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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Única decisão técnica e jurídica possível é absolvição de Lula, diz advogada

#COMLULAEMPOA
Única decisão técnica e jurídica possível é absolvição de Lula, diz advogada
Para defesa do ex-presidente, métodos da Lava Jato abusam da violência judicial com objetivos políticos. “Não é abuso só contra o direito dele, mas o de todos os cidadãos de fazer uma escolha”
por Paulo Donizetti de Souza, da RBA publicado 09/01/2018 17h20, 
última modificação 09/01/2018 18h11
 Valeska Zanin
Valeska Zanin, ao lado do diplomata Celso Amorim, visitou Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

São Paulo – Os processos movidos pela força tarefa da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva configuram um escândalo internacional. A afirmação é da advogada Valeska Zanin, integrante da defesa de Lula, tendo como base os próprios autos dos processos. 

"Das nove ações em andamento, nenhuma delas passaria no teste da lógica jurídica", diz.

A especialista afirma que o movimento é classificado no meio jurídico como lawfare: 
"É um abuso da violência das leis, com total restrição ao direito de defesa, com objetivo de atingir finalidades políticas. 

É um método empregado como tática de guerra, com objetivo de neutralizar um adversário, estendendo o campo de batalha aos tribunais", explica a advogada.

No caso da posse do tríplex de Guarujá, objeto de julgamento em segunda instância no próximo dia 24, em Porto Alegre – depois de condenação a nove anos e meio pelo juiz da primeira instância, em Curitiba –, Valeska relata que o processo tem 964 parágrafos. 

"A acusação usa 104 parágrafos para atacar e desqualificar a defesa e só faz menção às teses da defesa em cinco parágrafos, e passa por 
cima de todas."

Os profissionais que atuam na defesa de Lula consideram ainda abusos de procedimento, para a condenação por parte da 13ª Vara de Curitiba, o envolvimento de parte da opinião pública por intermédio do vazamento seletivo de informações a veículos de imprensa com vistas a antecipar a sentença. 

"Uma sentença intocável, em tempo relativamente recorde, fora de padrão e obedecendo a um calendário político", aponta Valeska Zanin.

A condenação é incabível, acredita a defesa, não apenas pela absoluta impossibilidade dos acusadores de levantarem provas. 
"Foram ouvidas 73 testemunhas, todas apontando para a isenção do ex-presidente. 

As únicas provas documentais levantadas durante o processo foram as de que Lula é inocente."

Quadrinho explica em quatro frases episódio do tríplex (Facebook/Reprodução)

Outro problema considerado grave pela defesa é o fato de o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, ter atuado durante o processo como responsável por atender as demandas da acusação – agentes do Ministério Público e da Política Federal. 

Por exemplo, autorizar ações como escuta telefônica, conduções coercitivas, prisões temporárias e acordos de delação. 

"Não poderia, portanto, ser dele a atribuição de julgar o caso. 
Um juiz não pode atuar como parte da acusação e ser ao mesmo tempo o julgador."

A base da condenação de Lula por Moro é quase que exclusivamente o depoimento de um corréu no processo, o executivo da construtora OAS Léo Pinheiro, que pode, inclusive, mentir, 
assinala a advogada. 

"Quando perguntamos a ele por que mudou seu depoimento pela segunda ou terceira vez ele responde que foi seu advogado quem mandou", conta Valeska.

Para ela, a palavra de ordem adotada pelo Manifesto Eleição sem Lula é Fraude se encaixa perfeitamente na situação – em que um setor do Judiciário submete ao ex-presidente para tentar tirá-lo da disputa nas eleições deste ano. 

"Estamos mesmo diante de uma tentativa de violação de um direito que não é só dele, o direito de se candidatar. 
Trata-se de um ataque ao direito de cada cidadão, de toda a população, de fazer a sua escolha.




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sábado, 6 de janeiro de 2018

Manifesto Eleição sem Lula é Fraude tem 115 mil assinaturas e adesão de artistas

PROJETO BRASIL NAÇÃO
Manifesto Eleição sem Lula é Fraude tem 115 mil assinaturas e adesão de artistas
Iniciativa do Projeto Brasil Nação recebe apoio de Wagner Moura, Marieta Severo, Kleber Mendonça, Mario Prata e tenta alcançar 150 mil adesões
 por Redação RBA publicado 03/01/2018 17h07, última modificação 03/01/2018 17h28

TVT/FACEBOOK/GLOBO-DIVULGAÇÃO/RICARDO STUCKERT/REPRODUÇÕES
manifesto
Golpe foi denunciado em Cannes em 2016 pela equipe de 'Aquarius', de Kleber Mendonça (óculos escuros). Ele, Moura e Marieta Severo estão entre apoiadores do documento como Chico Buarque, Amorim, Raduan Nassar e Konder Comparato

São Paulo – O manifesto “Eleição sem Lula é Fraude” se aproximou das 115 mil assinaturas às 17h desta quarta-feira (3). 

O ator Wagner Moura, a atriz Marieta Severo, os diretores de cinema Kleber Mendonça e Sergio Machado, o escritor Mario Prata, o teatrólogo Amir Haddad, a psicanalista e fundadora do Instituto Augusto Boal Cecília Boal aderiram nesta semana ao documento, que denuncia a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende eleições livres e a democracia no Brasil.

O manifesto foi lançado no final do ano pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o diplomata Celso Amorim, o cantor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, a socióloga Maria Victoria Benevides, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Hildegard Angel e o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST) João Pedro Stédile como uma iniciativa do Projeto Brasil Nação.

“A trama de impedir a candidatura do Lula 
vale tudo:

 condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

O manifesto ganha adesões de intelectuais e líderes mundiais preocupados com o quadro político no país e a perseguição ao ex-presidente Lula, como a australiana Sharan Biurrow, presidenta da Confederação Internacional de Sindicatos de Trabalhadores (Ituc) – que representa 170 milhões de pessoas em 155 países –, o ex-diretor executivo Abdrew Whitle, da The Elders (do inglês Os Anciãos, organização fundada em 2007 por Nelson Mandela), que reúne líderes globais e ex-chefes de Estado e o professor emérito da Universidade Jawaharlal Nehru de Nova Déli, 
o indiano Deepak Nayyar, 


Da Europa, aderiram Heidemarie Wieczorek-Zeul, ex-ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha; Stefan Rinke, professor do Instituto de Estudos da América Latina da Universidade de Berlim; Inês Oliveira, cineasta (Portugal); Maria Luís Rocha Pinto, professora-associada da Universidade de Aveiro (Portugal); Filipe do Carmo, pesquisador, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Pedro de Souza, pesquisador e editor (Portugal).

Na França, o manifesto circula nos principais centros de conhecimento, com a adesão de Luc Boltanski, sociólogo, diretor de honorário da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS); Francine Muel-Dreyfus, socióloga, diretora honorária da EHESS; Gisèle Sapiro, socióloga, diretora de estudos da EHESS; Héctor Guillén Romo, professor de economia da Universidade Paris; Jean-Yves Mollier, professor emérito do Centro de História Cultural das Sociedades Contemporâneas da Universidade de Versalhes; Michel Pialoux, sociólogo, professor aposentado e membro do Centro Europeu de Sociologia e Ciência Política (CESSP) na Universidade de Paris; Monique de Saint Martin, socióloga, diretora honorária da EHESS; Paul Pasquali, sociólogo, pesquisador do Centro Nacional da Pesquisa Científicado (CNRS, um espécie de CNPq da França); Rose-Marie Lagrave, socióloga, diretora honorária da EHESS; Pierre Salama, professor emérito da Universidade de Paris; Roger Chartier, diretor de estudos da EHESS e professor do secular tradicional centro universitário 
Colégio de França.

Na América Latina, estão entre os novos signatários Monika Meirelles, do Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade Nacional do Méxio; Juan Arturo Guillén Romo, professor e pesquisador da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM, México); Pablo Edgardo Martínez Sameck, professor titular de sociologia da Universidade de Buenos Aires.
 

No Uruguai, aderiu ao manifesto um grupo de artistas reconhecidos da cultura uruguaia, formado pelos atores do Teatro El Galpón Jorge Bolani, Julio Calcagno, Myriam Gleijer, Héctor Guido, Solange Tenreiro, Silvia García, Pierino Zorzini, Dante Alfonzo, Elizabeth Vignoli e Anael Bazterrica, os produtores Laura Pouso e Gustavo Zidan, o escritor Atilio Perez da Cunha, os diretores de teatro Jorge Denevi e Dervy Vilas e os músicos Eduardo Larbanois e Mario Carrero.

Dos Estados Unidos, assinam Robert DuPlessis. professor emérito de História da Faculdade de Swarthmore (Filadélfia); Ronald H. Chilcote, professor de economia política da Universidade da Califórnia; Santiago Barassi, sociólogo da Universidade de Buenos Aires; Sean Mitchell, fundador e presidente da Sociedade Wojtyla; Michael D. Kennedy, professor de Sociologia e Relações Internacionais da Universidade Universidade Brown (Rhode Island); e Cyrus Bina, do periódico acadêmico Estudos Críticos de 
Mercado e Sociedade.


Repercussão mundial

Lançado em 19 de dezembro, o manifesto ganhou a adesão da ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o historiador inglês Peter Burke, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a escritora portuguesa e presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, do linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, do prêmio Nobel (1980) da Paz Adolfo Pérez Esquivel e do ex-ministro das Finanças da Grécia Yánis Varoufákis.

A carta ganhou a assinatura de figuras reconhecidas no Brasil, com a adesão do teólogo Leonardo Boff, do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, da sambista Beth Carvalho, das atrizes Bete Mendes, Silvia Buarque e Soraya Ravenle, do cartunista Renato Aroeira, dos cineastas Silvio Tendler e Walter Lima Júnior, do artista plástico Ernesto Neto.

Da cena política brasileira aderiram nome como Manoela D´Ávila, deputada estadual do PCdoB-RS; Guilherme Boulos, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo; Vagner Freitas, presidente da CUT; João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical; Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical; Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular; e Nalu Faria, da Marcha 
Mundial das Mulheres.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá.
Os signatários do manifesto denunciam que “a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. 

Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”.

Para ler (também com versões em inglês, francês, espanhol e árabe) e assinar o manifesto, acesse aqui o link.

Com informações do Projeto Brasil Nação



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domingo, 23 de julho de 2017

PESQUISA DATAFOLHA; Lula lidera em todos os cenários e o PT é o partido mais bem avaliado pela população brasileira; SAIBA!

PESQUISA DATAFOLHA; Lula lidera em todos os cenários e o PT é o partido mais bem avaliado pela população brasileira; SAIBA!
22 de julho de 2017
 

Última pesquisa Datafolha apontou que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno.

De acordo com o mesmo levantamento, o PT é o favorito de 18% da população, na maior popularidade desde a segunda posse de Dilma, em 2015. PSDB e o PMDB, que selaram uma aliança para assaltar o Poder, aparecem empatados em segundo lugar, com apenas 5% de preferência da população.

Como se sabe o povo quer votar em Lula nas eleições do ano que vem, pois entende que o ex-presidente é o único que pode levara o país a recuperação econômica e o PT voltou ao ser o partido político mais bem avaliado pela população brasileira.

Por esse motivo é que andam dizendo por aí; ‘Eleição sem Lula é fraude!’

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