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domingo, 13 de novembro de 2016

Eu não vou parar mesmo se queimado vivo: Narendra Modi

Eu não vou parar mesmo se queimado vivo: Narendra Modi
IANS / Panaji
Arquivado em 13 de novembro de 2016 | Última Atualização em 
13 de novembro de 2016 em 14:49
 
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante seu 
discurso em Goa.  (Screengrab YouTube)

"Eles não vão me deixar vivo. Eles vão me destruir. Deixe-os fazer o que querem. Cinqüenta dias me ajudar. O país deveria apenas me ajudar por 50 dias", disse Modi.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no domingo fez um apelo apaixonado para a nação para dar-lhe apenas 50 dias para extirpar riqueza infundada no país. 

Falando em uma função do governo Goa perto de Panaji, ele disse que sua unidade contra a corrupção e dinheiro negro, especialmente o de-monetização, tinha o colocou na mira dos envolvidos no comércio ilegal. 

Modi também disse que a unidade de-monetização não foi o fim de sua campanha contra a corrupção e dinheiro negro e disse que ele estava trabalhando em outros projetos para parar o mal-estar.


Aqui estão 10 citações de seu discurso: 

1. "Sim, eu também sinto a dor. Essas medidas tomadas não eram uma demonstração de arrogância." 

2. "Eu vi a pobreza e compreender os problemas das pessoas. Eu não nasci para se sentar em uma cadeira de alto cargo." 

3. "Eu sei que tipo de poderes que assumiram. Eu sei o tipo de pessoas que vão estar contra mim agora. Estou saqueando o que eles tinham acumulado mais de 70 anos." 

4. "Eles não vão me deixar vivo. Eles vão me destruir. Deixe-os fazer o que querem. Cinqüenta dias me ajudar. O país deveria apenas me ajudar por 50 dias."


5. "Este não é o fim. Este não é um ponto final. Estou dizendo abertamente, este não é um ponto final." 

6. "Há outros projetos em minha mente para parar de desonestidade e corrupção no país. Esses projetos estão chegando." 

7. "Eu estou fazendo isso para os pobres, pessoas honestas para aqueles que estão trabalhando duro para sobreviver. Assim que eles podem obter sua própria casa, seus filhos tenham uma boa educação e de modo que os pais recebem cuidados." 

8. "Você não me peça para trabalhar contra dinheiro sujo? Se você tivesse me pediu para fazer isso, eu deveria ter feito isso ou não? Você me diz, se você tivesse me perguntado, então você teria imaginado que haveria algum inconveniente . " 

9. "Eu não vou parar, mesmo se eu estou queimado vivo." 

10. "O país está a ouvir-me. Eu nunca manteve o país no escuro. Eu já disse isso com franqueza e na honestidade."




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Temer diz em evento dos Brics que economia do país está se recuperando

16/10/2016 08h05 - Atualizado em 16/10/2016 14h23
Temer diz em evento dos Brics que economia do país está se recuperando
Na Índia, presidente participou de encontro de cúpula do grupo.Ele enfatizou aos demais líderes medidas de ajuste fiscal no Brasil.
Do G1, em Brasília
Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião 
dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Michel Temer fez discursos neste domingo (16) em eventos do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nos quais buscou enfatizar que a economia brasileira está se recuperando e que o país adotou medidas de responsabilidade fiscal para conter o rombo nas contas públicas. Aos chefes de estado dos demais países do grupo, o presidente afirmou que o Brasil começa a "entrar nos trilhos".
As falas do presidente ocorreram em reuniões que fazem parte do encontro de cúpula dos Brics, realizado neste fim de semana na cidade de Goa, na Índia. No primeiro evento do dia, uma reunião privada com os chefes de estado da China, Rússia, Índia e África do Sul, o presidente ressaltou medidas de seu governo para retomada do crescimento e a melhora em alguns indicadores econômicos.

"Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram. O Fundo Monetário Internacional estima o fim da recessão e a volta do crescimento do PIB brasileiro no próximo ano. A inflação tem cedido e, em setembro passado, tivemos o menor índice para o mês desde 1998. Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos", afirmou Temer. 

Mais tarde, em eventos com os mesmos chefes de estados e com empresários que formam o Conselho Empresarial dos Brics, Temer voltou a defender a ideia de recuperação da economia brasileira e convidou os executivos a investirem no país.

"Com as primeiras medidas adotadas, posso assegurar, que já podemos constatar sinais da volta de confiança. A inflação, que sabemos todos, dá sinais de desaceleração. Os índices de confiança da indústria e do consumidor registram altas.Convido, portanto, as empresas dos países do BRICS a investirem no Brasil", disse o presidente.
Nos dois eventos do dia, Temer citou o programa de parcerias com a iniciativa privada lançado pelo governo, que contempla obras na área de infraestrutura, como portos e rodovias.

"Estamos empenhados em melhorar o ambiente de negócios. Vamos desburocratizar processos, reduzir custos de operação e zelar pela previsibilidade e pela segurança jurídica. Lançamos já, o Programa de Parcerias de Investimentos fundado em regras estáveis. São 34 projetos iniciais nas áreas de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, energia, óleo e gás. As agências reguladoras voltarão a ter papel efetivo de supervisão", afirmou o presidente para os chefes de estado e empresários.
Os presidentes do Brasil, Michel Temer; da Rússia, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, e os presidentes da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma, em foto oficial da Cúpula dos BRICS em Goa, na Índia (Foto: AFP Ohoto)
Os presidentes do Brasil, Michel Temer; da Rússia, Vladimir Putin, 
o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, e os presidentes da China, 
Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma, em foto oficial da Cúpula 
dos BRICS em Goa, na Índia (Foto: AFP Ohoto)

Ajuste
Temer ainda enfatizou em seus discursos a intenção do governo de sanear o rombos nas contas públicas por meio de medidas de ajuste fiscal, como a PEC do teto dos gastos e a reforma da Previdência. A expressão "responsabilidade fiscal" foi repetida algumas vezes pelo presidente.
"Responsabilidade fiscal é, para nós, um dever maior e tarefa urgente. É dever maior porque, sem ela, põem-se em risco os avanços sociais do Brasil. É tarefa urgente porque o desarranjo das contas públicas é a causa-mor da crise que enfrentamos", afirmou Temer.

Parceria com asiáticos
No final do dia no horário local da Índia (9 horas à frente do horário de Brasília) Temer participou de um encontro de cúpula ampliada, entre os Brics e chefes de estado do BIMSTEC, grupo que reúne Bangladesh, Butão, Índia, Myanmar, Nepal, Sri Lanka e Tailândia.
No último discurso do dia, o presidente ressaltou a intenção do Brasil em aumentar as relações comerciais com os países asiáticos.

"A Ásia é região de abundante e preciosos recursos humanos e culturais. É a área de maior dinamismo econômico do Planeta.Sobretudo em período no qual nos concentramos na retomada do crescimento, desejamos intensificar relações com nossos amigos asiáticos e, certamente, com cada um dos países aqui reunidos", disse Temer.

Ele defendeu maior integração entre os países e a intensificação do comércio. Para Temer, o protecionismo e a criação de barreiras não são eficiente para lidar com os desafios que o mundo hoje enfrenta.
"Como tenho dito, o sistema internacional experimenta um déficit de ordem. Conflitos prolongam-se. O terrorismo continua a ceifar vidas mundo afora, com brutalidade desconcertante. Os crimes transnacionais geram níveis de violência inaceitáveis. Pressões sociais alimentam a tentação do isolacionismo – como se crescimento e empregos dependessem de menos, e não mais, intercâmbio entre os povos", afirmou o presidente.

"O sistema internacional simplesmente não se mostra equipado para lidar com esses imensos desafios", completou.