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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Reinaldo Azevedo: O “Mito” Percebeu Que Seu Destino Inexorável É A Cadeia

SUED E PROSPERIDADE

12/10/2020

Reinaldo Azevedo: O “Mito” Percebeu Que Seu Destino Inexorável É A Cadeia

 Celeste Silveira 10 de outubro de 2020 

Por que Jair Bolsonaro indicou Kassio Marques —para todos os efeitos, um garantista— para o Supremo? Porque, sendo inculto, não é burro e é capaz de aprender com a experiência, inclusive aquela que o levou à Presidência, fagocitando o juiz-celebridade dos tolos, que havia engaiolado seu adversário por meio de uma condenação sem prova, referendada pelos parças do TRF-4.

O “Mito” percebeu que, tudo o mais constante, seu destino inexorável é a cadeia. 

“Está acusando o presidente de ter cometido algum crime, Reinaldo? Seja claro!” Não neste artigo. 

Já o fiz dezenas de vezes. No dia 29 de março de 2019, diga-se, antes de ele concluir o terceiro mês de mandato, apontei aqui ao menos quatro crimes de responsabilidade então consumados. Na minha conta, já são 19.

O objeto deste artigo é outro. Mesmo que Bolsonaro fosse inocente como as flores, o encontro com o xilindró está em seu destino porque essa é a metafísica influente. 

E isso vale para qualquer governante. Este país manteve encarcerado um ex-presidente da República condenado sem prova e contra o que dispõem o artigo 283 do Código de Processo Penal e o inciso LVII do artigo 5º, cláusula pétrea da Constituição.

Ainda que Bolsonaro possa achar intimamente que seus olhos azuis deveriam lhe conferir certa vantagem comparativa sobre um nordestino moreno, sabe intuitivamente que, a depender do alarido, isso pode ser até um agravante. 

Lula, o maior líder popular da história do Brasil, foi alvo, “sob vara” (by Celso de Mello), de uma condução coercitiva espetaculosa e ilegal. A investigação que levou Sergio Moro a tomar essa decisão durou quase cinco anos e foi arquivada. Nem denúncia houve por falta de provas.

O presidente não leu Shakespeare, mas intui que a necessidade impõe estranhos companheiros de trajetória. Sua súcia de lunáticos na internet —da qual ele é cada vez menos dependente— não compreende e se ressente do que seria um flerte do líder com a “velha política”.

Bolsonaro riu de orelha a orelha quando viu Wilson Witzel cair em desgraça. Mas certamente não lhe escapou que o adversário incidental, alvo da fúria de seus aliados na Procuradoria-Geral da República, foi afastado do cargo sem ter tido a chance de ao menos apresentar a defesa. 
Foi punido antes da aceitação da denúncia. Não há uma miserável palavra impressa que justifique a decisão.

Se o presidente tiver realmente aprendido a lição, indicará no ano que vem, para a vaga de Marco Aurélio, um nome mais terrivelmente garantista —evangélico, católico, umbandista ou adorador da natureza, como os aborígenes australianos.

Moro, desgostoso com o insucesso da empreitada rumo ao poder, resolveu refletir no Twitter: 

“As tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção. É o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia.

 Esse filme é conhecido. Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?”

Huuummm…

Antes da Lava Jato, entende-se, o Brasil era terra arrasada, com a economia em frangalhos e sem democracia, certo? Ele acredita ter deixado como legado uma fase de prosperidade, luzes e devido processo legal! Impressiona-me menos o ressentimento do que a parvoíce. Mas é a indagação final que desperta minha curiosidade. A quem se dirige?

Parece-me que é Moro falando com Moro —também Deltan Dallagnol mandava mensagens para si mesmo no Telegram. 

Ali está a confissão de que o objetivo era mesmo “o poder”. E criaturas “do pântano” são todas as que não concordam com o juiz universal, inclusive aquela a quem se aliou antes, durante e depois da eleição, vilipendiando o Poder Judiciário.

O presidente escolher garantistas para o STF não o preserva necessariamente de seus eventuais crimes, mas pode significar, ao menos, o direito ao devido processo legal, coisa negada a Lula e a Witzel. 

Desde a “Ilíada”, convém que o poderoso veja como exemplo, advertência e vaticínio o destino de seus adversários. “Bolsonaro nem sabe o que é ‘Ilíada’, Reinaldo”. Não faz diferença. Basta que intua.

*Reinaldo Azevedo/Folha

CONTINUA

Justiça Anula Título De Doutor Honoris Causa De Lula Em Universidade De Alagoas

 Celeste Silveira 12 de outubro de 2020 

O TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas) determinou a anulação do ato administrativo que deu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o título de doutor honoris causa da UNEAL (Universidade Estadual de Alagoas), em 23 de agosto de 2017. 

Lula acabaria preso oito meses depois, segundo determinação do ex-juiz Sergio Moro, pelo caso do tríplex do Guarujá (SP).

“Não é razoável, nem atende à moralidade administrativa conceder honraria a alguém condenado judicialmente e que ainda responde a outras ações penais”, justifica um trecho da decisão, assinada pelo juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, da 4ª Vara Cível de Arapiraca.

O documento é de 23 de julho, mas só foi acrescentado ao processo no último dia 9, de acordo com os registros eletrônicos do TJ-AL.

A ação foi movida pela advogada Maria Tavares Ferro, hoje candidata à vereadora pelo PSDB em Maceió. Ela já foi filiada ao Novo e chegou a disputar as eleições de 2018 pelo partido, como candidata à deputada federal, mas não foi eleita.

À época, a Justiça negou o pedido de liminar apresentado pela tucana, alegando que “não restou configurado a probabilidade do direito ou o perigo do dano” da honraria. O ex-presidente e a UNEAL rebateram Ferro, que não apresentou réplica.

Também ouvido na ocasião, o Ministério Público se manifestou pelo arquivamento do processo. Em janeiro deste ano, porém, Carlos Bruno de Oliveira Ramos optou por julgar a ação — e, agora, anular o título concedido a Lula.

Procurada pelo UOL, a assessoria do ex-presidente disse que não cabe a ele comentar sobre a decisão do juiz, “embora ela pareça ser uma violação evidente dos princípios constitucionais da autonomia universitária e da presunção da inocência”.

“Os processos contra Lula não terminaram sua tramitação e o julgamento de um habeas corpus de anulação da atuação do ex-juiz Sérgio Moro, pela sua evidente suspeição e atuação política, já foi iniciado no STF [Supremo Tribunal Federal] e aguarda conclusão iminente”, acrescentou.

Título foi aprovado em 2012

O título concedido a Lula em Alagoas foi aprovado em março de 2012, após votação do Conselho Superior da UNEAL. Foi o segundo título entregue a Lula durante sua caravana pelo Nordeste, iniciada em 17 de agosto de 2017 — o primeiro foi dado pela UFS (Universidade Federal de Sergipe).

Segundo a justificativa oficial, como mostrou o UOL à época, a homenagem da UNEAL ao ex-presidente “foi baseada nos resultados obtidos pela universidade com as políticas públicas viabilizadas durante o governo do então presidente”.

“Houve a implantação do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas, que garantiu a formação de quase 76 professores indígenas, e do Programa de Licenciatura em Educação do Campo, que graduou 54 professores que atuavam no campo, entre outras ações que resultaram em inclusão social e acesso à universidade por camadas menos favorecidas da sociedade”, informou a universidade em nota.

Ao todo, Lula já recebeu 35 títulos de doutor honoris causa de universidades brasileiras e do exterior, entre elas o Instituto de Estudos Políticos de Paris, na França; a Universidade de Coimbra, em Portugal; e a Universidade de Salamanca, na Espanha. 

Quando ainda estava preso, também lhe foi concedida a honraria pela Universidade de Rosário, na Argentina.

 *Com informações do Uol

Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 8 de julho de 2019

REINALDO AZEVEDO: MORO MANDOU FACHIN ÀS FAVAS


REINALDO AZEVEDO: MORO MANDOU FACHIN ÀS FAVAS

Escrito por Portal Click Política 8 de julho de 2019

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POR REINALDO AZEVEDO DO PORTAL UOL:

A cada nova revelação, Sergio Moro, ministro da Justiça, vai deixando mais clara a sua natureza.

 Começou a sua trajetória, com a colaboração da imprensa, como uma espécie de Príncipe do Direito, disposto a pôr fim à impunidade no país — ao menos segundo o arranjo retórico que criou para si mesmo. 

Quase todos caíram na sua conversa. 

Estou entre os que não cederam ao canto do pavão.

“Pavão canta, Reinaldo?” Emite um som desagradável, mais agudo e mais longo do que o do marreco. Seu jeito de encantar é abrindo a cauda, inútil para qualquer fim que não seja seduzir a fêmea. 

Tem a sua virtude, claro!, para a fêmea de um pavão. Não para o estado de direito. Adiante.

Reportagens da Folha e do site The Intercept Brasil revelam que Moro tomou a iniciativa de estimular Deltan Dallagnol e a Lava Jato a vazar dados sigilosos da delação da Odebrecht que dizia respeito à Venezuela, com o claro intuito de influir na política local. 

Um problema: o vazamento era ilegal e punha vidas a risco.

 Mesmo assim, o vazamento aconteceu.
Eis que Moro resolveu recorrer ao Twitter na manhã deste domingo. E, ora vejam, não nega a existência das mensagens. E também não as assume. Mas as justifica. Escreveu às 10h04 desta manhã:

“Novos crimes cometidos pela Operação Lava Jato segundo a Folha de São Paulo e seu novo parceiro, supostas discussões para tornar públicos crimes de suborno da Odebrecht na Venezuela, país no qual juízes e procuradores são perseguidos e não podem agir com autonomia. É sério isso?”


Eis o antigo pavão nada misterioso transformado em urubu do estado de direito e da ordem legal. 

Embora acrescente o adjetivo “supostas” ao substantivo “discussões” — entre ele e Dallagnol, seu subordinado, e entre este e seus pares de Lava Jato —, é evidente que o agora ministro admite como virtuosos os diálogos.

 Reparem que trata o vazamento como um ato em defesa de juízes e procuradores da Venezuela.

FACHIN QUE VÁ LAMBER SABÃO
  
Ocorre que, assim como fez com Teori Zavascki quando relator do petrolão — divulgando, nas barbas do ministro, de modo ilegal, grampo também ilegal que envolvia a presidente da República —, Moro está a defender que se mande Edson Fachin lamber sabão, 
o substituto de Zavascki, morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro de 2017, e justificando a “suposta” iniciativa de sugerir o vazamento da delação da Odebrecht, crime que, com efeito, aconteceu e ainda está sob investigação.

E, como nós vimos, alertado de que o vazamento poderia elevar a tensão na Venezuela e insuflar até uma guerra civil, Dallagnol deu de ombros, afirmando que insurgir-se contra o governo era um direito dos venezuelanos.

O MAIS GRAVE

Se querem saber, esse é o episódio mais grave de todas as revelações trazidas à luz pelo site The Intercept Brasil.

Os acordos da Odebrecht, especialmente os que envolviam autoridades estrangeiras, possuem uma cláusula que determina o sigilo total e absoluto, com proteção à integridade física dos colaboradores. 
Isso é tão sério que foram os únicos casos que Fachin houve por bem manter sob sigilo quando decidiu pelo liberou-geral.

Há ainda uma cláusula, como sabe o relator, que determina o rompimento do acordo, mantendo-se todos os benefícios aos colaboradores no caso de tal sigilo ser violado pelas autoridades.

Assim, num único ato, ao vazar parte das delações, em vídeos publicados pela ex-procuradora-geral Luísa Ortega Díaz, dissidente do regime, os vazadores:

– mandaram Fachin às favas ao descumprir sua ordem;

– comprometeram a segurança física dos colaboradores e de suas famílias;
– violaram o acordo e a expectativa de segurança jurídica de entendimento celebrado com um órgão de Estado.


É gravíssimo! Ora, um colaborador ou é um criminoso — no mais das vezes — ou alguém que, ao cair na teia, cede os anéis para não perder os dedos, ainda que inocente. 

Fato é que, quando firma um acordo, espera do órgão estatal ética e cumprimento da lei. 

O que se viu foi vergonhosamente o oposto.

Não obstante, como se nota, Sérgio Moro parece se orgulhar do ocorrido. 

Resta em seu tuíte a sugestão oblíqua de foi um ato em defesa de juízes e procuradores perseguidos.

Que o vazador estivesse mandando, mais uma vez, um ministro do Supremo plantar Ao sugerir o que sugeriu e escrever o que escreveu — e o crime foi cometido! —, o urubu da ordem legal resolveu fazer sombra em outros países da América Latina com sua cauda.

Sim! Ele já chegou a ser um pavão algo misterioso. Hoje, é só uma esfinge sem segredos. Não vê quem não quer.

‘FACHIN É NOSSO, AHA, UHU”

batatas, bem, isso é o de menos. Que estivesse pondo vidas em risco, idem.

Com a palavra, Edson Fachin, o último a saber.
Se bem que, como disse Dallagnol, “Fachin é nosso, aha, uhu”.

Quer dizer, “deles”. Dos urubus da ordem legal.

E, claro, resta o espetáculo da hipocrisia: Moro chama de criminoso o material que uma fonte anônima passou ao site de The Intercept Brasil.

 Mas, como se vê, parece considerar uma virtude o vazamento ilegal de uma delação, contra decisão do Supremo, ato que pôs vidas em risco. 

Pior: os procuradores que debateram o assunto, sob o seu estímulo, fazem digressões sobre a possibilidade de uma guerra civil num país vizinho como quem diz “hoje é domingo”


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quinta-feira, 20 de junho de 2019

NOVA BOMBA DA VAZA JATO REVELA QUE MORO MENTIU E COMETEU OUTRO CRIME CONTRA LULA


NOVA BOMBA DA VAZA JATO REVELA QUE MORO MENTIU E COMETEU OUTRO CRIME CONTRA LULA

Escrito por Portal Click Política 20 de junho de 2019

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A parceria entre o The Intercept e o jornalista Reinaldo Azevedo trouxe mais uma bomba: a revelação de que o ex-juiz Sergio Moro, que atuou como chefe da acusação contra Lula, e não como magistrado imparcial, decidiu que procuradores deveriam interrogar o ex-presidente, em mais um crime que terá que levar à anulação do processo.

Leia abaixo a íntegra da reportagem da BandNews:

Uma nova conversa entre membros da Lava Jato revela que a procuradora Laura Tessler, da força-tarefa, deixou de participar de audiências, incluindo uma com o ex-presidente Lula, após reclamação do então juiz Sérgio Moro.

As informações foram divulgadas com exclusividade e em primeira mão pelo âncora da BandNews FM Reinaldo Azevedo, em parceria com o site The Intercept Brasil.

Em 13 de março de 2017, Moro enviou uma mensagem para o procurador Deltan Dallagnol, onde fala sobre a integrante da Lava Jato: 

“É excelente mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. 

Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para próprio bem dela. Um treinamento faria bem. 

Favor manter reservada essa mensagem”.

No mesmo dia, Deltan encaminha a mensagem para o também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, hoje aposentado. 

Após pedir para o coleter cuidado e apagar as informações depois da leitura, Deltan afirma: “Vamos ver como está a escala e talvez sugerir que vão 2, e fazer uma reunião sobre estratégia de inquirição, sem mencionar ela.”

Em resposta, Carlos Fernando concorda com o pedido: “Por isso tinha sugerido que Júlio ou Robinho fossem também. No do Lula não podemos deixa.

A nota diz que mensagens podem ter sido adulteradas

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, lançou nota rebatendo as novas denúncias da Vaza Jato para prejudicar Lula; Laura Tessler, procuradora da força-tarefa, deixou de participar de audiências.

Continua

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Publicado em 20 de jun de 2019


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terça-feira, 20 de novembro de 2018

JORNALISTA DA FOLHA GARANTE: Moro Tem Um Projeto De Poder; CONFIRA!


JORNALISTA DA FOLHA GARANTE: Moro Tem Um Projeto De Poder; CONFIRA!

Por Portal Click Política Em 20 nov, 2018

 

O articulista Reinaldo Azevedo comentou nesta terça-feira (20) sobre a nomeação do atual superintendente da Polícia Federal em Curitiba, Maurício Valeixo, para diretor-geral da PF a partir de janeiro de 2019, quando atuará sob os auspícios de seu amigo pessoal, o futuro superministro Sério Moro.

“Se há coisa de que Moro não pode ser acusado é de ser ‘tolo’. 
Eu, por exemplo, sempre o considerei um dos homens mais espertos da República. 

Percebi isso logo no terceiro mês da Operação Lava Jato, em 2014. 
Quando vi a forma como manipulava setores da imprensa, pensei: ‘Que cara esperto!’. 
Eis aí. Tinha e tem um projeto de poder. 

No momento, ele e Jair Bolsonaro se dão, vamos dizer assim, carona 
(…). 
Mais do que a dita ‘República de Curitiba’, quem morde um naco do poder é a República de Moro.

 Convenham: é mais fácil, a esta altura, Jair Bolsonaro se desgastar no poder do que o ex-juiz, não é mesmo?”, escreveu Reinaldo.

Sobre a nomeação da delegada da Polícia Federal Érika Marena para o comando do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) – Marena que esteve à frente da “Ouvidos Moucos”, 

a Operação que resultou na prisão do então reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, que acabou cometendo suicídio menos de três semanas depois – 

Reinaldo colocou o caso em uma outra perspectiva:

“Se vocês querem saber como isso seria lido em certos círculos, façam o seguinte: 
transformem a delegada num quadro do petismo, e Cancellier num, vamos dizer, militante que estivesse lutando contra as esquerdas e o que Jair Bolsonaro considera ‘marxismo na educação’. 

Como resultado, teríamos, então, uma agente esquerdista mandando para a cadeia um paladino da liberdade, que se mata 18 dias depois. 

Vindo a púbico a conclusão do inquérito, descobre-se que nada havia contra a vítima. 

Na sequência, essa agente do petismo, então, seria alçada a um dos postos mais importantes da Polícia Federal. 

E pronto! Como andariam as redes sociais agora?”, questiona Reinaldo.


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