Mostrando postagens com marcador promotor de Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador promotor de Justiça. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Emílio Odebrecht sabia que não poderia falar bem de Lula e pede para desligar gravador

Emílio Odebrecht sabia que não poderia falar bem de Lula e pede para desligar gravador
 

Um detalhe na delação de Emílio Odebrecht chama a atenção porque indica que o delator sabia que não poderia elogiar, inocentar ou falar positivamente do caráter do ex-presidente Lula.

Algo parece totalmente absurdo em uma investigação judicial foi gravado em vídeo.

Ao iniciar uma fala para elogiar ou indicar inocência do ex-presidente Lula, ele diz: “Eu sou muito transparente. 

Eu gosto do Lula, confio nele, valorizo ele, posso afirmar…, se quiser deligar, desligue [solta uma risadinha para o promotor]Pode desligar aí por favor porque eu acho que não é….

Emílio Odebrecht indica que vai dizer algo que inocenta Lula ou que falaria positivamente do caráter do presidente Lula, mas é interrompido. 

Esse detalhe foi escondido pela emissoras de TV.
O promotor de justiça corta o delator. 

Não se interessa pelo tema.  “Vamos pegar o depoimento e depois você faz os comentários aleatórios aí…”. O delator dá risada.

O vídeo mostra que ‘depoimentos’ que possam inocentar o ex-presidente são chamados de “aleatórios”.

                                                 VEJA O VÍDEO
                                                      Canal: MrFortalezaDigital




domingo, 8 de janeiro de 2017

Promotor agride enfermeira e aponta arma para ela em hospital de Juazeiro

Sexta, 06 de Janeiro de 2017 - 10:40 Atualizado em 09/01/2017
Por Ailma Teixeira
 Promotor agride enfermeira e aponta arma para ela em hospital de Juazeiro
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

O promotor de Justiça da cidade de Remanso, Rafael Rocha, é acusado de adentrar o Hospital Pró-Matre, em Juazeiro, sacar uma arma e exigir o prontuário de um paciente internado na unidade. 

De acordo com a coordenadora de Enfermagem do hospital, Cristine Coelho, o caso aconteceu pouco antes das 17h da tarde desta quinta-feira (5). 

Acompanhado de outros dois rapazes, que também se identificaram como funcionários da promotoria, Rocha se encaminhou ao setor de Cristina, onde exigiu que ela lhe entregasse o documento médico.

Como a divulgação de prontuários sem autorização da família ou ordem judicial é proibida por lei, a coordenadora se negou a lhe entregar o documento. Ele, então, sacou uma arma e ameaçou prendê-la. 

“Ele primeiro queria saber algumas coisas sobre a transferência de pacientes, eu informei, então ele tirou um relatório e pediu informações sobre um determinado paciente. Eu fui buscar as informações, voltei, falei que o paciente não tinha solicitação de transferência, ele exigiu o prontuário e disse que eu seria presa se não entregasse”, 

relata a coordenadora em entrevista ao Bahia Notícias. Cristine conta que toda a situação durou cerca de uma hora e meia com Rocha exaltado, aos gritos e xingando-a. 

Os dois rapazes que o acompanhavam não se envolveram na discussão, mas um deles saiu para chamar a polícia, a mando do promotor. “Eu fiquei na minha porque sabia que estava fazendo o certo, mas ele me pegou pelo braço, ficou agitando, apontando a arma para mim”, ressalta a chefe do setor, que já trabalha na unidade há seis anos. 
 
Braço de Cristine após a agressão | Foto: Acervo Pessoal
 
Com o braço roxo devido aos fortes apertos que recebeu, Cristine já realizou exame de corpo de delito e vai prestar queixa na Delegacia da Mulher. 

Ela conta ainda que quando a polícia chegou ao local para escoltá-la, a agressão já havia ocorrido e eles nada fizeram a respeito. 

Os diretores do hospital também foram chamados a fim de apartar a confusão e após mais discussões com o promotor, o hospital liberou um relatório de evolução pessoal do paciente, o que fez com que Rocha deixasse o prédio. 

“Eu quero realmente saber que postura vai tomar o Ministério Público em relação a isso”, ressalta Vitor Borges, diretor médico da unidade, acrescentando que o advogado do Pró-Matre vai entrar com uma representação contra o promotor. 

“Ele passou por cima de tudo que há em termos de lei e civilidade. A condução dele conosco e, sobretudo com a coordenadora de enfermagem, foi inadmissível”, completa. 

O Bahia Notícias tentou entrar em contato com o Ministério Público de Juazeiro, mas, por conta do recesso nas atividades, não obteve resposta.