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quinta-feira, 15 de junho de 2017

IMPLACÁVEL: Moro diz que Lula terá de arcar com todas as despesas de testemunhas do exterior; ENTENDA!

IMPLACÁVEL: Moro diz que Lula terá de arcar com todas as despesas de testemunhas do exterior; ENTENDA!
15 de junho de 2017
 

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de arcar com custos de tradução para duas de suas testemunhas que serão ouvidas em ação penal sobre suposto recebimento da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. 

A determinação é do juiz federal Sérgio Moro. 

O magistrado autorizou a ida de um tradutor para Curitiba desde que a defesa pague por estas despesas.

As duas testemunhas, Jonathan Kellner e Juan Giraldez, fazem parte de um rol de 87 pessoas convocadas pela defesa. 

O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa Lula, havia informado a Moro sobre a “imprescindibilidade” de um profissional “com expertise na tradução da língua inglesa para a língua portuguesa e vice-versa” para acompanhar as audiências. 

“Em que pese as referidas testemunhas residirem no Brasil, devendo possuir certo conhecimento de nosso idioma, é prudente que seja designado tradutor para acompanhar o ato”, requereu o advogado de Lula.

Moro autorizou o uso de um tradutor. “Sendo prova de interesse da defesa, deve ela providenciar a vinda de tradutor para Curitiba ou para São Paulo para realizar a tradução e arcar com os custos decorrentes.”

A Polícia Federal encaminhou para a força-tarefa do Ministério Público Federal o inquérito que apura crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro supostamente praticados pelo ex-presidente Lula em sua empresa de palestras, a LILS Palestras, Eventos e Publicações – aberta em 2011, após o petista deixar o governo.

Essa investigação no âmbito da Lava Jato é uma das que ainda poderão virar denúncia criminal, a ser apresentada ao juiz Moro, que conduz a operação na primeira instância. Em nota, o Instituto Lula negou irregularidades e afirmou que “todas as palestras do ex-presidente foram feitas e pagas com as devidas emissões de notas e pagamento de impostos”.

O instituto disse ainda que cobrou o mesmo valor e condições para palestras em mais de 40 empresas e setores diversos, e que todas as informações sobre as atividades estão disponíveis na internet.

Tríplex
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ontem pedido de liminar feito pela defesa de Lula da Silva para suspender a ação penal sobre o triplex no Guarujá. 

O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção pela força-tarefa da Lava Jato.

(com Estadão Conteúdo)



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sexta-feira, 31 de março de 2017

Moro e mídia usam condenação de Cunha para legitimar arbítrio de Lula

31 de Março de 2017
 

O colunismo oficial do golpe apressa-se em narrar a condenação de Eduardo Cunha como prova de isenção e imparcialidade da Lava Jato [sic].

No Globo desta sexta-feira 31/3, Merval Pereira escreveu que a condenação de 15 anos imposta pelo juiz Sérgio Moro tira “do partido do ex-presidente Lula a desculpa esfarrapada de que há uma perseguição seletiva contra ele e o PT”. Merval mente; o que ele diz é rigorosamente falso. 

A mídia golpista fabrica “verdades alternativas” – como diria FHC, “acadêmico” da ABL assim como Merval – para distorcer a realidade e ocultar o objetivo político real e camuflar a razão de ser da Lava Jato no plano político, que é a caçada ao Lula e a liquidação do PT.

O objetivo econômico da Operação, como demonstra a recessão econômica, está em estágio avançado de execução: a Petrobrás destroçada, o pré-sal e a cadeia de gás e petróleo entregue ao capital estrangeiro, a tecnologia e a engenharia nacional devastada e milhões de empregos de brasileiros evaporados.

A condenação do Eduardo Cunha, a primeira de vários processos judiciais a que o sócio do Temer responde, na realidade aconteceu tardiamente, porque as sobradas razões para condená-lo foram trazidas a público antes mesmo da eleição dele para a presidência da Câmara, onde foi mantido para orquestrar o golpe através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

Há, em relação a Eduardo Cunha, montanhas de provas materiais, documentais e testemunhais do seu envolvimento antigo com o mundo do crime e da sua associação criminosa com a cleptocracia que tomou de assalto o poder de Estado.

Conhece-se, por exemplo, as contas milionárias do “caranguejo” [seu codinome nas planilhas de propina da Odebrecht] na Suíça, bem como os acertos pecuniários prévios à votação de matérias de interesse das empreiteiras no Congresso e para a liberação de empréstimos da CEF.

Nas acusações feitas ao sócio Michel Temer na forma das perguntas que foram proibidas pelo juiz Sérgio Moro para proteger o presidente usurpador, Cunha não só se auto-incriminou, como incriminou de maneira induvidosa sua quadrilha. 

Ele forneceu detalhes pormenorizados sobre a divisão das propinas, os locais de entrega do dinheiro roubado e as funções de cada elemento da quadrilha – um deles desempenhando o papel de “mula” para o transporte do produto do roubo.

São abundantes e robustos, portanto, os fundamentos para a condenação do Cunha, assim como o são os fundamentos para o julgamento e condenação dos seus parceiros de crime, a maioria deles protegidos com o foro privilegiado.

A Lava Jato e a mídia golpista usam a condenação 
do  Cunha,  que  é  uma  obviedade  jurídica, para sedimentar a falsa ideia de imparcialidade da Lava Jato e, desse modo, legitimar o arbítrio montado pelo Moro para condenar o ex-presidente Lula sem o menor fundamento jurídico, legal e constitucional.

Diferentemente do Eduardo Cunha, contra Lula não existe nenhuma prova documental, material ou testemunhal para sequer acusá-lo; quanto mais para processá-lo, julgá-lo e condená-lo. 

O que existe, na realidade, são apenas as convicções dos fascistas da força-tarefa da Lava Jato, dominados por uma obsessão patológica de condenar Lula, que afrontam o Estado de Direito e a Constituição para liquidar adversários políticos.

Moro, como sempre programa, escolheu o timing estratégico para a condenação do Cunha. 

Ele prepara o terreno da manipulação midiática e jurídica a poucas semanas da audiência do Lula em Curitiba, no dia 3 de maio próximo, a qual ele preside num contexto de fracasso das mobilizações da direita no último domingo, de desgaste pessoal com o sequestro arbitrário que promoveu do blogueiro Eduardo Guimarães e, principalmente, do crescente apelo popular pela eleição do Lula para resgatar o Brasil.

O condomínio jurídico-midiático-policial está construindo o discurso dos golpistas fascistas para legitimar a caçada ao Lula.