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quinta-feira, 15 de junho de 2017

FHC PEDE QUE TEMER TENHA GRANDEZA E ANTECIPE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

FHC PEDE QUE TEMER TENHA GRANDEZA E ANTECIPE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

 

Poucos dias depois de o PSDB tomar a decisão desastrosa de reafirmar seu apoio ao governo de Michel Temer, o partido vê sua principal liderança, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defender que Temer tenha um gesto de grandeza e antecipe as eleições gerais no País; “A ordem vigente é legal e constitucional mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto"; num trecho da nota divulgada hoje, FHC parece mandar recado ao próprio PSDB e diz que os partidos precisam pensar no país e não em interesses partidários neste momento; “Ou se pensa nos passos seguintes em termos nacionais e não partidários nem personalistas ou iremos às cegas para o desconhecido”

15 DE JUNHO DE 2017 ÀS 16:23 

247 - Poucos dias depois de o PSDB tomar a decisão desastrosa de reafirmar seu apoio ao governo de Michel Temer, o partido vê sua principal liderança, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defender que Temer faça um gesto de grandeza e antecipe as eleições gerais no País. 

A opinião de FHC foi manifestada em nota encaminhada ao jornal O Globo nesta quinta-feira.

No texto, também foi enviado à agência Lupa, o ex-presidente diz que sua percepção sobre a situação política do Brasil tem sofrido “abalos fortes”. 

Para ele, falta “legitimidade” a Temer para governar e o país vive um tipo de “anomia” (falta de regras, desorganização). 

Diante desse cenário, FHC diz ter mudado de opinião de que seria um golpe a convocação de eleições antes do término do mandato de Temer, em 2018.

“A ordem vigente é legal e constitucional (daí ter mencionado como ‘golpe’ uma antecipação eleitoral) mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto", escreveu o tucano na nota.

Para que aconteçam eleições antecipadas, é preciso alterar a Constituição por meio de uma proposta de emenda constitucional no Congresso (PEC). 

Ao jornal O Globo, o tucano disse  que não é possível saber se a medida seria capaz de manter Temer no poder até a aprovação de uma PEC. 

"A volatilidade da conjuntura política é de tal ordem que qualquer prognóstico se torna precário. Vivemos, como diria o dr. Ulysses (Guimarães), sob os impulsos de sua excelência", afirmou.

O tucano também defendeu que uma eventual antecipação das eleições gerais de 2018 seja precedida de mudanças na legislação eleitoral. Mas não mencionou qual seriam elas. 

"Não obstante e ainda mais por isso, devemos obedecer estritamente a Constituição. Novas eleições requerem emenda constitucional que, a meu ver, deveria ser antecedida por mudanças na legislação eleitoral. Portanto, tudo ocorreria mais facilmente com a anuência do presidente".


Recado ao PSDB?

Num trecho da nota, Fernando Henrique parece mandar um recado ao PSDB e colegas de partido, que decidiram permanecer no barco de Temer. 

O ex-presidente diz que os partidos precisam pensar no país e não em interesses partidários neste momento. “Ou se pensa nos passos seguintes em termos nacionais e não partidários nem personalistas ou iremos às cegas para o desconhecido”, escreveu.

Leia a nota na íntegra:

“A conjuntura política do Brasil tem sofrido abalos fortes e minha percepção também. Se eu me pusesse na posição de presidente e olhasse em volta reconheceria que estamos vivendo uma quase anomia. Falta o que os políticólogos chamam de ‘legitimidade’, ou seja, reconhecendo que a autoridade é legítima consentir em obedecer.

A ordem vigente é legal e constitucional (dai o ter mencionado como "golpe" uma antecipação eleitoral) mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto.

É diante desta perspectiva que os partidos, pensando no Brasil, nas suas chances econômicas e nos 14 milhões de desempregados, devem decidir o que fazer.

A chance e a cautela a que me refiro derivam de minha percepção da gravidade da situação. Ou se pensa nos passos seguintes em termos nacionais e não partidários nem personalistas ou iremos às cegas para o desconhecido.

A responsabilidade maior é a do Presidente que decidirá se ainda tem forças para resistir e atuar em prol do país.

Se tudo continuar como está com a desconstrução continua da autoridade, pior ainda se houver tentativas de embaraçar as investigações em curso, não vejo mais como o Psdb possa continuar no governo.

Preferiria atravessar a pinguela, mas se ela continuar quebrando será melhor atravessar o rio a nado e devolver a legitimação da ordem à soberania popular.

É este o sentimento que motiva minhas tentativas de entender o que acontece e de agir apropriadamente, embora nem sempre no calor dos embates diários e de declarações dadas às pressas tenha sido claro nem sem hesitações.”




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domingo, 15 de janeiro de 2017

69% dos brasileiros apoiam fechamento do Congresso e novas eleições gerais, mostra pesquisa

69% dos brasileiros apoiam fechamento do Congresso e novas eleições gerais, mostra pesquisa
 

69% dos brasileiros apoiam fechamento do Congresso e novas eleições gerais, mostra pesquisa

Estudo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas ao portal Poder360 mostra que 90,8% não querem que Congresso escolha sucessor de Michel Temer em caso de cassação

SÃO PAULO – Caso o presidente Michel Temer perca ou renuncie ao seu mandato a partir de 2017, 90,8% dos brasileiros prefeririam escolher seu sucessor através de eleições diretas, conforme aponta pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas ao portal Poder360.

A preferência dos eleitores vai de encontro com a determinação constitucional que aponta para eleições indiretas (isto é, a escolha seria feita por deputados e senadores) caso mais da metade do mandato tenha passado. 

Apenas 6% dos entrevistados concorda com tal procedimento. Para que o desejo da maioria seja atendido, seria necessário que o peemedebista renunciasse ou perdesse o mandato ainda neste ano.


O levantamento também perguntou se os eleitores seriam favoráveis ao fechamento do Congresso Nacional e a convocação de novas eleições para Deputados e Senadores nesse momento: 68,6% apoiam a medida, ao passo que 26,1% são contrários e 5,3% não sabem ou não responderam. 

O atual ordenamento constitucional, no entanto, não prevê tal saída, o que faria com que a maioria tivesse que contar com a boa vontade dos próprios parlamentares em promover as devidas alterações — cenário improvável.

O instituto também mostrou que 35,1% dos entrevistados são hoje a favor de “uma intervenção militar provisória”, ao passo que 59,2% são contrários. 

Para acessar o levantamento completo, realizado ao portal Poder360, clique aqui. O estudo foi realizado entre os dias 6 e 8 de dezembro, com 2.016 entrevistas em 152 municípios em 25 unidades da Federação. 

A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.