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segunda-feira, 24 de abril de 2017

IMUNDICE: Até Ministro da Justiça pode se enrolar com Polícia federal

IMUNDICE: Até Ministro da Justiça pode se enrolar com Polícia federal
23 de abril de 201
 

Brasilia, DF, Brasil, 13/07/2016: Processo de cassacao do deputado Eduardo Cunha no CCJ. O presidente osmar Serraglio encerrou a sessao e convocou pra amanha. Deputados favoraveis a cassacao de Cunha protestaram e gritaram palavras de ordem contra Cunha e Serraglio.Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Michel Temer corre o risco de perder praticamente todo o seu ministério, em razão de escândalos de corrupção.

Além dos seus oito ministros investigados na Lava Jato, Michel Temer pode também ser obrigado a demitir o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que foi intimado a apresentar sua defesa no âmbito da Operação Carne Fraca, sobre supostos pagamentos de propinas na indústria 
de alimentos.
Serraglio foi flagrado numa conversa em que tratava Daniel Gonçalves Filho, tido como líder da máfia dos fiscais agropecuários, como seu “grande chefe”.

Segundo sua assessoria, Serraglio tentou apenas preservar os empregos de um frigorífico que seria fechado, mas sua versão pode ser contestada pela delação premiada de Gonçalves Filho.

A Polícia Federal sustenta que a máfia dos fiscais cobrava propinas das grandes empresas de alimentos e arrecadava recursos para políticos do PP e do PMDB, partido de Temer e Serraglio.

Click Política com Brasil 247



domingo, 16 de abril de 2017

Polícia Federal indicia 63 pessoas na Operação Carne Fraca

Polícia Federal indicia 63 pessoas na Operação Carne Fraca
16/04/17 às 17:19 - Atualizado às 17:27 Folhapress
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Imagem do Google

ESTELITA HASS CARAZZAI CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal concluiu, na noite deste sábado (15), o relatório final da Operação Carne Fraca, que investigou um esquema de fraude e corrupção em frigoríficos do país, e indiciou 63 pessoas, sob suspeita de corrupção, crime contra a ordem econômica e falsificação de produtos alimentícios, entre outros crimes. 

Na lista estão 21 fiscais agropecuários, seis pessoas ligadas a esses servidores, 13 sócios e 12 funcionários de frigoríficos -incluindo um diretor e três gerentes-, entre outros. Entre os indiciados, estão o ex-chefe da superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho; o diretor da BRF André Baldissera; o funcionário da unidade da JBS na Lapa (PR) Flávio Evers Cassou; o ex-chefe de inspeção em Goiás, Dinis Lourenço da Silva; os sócios do frigorífico Peccin, de Curitiba; e outros servidores públicos e empresários do setor. 

O relatório, porém, é parcial, em função do grande número de investigados e do "elevado grau técnico" das perícias solicitadas nos materiais apreendidos, segundo a PF, que ainda não foram totalmente concluídas. O indiciamento significa que a pessoa é suspeita de ter cometido um crime, o que será apurado durante o inquérito policial. 

Para o delegado Maurício Moscardi, ainda assim, restou comprovada "a existência de uma organização criminosa atuante dentro da estrutura do Ministério da Agricultura", em especial na superintendência regional do Paraná e nos Estados de Goiás e Minas Gerais.

Segundo a PF, havia "um sistema de favorecimento e contrapartida entre servidores públicos e empresários". 

Os fiscais agropecuários, portanto, recebiam propina para fazer vista grossa na fiscalização dos frigoríficos investigados. 

Entre as provas relacionadas no inquérito, além das escutas telefônicas e depoimentos de ex-funcionários, estão canhotos de cheque com o nome de fiscais a quem teria sido paga propina, relatórios sobre o crescimento patrimonial incompatível com a renda dos servidores investigados e envelopes com dinheiro apreendidos na casa dos suspeitos. 

SAÚDE PÚBLICA 
A novidade do relatório, porém, são as informações relativas à adulteração das carnes. A PF apresentou laudos realizados pelo próprio Ministério da Agricultura, após a deflagração da operação, que foram compartilhados com a investigação. 

Realizados em março deste ano, eles indicam, por exemplo, a operação em capacidade acima do permitido (o que dificulta a manutenção das condições sanitárias necessárias ao frigorífico), temperaturas elevadas em salas de corte, falta de higienização de equipamentos de abate, uso de conservantes proibidos em embutidos, uso de carne vencida, mofo nas instalações, reutilização de embalagens e excesso de água em produtos congelados, entre outros fatores. 

O Ministério da Agricultura autuou e, em alguns casos, interditou os frigoríficos com irregularidades. Na unidade da JBS na Lapa (PR), por exemplo, os técnicos do Ministério afirmam que o abatedouro "apresenta muitas irregularidades", como operação de 30% acima de sua capacidade técnica e temperaturas elevadas nas salas de corte. 

Na mesma unidade, os certificados de exportação, segundo a auditoria, foram emitidos antes mesmo da fiscalização, e "não refletem a realidade do abatedouro". 

Em quatro frigoríficos (Peccin, Larissa, Souza Ramos e Palmali Industrial), foi identificado o uso de ácido sórbico, conservante cujo uso é proibido em alimentos embutidos. 

"[A prática] tem o objetivo de evitar que falhas na fabricação do produto sejam notadas, o que pode decorrer de procedimento irregular de cozimento, falta de higiene operacional ou, até mesmo, da utilização de carnes em mal estado de conservação", escreve o delegado Moscardi. 

Na Central de Carnes Paranaense, interditada pelo Ministério da Agricultura, a fiscalização encontrou inclusive o uso de carne vencida, cuja data de validade foi estendida em 40 dias. "Todos aqueles investigados pela Operação Carne Fraca demonstraram possuir irregularidades de ordem administrativa e criminal, todas elas diretamente relacionadas com riscos à saúde pública", afirmou o delegado Moscardi, na conclusão do relatório. 

O relatório de indiciamento será encaminhado ao Ministério Público Federal. Cabe ao órgão, então, avaliar se há provas suficientes para denunciar os envolvidos, que então podem responder a uma ação criminal.

OUTRO LADO 

Todos os investigados, até aqui, negaram irregularidades. A JBS tem reforçado que "não houve menção a irregularidades sanitárias da JBS" na investigação e que nenhuma de suas fábricas foi interditada. A BRF, por sua vez, afirma que pratica suas atividades "em respeito às melhores práticas e regulamentos do setor, e não tem conhecimento de nenhuma inadequação a esse título". 

Os advogados do frigorífico Peccin informaram, em nota, que apresentarão a defesa e o pedido de provas "no momento processual adequado". 

A reportagem tenta contato com os advogados dos demais indiciados neste domingo (16).



quarta-feira, 22 de março de 2017

Frigoríficos investigados fecham e demitem 280 pessoas no Paraná

Frigoríficos investigados fecham e demitem 280 pessoas no Paraná
As empresas alegam queda nas vendas desde a deflagração da operação Carne Fraca
Redação RIC Mais
 Publicado: 22/03/2017 às 16:33  Atualizado: 22/03/2017 às 21:37
 
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Os Frigoríficos Souza Ramos e Master Carnes, que fazem parte do grupo Central de Carnes Paranaense Ltda., encerraram suas atividades nesta quarta-feira (22) na Região Metropolitana de Curitiba e demitiram um total de 280 trabalhadores. 

Os estabelecimentos estavam entre os alvos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira (17). 

O Estado abriga 18 das 21 empresas investigadas na operação.

Segundo a Polícia Federal, o frigorífico Souza Ramos, teria entregado em 14 toneladas de salsichas de peru fora do padrão para escolas estaduais do Paraná. O contrato desta remessa é de 2014.

 De acordo com as investigação, eles preencheram as salsichas com fécula de mandioca, proteína de soja e carne de frango.

O frigorífico Master Carne é investigado por corrupção e por injeção de água em carne de frango. A empresa afirma que apenas comercializa os frangos.

Sobre o fechamento do frigorífico, a Master Carne diz que já vinha enfrentando problemas econômicos, mas após a deflagração da operação, as vendas acabaram.

“A empresa não suporta mais por falta de verba. Desde sexta-feira a gente não efetua mais venda, não consegue mais vender os produtos. Muito cliente assustado com a repercussão deixou de receber os produtos já fechados. 

As vendas já programadas que esses tinham, eles pediram para a gente não entregar. Ou seja, a gente perdeu duas vezes produziu o produto e porque não vendeu”, disse Edinandes Alexandre Santos.



sábado, 18 de março de 2017

MAIS CRISE: Europa pode suspender a qualquer momento contrato de compras de carne bovina do Brasil; VEJA!

MAIS CRISE: Europa pode suspender a qualquer momento contrato de compras de carne bovina do Brasil; VEJA!
18 de março de 201
 

A Operação Carne Fraca, deflagrada ontem pela Polícia  Federal  com  um  aparato  de  1,1  mil homens, causará um prejuízo incalculável à economia brasileira.

Depois que as autoridades policiais acusaram as principais empresas brasileiras de alimentos de venderem frango com papelão e carne apodrecida conservada com produtos cancerígenas, veio a consequência: mercados consumidores já cobram explicações e ameaçam impedir a entrada da carne brasileira, que sempre foi reputada como uma das melhores do mundo.

“Estamos de fato em contato e pedindo esclarecimentos da parte das autoridades brasileiras”, disse Aikaterini Apostola, porta-voz de Saúde e Segurança Alimentar na Comissão Europeia. 

“O problema de qualidade ficou claro pelo caso no Brasil, no qual mais de 30 representantes de alto escalão do setor agroalimentar foram presos por não atender às exigênciaas veterinárias no setor de carnes”, disse o secretário-geral das cooperativas agrícolas da Europa, Pekka Pesonen.

Se o veto for imposto, o prejuízo ao Brasil será de US$ 15 bilhões por ano em exportações. Fazendeiros também serão afetados, com a queda abrupta dos preços da carne e das terras.

Enquanto o Brasil permite a sua autodestruição, americanos e australianos, que concorrem com o Brasil, já comemoram. 

Na imprensa internacional, a reputação do agronegócio brasileiro foi atirada na lama.



sexta-feira, 17 de março de 2017

FALSO MORALISTA: Veterinário preso na Operação Carne Fraca exaltava Moro e detonava Lula nas redes sociais

FALSO MORALISTA: Veterinário preso na Operação Carne Fraca exaltava Moro e detonava Lula nas redes sociais
17 de março de 201
 
BRA58. SAO PAULO (BRASIL), 29/04/2015.- El juez brasileño Sergio Moro, responsable del caso Petrobras en la Operación Lava Jato, nombre de la mayor operación contra la corrupción en la historia de Brasil, participa hoy, martes 29 de marzo de 2016, en un seminario sobre estrategias contra la corrupción en Sao Paulo (Brasil). EFE/SEBASTIÃO MOREIRA

O médico veterinário Flávio Evers Cassou foi preso nesta sexta-feira, 17, pela Polícia Federal, no âmbito da operação Carne Fraca. 

Ele é funcionário da Seara e suspeito de envolvimento no esquema de pagamento 
de propina a fiscais agropecuários.

Nas redes sociais, Cassou aparece como um anti-petista e fez vários posts defendendo o rigor da Justiça no âmbito da operação Lava Jato.

Em uma postagem feita por Cassou no dia 6 de janeiro de 2015, o veterinário compartilhou um artigo que exalta o trabalho do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos de 1ª instância da Operação Lava-Jato.

“Se o juiz Sérgio Moro (foto) desaparecesse hoje, boa  parcela  dos  empresários  que representam o PIB nacional  se  sentiria  aliviada (…) E teríamos festa nos  arraiais do PT e seus assemelhados”, diz o primeiro parágrafo do texto.



TEMER E SEUS PILANTRAS: ‘Grande chefe, tudo bom?’, diz Ministro da Justiça a líder de esquema criminoso

TEMER E SEUS PILANTRAS: ‘Grande chefe, tudo bom?’, diz Ministro da Justiça a líder de esquema criminoso
17 de março de 2017
 

Grampo da Operação Carne Fraca capturou uma conversa do atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, um dos alvos da investigação. Serraglio assumiu o Ministério da Justiça no início do mês. 

O peemedebista não é alvo da investigação deflagrada nesta sexta-feira, 17.

A Carne Fraca aponta Daniel Gonçalves como o “líder da organização criminosa”. No diálogo, Osmar Serraglio se refere a Daniel Gonçalves como “o grande chefe”.

Segundo a decisão que deflagrou a Carne Fraca, “em conversa com o deputado Osmar Serraglio, Daniel é informado acerca de problemas que um Frigorífico de Iporã estaria tendo com a fiscalização do MAPA (o frigorífico Larissa situa-se na mesma cidade)”. 

O frigorífico Larissa pertence ao empresário Paulo Rogério Sposito, candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo em 2010 com o nome Paulinho Larissa.

“Logo após encerrar a ligação, Daniel ligou para Maria do Rocio, contando-lhe que o fiscal de Iporã quer fechar o Frigorífico Larissa daquela localidade”, informa a decisão. “Ele pede a ela que averigue o que está acontecendo e lhe ponha a par. 

Ela então obedece à ordem e em seguida o informa de que não tem nada de errado lá, está tudo normal, informação esta depois repassada a Osmar Serraglio.”

A Carne Fraca afirma que “Daniel é muito próximo do dono do frigorífico Larissa, Paulo Rogério Sposito, encontrando-se com ele por diversas vezes, chegando até mesmo a utilizar o telefone celular deste para efetuar ligações”.

A PF encaminhou à Justiça, com sugestão para envio à Procuradoria-Geral da República, relatório que cita Serraglio. Como deputado federal pelo PMDB do Paraná, o atual ministro da Justiça detém prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal.

O delegado Maurício Moscardi Grillo, que comanda Operação Carne Fraca, disse que a medida foi tomada para “preservar a investigação”. “Porque se entrou uma pessoa com prerrogativa de foro, na época o ministro era deputado federal, há necessidade de esclarecer”, declarou. 

“Como no caso sentimos que não havia um crime por parte do então deputado foi solicitado, então, encaminhamento daquele procedimento ao juízo informando que não havia um crime por parte do ministro.”

Moscardi Grillo ressaltou que “por cautela, tendo não só ele (Serraglio), mas outras pessoas com foro que eventualmente tivessem entrado na investigação, foi necessário fazer um informe ao juízo”. Segundo o delegado, esse procedimento foi importante “para que depois não fosse questionado por parte de advogados e de outras pessoas que pudesse ter havido alguma ilegalidade da investigação.”

Na decisão, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal destaca. “Por fim, conforme bem destacado na manifestação ministerial, dos diálogos não se extraem elementos suficientes no sentido de que o parlamentar (Deputado Federal) que é interlocutor em um dos diálogos, que detém foro por prerrogativa de função, esteja envolvido nos ilícitos objeto de investigação no inquérito policial relacionado a este feito ou em qualquer outro que requeira neste momento o envio de peças ao Tribunal competente para eventual apuração de ilícito penal.”

Defesas
“Se havia alguma dúvida de que o Ministro Osmar Serraglio, ao assumir o cargo, interferiria de alguma forma na autonomia do trabalho da Polícia Federal, esse é um exemplo cabal que fala por si só. O Ministro soube hoje, como um cidadão igual a todos, que teve seu nome citado em uma investigação. 

A conclusão tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo Juiz Federal é a de que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa degravada”, diz, por meio de nota, o Ministério da Justiça.
A JBS, citada na operação da PF, também divulgou nota. 

“Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação. 

A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura”, diz o texto.

“A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas. (…) 

A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.



URGENTE: PMDB recebia propina da venda de carne podre para escolas

URGENTE: PMDB recebia propina da venda de carne podre para escolas
Friboi abastecia setor público com carne podre e estragada segundo a PF
por Equipe Juntos Pelo Brasilhá 9 horas 17/03/2017
 

A Operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira para desmontar um esquema de corrupção no setor público e privado da Agropecuária envolve a venda de carne podre e com a data de validade adulterada. 

Na decisão da Justiça Federal que deu origem a mandados de busca e prisão, são vários os relatos de comida estragada que acaba sendo maquiada para ser vendida ao consumidor final.

Segundo o Blog do Vicente, do jornal Correio Braziliense, as gigantes do setor JBS (dona da Friboi e Seara) e BRF Foods (dona da Sadia e Perdigão), que detém mais de 60% do mercado de carnes no Brasil, vendem produtos “podres, vencidos, moídos com papelão.” 

De acordo com a notícia, boa parte dos negócios dessas empresas foram financiados com recursos públicos, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre as ações realizadas na manhã desta sexta-feira, a operação batizada de Carne Fraca levou executivos da JBS à prisão.

De acordo com a investigação, as fraudes foram possíveis graças à participação de fiscais agropecuários, que, mediante propina, permitiram a comercialização de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.

Bando criminoso
Nos diálogos gravados, que incluem a presidente 
do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa/MAPA), Maria do Rocio, há relatos de produto com salmonela e altamente impróprio para o consumo. 

Ela e o superintendente regional do órgão no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, são apontados como líderes e articuladores do “bando criminoso”.

Entre outras acusações, os investigados teriam cometido crimes de falsificação, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios.

Além de horas de gravação, os indícios de crimes foram apontados em relatórios policiais e cruzamento de dados bancários e fiscais feitos pela Receita Federal. 

Foi decretada a prisão preventiva de 26 pessoas e a temporária de mais 11 envolvidos.