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sexta-feira, 16 de março de 2018

Auxílio-moradia custa R$ 5 bilhões e juízes farão greve para manter privilégio


Auxílio-moradia custa R$ 5 bilhões e juízes farão greve para manter privilégio
15/03/2018


STF discute legalidade ao auxílio de R$4.377 por mês no próximo dia 22 de março apenas com entidades de classe

Juízes federais decidiram que vão parar os trabalhos no dia 15 de março em protesto pela possibilidade de revisão dos benefícios concedido à classe. 

No centro do debate está o auxílio-moradia recebido pelos magistrados no valor de R$ 4.377 por mês.

Segundo a Ajufe, a Associação dos Juízes Federais do Brasil, a polêmica em torno do benefício é “seletiva” e ocorre como forma de retaliação à 
Operação Lava Jato.

Antônio Escrivão Filho, professor de direito da UNB e membro do conselho da organização Terra de Direitos, discorda desse argumento. 

Para ele, os juízes estão confundindo o que é direito e o que é privilégio dentro de uma sociedade desigual como a brasileira. 

Além disso, destaca que a verba teria caráter indenizatório e não compulsório. 

Ou seja, como está é imoral.

“O auxílio-moradia é previsto como indenização para um juiz que tem que se deslocar e tem gastos com moradia e alimentação em um local onde não reside.

 Não faz qualquer sentido o juiz residir num local, ter residência própria e receber uma verba de indenização, por isso, neste caso, se trata de privilégio e não de direito”, afirma.

Dados da  Ong Contas Abertas revelam que de setembro de 2014 a dezembro de 2017, apenas o auxílio-moradia custou cerca de 5 bilhões de reais à União e aos estados. 

Ao todo, apenas 30 mil servidores são beneficiados, sendo 17 mil magistrados e 13 mil membros do Ministério Público.

O valor é mais do que quatro vezes maior que o salário mínimo, que passou de R$ 937 no ano passado para R$ 954, em 2018, com reajuste de 1,81%, o menor índice dos últimos 24 anos.

A polêmica começou quando foi revelado que Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, recebe R$ 4.377 por mês de auxílio-moradia apesar de possuir imóvel próprio na capital paranaense.

Desde setembro de 2014, por força de liminares do ministro Luiz Fux, do STF, todos os juízes federais passaram a ter direito ao auxílio-moradia.

De acordo com nota da Ajufe, 81% dos 1.300 votantes concordaram com a greve de um dia. 

” Os atos servirão para trazer a público, mais uma vez, o fato de que as magistraturas estão sob ataque insidioso e forte retaliação”, diz.

Somando as verbas adicionais, cerca de 71% dos juízes recebem acima do teto salarial constitucional estabelecido em R$33 mil mensal.

A advogada Maria Eugenia Tromvini, integrante da Articulação JusDH (Justiça e Direitos Humanos), critica essa política pública corporativista fixada por meio de decisão judicial. 

Ela conta que a verba paga aos magistrados não requer que eles comprovem os gastos, além de não ser tributado pelo Imposto de Renda.

”Ela passa a ser uma verba remuneratória e essas verbas, por determinação constitucional, não podem exceder o teto”, explica.

Para a advogada, a regulamentação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional deve ser feita via Lei Complementar e não decisão judicial. 

“Algo foi fixado pelo Supremo [e é do interesse dos juízes], passa a ter uma possibilidade bem limitada de mudança. 

Para quem vamos recorrer para discutir a constitucionalidade de uma benefício fixado pela corte constitucional?”, questiona.

O ministro Luiz Fux indeferiu em fevereiro, o ingresso de entidades da sociedade civil nos processos que discutem o pagamento de auxílio-moradia à magistratura no próximo dia 22 de março. 

Na mesma decisão, Fux – ex-juiz de carreira – acolheu os pedidos de entidades de classe interessadas na manutenção do benefício.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Temer envia ao Congresso projeto que pune greves com prisão

13/2/2017 14:29
Temer envia ao Congresso projeto que pune greves com prisão
 

O presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira (13) que o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar o direito de greve de servidores públicos, incluindo policiais civis, funcionários de saúde e educação.

A informação foi passada pessoalmente por Temer em uma declaração à imprensa, quando ressaltou que o projeto não envolve as forças militares, que são proibidas pela Constituição de entrar em greve ou formarem sindicatos.


"Pela Constituição, certos serviços essenciais não podem ficar paralisados. E até hoje, embora haja muitos projetos correndo pelo Congresso Nacional, nós vamos adicionar mais um projeto para que possa ser examinado pelo Congresso Nacional", afirmou.

O direito de greve está previsto na Constituição, mas a regulamentação nunca foi feita. As decisões sobre greves em áreas consideradas essenciais, como segurança e saúde, costumam ser resolvidas em ações na Justiça.

Violência no ES

Apesar de não ter relação direta com a crise de segurança no Espírito Santo, o projeto tenta prevenir que outras áreas de segurança, como guardas municipais e policiais civis também criem movimentos em um momento em que vários Estados passam por fortes crises financeiras. Além disso, o governo teme movimentos generalizados nas demais áreas de atendimentos essenciais, como educação e saúde.

"Eu ressalto que isso não tem nada a ver com o que aconteceu no Espírito Santo, que as forças federais lá estiveram com vistas ao restabelecimento da lei e da ordem, porque as polícias militares, por disposição constitucional, não podem fazer greve e nem sindicalizar-se", disse o presidente.

"Eu volto a dizer que, no caso desta última declaração, o governo federal resolveu colocar as Forças Armadas à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem nos Estados da federação brasileira."

O Palácio do Planalto avalia que o movimento no Espírito Santo vem perdendo força, de acordo com a Reuters, e que não devem ser necessárias novas medidas além do envio da Força Nacional e das Forças Armadas. O ministro da Justiça interino, José Levi do Amaral Júnior, voltou a Vitória para acompanhar a situação.

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Fonte: Folha




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Centrais sindicais prometem paralisar vários serviços nesta sexta no Recife

MOBILIZAÇÃO
Centrais sindicais prometem paralisar vários serviços nesta sexta no Recife
Forças sindicais de Pernambuco anunciaram que irão realizar atos no Grande Recife e paralisar serviços
Publicado em 24/11/2016, às 15h00
Está marcado para esta sexta-feira (25) uma manifestação que tem concentração no Derby e se dirigirá à Avenida Conde da Boa Vista, a partir das 15h / Foto: Edson Mota/JC

Está marcado para esta sexta-feira (25) uma manifestação que tem concentração no Derby e se dirigirá à Avenida Conde da Boa Vista, a partir das 15h
Foto: Edson Mota/JC

JC Online
Um dia antes da mobilização nacional com paralisações e greves programadas para acontecer nesta sexta-feira (25), forças sindicais de Pernambuco anunciram nesta quinta-feira (24) que irão realizar atos no Grande Recife. Eles são contrários à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 - antiga PEC 241, terceirização, e as reformas na previdência e nas leis trabalhistas.

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Além da paralisação, está marcado para esta sexta uma manifestação que tem concentração no Derby e vai se dirigir à Avenida Conde da Boa Vista, 

Zona Central do Recife, a partir das 15h. Também divulgaram que haverá barreiras e piquetes espalhados por toda área metropolitana e interior do Estado.

Segundo os sindicatos, todas as categorias irão cruzar os braços neste dia. Na última segunda-feira (21), o sindicato dos bancários anunciou que´a categoria não vai trabalhar, assim como a polícia civil, implicando que só haverá prisões em caso de flagrante.

Em reunião na última terça-feira (22), o presidente do sindicato dos rodoviários, Benílson Custódio, disse que a categoria não iria aderir a mobilização desta sexta. Porém, a representante da CSP Conlutas, Cláudia Ribeiro, garantiu que os sindicatos darão o suporte para as manifestações. "Os empresários estão ameaçando os trabalhadores e devem mandar policiais que obriguem os motoristas a rodarem. Mas eles irão aderir à paralisação durante o dia", afirmou.

O Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Veras, acredita que existam outros interesses por trás da aprovação da PEC 55. "O congelamento dos investimentos cria um caos nos serviços públicos. O que está por trás disso é a privatização da saúde, da educação e da previdência", afirmou. Ele também disse que a mobilização será em conjunto com todas as categorias no Estado.

Setor da educação também deve paralisar atividades
Além das universidades públicas de Pernambuco - UFPE, UFRPE e UPE - e escolas estaduais ocupadas, professores de diversos segmentos públicos também cruzarão os braços. Sindicatos acusam as medidas proposta pela PEC 55 de promover um sucateamento na educação.

Sindicatos tentam articular uma greve geral no País

Cada vez mais avança a aprovação da PEC 55 no Senado. 
Com isso, os sindicalistas afirmaram que o que acontecerá na próxima sexta é uma articulação nacional envolvendo todos os setores do Brasil. A possibilidade de uma greve geral foi levantada pelos representantes presentes.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Protestos contra PEC dos Gastos devem afetar ônibus, metrô e bancos no Recife

COTIDIANO
Protestos contra PEC dos Gastos devem afetar ônibus, metrô e bancos no Recife
Ônibus só sairão das garagens após as 8h. Metrô e bancos também podem ter atendimento reduzido. Escolas e unidades de saúde não devem ter expediente
Por: Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco em 10/11/16 às 23H50, atualizado em 10/11/16 às 23H53
 Ônibus parados
Ônibus paradosFoto: Arquivo/Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A população pode ficar sem alguns serviços públicos e privados nesta sexta-feira (11)no Grande Recife se a promessa de adesão de categorias de trabalhadores ao Dia Nacional de Paralisações e Greves se confirmar. 

A programação, convocada por oito centrais sindicais, prevê atos contra a PEC 55 (ex-241), que limita gastos do Governo Federal nos próximos 20 anos. A mobilidade do cidadão deve ser uma das mais prejudicadas, com atendimento do transporte público interrompido ou reduzido e vias interditadas. Funcionários de bancos, escolas e unidades de saúde também afirmam que vão cruzar os braços temporariamente. 

Confira:

Ônibus
Não circularão das 4h às 8h de acordo com o Sindicato dos Rodoviários. Ainda pela manhã, a categoria pode participar de algum ato público no Centro do Recife. "Além da PEC, outros pontos estão na nossa pauta, sobretudo a insegurança", completou o presidente da entidade, Benilson Custódio.

Metrô
O Sindicato dos Metroviários informou que não há um indicativo formal de paralisação para a categoria. Adere ao movimento quem quiser. Às 7h, porém, na Estação Central do Recife, haverá ato público com a presença de servidores, o que pode deixar o atendimento reduzido. 

Interdição da BR-101
Movimentos sindicais e sociais podem interditar a BR-101, por volta das 9h, como forma de protesto. O ato deve ocorrer na altura do prédio da Sudene, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.

Bancos
Um ato está previsto às 9h para oito agências situadas no Bairro do Recife e na avenida Guararapes, no Centro, que não serão abertas no horário normal. De acordo com o Sindicato dos Bancários, o ato deve durar cerca de duas horas. 

Unidades de outros pontos do Estado também podem ter o atendimento interrompido ou reduzido conforme a adesão dos funcionários. Ao meio-dia, com as agências já em funcionamento, integrantes da classe pretendem fazer uma manifestação pública na frente do Banco do Brasil da avenida Guararapes.

Detran
Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Pernambuco prometem paralisar as atividades ao longo do dia e farão uma assembleia para deliberar sobre outras pautas da categoria. 

Servidores do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife
Unidades de saúde (atendimento ambulatorial) e de educação não devem funcionar durante todo o dia segundo sindicatos como o de Servidores e Empregados Públicos da Administração Direta e Indireta do Recife (Sindsepre) e de Professores Oficiais da Rede Municipal do Recife (Simpere). 

“A ideia é que a gente esteja nas escolas ocupadas. Na rede privada, ainda que em menor grau, também pode não haver aula", disse o secretário de comunicação do Sindicato dos Professores, Wallace Barbosa.

UFPE
Professores decidiram, em assembleia nesta quinta-feira (10), entrar em greve a partir da próxima terça (15). Nesta sexta-feira (11), porém, também vão aderir à programação convocada pelas centrais sindicais e paralisarão as atividades por 24 horas.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sem acordo, greve de bancários continua nesta sexta-feira

Sem acordo, greve de bancários continua nesta sexta-feira
15/09/2016 23h52  São Paulo
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
 Brasília - A greve dos bancários fecha agências no país a partir desta terça-feira (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Federação Nacional de Bancos não apresentaram nova proposta 
em rodada de negociação com bancáriosElza Fiúza/Agência Brasil

Sem uma nova proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), os bancários decidiram continuar em greve nesta sexta-feira (16). Na oitava rodada de negociação, feita nesta quinta-feira (15), os bancos mantiveram a mesma proposta apresentada no dia 9: reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago dez dias após a assinatura do acordo.
“A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”, disse a Fenaban, em nota, no dia 9. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.
“Os banqueiros agem com total descaso ao tentar impor perdas de 2,39% aos bancários, já que insistem em não repor a inflação, e ainda, desvalorizar os funcionários, sem atender às demais reivindicações. Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Nesta quinta-feira (15), 12.608 agências e 49 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo o sindicato dos bancários. O número representa 54% das agências no Brasil. A Fenaban não divulgou números.

 Edição: Fábio Massalli




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira

Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira
Categoria reinvidica reajuste salarial e regulamentação de atendimento remoto, pois a digitalização vem acentuando corte de pessoal
TRANSTORNOHÁ 15 HORAS 05/09/2016   POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 
A paralisação dos bancários em todo o país foi decidida em assembleia na semana passada e com data de início para esta terça-feira (6).
Cerca de 140 sindicatos e federações do país entraram no consenso de acordo com Confederação que representa trabalhadores do ramo financeiro (Contraf).
De acordo com o Jornal Folha de S.Paulo, a categoria reivindica reajuste salarial de 5% além de reposição da inflação no período (9,57%).
Outro tema da pauta de reivindicações é a regulamentação do atendimento remoto, pois a digitalização dos serviços bancários vem acentuando a tendência de cortes de pessoal no mercado. 
A última greve nacional dos bancários aconteceu em outubro de 2015 e durou 21 dias.
Serviços
Durante a paralisação, os clientes poderão utilizar caixas eletrônicos e também as centrais de atendimento dos bancos. Consultas de saldo e realização de transferências poderão ser feita.

Pagamentos de contas e saques podem ser feitos em lotéricas. Essas e outras funções também estão disponíveis nos sites dos bancos ou por meio de aplicativos dos dispositivos móveis.