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quinta-feira, 7 de março de 2019

Golden shower mascara despreparo e suspeitas de corrupção


Golden shower mascara despreparo e suspeitas de corrupção

28 mins ago Denúncias 07/03/2019

 


São Paulo

Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos usam a bárbarie como uma arma política para mascarar o despreparo do presidente, as suspeitas de corrupção que rondam membros da família e as relações perigosas do clã com milicianos do Rio de Janeiro.

A selvageria no discurso político é método. Bolsonaro agiu assim a vida inteira. 

Era previsível a repetição da fórmula quando chegasse ao Palácio do Planalto.

Surpreendem-se apenas aqueles que aceitaram a “normalização” de Bolsonaro na campanha eleitoral, tratando-o como um candidato democrata. 

Ao longo de sua carreira política, ele defendeu a ditadura militar de 1964, dedicou o voto pró-impeachment de Dilma ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ameaçou a imprensa, atacou gays, quilombolas e mulheres. 
É um autocrata.

Em 2018, empresários, militares, políticos, jornalistas e eleitores optaram pelo autoengano para evitar o retorno do PT ao poder e para implementar um programa econômico ainda mais conservador do que o do governo Temer. 

A enxurrada de fake news que beneficiou Bolsonaro foi considerada uma novidade eleitoral e não um crime contra a democracia.

Também é curioso achar que o ministro Sergio Moro (Justiça) é vítima de uma “bolha” do bolsonarismo radical muito atuante na internet.

 Moro estimulou o crescimento dessa bolha.

 Quando juiz, o hoje ministro ajudou a criar o monstro que poderá devorá-lo, como fizeram jor Pouco antes do Carnaval, Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, deu a seguinte explicação ao Ministério Público.

 Tomava dinheiro de funcionários empregados legalmente no gabinete do então deputado estadual para contratar informalmente mais assessores para trabalhar para Flávio Bolsonaro.

Confessa um crime para acobertar a suspeita de outro: apropriação indébita de salários de funcionários da Assembleia do Rio. 

Pelo padrão Lava Jato, a fragilidade de tal justificativa já teria desencadeado uma série de pedidos de prisões temporárias e preventivas de Fabrício Queiroz, seus familiares e funcionários envolvidos.

O que fez o clã Bolsonaro? Usou a bárbarie como arma política para desvirtuar a atenção de uma acusação de corrupção contra Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL do Rio.

Em tuítes escritos geralmente num português capenga, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) abriu fogo, sobretudo contra a imprensa.

No Twitter, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) agiu como um monstro moral, desrespeitando a dor do avô Lula que perdera o neto Arthur de 7 anos de idade.

Na mesma rede social, o presidente da República publicou um vídeo escatológico em reação às críticas e xingamentos que recebeu nos blocos de Carnaval. 

Pegou um acontecimento isolado e sem relevância para generalizar e depreciar a nossa maior festa popular. 

Um presidente da República não pode fazer isso com um ativo cultural e turístico do país.

 Prejudicou a imagem do Brasil perante o mundo.

No “Jornal da CBN – 2ª Edição”, na faixa das 18h às 19h, haverá uma análise mais detida desse tema.

Em resumo, as redes sociais são usadas pela família Bolsonaro para não ter de explicar a perda de mercado para os Estados Unidos, que vão vender mais carne e soja para a China.

 O presidente também não responde à completa falta de rumo na articulação política em geral e na reforma da Previdência em particular. 

De propósito, o clã deixa em segundo plano trapalhadas de ministros que não estão à altura dos cargos que ocupam.

Analistas que hoje estão espantados com o modus operandi do presidente da República.

No debate público, leva vantagem quem consegue ditar a agenda em discussão.

 Bolsonaro e filhos escondem o despreparo para o poder com uma nuvem de tuítes que coloca o “golden shower” no centro do debate público, deixando as questões que interessam ao país em segundo plano. 

Eles também acenam para esse núcleo original do bolsonarismo que só tem a oferecer ao país regressão social e fundamentalismo político.


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PATRIMÔNIO DE R$ 15 MILHÕES DOS BOLSONARO É SUSPEITO E TEM INDÍCIOS DE LAVAGEM


PATRIMÔNIO DE R$ 15 MILHÕES DOS BOLSONARO É SUSPEITO E TEM INDÍCIOS DE LAVAGEM

Por Portal Click Política Em 10 dez, 2018


O esquema Bolsonaro-

Queiroz que emergiu na última quinta-feira (6) pode ser apenas a ponta do iceberg que envolve o clã Bolsonaro. 

Jair e seus filhos, Flavio, Eduardo e Carlos, que se sustentam em tese apenas de suas remunerações como parlamentares, tiveram um salto espantoso no patrimônio familiar nos últimos anos: 

até 2008, a família declarava à Justiça Eleitoral bens em torno de R$ 1 milhão; este ano, declarou R$ 6,1 milhões. 

Mas há indícios graves de lavagem de dinheiro e de uso da estratégia de subavaliação patrimonial.

 Segundo valores de mercado, os bens dos Bolsonaro já alcançam mais de R$ 15 milhões.

É um salto espantoso para quem vive apenas de salários no Legislativo -Flávio Bolsonaro é o único que declara outra atividade econômica, um pequeno comércio de chocolates.

Jair Bolsonaro acumulou R$ 2,3 milhões em bens, de acordo com sua declaração ao TSE. 

Eduardo declarou neste ano bens no valor R$ 1,4 milhão, aumento de 432% em relação ao pleito de 2014.

 Flávio informou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1, 7 milhão; e Carlos, R$ 700 mil. 

Em 2016, Carlos informava manter em casa, em dinheiro vivo, R$ 20 mil, conforme seu registro de candidato.

A família Bolsonaro é dona de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, em bairros do Rio Copacabana, Barra da Tijuca e Urca, a maioria em pontos valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

Eduardo foi aquele que apresentou maior evolução patrimonial, com crescimento de 432% entre 2014 e 2018. 

Há quatro anos, Eduardo Bolsonaro havia declarado ser dono de apenas dois bens: 

um apartamento (R$ 160 mil) e um veículo (R$ 45 mil). 

Agora, o patrimônio do parlamentar ainda inclui depósitos bancários, aplicações financeiras e um apartamento de mais R$ 1 milhão.

Todos os dados sobre a evolução patrimonial declarada podem sem conferidos no site Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (também conhecido como Divulga Contas) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aqui. 

A Folha de S. Paulo publicou reportagem sobre o assunto em janeiro deste ano (aqui) mas o assunto caiu no esquecimento e não foi objeto de atenção na campanha eleitoral (aqui); agora, a revista Época voltou ao assunto (aqui).

De acordo com a reportagem da Folha de S.Paulo, “as transações que resultaram na compra da casa em que Bolsonaro vive, na Barra, têm, em tese, indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo os critérios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).”

Trata-se da casa que está no centro do noticiário, onde Bolsonaro realiza os encontros políticos mais importantes. 

A casa foi adquirida em 2008 por uma empresa, a Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações, por R$ 580 mil. 

A casa foi reformada e vendida para Bolsonaro quatro meses depois, com redução de 31%. 

O Cofeci aponta que configura ter “sérios indícios” de lavagem de dinheiro operação na qual há “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel” e “cujo valor em contrato se mostre divergente da base de cálculo do ITBI”, o imposto cobrado pelas prefeituras. 

Desde 2014, operações do tipo devem ser comunicadas ao Coaf –a unidade que detecta operações irregulares no sistema financeiro.

Não se sabe se a transação esteve ou está sob análise do Coaf, que apontou o esquema Bolsonaro-Queiroz num relatório.

 O órgão, do Ministério da Fazenda, será transferido no governo Bolsonaro para o Ministério da Justiça.

 A operação está cercada de críticas de todos os especialistas em lavagem de dinheiro, pois sua atividade será submetida ao crivo e interesses políticos de Sérgio Moro.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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