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terça-feira, 5 de junho de 2018

NA LAMA: Credibilidade De Moro Cai Após Depoimento De Tácla Duran E Rejeição De Juiz De Curitiba Pode Explodir No Brasil


NA LAMA: Credibilidade De Moro Cai Após Depoimento De Tácla Duran E Rejeição De Juiz De Curitiba Pode Explodir No Brasil



Para muitos analistas políticos a situação do juiz Sérgio Moro em termos de credibilidade se complica cada vez mais.

A operação da qual comanda em Curitiba está sendo acusada de irregularidades e cobrança de propinas.

O responsável pelas denúncias é o advogado Rodrigo Tácla Duran, ouvido pela a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados.

Duran fez graves acusações contra o também advogado Zucolloto, que teria cobrado propina em troca de benesses em acordos de colaboração premiada.

A rejeição do magistrado curitibano tem crescido. 

Levantamento do instituo IPSOS mostra que metade da população brasileira rejeita aquele que já foi considerado herói do povo brasileiro.

CLICK POLÍTICA


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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Lula: É Engraçado Que Contra Mim O Moro Leva Todo Mundo Pra Fazer Depoimento. Mas O Tacla Duran Não


Lula: É Engraçado Que Contra Mim O Moro Leva Todo Mundo Pra Fazer Depoimento. Mas O Tacla Duran Não



Eis a transcrição da fala de Lula no seu Twitter oficial:

Tem gente disputando o espólio do Lula. E eu tô só olhando e matutando. 

Até achava que não queria ser candidato mais. Mas agora sei que se tem um partido que pode recuperar a auto estima do país é o PT.

É engraçado que contra mim o Moro leva todo mundo pra fazer depoimento. 

Mas o Tacla Duran, que tá acusando o Moro, ele não pode chamar pra depor porque “é bandido”. 

Eles estão tentando impedir o melhor presidente que esse país já teve. 

Eles se enganam porque o Lula não significa nada sozinho, só tenho alguma importância porque nesse país já temos milhões de Lulas pensando como eu.

Eles querem me prender pra eu não continuar falando por aí. Mas eles vão ter uma surpresa: não se pode prender minhas ideias.

Quem quiser me julgar vai arcar com a responsabilidade de pagar o preço histórico pelo erro cometido. 

É disso que não abro mão.

(…)


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NASSIF: Moro Perde O Controle Total Sobre Tacla Duran; CONFIRA AQUI!


NASSIF: Moro Perde O Controle Total Sobre Tacla Duran; CONFIRA AQUI!

Por Redação Click Política Última Atualização 4 jun, 2018


Do GGN, por Luis Nassif:

Tacla Duran se torna colaborador da justiça de Andorra
Uma notícia publicada hoje em La República, diário peruano, coloca uma dúvida a mais nos métodos da Lava Jato.


A notícia “Jueza de Andorra, uma valiosa aliada” fala sobre a colaboração entre o Ministério Público local e o de Andorra, que permitiu mapear os subornos da Odebrecht no país.

A reportagem cita o advogado Rodrigo Tacla Durán, apresentando-o como “colaborador” da justiça de Andorra.

Segundo o diário, Tacla Durán se converteu em um dos principais informante da juíza de instrução Canólic Mingorance. 

Ao diário, ele declarou que a Odebrecht subornou mais de mil pessoas na América Latina, de todos os partidos, de esquerda e direita, do governo e da oposição. E não apenas políticos.

A partir das informações de Duran, a reportagem narra o modo de operação do grupo. 

Havia um sistema de comunicação para não deixar nenhum rastro na movimentação do dinheiro, nem obrigar os funcionários beneficiados a se locomover até Andorra. Os encontros eram na Espanha, França e mesmo em Lima.

O BPA cobrava comissão e registrava as transações em uma contabilidade paralela, através da offshore panamenha Landstreet.

As informações de Duran ajudaram a rastrear as atividades do BPA no Panamá e no Uruguai.

Tacla e a Lava Jato

Nenhuma dessas informações interessou à Lava Jato.

Duran começou a trabalhar com a Odebrecht em 2007. 

Quando estourou a Lava Jato, foi trabalhar na defesa da companhia, tendo acesso a documentos que não poderiam ser informados para qualquer advogado. Fez parte de uma equipe da casa, incumbida de uma triagem prévia dos documentos.

Nesse trabalho, aprendeu o modo de operação do marqueteiro João Santana.

Segundo sua versão, Santana era marqueteiro da Odebrecht, não de Lula ou de outros presidentes latino-americanos.

A Odebrecht vendia pacote: financio sua campanha, obras são importantes para plano de governo e vamos buscar recursos em bancos de desenvolvimento. 

E forneço o marqueteiro e os recursos de campanha.

O depoimento de Duran não interessou à Lava Jato, por fugir da narrativa criada, de colocar Lula no centro do esquema.

Ele chegou a ser procurado pelo procurador Roberto Pozzobon. Em uma reunião a dois, Pozzobon o teria informado sobre o teor do depoimento que seria aceito em um acordo de delação premiada, assim como a punição. Tacla não aceitou.

Ele se pretendia apresentar apenas como um colaborador que prestava serviços à Odebrecht. 

A Lava Jato pretendia enquadrá-lo no centro de um esquema em que transitava dinheiro de várias empreiteiras.

As relações com a Lava Jato azedaram de vez e, para não ser preso, Tacla fugiu para a Espanha, onde estava protegido pela dupla cidadania.

No dia 11 de abril de 2017 foi denunciado por práticas na Petrobras.

A guerra de informações

Desde então, Tacla resolveu encarar a Lava Jato. Alegou estar sendo perseguido por não aceitar a narrativa que tentavam lhe impor.


Da Espanha, vazou um projeto de livro, onde denunciava o advogado Carlos Zucoloto Junior de lhe propor facilidades junto à força-tarefa, redução das multas impostas, mediante o pagamento de R$ 5 milhões por fora.

Para surpresa geral, antes que Zucoloto se pronunciasse, o amigo Sérgio Moro saiu em sua defesa, sustentando que não se poderia confiar na palavra de um réu – como se toda a Lava Jato não tivesse sido montada em cima de delações de réus confessos.

Logo depois, foi divulgado pela revista Veja documento da Receita Federal na qual se vê que o escritório de Tacla tinha como correspondente em Curitiba o escritório do qual são sócios Carlos Zucoloto Junior e Rosângela Moro, respectivamente primeiro amigo e esposa de Sérgio Moro.

Pelo que consta, o escritório tornou-se correspondente de Tacla há tempos, para tratar de temas de interesse em Curitiba, terra de sua mãe, onde havia alguns conflitos por herança.

A guerra das informações prosseguiu com matérias do Estadão tentando desqualifica-lo, algumas delas baseadas em artigos publicados pelo site Altaveu.com, de Andorra, do proprietário do banco BPA, denunciado por ele.

No dia 18 de setembro passado, Sergio Moro solicitou ao Ministério Público Federal, no âmbito do tratado de cooperação com a Espanha, a intimação par Tacla responder a uma ação penal:

Expeça a Secretaria pedido de cooperação jurídica internacional tendo por base o Acordo de Cooperação e Auxílio Mútuo em Matéria Penal entre a República Federativa do Brasil e o Reino da Espanha celebrado em 22/05/2006 e promulgado no Brasil pelo Decreto no 6.681, de 08/12/2008.

Por meio dele solicite-se a citação de Rodrigo Tacla Duran para responder à ação penal com prazo de dez dias para apresentar resposta.

Solicite-se ainda a intimação para comparecimento em audiência no prazo de 10 dias úteis perante este Juízo para viabilizar a continuidade da ação penal, sob pena de revelia.

A intenção de Moro seria manter o caso sob seu controle absoluto. O pedido foi indeferido pelo Tribunal de Audiencia Nacional da Espanha. 

Tacla poderia ser processado pelas autoridades espanholas, “desde que sejam enviados os meios de prova necessários para que seja dado início à persecução penal naquele país”, conforme ofício endereçado ao procurador Deltan Dallagnol pelo procurador Douglas Fischer, Secretário de Cooperação Internacional da PGR.

Para alcançar o intento, Moro teria que apresentar mais do que delações contra Tacla. Sem provas, a justiça espanhola não atenderá a Moro.

Aliás, pela clara impossibilidade do pedido ser acatado, a impressão que ficou é que Moro pretendeu apenas atrasar os acordos de cooperação e Tacla com a justiça de outros países.

Agora, com a Justiça de Andorra aceitando-o como colaborador, fica fortalecida a versão de Tacla, de que sua delação não foi aceita por não atender aos objetivos políticos da Lava Jato.


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E AGORA MORO? Tema Central Do Depoimento De Tacla Duran Versará Sobre O “Esquema De Propina Na Lava Jato”


E AGORA MORO? Tema Central Do Depoimento De Tacla Duran Versará Sobre O “Esquema De Propina Na Lava Jato”


O tema central do depoimento do ex-consultor Rodrigo Tacla Duran, ex-advogado da Odebrecht, será sobre os bastidores da Operação Lava Jato e informações relacionadas a esquemas de pagamento de propina em troca de melhorias em delações premiadas negociadas em Curitiba. 

Duran será ouvido por meio de videoconferência, pois mora na Espanha, em audiência pública, que acontece nesta-terça-feira (5), a partir das 10 horas, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

“Ele possui diversas informações relevantes sobre a Operação Lava Jato e, por isso, deve ser ouvido nas instâncias adequadas e responsáveis pelo processo.

 Porém, por causa de diversas negativas injustificadas, teve violado o direito ao devido processo legal, além da garantia ao contraditório e da ampla defesa”, afirmou o deputado Wadih Damous (PT-RJ), autor do requerimento para a Comissão ouvir o advogado em audiência pública.

Tacla Duran chegou a ser arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente Lula, mas os pedidos têm sido negados pelo juiz Sergio Moro. 

Os advogados de defesa solicitaram que Duran prestasse depoimento no âmbito do incidente de falsidade de documentos por parte da Odebrecht, no contexto da Lava Jato.

Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), se trata de mais um absurdo autoritarismo de Moro contra Lula. 

“É um processo extremamente importante para o País, pois envolve um ex-presidente da República que lidera todas as pesquisas para a Presidência da República e foi condenado como preso político, pois não há nenhuma prova nos processos que justifiquem sua condenação”.

Documentos

Em dois depoimentos, um à CPI da JBS e outro à defesa do ex-presidente Lula, Tacla Duran mostrou documentos que não conferem com os que teriam sido obtidos no sistema eletrônico de contabilidade da Odebrecht. 

Entretanto, colocou em xeque a veracidade de provas apresentadas pela Odebrecht a partir dos sistemas Drousys e MyWebDay – muito usado pela Lava Jato.

 Essa diferença mostra que pode ter havido alteração nos documentos. 
Duran submeteu esses documentos a uma perícia na Espanha e a autenticidade foi atestada. 

A Polícia Federal no Brasil, no entanto, não fez perícia.

O advogado disse, ainda, que um amigo e padrinho de casamento de Moro, o advogado Carlos Zucolotto (ex-sócio de Rosângela Wolff Moro, esposa de Sergio Moro) teria cobrado mais de 5 milhões de dólares “por fora” para “melhorar” o acordo de delação de Duran com os procuradores da Lava Jato liderados por Deltan Dallagnol. 

Durán detalha uma série de irregularidades que envolvem procedimentos adotados por procuradores, juízes, empresas e delatores na chamada Operação Lava Jato.

Há seis meses, os deputados Paulo Pimenta, Wadih Damous e Paulo Teixeira (PT-SP) cobraram da Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação das denúncias feitas por Duran contra a Lava Jato. 

A procuradora-geral, Raquel Dodge, prometeu tomar providências, mas até agora, nenhuma explicação foi dada.

Com informações do PT na Câmara


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domingo, 3 de junho de 2018

Ditadura militar recusou investigar casos de corrupção, revelam documentos


Ditadura militar recusou investigar casos de corrupção, revelam documentos

3 hours ago Denúncias 03/06/2018

 

Segundo registros do governo britânico, Brasil “abriu mão” de indenização por compra superfaturada de fragatas durante mandatos de Médici e Geisel

Depois do memorando secreto norte-americano, agora é a vez de documentos confidenciais do Reino Unido chamarem a atenção por conterem informações sobre a ditadura militar no Brasil.

 Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado (2), registros secretos do governo britânico relatam que o governo brasileiro atuou para abafar uma investigação de corrupção na compra de navios de escolta construídos na Inglaterra durante os anos 1970.

Os papéis mostram que os governos dos generais Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979) abafaram o caso de fraude milionária. 

Isso porque, de acordo com os registros, em 1978, o governo britânico queria investigar a denúncia de superfaturamento na compra de equipamentos para a construção dos navios vendidos ao Brasil. 

O Reino Unido ainda ofereceu o pagamento de uma indenização de 500 mil libras (algo que, hoje, equivale a 3 milhões de libras ou R$ 15 milhões) – o que foi rejeitado pela ditatura militar .

Tal ação gerou estranhamento em Londres. 
“Os brasileiros claramente desejaram manter o assunto de forma discreta. 

É evidente que não gostariam que mandássemos um time de investigadores e não iriam colaborar com um, se ele fosse. 

O embaixador concluiu que o risco de sérias dificuldades com autoridades brasileiras, o que poderia ser levantado por uma investigação, não deve ser assumido”, diz um trecho do documento secreto revelado pela Folha .

Superfaturamento de navios

O caso dos navios está em uma pasta de documentos diplomáticos chamada “Alleged fraud and corruption by Vosper Thornycraft (UK) with government of Brazil”. 

No total, há 139 páginas de registros históricos sobre o caso de corrupção no período a partir de 1977.

De acordo com esses papéis, houve um acordo firmado entre Brasil e Reino Unido para a compra de seis fragatas , sendo que quatro foram construídas nos estaleiros da empresa Vosper, no sul da Inglaterra, e duas, no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). 

Todos os navios continuam sendo utilizadas pela Marinha Brasileira.

A investigação realizada em Londres nos anos 70 revela que o estaleiro contratado para construir os navios pediu desconto aos fornecedores dos equipamentos, mas as notas fiscais saíam com o preço sem o desconto.

 Porque o governo britânico se tornou dono do estaleiro depois do contrato com o Brasil, houve o contato para que a apuração de corrupção fosse realizada e que o pagamento da indenização fosse feita – o que foi recusado.

Em determinado trecho dos papéis britânicos sobre o caso durante a ditadura militar , é revelado que o governo brasileiro preferia 
“que o assunto fosse ‘deixado de lado’ o mais rapidamente possível”. 

E que “o governo inglês fica sem entender por que o brasileiro não quis receber de volta o valor numa ordem de 500 mil libras”.




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