas, balanços e outro documentos’ que constituiriam a própria materialidade do pretenso delito”, escreveu a magistrada, referindo-se a uma das acusações (falsidade ideológica).
Com informações do G1 e do Conjur

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Promotores paulistas que pediram prisão de Lula se declaram ‘suspeitos’

ESTRANHEZAS
Promotores paulistas que pediram prisão de Lula se declaram ‘suspeitos’
Advogado dos diretores da Bancoop estranhou que a declaração seja feita só agora e considerou a situação 'muito inusitada'
Por Redação RBA publicado 14/12/2016 17:47, 
última modificação 14/12/2016 18:14
 conserino
Cássio Conserino pediu a prisão de Lula, mas o pedido foi 
negado. Agora declarou suspeição por motivo íntimo

São Paulo – Os promotores de justiça Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, do Ministério Público paulista, declararam suspeição "por motivo de foro íntimo" no processo que investiga se houve fraude na venda de apartamentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) em um prédio no Guarujá e se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido beneficiado.

Junto ao promotor José Carlos Blat, Conserino e Araújo acusaram Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e o filho deles Fábio Luís de lavagem de dinheiro e pediram a prisão do ex-presidente. 

Pedido que foi rejeitado posteriormente, por falta de sustentação.

Para o advogado dos diretores da Bancoop, Rubens de Oliveira, a situação é muito inusitada. “É questionável tudo que ele fez até agora. Mas por que é suspeito só agora? E por que declarar isso em um recurso e não no processo principal. 

Espero que a juíza peça para ele se manifestar. Não é usual que tenha de explicar foro íntimo, mas acredito que, nesse caso, ele precisa explicar”, disse.

Além da família Lula, os promotores também denunciaram a diretoria da Bancoop e dirigentes da construtora OAS. A cooperativa passou por problemas administrativos e financeiros que levaram à necessidade de repassar alguns empreendimentos à iniciativa privada. 

Em virtude disso, mudaram-se alguns projetos e houve elevação de custo. Um grupo de cooperados se sentiu lesado e procurou a Justiça. Desse processo foi construída a denúncia dos promotores por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Em março deste ano, a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal paulista, remeteu o caso para o juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, por considerar “inegável” o vínculo do processo com aquela apuração. Seis meses depois, o juiz devolveu o processo, ficando somente com a investigação sobre o ex-presidente. 

Maria Priscila, então, aceitou a denuncia parcialmente. Os promotores recorreram, pedindo a aceitação completa.

Porém, antes que ela apresentasse decisão quanto ao documento, Conserino apresentou a petição, no dia 7 de dezembro, alegando suspeição por motivo de foro íntimo, e incluindo Araújo no requerimento. 

O Ministério Público confirmou o conteúdo do documento, mas informou que Conserino não se manifestaria sobre o caso.