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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DATAFOLHA: Dilma Continua Disparada Em Primeiro Lugar, Aponta Datafolha


DATAFOLHA: Dilma Continua Disparada Em Primeiro Lugar, Aponta Datafolha

Por Portal Click Política Em 20 set, 2018

 

Em Minas Gerais, Dilma Rousseff continua disparada em primeiro lugar para o senado, segundo o Datafolha. 
Ela tem 29% das intenções de voto, bem distante de seus concorrentes diretos, Carlos Viana (PHS, com 14%), Rodrigo Pacheco (DEM, com 13%) e Dinis Pinheiro (SD, com 10%). 

Na briga pelo governo, o tucano Anastasia chegou a 33% e o petista Fernando Pimentel atingiu 23%. Em terceiro lugar está o candidato do Novo, Romeu Zema, que oscilou de 5% para 7%.

A reportagem de Carolina Linhares para o jornal Folha de S. Paulo ainda mostra João Batista dos Mares Guia (Rede) chegou a 3%, Adalclever Lopes (MDB) bateu 3% e Dirlene Marques (PSOL) apresentou 2%. 

Jordano Metalúrgico (PSTU) e Claudiney Dulim (Avante) não tiveram pontuação relevante.
Um dado preocupante para os líderes do pleito é que “o Datafolha constatou que 74% dos eleitores não sabem ou erraram o número de Anastasia. 

Para Pimentel, o índice é de 72%. Para 47% dos eleitores do tucano e para 60% dos eleitores do petista, o voto ainda pode mudar”.

Na disputa pelo senado, além da liderança de Dilma e do segundo petotão, há ainda Rodrigo Paiva (Novo) com 7%, Fábio Cherem (PDT) com 7%, Coronel Lacerda (PPL) com 6%, Miguel Correa (PT) com 6%, Professor Túlio Lopes (PCB) com 5%, Bidpo Damasceno (PPL) com 5%, Vanessa Portugal (PSTU) com 5%, Kaká Menezes (Rede) com 2%, Adson André (Avante) com 1%, Duda Salabert 
(PSOL) com 1%.

A pesquisa apontou ainda que Pimentel se aproxima de Anastasia entre os eleitores de até 24 anos —32% contra 30%. 
A diferença entre os dois se amplia para 13 pontos entre os eleitores de 45 a 59 anos e vai a 20 pontos entre os que têm mais de 60 anos.

“Entre os eleitores com ensino superior a diferença alcança 16 pontos (36% a 20%), enquanto é de 9 pontos entre os eleitores com ensino fundamental (32% a 23%).

A maior disparidade entre o tucano e o petista ocorre entre os eleitores com mais de dez salários mínimos: Anastasia tem 52% das intenções de voto e Pimentel, 17%.”

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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domingo, 30 de abril de 2017

ATÉ O DATAFOLHA: Lula dispara em pesquisa de intenção de voto e 85% querem diretas já; CONFIRA!

ATÉ O DATAFOLHA: Lula dispara em pesquisa de intenção de voto e 85% querem diretas já; CONFIRA!
30 de abril de 2017
 
O ex-presidente Lula da Silva participa do 33º Congresso Nacional 
da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), 
Lula foi interrompido por representantes da CPS (Central Sindical e 
Popular) que gritavam "fora, todos", empunhando bandeiras e adesivos com os mesmos dizeres. Brasilia, 12-01-2017. Foto; Sérgio Lima/Poder 360.

O massacre diário promovido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Globo e outros meios de comunicação da chamada velha mídia não produziu os efeitos desejados.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo revela que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno. Ou seja: sem um tapetão judicial, que seria a fase 2 do golpe de 2016, com a inabilitação judicial de Lula, ele provavelmente seria eleito presidente pela terceira vez.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, mantém-se na liderança apesar das menções no noticiário recente da Lava Jato”, reconhece a Folha.

A pesquisa também revelou o esfacelamento das principais forças golpistas: enquanto candidatos do PSDB, como Aécio Neves, derreteram, Michel Temer se tornou a personalidade política mais odiada do Brasil.

No vácuo político, o único que cresceu, além de Lula, foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que hoje iria para o 
segundo turno.

Ontem, ao participar de um evento em defesa da indústria naval, ao lado do ex-governador Olívio Dutra e da presidente golpeada Dilma Rousseff, Lula se disse pronto para vencer mais uma vez o candidato da Globo.

O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

‘Você é um golpista, como seu pai’: carta aberta a Otávio Frias, dono da Folha

‘Você é um golpista, como seu pai’: carta aberta a Otávio Frias, dono da Folha
Postado em 18 Jul 2016   por : Paulo Nogueira
Reacionário e golpista
                             Reacionário e golpista

Esta é uma da série das Cartas Abertas aos Golpistas. Futuramente, elas poderão ser reunidas num livro que mostre os rostos do golpe. Desta vez, o destinatário é Otávio Frias Filho, dono da Folha.
Caro Otávio:
Duas passagens recentes sobre você me vem à mente.
A primeira foi sua reação destemperada num seminário em Londres no qual uma jornalista britânica disse que os jornais brasileiros são pesadamente conservadores, a Folha incluída.
Sua vaidade pareceu ferida por ouvir que a Folha, uma jovem progressista nas Diretas Já, é hoje uma velha reacionária.
A segunda passagem é a edição que seu jornal deu ao último Datafolha, neste domingo.
Uma coisa está conectada à outra. Como você quer que a Folha não seja considerada reacionária se você edita de forma tão desonesta os resultados do Datafolha?
A Folha apresentou os números de tal forma que pareceu um triunfo de Temer. O objetivo claro é influenciar os senadores na votação definitiva sobre o impeachment.
O destaque da Folha foi: metade dos brasileiros prefere Temer a Dilma.
Ora, ora, ora.
Caro Otávio: por que não o seguinte. Metade não quer Temer?
Na verdade, o levantamento foi péssimo para Temer, mas seu jornal edulcorou descaradamente.
A informação mais importante era que apenas 14% das pessoas aprovam Temer. É um índice miserável sob qualquer aspecto, e tanto mais num início de administração, quando a tolerância da sociedade é muito maior do que no correr dos dias.
Fora isso, a imprensa vem tratando Temer como um príncipe, o exato oposto do que ocorreu com Dilma. Mesmo assim, 14% apenas?
E isso seu jornal escondeu no meio do texto. Tentou tirar a relevância do número ao dizer que era o mesmo de Dilma às vésperas do impeachment.
A Folha só não lembrou a diferença extraordinária das circunstâncias, como se isso fosse secundário. O nome disso é trapaça. Canalhice jornalística.
Outro dado que foi subestimado, e é estarrecedor, é que um terço das pessoas não sabe quem está no governo. É revelador da pequenez, da insignificância de Temer. Ninguém o enxerga, ainda que ele esteja no Palácio do Planalto.
É um Napoleão às avessas.
Não vou nem falar da forma como Lula foi tratado também no Datafolha. Lula apareceu isolado na liderança em todos os cenários, ainda que sob bombardeio ininterrupto da imprensa e de Moro.
Só que foi posto um “mas” para desqualificar Lula. Mas no segundo turno, e blablablá.
Com Temer não houve o truque do “mas”. Metade dos brasileiros o prefere a Dilma, mas metade o quer fora. Mas um terço sequer o conhece. Mas só 15% o aprovam.
Caro Otávio: você não é apenas um editor reacionário de um jornal reacionário.
É um golpista, como foi seu pai. Este pode ser seu epitáfio, aliás: “Foi um golpista, como o pai”.
Sinceramente.

Paulo

Datafolha repete 64

O jornalista e escritor Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília
Datafolha repete 64
21 de Julho de 2016
:
A manipulação da pequisa do DataFolha em torno da aprovação de Michel Temer e Dilma Rousseff não chama atenção pela originalidade -- mas pela perversidade.
Em 1964, a Federação do Comércio de São Paulo, envolvida na conspiração que derrubou João Goulart, encomendou uma pesquisa sobre aprovação do governo. Descobriu que Jango era aprovado por mais de 60% da população. Até em lugares onde a oposição era fortíssima, como São Paulo, pontos essenciais de seu programa de Reformas de Base, a Reforma Agrária era apoiada por mais de 50%.
Precavida, a Federação do Comércio arquivou o levantamento, que só seria divulgado 40 anos depois, após a democratização, quando pesquisadores tiveram acesso aos arquivos da Unicamp, onde ficou escondida por anos a fio.
É evidente que, em 1964, o segredo ajudou os adversários de Jango a cultivar o mito de que Goulart era um presidente impopular, falsidade que contribuiu para  minar a possível resistência dos brasileiros contra um ataque a democracia. Com números escondidos, era possível dizer que o golpe salvara a democracia. A decisão também produziu efeitos sobre a posteridade, alimentou trabalhos acadêmicos distorcidos e até contribuiu para formar um retrato de Goulart como um líder sem base real entre os brasileiros.
"Muitos historiadores, até dez anos atrás, ainda tinham essa ideia de que Goulart caiu porque era frágil, não tinha o apoio dos partidos e, sobretudo, da população" disse o professor Luis Antonio Dias, da PUC de São Paulo, em entrevista à TV Câmara, em 2014.
Os números de fantasia  do DataFolha sobre Temer foram publicados  no percurso de um golpe de Estado que, sem dispor de tanques nem de baionetas, que têm o inegável poder de intimidar a população pela força, precisa forjar a adesão dos brasileiros. Tenta-se dizer que o afastamento de Dilma Rousseff tem seu consentimento e até aprovação.  
A rigor, os golpistas de 64 podiam dispensar a opinião dos brasileiros. Dispunham até da Operação Brother Sam, organizada pelas Forças Armadas dos EUA, para prestar socorro, em caso de necessidade. Em 2016 aliados de Temer são vaiados no exterior e até impedidos de falar.
Isso acontece porque a situação em 2016 é outra. Nos dias anteriores ao afastamento da presidente, ocorreram imensos protestos contra uma decisão que fere uma democracia duramente conquistada. Após o golpe, sucessivos protestos mostraram que Temer e seus aliados, entre os quais a Folha e a mídia grande, perderam um debate político sobre a legitimidade do novo governo. Até a líder do governo  do governo no Senado diz que "tudo foi política." A votação tenebrosa na Câmara não sai da memória de ninguém. Muito menos o papel de Eduardo Cunha. Ou as próprias denuncias contra Temer. Ou o reconhecimento pelo próprio Ministério Público de que as pedaladas fiscais usadas para condenar a presidente nunca foram crime.
A manipulação da pesquisa surge como uma tentativa de dar um verniz de legitimidade a um governo o que não possui nenhuma. Até porque, em seu esforço para calar o debate e evitar toda contestação, uma das primeiras providências foi silenciar o jornalismo de Empresa Brasil de Comunicação e atacar, financeiramente, os portais da internet não alinhados com a nova ordem.
A manipulação é um exercício  temerário, porque arriscado. Não basta esconder a verdade. É preciso ter controle absoluto de uma situação, para construir, divulgar e proteger uma mentira -- sintetizada na divulgação da resposta a uma pergunta que não foi apresentada a eleitores que, teoricamente, poderiam resumir o pensamento da população.
A finalidade da mentira está escancarada. Destina-se a dar um argumento para senadores que podem ser cobrados por eleitores, cada vez mais desconfiados dos projetos impopulares e anti nacionais do governo interino. Em caso de dúvida, poderiam alegar que apenas atendiam a vontade da maioria dos brasileiros.
Era mentira -- como sabemos agora, num episódio que marca um novo rebaixamento do padrão do jornalismo brasileiro em nossa época. O truque empregado é banal.
Disponível na internet, encontra-se um livro chamado "How To Lie With Statístics"(como mentir com estatísticas) que ensina os interessados a usar tabelas, pesquisas, perguntas dirigidas e cálculos marotos para enganar os incautos. Best seller lançado em 1954, já vendeu meio milhão de cópias.

Na verdade, a pesquisa é boa para Dilma. Mostra que ela está correta em apresentar a proposta de plebiscito sobre novas eleições caso o golpe seja derrotado. É, com todas as distancias guardadas, a vontade do povo. E, ao contrário do que desejam aqueles que escondem e manipulam pesquisas, é bom que seja ouvida.