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sábado, 23 de dezembro de 2017

Globo É Impedida De Cobrir Jogo Que Participou Lula, Fica Com ‘Raiva’ E Diz Que Evento Teve ‘Ironias’ Contra Moro

Globo É Impedida De Cobrir Jogo Que Participou Lula, Fica Com ‘Raiva’ E Diz Que Evento Teve ‘Ironias’ Contra Moro
Por Redação Click Política Última Atualização 23 dez, 2017
 

MATÉRIA DO JORNAL O GLOBO

O ex-presidente Lula e o cantor Chico Buarque participaram neste sábado de jogo para celebrar a inauguração do campo de futebol da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guararema, na região metropolitana de São Paulo. 

Segundo os organizadores, cerca de 1,5 mil pessoas estiveram presentes na inauguração, que contou com a participação de políticos aliados, artistas e convidados.

Repórteres do jornal O GLOBO e do portal UOL foram impedidos de acompanhar a inauguração, sob justificativa de que a cobertura do ato ficaria restrita a veículos convidados, entre os quais não estaria incluída “a imprensa golpista”. 

Os organizadores informaram que “Folha de S. Paulo” e “O Estado de São Paulo” também estavam vetados.

Há pouco mais deu um mês, repórteres da “Folha” também foram impedidos de acompanhar o congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), sob a justificativa de que reportagens do jornal não tinham “o enfoque certeiro”.

Parte do ato deste sábado foi transmitida ao vivo pelo site do próprio movimento. 

A partida dos “Amigos de Chico Buarque” contra os “Veteranos do MST” terminou empatada em 5 a 5. 

Do lado de Chico estavam o ex-presidente Lula, o ex-jogador Reinado (ídolo do Atlético Mineiro), e políticos como Fernando Haddad, Alexandre Padilha e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).


Antes da partida, o jornalista Juca Kfouri fez um breve discurso em homenagem ao ex-jogador Sócrates, do Corinthians, que dá nome ao campo, e apresentou-se como juiz da partida.

— Daqui deste momento em diante, deixo de ser o jornalista Juca Kfouri para ser o juiz Juca Moro — brincou o jornalista, arrancando risos do público, numa referência ao titular da 13ª Vara Federal em Curitiba, que cuida de parte dos processos envolvendo o ex-presidente na Lava-Jato.

Juca continuou:

— Já adverti um jogador aí presente, de nome Lula, com um cartão amarelo, antes de começar o jogo — disse, provocando mais risos, agora tímidos.
— E na primeira dividida que ele der, eu vou expulsá-lo — brincou.

Parte da plateia ficou em silêncio, outra parte vaiou.

 Logo nos primeiros minutos do jogo, Lula cobrou um pênalti no meio do gol — a goleira apenas abraçou a bola, para a tristeza do narrador da partida.

— Bateu de direita, a goleira pegou — ele lamentou.

O juiz pediu que a cobrança fosse refeita. 
Ao som da torcida que gritava pelo seu nome, Lula chutou novamente no meio do gol, mas dessa vez a goleira deixou passar.

— A goleira, digamos, facilitou a vida do ex-presidente Lula. Mas ele conseguiu marcar um gol de placa, como muitos que já marcou na vida — derreteu-se o narrador.

Por tirar a camisa durante a comemoração do gol, Lula foi expulso pelo juiz, gerando reclamação de Chico. Depois de fazer uma reverência à plateia, Juca permitiu que o ex-presidente voltasse ao campo.

 Ainda assim, em meio ao sol forte, ele deixou a partida ainda no primeiro tempo.

O jogo ocorre semanas antes do julgamento de recursos apresentados pela defesa de Lula e pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, marcada para 24 de janeiro.



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sábado, 10 de setembro de 2016

FOTÓGRAFO DESABAFA E DENUNCIA GOLPISMO DOS COLEGAS DA IMPRENSA

FOTÓGRAFO DESABAFA E DENUNCIA GOLPISMO DOS COLEGAS DA                             IMPRENSA
 :
"Agora não querem ser chamados de golpistas? SÃO GOLPISTAS e a nossa imprensa está na lata de lixo da história, ao contrário da mídia internacional, que enxergou o golpe. Quando estavam batendo na presidenta Dilma não queriam saber o que viria depois, agora aguentem as consequências de ter que ir para as ruas e serem escrachados durante as coberturas das manifestações contra o governo golpista", escreveu Lula Marques, um dos principais profissionais da fotografia no Brasil

10 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 18:40 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM

Por Lula Marques, em seu Facebook

Os coleguinhas fotógrafos não querem ser chamados de golpistas.
São golpistas sim e agora aguentem as consequências!
Quando começou todo o processo do impeachment, eu era a única voz entre os fotógrafos que cobrem o Palácio do Planalto que dizia que era um golpe. Chegava todos os dias para trabalhar e, em alto e bom som, soltava um “bom dia mídia golpista!”. No começo, os coleguinhas levavam na brincadeira, mas o tempo foi passando e o golpe se consolidando. Quando o processo passou na Câmara, eu virei alvo de piadinhas nos corredores, coberturas jornalísticas e nos bares. Fui chamado de louco, disseram que eu precisava tomar remédio. Ouvi muita piadinha dentro do Planalto e no Congresso dos fotógrafos machões, homofóbicos, preconceituosos, arrogantes e misóginos. São analfabetos políticos. E, ainda se acham melhores do que qualquer trabalhador por ter uma credencial para entrar nos Palácios. Nos anos do PT, ouvi frases como: “Como o ar esta fedido hoje aqui”, referindo-se aos integrantes de movimentos sociais que participavam de cerimônias. Que nojo! Para esse tipo de gente, pobre não tem direito a frequenter aeroporto. Isso sem falar dos comentários misóginos sobre a presidenta Dilma. É de dar asco! O que esperar de um fotógrafo que fala que o maior problema do casamento são as mulheres?! A misoginia ajudou a derrubar a primeira mulher eleita desse País. Se fosse um homem no lugar dela, não teria passado pelo que Dilma passou. Para esse tipo de gente, as suas mulheres devem ser lindas, recatadas e do lar. Ouvi também dos coleguinhas jornalistas que eu estava remando contra a maré. Era maluco de ser uma voz solitária no meio daquele massacre midiático. Olhares de reprovação. É como se falassem: o que esse petista está fazendo aqui? O jornalismo que idealizamos morreu e um novo jornalismo alternativo está surgindo e expondo as “grandes”redações, que transformaram fotógrafos em meros apertadores de botão. Recebem uma pauta e sequer sabem o que está por trás dela. Há uma grande diferença entre petista e jornalista e espero que procurem no dicionário a resposta.

Agora não querem ser chamados de golpistas? SÃO GOLPISTAS e a nossa imprensa está na lata de lixo da história, ao contrário da mídia internacional, que enxergou o golpe. Quando estavam batendo na presidenta Dilma não queriam saber o que viria depois, agora aguentem as consequências de ter que ir para as ruas e serem escrachados durante as coberturas das manifestações contra o governo golpista, contra a mídia golpista e contra os corruptos que vocês ajudaram a colocar no poder. Aguentem e paguem pelas mentiras ditas, mentiras fotografadas e por ter ajudado a derrubar uma presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos. Não é por acaso que a credibilidade da imprensa vai ladeira abaixo. Os leitores/eleitores estão cobrando. Fizeram agora paguem. Não venham com a desculpa de que são trabalhadores e a culpa é dos donos dos jornais. Vocês são os jornalistas que estiveram na linha de frente na hora buscar as informações e sabiam muito bem o que seus editores queriam e fizeram direitinho para manter seus empregos. Ligaram o foda-se para o País e a democracia. Não tentem arrumar um culpado pelo seus erros, vão ser chamados de golpista sim. Seus chefes golpistas, que ajudaram o golpe, vão continuar nas suas salas com ar condicionado e vocês vão ter que ir para ruas e as ruas os esperam.

Estou na profissão há 35 anos, cobri a redemocratização, reforma constitucional, impeachment do Collor, anões do orçamento e fiz tantas outras matérias maravilhosas. Nos últimos anos, no entanto, a parcialidade virou rotina, omissão, manipulação… dois pesos e duas medidas. O objetivo era tirar o PT do poder. Não vi nada parecido com outros partidos. E hoje, a mídia alternativa, como os jornalistas livres, mídia ninja e tantos outros surgiram com o compromisso com a verdade e a democracia. Ontem fui acusado de viver para ter likes. Nós, verdadeiros jornalistas queremos divulgar a verdade e os likes são resultado do nosso trabalho sério e honesto. Mostramos a verdade, sem manipulação, ao contrário dos veículos tradicionais. Não concordo com a violência e me solidarizo com meus colegas, Lula da Record e Kleiton do UOL, profissionais que respeito. Venceram na profissão e foram atacados por radicais de esquerda. Sigo na luta para acabar com a corrupção e desigualdade social. Minha escola de jornalismo sempre foi a liberdade e democracia e principalmente a verdade. Não faço e nunca vou fazer parte de grupinhos que se comunicam e trocam mensagens pelo WhatsApp para não perderem uma foto e serem demitidos. Meu compromisso é com o leitor. Não tentem arrumar o culpado de tudo que vocês provocaram. Um dia espero que a consciência mostre o quando foram pequenos. Lula Marques.