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terça-feira, 23 de agosto de 2016

HIV toma conta em Cuiabá; Médico infectologista alerta para o perigo do ‘Clube do carimbo do HIV, uma ‘moda’ terrível que pode custar sua vida

CIDADES
09/06/2015 - 12:23
HIV toma conta em Cuiabá; Médico infectologista alerta para o perigo do ‘Clube do carimbo do HIV, uma ‘moda’ terrível que pode custar sua vida
Eder Gomes com Assessoria

Infelizmente como infectologista tenho visto uma prática entre os jovens que merece um alerta. infectados pelo vírus do HIV estão transmitindo propositalmente a doença, principalmente entre os homossexuais masculinos na faixa etária de 18 a 40 anos.

 Eles são adeptos da modalidade’ bareback’, na qual gays fazem sexo sem o uso do preservativo, ou furam a camisinha conscientes que são portadores do HIV formando o ‘clube do carimbo’. A febre inconsequente cresceu tanto que criaram blogs e grupos onde eles compartilham técnicas de como fazer o passo a passo para ‘carimbar’ o parceiro(contaminá-lo) e ainda incentivam o sexo sem camisinha.

 Os jovens usam além da balada em boates, em festas sigilosas em que acontece a roleta russa, as “conversion parties” em que entre os convidados existem os “bug chasers” (caçadores de vírus) e os gift givers” (presenteadores do vírus), que são os soropositivos dispostos a contaminar propositalmente ou com consentimento. Tudo em busca de uma adrenalina que não passa de uma ilusão. A juventude parece desconhecer os riscos e a gravidade da doença e isso pode voltar a se tornar uma epidemia.

 Sabemos que há vários tratamentos com coquetéis de remédios que garantem hoje uma sobrevida para o infectado soropositivo, mas não podemos esquecer que ser contaminado pelo HIV é para a vida inteira. Não tem cura. Portadores do vírus HIV estão morrendo mais de doenças como infarto, diabetes, acidente vascular cerebral e câncer que são efeitos colaterais dos medicamentos.

 Aos jovens vão o nosso alerta como profissionais de saúde que o efeito da adrenalina passa e ai vem a realidade com a discriminação, os efeitos colaterais dos medicamentos e em alguns casos, depressão e abandono por parte da própria família ou grupo social.

 Os exames de HIV devem ser feitos rotineiramente como fazemos exames de sangue de controle como colesterol e glicose. E também quando se mantém uma relação sexual sem o uso do preservativo.
 Luciano Ribeiro é médico infectologista do grupo Santa Rosa
Luciano Ribeiro é médico infectologista do grupo Santa Rosa


Não brinquemos com a nossa vida, a desperdiçando por modismos que ela é o bem mais precioso que o ser humano possui.

Não, ela não está vestida de princesa. Ela morreu na noite de núpcias pelos "carinhos" de seu marido de 40 anos.

Informação sem Censura
Não, ela não está vestida de princesa. Ela morreu na noite de núpcias pelos "carinhos" de seu marido de 40 anos.
August 19, 2016
L.G.M, uma criança de oito anos, noiva, morreu no Iêmen na noite de núpcias, depois de sofrer ferimentos internos devido ao trauma sexual. 

Organizações cristãs estão pedindo a prisão de seu marido, que era cinco vezes a sua idade. Entretanto, a Sharia e as leis mulçumanas são favoráveis a este tipo de relação.

Al Nahar, Líbano, informou que a morte ocorreu na área tribal de Hardh no Iêmen do noroeste, que faz fronteira com a Arábia Saudita. Isto traz ainda mais atenção para a questão já existente de casamentos de crianças forçadas no Oriente Médio.

"De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre 2011 e 2020, mais de 140 milhões de meninas se tornarão noivas-crianças. Além disso, dos 140 milhões de meninas que irão se casar antes dos 18 anos, 50 milhões vão estar sob a idade de 15. "

Relata-se que mais de um quarto das mulheres do Iêmen se casam antes dos 15 anos de idade . Não só eles perdem o acesso à saúde e educação, estas noivas-crianças são comumente submetidas à violência física, emocional e sexual em seus casamentos forçados.


Fonte:

http://www.jewsnews.co.il/2016/02/20/8-year-old-yemeni-child-dies-at-hands-of-40-year-old-husband-on-wedding-night-2.html

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Datafolha repete 64

O jornalista e escritor Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília
Datafolha repete 64
21 de Julho de 2016
:
A manipulação da pequisa do DataFolha em torno da aprovação de Michel Temer e Dilma Rousseff não chama atenção pela originalidade -- mas pela perversidade.
Em 1964, a Federação do Comércio de São Paulo, envolvida na conspiração que derrubou João Goulart, encomendou uma pesquisa sobre aprovação do governo. Descobriu que Jango era aprovado por mais de 60% da população. Até em lugares onde a oposição era fortíssima, como São Paulo, pontos essenciais de seu programa de Reformas de Base, a Reforma Agrária era apoiada por mais de 50%.
Precavida, a Federação do Comércio arquivou o levantamento, que só seria divulgado 40 anos depois, após a democratização, quando pesquisadores tiveram acesso aos arquivos da Unicamp, onde ficou escondida por anos a fio.
É evidente que, em 1964, o segredo ajudou os adversários de Jango a cultivar o mito de que Goulart era um presidente impopular, falsidade que contribuiu para  minar a possível resistência dos brasileiros contra um ataque a democracia. Com números escondidos, era possível dizer que o golpe salvara a democracia. A decisão também produziu efeitos sobre a posteridade, alimentou trabalhos acadêmicos distorcidos e até contribuiu para formar um retrato de Goulart como um líder sem base real entre os brasileiros.
"Muitos historiadores, até dez anos atrás, ainda tinham essa ideia de que Goulart caiu porque era frágil, não tinha o apoio dos partidos e, sobretudo, da população" disse o professor Luis Antonio Dias, da PUC de São Paulo, em entrevista à TV Câmara, em 2014.
Os números de fantasia  do DataFolha sobre Temer foram publicados  no percurso de um golpe de Estado que, sem dispor de tanques nem de baionetas, que têm o inegável poder de intimidar a população pela força, precisa forjar a adesão dos brasileiros. Tenta-se dizer que o afastamento de Dilma Rousseff tem seu consentimento e até aprovação.  
A rigor, os golpistas de 64 podiam dispensar a opinião dos brasileiros. Dispunham até da Operação Brother Sam, organizada pelas Forças Armadas dos EUA, para prestar socorro, em caso de necessidade. Em 2016 aliados de Temer são vaiados no exterior e até impedidos de falar.
Isso acontece porque a situação em 2016 é outra. Nos dias anteriores ao afastamento da presidente, ocorreram imensos protestos contra uma decisão que fere uma democracia duramente conquistada. Após o golpe, sucessivos protestos mostraram que Temer e seus aliados, entre os quais a Folha e a mídia grande, perderam um debate político sobre a legitimidade do novo governo. Até a líder do governo  do governo no Senado diz que "tudo foi política." A votação tenebrosa na Câmara não sai da memória de ninguém. Muito menos o papel de Eduardo Cunha. Ou as próprias denuncias contra Temer. Ou o reconhecimento pelo próprio Ministério Público de que as pedaladas fiscais usadas para condenar a presidente nunca foram crime.
A manipulação da pesquisa surge como uma tentativa de dar um verniz de legitimidade a um governo o que não possui nenhuma. Até porque, em seu esforço para calar o debate e evitar toda contestação, uma das primeiras providências foi silenciar o jornalismo de Empresa Brasil de Comunicação e atacar, financeiramente, os portais da internet não alinhados com a nova ordem.
A manipulação é um exercício  temerário, porque arriscado. Não basta esconder a verdade. É preciso ter controle absoluto de uma situação, para construir, divulgar e proteger uma mentira -- sintetizada na divulgação da resposta a uma pergunta que não foi apresentada a eleitores que, teoricamente, poderiam resumir o pensamento da população.
A finalidade da mentira está escancarada. Destina-se a dar um argumento para senadores que podem ser cobrados por eleitores, cada vez mais desconfiados dos projetos impopulares e anti nacionais do governo interino. Em caso de dúvida, poderiam alegar que apenas atendiam a vontade da maioria dos brasileiros.
Era mentira -- como sabemos agora, num episódio que marca um novo rebaixamento do padrão do jornalismo brasileiro em nossa época. O truque empregado é banal.
Disponível na internet, encontra-se um livro chamado "How To Lie With Statístics"(como mentir com estatísticas) que ensina os interessados a usar tabelas, pesquisas, perguntas dirigidas e cálculos marotos para enganar os incautos. Best seller lançado em 1954, já vendeu meio milhão de cópias.

Na verdade, a pesquisa é boa para Dilma. Mostra que ela está correta em apresentar a proposta de plebiscito sobre novas eleições caso o golpe seja derrotado. É, com todas as distancias guardadas, a vontade do povo. E, ao contrário do que desejam aqueles que escondem e manipulam pesquisas, é bom que seja ouvida.