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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Auditoria encontra R$ 385 milhões com Guedes na compra de empresas, Ministro de Bolsonaro, sem explicação


Auditoria encontra R$ 385 milhões com Guedes na compra de empresas, Ministro de Bolsonaro, sem explicação

2 hours ago Denúncias  07/06/2019

 

Auditorias da Funcef —
entidade de previdência complementar dos funcionários da Caixa— afirmam que FIPs (fundos de investimento em participações) geridos pelo hoje 
ministro da Economia, Paulo Guedes, pagaram, sem justificativa técnica adequada, R$ 385 milhões de ágio para adquirir empresas.

Os investimentos foram feitos com recursos captados de fundos de pensão patrocinados por estatais e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Guedes montou, 
por meio de sua empresa de gestão de ativos, FIPs que receberam, entre 2009 e 2014, R$ 1 bilhão em recursos dos institutos que administram os planos de pensão e aposentadoria dos empregados de empresas públicas.

Entre eles estão Funcef, Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES.

O agora ministro fundou a gestora BR Educacional em 2007, empresa que, em 2013, passou a integrar o grupo Bozano, que ele deixou no ano passado, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

As auditorias da Funcef, de fevereiro deste ano, foram feitas a pedido do MPF (Ministério Público Federal), que conduz duas investigações sobre fraudes nos negócios, supostamente praticadas em consórcio por Guedes e dirigentes dos fundos de pensão.

A principal suspeita, baseada em relatórios da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), é de que eles tenham gerado ganhos excessivos ao ministro, em detrimento dos cotistas dos FIPs.

Um dos fundos, o Brasil de Governança Corporativa, pagou R$ 278 milhões de ágio ao comprar participação em quatro empresas cujos valores patrimoniais somavam R$ 210,9 milhões.

Paulo Guedes é o homem do mercado de Bolsonaro

Outro FIP, o BR Educacional, desembolsou extra de R$ 107 milhões por três companhias, enquanto o patrimônio delas somados era de R$ 73 milhões.

Os relatórios da Funcef, obtidos pela Folha, registram que, para justificar o ágio pago, a gestora de ativos de Guedes deveria ter apresentado laudos de avaliação técnica de escritórios especializados, o que não ocorreu.

Eles atestariam se, de fato, houve “fundamento econômico-financeiro” para o pagamento do valor sobressalente.

Um documento da própria empresa do ministro registra a necessidade dos estudos, mas só foram apresentados levantamentos que ela mesma produzira. 

(…)


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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Procuradoria investiga dinheiro sujo na campanha de Bolsonaro


Procuradoria investiga dinheiro sujo na campanha de Bolsonaro

11/10/2018 13:25 Atualizado 18/10/2018

Ao abrir Procedimento Investigatório Criminal contra Paulo Guedes, o ‘Posto Ipiranga’ da equipe econômica do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), a força-tarefa Greenfield citou a necessidade de apurar as ‘conexões’ entre doações de R$ 53 milhões a partidos e políticos da empresa Contax e aportes de fundos de pensão. A diligência está entre os procedimentos sugeridos pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que cita uma relação entre a Contax e Guedes, aos investigadores.

A investigação foi aberta com base em relatórios sobre dois fundos de investimentos (FIPs) administrado por uma empresa de Guedes que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão de estatais. 
Também será apurada a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias.

As informações levantadas pela Previc, segundo o MPF, apontam que há ‘relevantes indícios de que entre fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ, Postalis (todas alvos da Operação Greenfield), Infraprev, Banesprev e FIPECQ e da sociedade por ações BNDESPar 
possam ter se consorciado com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes, controlador do Grupo HSM Brasil, a fim de cometerem crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras equiparadas ‘e emissão e negociação de títulos mobiliários sem lastros ou garantias, relacionados a investimentos no FIP BR Educacional’.

Entre as medidas recomendadas pela Previc, está a verificação de ‘eventuais conexões entre os aportes dos fundos de pensão e as doações da empresa Contax Participações S/A (registradas em R$ 53 milhões para partidos políticos e candidatos, entre 2008 e 2014) da qual, segundo o portal Bloomberg, o sr. Paulo Roberto Nunes Guedes era diretor’.

No documento de instauração de inquérito, assinado no dia 2 de outubro, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, chefe da força-tarefa que investiga fraudes em fundos de pensão, Caixa Econômica e BNDES, pede o ‘aprofundamento da investigação sobre os aportes no FIP BR Educacional’.

No relatório, o procurador elenca 17 diligências para a instrução das investigações. 


Entre elas, pede para que sejam oficiados o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União ‘para que apure eventual prejuízo sofrido pelo BNDESPAR 
e pelos fundos de pensão FUncef, Petros, Previ, Postalis, Infraprev, Banespreve FIPECQ em decorrência do investimento no FIP BR Educacional’.

Também pediu para que a Receita Federal faça uma ‘análise de interesse fiscal do contribuinte Paulo Roberto Nunes Guedes, bem como das pessoas jurídicas vinculadas a seu grupo econômico’.

Ao fim do ofício, e fora da lista das 17 diligências, o procurador finaliza o documento determinando a solicitação à Assessoria de Pesquisa e Análise Descentralizada do Ministério Público Federal em Brasília 
a ‘pesquisa de vínculos societários das pessoas físicas e jurídicas mencionadas na nota técnica nº 1409/2018/PREVIC (inclusive a Contax Participações S/A), bem como pesquisa sobre doações eleitorais realizadas pelas pessoas físicas e jurídicas em questão entre os anos de 2008 e 2018’.



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