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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

JÁ PASSOU DOS LIMTES! Presidente do TRF ‘conversa demais’ e ex-presidente da OAB o aciona no CNJ por pressionar colegas a condenar Lula; CONFIRA AQUI!

JÁ PASSOU DOS LIMTES! Presidente do TRF ‘conversa demais’ e ex-presidente da OAB o aciona no CNJ por pressionar colegas a condenar Lula; CONFIRA AQUI!
7 de agosto de 2017
 

De Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O deputado federal Wadih Damous protocola hoje (7), no Conselho Nacional de Justiça, uma representação contra o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. 

O magistrado disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo (6), que a sentença do juiz Sergio Moro, na qual ele condena o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão, “é tecnicamente irrepreensível”.

“Essa postura não é ética.

Estou entrando com a representação contra ele, que está violando totalmente a Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe esse tipo de comentário em processos em andamento, faça ele parte do processo ou não”, diz Damous. 

“Embora ele não seja da 8ª Turma (que será encarregada de julgar o caso no TRF-4), como presidente ele pode ter que dirimir alguma questão do processo. 

Ao dar essa declaração, no mínimo, ele tem que se dar por suspeito ou impedido em qualquer ato que tenha que praticar que diga respeito a esse processo.

Em segundo lugar, ele praticou uma falta ética disciplinar.”

O CNJ é a instituição investida de competência para processar disciplinarmente juízes que tenham praticado atos atentatórios ao Código de Ética da Magistratura.

Na entrevista, o presidente do TRF-4 disse ao Estadão que, para proferir a sentença, Moro “fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil”. 

O magistrado disse ainda que gostou da sentença. “Isso eu não vou negar”, declarou. 

Mas, perguntado sobre se confirmaria a decisão se fosse membro da 8ª Turma, reconheceu: “Isso eu não poderia dizer, porque não li a prova dos autos. 

Mas o juiz Moro fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos”.

Wadih Damous vem defendendo que a sentença de Moro, além de não ser “irrepreensível”, deve ser anulada. 

“Ao dizer que pouco importa que a Petrobras esteja envolvida ou não, a partir do momento em que ele reconhece que não tem como constatar contrapartida à Petrobras, todo o processo tem que ser anulado, porque ele não tem competência processual para julgar este processo. 

Ele criou uma denúncia da cabeça dele, que não foi feita pelo Ministério Público”, diz o deputado. 

No mês passado, Damous classificou a sentença de Sergio Moro como “uma peça jurídica imprestável”.

Em evento na semana passada em São Paulo, o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defendeu a mesma posição sobre a validade do processo. 

“O Moro afirmou que, em nenhum momento, teria dito que o pagamento daquele montante que entendeu ser corrupção dizia respeito à Petrobras. 

Com isso, ele declarou que não é competente. 
O processo tem que ser anulado”, explicou o advogado.

Na entrevista ao jornal paulista, o desembargador Flores Lenz admite que pode haver dificuldade para o TRF-4 confirmar a sentença contra Lula: 

“O delito de corrupção passiva, e isso o Supremo decidiu desde o caso Collor, diz que precisa haver um ato de ofício que justifique a conduta praticada e o benefício recebido. 

Eu diria, e até já escrevi sobre isso, e por isso falo à vontade, que este ato de ofício, a meu juízo, precisa ser provado. 

Essa vai ser a grande questão.”


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Decisão do STJ torna mais difícil presidente do TRF 4 entregar a tempo cabeça de Lula à Globo

Decisão do STJ torna mais difícil presidente do TRF 4 entregar a tempo cabeça de Lula à Globo
Postado em 18 de julho de 2017 às 11:53 am
TRF não tem dono: ainda bem.

Por Joaquim de Carvalho

A promessa que o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, fez à Globo de julgar o ex-presidente Lula até a eleição do ano que vem, fica cada vez mais difícil de ser cumprida.

É que, segundo nota publicada na coluna Painel (Folha de São Paulo) de hoje, a presidente do STJ, Laurita Vaz, decidiu em liminar que, só após o veredicto unânime da corte, é que o condenado começa a cumprir pena. 

E isso dificilmente acontecerá até a eleição do ano que vem.

Para dar entrevista à Globo, é nítido que Thompson Flores Lenz se preparou – parece até que estava maquiado -, o cenário foi montado – aquele retrato em óleo estava fora de lugar — e assumiu um compromisso que ele não tem condição de cumprir.

Primeiro porque Thompson não faz parte da 8ª Turma do TRF, que julgará Lula, nem tem poderes para pautar o julgamento — que, naturalmente, não pode furar a fila de outros casos.

Quem dá o ritmo do julgamento é, primeiramente, o relator do processo. Em seguida, o revisor. 

O terceiro membro da turma também pode pedir vistas, se considerar que necessita analisar o caso.

Além disso, em caso de um voto divergente, com resultado desfavorável de 2 a 1, defesa pode apresentar embargos infringentes, o que levará à convocação de outros desembargadores para analisar a questão.

O princípio do embargo infringente é que um voto a favor do réu significa que existe uma dúvida razoável quanto à condenação e, por isso, o Direito admite o julgamento por um número maior de desembargadores.

É dentro dessa lógica que a presidente do STJ, Laurita Vaz, tomou sua decisão. 

Enquanto não estiver pacificado o julgamento, não há que se falar em cumprimento da pena.

Ao tomar essa decisão, a ministra Laurita Vaz não ganhará perfil da Globo.


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