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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Comprova: não há delação com informação de que Lulinha embolsou R$ 317 mi


Comprova: não há delação com informação de que Lulinha embolsou R$ 317 mi

Poder360 1 hora atrás 09/08/2018

A publicação acusa o filho de Lula de ter recebido sozinho o que, na verdade, é o montante de toda a receita da Gamecorp, empresa do qual é sócio, num período de 11 anos
 © Reprodução A publicação acusa o filho de Lula de ter recebido sozinho o que, na verdade, é o montante de toda a receita da Gamecorp, empresa do qual é sócio, num período de 11 anos

A notícia de que uma “delação bomba” teria revelado que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, embolsou R$ 317 milhões voltou a circular nas redes sociais. 

A delação não existe.

O texto ganhou nova repercussão depois da confirmação da candidatura do pai dele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência da República em 4 de agosto.

A informação foi publicada no último sábado (4.ago.2018) no site News Atual. Outros sites também replicaram a notícia. 

A informação é falsa. O título do post se refere a uma delação que não existe e sequer é mencionada no texto.

A publicação acusa o filho de Lula de ter recebido sozinho num período de 11 anos o que, na verdade, é o montante de toda a receita da Gamecorp, empresa do qual é sócio. 

A postagem também omite que os fatos relatados ocorreram em 2016. As informações foram checadas por integrantes do projeto Comprova.

A “delação bomba” que aparece no título não é citada no texto porque não existe. 

Uma reportagem de junho de 2016, do site G1, ajudou a esclarecer em que contexto houve uma citação a Lulinha e à Gamecorp em uma delação. 

O caso foi citado por Roberto Trombeta, 1 contador ligado à montadora Caoa, em 1 acordo de colaboração premiada, firmado em abril de 2016. 

Ele afirmava que fez pagamentos de R$ 300 mil do Grupo Caoa para a Gamecorp.

Trombeta teve sua colaboração colocada em sigilo de Justiça após ele descumprir parte do acordo. 

A informação foi confirmada pelo Comprova junto ao MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná).

 Trombeta foi condenado em maio de 2018 no âmbito da Operação Lava Jato.

Já o grupo Caoa é alvo da Operação Acrônimo, braço da Zelotes, que também investiga o ex-presidente Lula.

Na sequência, a postagem menciona 1 laudo técnico da Polícia Federal, que revela que a empresa Gamecorp faturou mais de R$ 317 milhões entre 2005 e 2016. Esse laudo realmente existe e a equipe do Comprova teve acesso a ele.

O laudo faz parte de 1 dos inquéritos derivados da Operação Aletheia, a 24ª fase da Operação Lava Jato, que mirou Lula em 2016. 

A Gamecorp e Fábio Luís foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta operação, mas não constam como réus em nenhum dos processos da Lava Jato na 1ª instância.

O laudo da PF analisou 12 contas bancárias da Gamecorp. O valor de R$ 317 milhões corresponde ao total de dinheiro que entrou nestas contas entre 07.jan.2005 e 16.fev.2016. 

As saídas nesse período foram de R$ 321 milhões.

 Não são apresentadas conclusões sobre possíveis irregularidades cometidas nas movimentações financeiras da empresa.

As demais informações citadas no texto também foram retiradas de contexto e são colagens de diversas notas publicadas sobre a Operação Lava Jato, já que as outras empresas também são citadas na investigação. 

O laudo da PF só se refere à movimentação financeira da Gamecorp.

Além disso, a PF também elaborou 1 laudo pericial em relação ao patrimônio de Fábio Luís Lula da Silva, ao qual a equipe do Comprova também teve acesso. 

No período entre 2004 e 2014, semelhante ao avaliado na Gamecorp, Lulinha teve cerca de R$ 5,2 milhões de rendimentos brutos – aproximadamente R$ 3,8 milhões foram oriundos da distribuição de lucros da empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, também de sua propriedade. 

A conclusão da perícia é de que a evolução patrimonial foi compatível com as sobras financeiras e que não havia irregularidades nas movimentações.
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O Poder360 integra o projeto Comprova. A iniciativa é uma coalizão de 24 veículos de imprensa que visa combater a desinformação durante as eleições presidenciais. 

Leia sobre essa checagem também no site do Comprova. Para ler todos os posts publicados pelo Poder360, clique aqui.
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Esse texto foi produzido por Gazeta do Povo, Correio do Povo, Uol e Veja. 

Nenhum desmentido é publicado antes de ao menos 3 veículos diferentes entrarem em acordo sobre a veracidade da informação. 

Este post foi verificado por: O Povo, Poder360, Estadão, Gazeta Online e GaúchaZH.


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sábado, 8 de julho de 2017

URGENTE: Quase uma década de investigação depois, PF confirma que filho de Lula nunca praticou corrupção; CONFIRA AQUI!

URGENTE: Quase uma década de investigação depois, PF confirma que filho de Lula nunca praticou corrupção; CONFIRA AQUI!
8 de julho de 2017
 

JORNAL GGN

O conteúdo do relatório foi publicado pelo Estadão nesta terça (25), em matéria sob o título “Lulinha teve rendimento de R$ 5,2 milhões em dez anos”. 

Só no último parágrafo é que o jornal informa: “O relatório da PF aponta que a evolução patrimonial de Lulinha, entre 2004 e 2014, é compatível com suas finanças.”

O relatório foi encomendado pelo delegado Márcio Anselmo, que investiga a família de Lula por causa do Sítio de Atibaia e do triplex no Guarujá. 

Na visão da força-tarefa da Lava Jato, Lula é dono oculto da propriedade localizada no interior paulista, que está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do 
filho de Lula.

O laudo apontou apenas uma “suspeita” em relação às finanças de Lulinha: “(…) não obstante possuísse 50% das quotas da G4, no ano de 2012, senhor Fábio recebeu 100% da distribuição de lucros, no valor de R$ 750 mil.”

“Dos valores recebidos por Lulinha [total], aproximadamente R$ 3,8 milhões (73%) foram oriundos da distribuição de lucros da empresa G4 Entretenimento Tecnologia Ltda. 

A empresa pertence a ele (50%) e aos irmãos Fernando Bittar e Kalil Bittar (25% cada), filhos do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar – amigo de Lula desde a fundação da PT. ”

Além disso, a PF acha atípico que a empresa de palestras de Lula, a LILS, tenha repassado dividendos para a empresas dos 
filhos do ex-presidente.

Essa semana, o GGN também mostrou que a PF também vasculhou a vida financeira de outro filho de Lula, Luis Cláudio e, na comparação entre a movimentação financeira e as fontes de recursos declaradas à Receita Federal, entre 2011 e 2014, não houve identificação de traços de corrupção como os alarmados pelo Ministério Público Federal, que creditam à família de Lula, ainda, a posse do apartamento no Guarujá.

Ao responder sobre a compatibilidade entre a movimentação financeira no período analisado e as fontes de recursos, o perito escreveu ao delegado Anselmo: “Observando-se esses valores, é possível constatar que movimentação financeira efetiva a crédito das contas bancárias de titularidade de Luis Cláudio Lula da Silva, apresenta maior divergência nos anos de 2013 e 2014. 

Nos demais anos, e no acumulado do período, a movimentação financeira exibe montantes próximos ao da fonte de recursos.”

O perito explica a “divergência” detectada em 2013: “decorre em grande parte da diferença entre os valores transferidos pela empresa LFT Marketing (R$ 318.939.20), aqueles declarados como rendimentos (R$ 66.000,00), conforme comentado na 
subseção anterior.”

No caso de 2014, “um dos motivos da divergência é a inclusão como fonte de recursos do valor de R$ 111.808.38 (informações do cônjuge), partir de dados constantes do Dossiê Integrado da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 

Contudo, não foi identificada movimentação bancária que pudesse justificar tal entrada de recursos. Tendo em vista que não foram localizadas as DIRPFs da Sra Fátima Rega Cassaro (cônjuge do investigado), não foi possível efetuar cruzamento de dados.”

Outro motivo para a divergência em relação a 2014 é que Luis Cláudio não informou o valor da venda do veículo Hyundai I30, no valor original de R$ 58.000.00, “cuja quantia foi considerada como fonte de recursos, mas não consta a movimentação bancária correspondente.”


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Dono Da Friboi Ironiza Boatos Sobre Filho De Lula

Dono Da Friboi Ironiza Boatos Sobre                               Filho De Lula
POSTADO POR: FÁTIMA MIRANDA - 12:34:00  02/01/2017
 

Verdadeiro dono da Friboi ironiza boatos que circulam nas redes sociais sobre o filho de Lula ser proprietário da indústria de alimentos. “Eu nunca vi o Lulinha na minha vida. Não sei nem se existe”

Pragmatismo Político - O empresário José Batista Júnior negou qualquer relação empresarial do grupo JBS, que controla a Friboi, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com seu filho, Fábio Luis, o Lulinha. Ele ironiza os boatos que insinuam uma ligação entre as famílias. Esclarece que os rumores não passam de intriga.

“Muito tempo atrás, nós éramos laranjas do Iris. Aí o Iris perde para o Marconi, e aí vieram me perguntar: e agora é do Marconi? Agora estão dizendo que o Friboi é do Lula. Isto é intriga da oposição. Eu nunca vi o Lulinha na minha vida”, comentou.

Batista, que almejou ser candidato ao governo de seu estado no lugar de Rezende, disse ainda que a “JBS é da família e dos acionistas do mundo inteiro”. “Imagina que coisa horrível as pessoas colocarem em uma rede social uma coisa dessas. 

Não existe fundamento algum. Isso é a oposição, querendo derrubar o Lula, querendo colocar uma empresa multinacional que hoje é exemplo para o Brasil, envolvida em uma situação dessas. Olha, onde chega a maldade dentro de uma questão política. Não existe absolutamente nada”, completou.

José Batista Júnior controla o grupo junto com seus dois irmãos, Joesley Batista e Wesley Batista. A empresa foi fundada em 1953 pelo seu pai, José Batista Sobrinho.
Inapto para a política

Devido a declarações intempestivas, José Júnior, ou Júnior Friboi, é considerado inapto para a política. Nas eleições de 2014, Friboi esnobou o PT do ex-prefeito de Anápolis Antônio Roberto Gomide.

“O PMDB não tem que esperar o PT. O PT não pode impor o candidato do PMDB. Não tem que esperar nada”, disse à época.
Financiamento político

O Grupo JBS é tradicionalmente um dos maiores financiadores de campanhas eleitorais no País, concorrendo na mesma faixa de investimentos de bancos como o Itaú e Bradesco, ou empreiteiras como Odebrecht, Camargo Correia, OAS e Andrade Guitierrez.

Neste sentido, Júnior Friboi mostra-se favorável ao financiamento do modelo atual que permite o financiamento empresarial das campanhas eleitorais no Brasil. Júnior, ele próprio doador de campanhas políticas, acredita que o financiamento das campanhas sempre existiu e sempre existirá.

“Desde que foi criado o mundo e a política, o sistema financeiro sempre interferiu na política, até porque não se faz política sem doações, dinheiro, capital. 

Sobre reforma política, eu sou favorável ao financiamento público. Quem banca, bota banca. Quem financia tem direito de cobrar depois. Mas cobrar no bom sentido”, diz.