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terça-feira, 4 de julho de 2017

Lula chama Temer e Moreira de ‘ingratos’ em audiência em Curitiba

Lula chama Temer e Moreira de ‘ingratos’ em audiência em Curitiba
4 de julho de 2017
 

Em depoimento à 10ª Vara do Distrito Federal sobre as fraudes no fundo de financiamento do FGTS, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (04) que nunca recebeu pedido do atual presidente Michel Temer para nomear Moreira Franco à vice-Presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica, em 2010, e ainda chamou a ele e a Temer de “ingratos”.

As manifestações ocorreram em menos de 10 minutos, nos autos que tramitam na primeira instância do Distrito Federal e que acusa o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de cobrar e receber R$ 52 milhões do consórcio formado pela OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia junto à Caixa Econômica para as obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

Lula foi questionado se o atual presidente da República, Michel Temer, foi quem pediu para nomear seu agora ministro Secretaria-Geral da Presidência ao comando de Fundos e Loterias da Caixa. O ex-presidente negou que o pedido tenha vindo, diretamente, de Temer, mas sim da bancada do PMDB na Câmara.

Tentando relacionar o petista ao esquema que coloca em xeque a bancada do PMDB, inclusive o próprio presidente Michel Temer – que momentos antes havia sido acusado diretamente pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht de influência sobre Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ex-presidentes da Câmara -, o procurador questionou se Temer e Moreira lhe “agradeceram” pela nomeação.

Prontamente, o ex-presidente respondeu ao procurador que fez pergunta, Anselmo Lopes: “Não, não. Aliás, não me agradeceram, acho que foram ingratos”, disse.

Lula foi convocado pela defesa de Eduardo Cunha a prestar depoimento, mas não trouxe muitas informações às investigações, uma vez que mostrou que desconhecia o esquema investigado. 

Foi perguntado se tinha conhecimento das irregularidades nas obras do Porto Maravilha e da interferência do peemedebista ao andamento do projeto.

“Eu infelizmente não fui nem convidado para ir às Olimpíadas”, disse o ex-presidente, respondendo que tomou conhecimento pela própria imprensa.

Jornal GGN



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terça-feira, 14 de março de 2017

Juiz do TSE mostra os crimes que Moro e procuradores escondem

JEFERSON MIOLA   13 de Março de 2017
 

A divulgação dos depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht e três ex-diretores da empreiteira na ação do TSE que julga o pedido de cassação da chapa Dilma/Temer é outra prova incontestável de que Moro, Janot e os procuradores da Lava Jato sempre escondem os fatos que debilitam o governo Temer e atingem o bloco golpista.

Num intervalo de apenas 10 dias, o juiz do TSE que relata o processo contra a chapa Dilma/Temer, Herman Benjamim, colheu depoimentos de delatores da Lava Jato e promoveu acareação entre os depoentes para esclarecer contradições sobre detalhes do envolvimento de Michel Temer no recebimento de R$ 10 milhões de propinas da Odebrecht.

As apurações no TSE trouxeram à tona informações detalhadas sobre o rateio da propina no PMDB, a tarefa de cada um no esquema e, inclusive, os códigos e senhas [sic] combinados para o recebimento do dinheiro.

A apuração é devastadora para o governo golpista; incrimina Michel Temer e Eliseu Padilha e desnuda a mecânica da corrupção operada por Eduardo Cunha e seus sócios.

Mais grave, contudo, é que tais fatos são do conhecimento da Lava Jato há muitos meses, quando colheram os depoimentos destes mesmos delatores da Odebrecht que ofereceram essas mesmas informações, mas foram ocultados pelo juiz Moro e procuradores da república.

Não é a primeira vez que crimes e fatos desfavoráveis ao bloco golpista são acobertados e só posteriormente descobertos. Esta é uma prática constante da força-tarefa da Lava Jato.

São notórias as circunstâncias, por exemplo, em que Moro age não como juiz, mas como advogado de defesa do presidente usurpador, como na anulação das perguntas que Cunha endereçou ao Temer sobre o autodenominado "mula" do Padilha, José Yunes.

O modus operandi do Moro e procuradores é bastante conhecido: escolhem o que investigam, e selecionam o que e quando divulgam.

A Lava Jato, lamentavelmente, foi transformada num tribunal de exceção para demolir o PT e impedir a candidatura do ex-presidente Lula à presidência do Brasil.

Os juízes, policiais federais e procuradores da Lava Jato, sempre que descumprem o dever de funcionário público, também deixam de cumprir os deveres constitucionais e legais exigíveis dos operadores da justiça. Isso diminui cada vez mais a credibilidade e a confiança da força-tarefa.

É fundamental que haja transparência nas investigações e monitoramento externo à força-tarefa. O controle exclusivo destes processos por funcionários públicos de duvidosa ética e isenção, poderá colocar toda a Operação sob suspeita e perpetuar a estratégia de investigação seletiva e enviesada.

À medida em que se aguarda o indiciamento de centenas de políticos, além de outras centenas de pessoas envolvidas em crimes de corrupção, é ainda mais imperioso assegurar transparência plena à Operação.

A opacidade e o segredo interessam unicamente a quem quer manipular, controlar e instrumentalizar a Lava Jato para atingir inimigos políticos e ideológicos.

O levantamento imediato do sigilo dos processos da Lava Jato, para que a sociedade possa conhecer os fatos apurados em sua extensão completa, é a exigência mínima para garantir alguma decência e lisura nas investigações.