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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Juristas pedem exoneração de Alexandre de Moraes

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
 Juristas pedem exoneração de Alexandre de Moraes

À frente do Ministério da Justiça desde a posse de Michel Temer, Alexandre de Moraes protagonizou mais falhas do que qualquer cargo pode suportar. 

Nesta sexta, 6, em meio ao maior caos penitenciário, suas reações equivocadas e oscilantes despertaram a articulação no meio jurídico para que ele renuncie do cargo, ou então seja exonerado pelo presidente.

A mais recente de crítica é em relação à afirmação do ministro de que o Estado de Roraima, palco de uma nova carnificina com pelo menos 30 mortos, não havia pedido apoio ao Ministério da Justiça para crise em seu sistema prisional. 

Ele foi desmentido em um documento revelado pelo jornal O Globo, que mostra justamente o contrário. Moraes, então, recuou e disse que o apoio requerido era para “segurança pública” e não por “sistema carcerário”. Novamente, o ofício assinado pela governadora do Estado Suely Campos, contradisse a fala do ministro, uma vez que dispõe pedido de ajuda para o sistema prisional, o que foi negado expressamente pelo ministro.



Em suas redes sociais, Professor de Estudos Organizacionais formado em Administração e pesquisador da FGV, Rafael Alcadipani, repercutiu o fato e também pediu a renúncia de Moraes – “Um ministro falta com a verdade ao vivo. É desmintido pelos documentos. Perdeu completamente as condições de ocupar o cargo. Tem que ser exonerado ou renunciar”.

Já o Procurador do Estado de São Paulo Márcio Sotelo Felippe, afirmou que a mentira do ministro que negou ajuda aos presos o torna responsável político pelas mortes – “Depois dessa é o responsável político e moral por esses mortos. Ninguém com as mãos assim sujas de sangue pode ser ministro”.

Desde um mês após sua posse, o Justificando aponta falhas inescusáveis de Alexandre de Moraes frente ao cargo, como a militarização da política de drogas, uso da Lava Jato como degrau político e o desvio do Fundo Penitenciário para montar sua própria polícia. 

No meio jurídico, a percepção não foi diferente – “Com independência de se discutir a legitimidade ou ilegitimidade do governo Temer, a exoneração do Ministro da Justiça é fundamental para evitar o colapso ainda mais agudo do sistema penal brasileiro”, ponderou em suas redes sociais o Professor de Processo Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Geraldo Prado.

Já o Professor Doutor de Direito Penal e Advogado Criminalista, Jader Marques, protestou em suas redes sociais – “Sr. Ministro da Justiça: renuncie!”.

Não é a primeira vez que Alexandre de Moraes tem sua renúncia ou exoneração requerida. Quando, em época eleitoral, foi a Ribeirão Preto/SP fazer campanha política para o candidato eleito Duarte Nogueira (PSDB), o ministro antecipou uma ação da Lava Jato, deixando claro sua interferência na operação. 

Naquela ocasião, o jornal Estado de São Paulo chegou a fazer um editorial cobrando sua saída do cargo.

Desta vez, no entanto, o cenário pode ser diferente, já que uma fonte próxima ao Justificando afirmou que haveria outros nomes candidatos ao cargo, como é o caso do ex Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Maria Beltrame.





sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

DESCOBERTO: Governo Temer negou ajuda para conter crise nos presídios de Roraima e caso de Moraes pode ser apontado “como o grande culpado”; CONFIRA!

DESCOBERTO: Governo Temer negou ajuda para conter crise nos presídios de Roraima e caso de Moraes pode ser apontado “como o grande culpado”;                              CONFIRA!
6 de janeiro de 201
 

A governadora de Roraima, Maria Suely Campos (PP), havia pedido ajuda ao governo federal para conter as rebeliões e o clima de tensão nos presídios do Estado, em novembro do ano passado.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, em resposta à solicitação, o Ministério da Justiça declarou, por meio de ofício, que “apesar do reconhecimento da importância do pedido de Vossa Excelência, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito”.

Menos de dois meses depois, nesta sexta-feira (6), 33 detentos morreram no Estado vítimas de confronto entre grupos rivais. 

A matança ocorre dias depois de uma rebelião no complexo prisional do Amazonas ter causado a morte de 60 presos.

Nos ofícios enviados ao ministro Alexandre de Moraes, a governadora solicitou, em caráter de urgência, apoio do governo federal, bem como da Força Nacional de Segurança. 

Mas o ministro alegou que a Força Nacional já estava em fase de preparação para uma operação de combate a homicídios e violência doméstica nos 26 Estados e no distrito Federal.

Maria Suely Campos também solicitou a doação de 180 pistolas que deveriam ser destinadas ao controle penitenciário. 

Ela citou ainda que o sistema carcerário em Roraima encontrava-se sob grande clima de tensão, devido a brigas entre membros do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em entrevista na tarde desta sexta (6), o ministro Alexandre de Moraes disse que o pedido de Roraima foi negado pois se tratava de uma solicitação de auxílio à “segurança pública” comum, decorrente da presença de traficantes vindos da Venezuela.

Segundo o ministro, o pedido não era específico à questão carcerária.

Os ofícios trocados entre ele e o governo de Roraima, no entanto, contradizem a afirmação.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Justiça ordena troca do antigo RG pela nova Identidade com Chip, começa no próximo dia 25.

Justiça ordena troca do antigo RG pela nova Identidade com Chip, começa no próximo dia 25.
11/11/2016
RG Chip

O início da implantação do Registro de Identidade Civil (RIC), que vai cambiar a Carteira de Idenidade (RG) a partir do dia (25), o governo afirma pagar os primeiros 2 milhões de cartões, orçados em R$ 40 cada, de acordo com Paulo Ayram, secretário-executivo do comitê gestor que trata sobre a substituição no Ministério da Justiça (MJ).

Segundo o secretário, os primeiros RGs com Chip serão emitidos para um tempo de um ano de testes. Além disso, Ayram assegura que as despesas iniciais não serão repassados ao cidadão inicialmente e que, quando forem, é avaliado que o cartão não passe de R$ 15.

O preço do novo RG com Chip é alto, mas Paulo Ayram disse: “O alto valor é porque nós temos dois custos, o custo físico do cartão e a certificação digital, que sai mais de R$ 100 cada. Para esses cartões iniciais, o governo fez um acordo com a Casa da Moeda e conseguiu obter o valor de R$ 40, que ele mesmo está bancando”.

Ayram conta que as medidas iniciais para minimizar os custos quando o projeto ocorrer em nível nacional é unanimar em todos os estados e no Distrito Federal o valor que será cobrado para a emissão do documento, já que atualmente, os estados estipulam um preço distinto. Logo em seguida, ele fala em gerar um fundo para retomar uma parcela do valor total arrecadado pelas unidades federativas com a emissão do RIC (Registro de Identidade Civil), que deve coadjuvar no custeio do mesmo.


Segundo o Ministério da Justiça, a partir dos próximos meses, uma porcentagem dos moradores de Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO) receberão cartas com uma convocação para a troca do antigo RG para o novo RG com Chip.

O RIC deve substituir gradualmente as atuais cédulas do RG. A previsão é de que a permutação é de 10 anos para a troca de todos os atuais documentos de identidade. O chip presente no RIC deve unir variadas informações como gênero, nacionalidade, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura e local de expedição.

Além de ser mais prático, o Novo RG com Chip vem com a possibilidade de exterminação da falsificação de identidade, ou pelo menos sua prática terá um declínio vertiginoso.


Por: Agência de Noticias