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sexta-feira, 24 de março de 2017

Eliane Catanhêde provoca Eduardo Guimarães no Twitter e recebe resposta à altura

Eliane Catanhêde provoca Eduardo Guimarães no Twitter e recebe resposta à altura
23 de março de 2017
Blogueiro, que foi alvo de condução coercitiva a mando do juiz Sergio Moro, reagiu à declaração da apresentadora da GloboNews de que ele seria um “aventureiro” e não um jornalista
Por Redação
 eliane-cantanhede

A apresentadora da GloboNews Eliane Catanhêde usou o seu perfil no Twitter para provocar o blogueiro Eduardo Guimarães, alvo de condução coercitiva nessa semana a mando do juiz federal Sergio Moro.

A ação do magistrado tem gerado controvérsia e é vista por muitos como um atentado à liberdade de expressão. Guimarães é editor, há 12 anos, do Blog da Cidadania e está sendo pressionado a revelar suas fontes em uma investigação da Operação Lava-Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Sigilo de fonte é garantia constitucional para jornalista, não para qualquer aventureiro”, escreveu Catanhêde em resposta a uma publicação do jornalista Kennedy Alencar, que defendeu a tese de que a medida contra o blogueiro foi abusiva. “Abrir um blog qualquer não transforma ninguém em jornalista”, ela comentou com uma seguidora.

Em meio à reação dos internautas à declaração da apresentadora, o próprio Eduardo Guimarães rebateu em seguida. 

“Não esqueça de dizer que você recorreu a este ‘aventureiro’ para buscar informações para você na Venezuela”, escreveu. 

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a ONG Repórteres Sem Fronteiras já se posicionaram em defesa do blogueiro no episódio envolvendo a Lava-Jato.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Jornalista mais perigosa do mundo?

Jornalista mais perigosa do mundo? 
MUNDO 11:01 13.01.2017(atualizado 11:05 13.01.2017)  
Margarita Simonyan, editora-chefe da Sputnik e do canal RT
© Sputnik/

A editora-chefe da Sputnik e do canal RT tem sido apontada pela inteligência dos EUA como a responsável pela "campanha de influência" que visava favorecer a eleição de Donald Trump.

Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) expressou sua opinião em torno deste assunto destacando que "as críticas foram direcionadas contra a jornalista que chefia esses meios de comunicação russos por ser responsável pela eventual interferência russa nas eleições". 

Em entrevista à Sputnik Mundo, Braga explicou que "uma só pessoa não pode definir a política de um Estado".

Na opinião de Braga, é normal a existência de políticas editoriais, "mas não há nada que signifique uma intervenção política direta". Segundo a presidente da FENAJ, o conteúdo do relatório foi revelado através de comunicados da mídia sem oferecer nenhuma prova: Não há nenhuma comprovação de que realmente tenha sido interferido ou intencionado interferir nas eleições, aponta Braga. 

"Todos os Estados possuem suas políticas de comunicação. E claro que um país como Rússia tem a sua própria e tem o direito de realizá-la", sublinhou.

As notícias representam Simonyan como a jornalista mais perigosa do planeta. Como exemplo, pode ser utilizado um artigo publicado no jornal argentino La Nación. Segundo Braga, "o texto de La Nación, escrito por uma mulher-jornalista, é um exemplo de anti-jornalismo" e não tem "informações concretas".

"Quando se trata de figuras públicas femininas, o sexismo está sempre presente, começando com a descrição física que absolutamente não intervêm na sua atividade profissional", conclui a presidente da FENAJ.

O relatório publicado pelos serviços de inteligência dos EUA menciona o nome de Simonyan 27 vezes e a acusa de ter atuado através da Sputnik e do RT "como uma plataforma que visa aproximar a mensagem do Kremlin dos auditórios estrangeiros".