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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PT aposta até o fim em Lula candidato

PT aposta até o fim em Lula candidato
Sem um real ‘plano B’ no partido, Haddad e Wagner, os dois possíveis substitutos do ex-presidente, investem na disputa por vagas 
no Senado
Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo
06 Outubro 2017 | 05h00
 Prefeito
 O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

Nas últimas semanas se consolidou no PT a ideia de que o partido vai apostar na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até fim, mesmo que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) mantenha a condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro e o petista seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fique inelegível.

A cristalização da tese de que “não existe plano B” no PT tem feito com que os dois principais nomes citados como possíveis substitutos de Lula no pleito de 2018, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, ambos ex-ministros, cujo futuro estava indefinido por causa da situação do ex-presidente, passassem a investir de forma mais efetiva em outros projetos eleitorais. 

Ambos se colocaram como candidatos ao Senado Federal.

Embora a percepção geral no PT seja a de que o TRF-4 deve confirmar a condenação do petista, lideranças do partido como a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, dizem que a legenda vai insistir na candidatura de Lula

Segundo ela, existem precedentes de políticos condenados por órgão colegiado que conseguiram disputar eleições com base em decisões de tribunais superiores como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior 
Eleitoral (TSE). 

Um caso citado nos bastidores petistas é o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral em 2014 e conseguiu um recurso no TSE, disputou a eleição e foi o oitavo mais votado do Estado.

Além dos recursos aos tribunais superiores, o PT aposta na força das mobilizações de rua e em campanhas no exterior para garantir o nome de Lula nas urnas em 2018.

Wagner. No início, parte do PT pensou que se tratava apenas de uma tentativa de abafar as especulações cada vez mais frequentes sobre a substituição 
do ex-presidente. 

Nos últimos dias, porém, a ideia se cristalizou e os possíveis substitutos começaram a se mexer. 

Com base em pesquisas locais que o apontam como favorito na disputa pelo Senado, Jaques Wagner já trabalha para consolidar a candidatura. 

Segundo interlocutores, ele tem dito explicitamente que a substituição de Lula está descartada e seu destino é mesmo o Senado Federal. 

Haddad. O ex-prefeito de São Paulo, cujo nome é citado no PT para praticamente todos os cargos em disputa em 2018 (presidente, vice, governador, deputado, senador) almoçou na semana passada com o presidente estadual do PT de São Paulo, Luiz Marinho, e admitiu a possibilidade de ser candidato a senador. 

Segundo auxiliares de Haddad, ele considera improvável a hipótese de substituir Lula e muito difícil uma candidatura ao governo. 

Cerca de um mês atrás, em reunião com a bancada petista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Haddad havia se colocado “à disposição do partido” para uma eventual disputa pelo governo. 

Nas últimas semanas, com aval de Lula, Marinho tem consolidado a pré-candidatura ao governo de São Paulo e recebeu apoio de Haddad. 

Em troca ofereceu apoio ao ex-prefeito na disputa interna pela candidatura ao Senado. 

Haddad aceitou desde que haja um acordo com o vereador Eduardo Suplicy, que foi senador por três mandatos e também pleiteia a vaga.

“Quero ajudar o Brasil e o mundo a implantar a renda básica de cidadania e acho que seria mais produtivo no Senado”, disse Suplicy, que confirmou as tratativas com Haddad.

O vereador mais votado da cidade de São Paulo, que em 2002 disputou com Lula a vaga na disputa pela Presidência da República, disse estar disposto a enfrentar prévias contra o ex-prefeito petista.

Segundo petistas que acompanham a evolução do quadro em São Paulo, é Lula quem vai arbitrar a disputa. 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Cavalo comove família de vaqueiro morto ao 'se despedir' do dono na PB

04/01/2017 08h09 - Atualizado em 04/01/2017 14h46
Cavalo comove família de vaqueiro morto ao 'se despedir' do dono na PB
Levado para velório, cavalo reclinou a cabeça no caixão, em Cajazeiras. Irmão do vaqueiro morto disse que vai cuidar e manter o cavalo na família.
Do G1 PB
 Levado para o cortejo pelo irmão do vaqueiro, cavalo relinchava, batia as patas e deitou a cabeça sobre o caixão do dono (Foto: Kyioshi Abreu/ Arquivo Pessoal)
Levado para enterro pelo irmão do vaqueiro, cavalo Sereno 
relinchava, batia as patas e deitou a cabeça sobre o caixão do 
dono, na Paraíba  (Foto: Kyioshi Abreu/Diário do Sertão)

Um cavalo comoveu a família e os amigos do vaqueiro paraibano Wagner Figueiredo de Lima, que morreu em um acidente de moto na madrugada do dia 1º de janeiro. 

O animal foi levado para se despedir do dono - e ao ser colocado próximo ao veículo onde estava o corpo, deitou a cabeça sobre o caixão, um momento que chamou a atenção de todos que foram ao velório de Wagner de Lima. 

O enterro do vaqueiro aconteceu na tarde desta terça-feira (3) na cidade de Cajazeiras, Sertão da Paraíba. 
 Vaqueiro Wagner Lima e o cavalo Sereno (Foto: Reprodução/Facebook)
Vaqueiro Wagner Lima e o cavalo Sereno(Foto: Reprodução/
Facebook)


“Esse cavalo era tudo para ele [Wagner], era como se o cavalo soubesse o que estava acontecendo e quisesse se despedir. Durante todo o trajeto até o cemitério ele relinchava e batia com as patas no chão”, disse Wando de Lima, irmão de Wagner. 

Wando teve a ideia de levar o cavalo para o enterro do irmão e organizou as homenagens junto com outros vaqueiros e amigos de Wagner.

Com a morte do irmão, Wando disse que vai assumir a responsabilidade de manter e cuidar de "Sereno".

Segundo ele, o cavalo, que já estava há oito anos com Wagner vai ficar "para sempre" com a família.

Wagner de Lima Figueiredo tinha 34 anos e além de vaqueiro era funcionário da Prefeitura de Cajazeiras, no sertão da Paraíba. Wagner morreu na madrugada do dia 1º em um acidente de moto no estado do Rio Grande do Norte. 

Ele estava sozinho na motocicleta no momento do acidente e chegou a ser socorrido para um hospital da cidade de Mossoró, onde passou por cirurgia, mas morreu.


Após enterro em Cajazeiras, irmão do vaqueiro morto disse que vai adotar o cavalo Sereno e manter o animal com a família (Foto: Kyioshi Abreu/Diário do Sertão)