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sábado, 6 de janeiro de 2018

Atos a favor de Lula põem exército 'em alerta'

Atos a favor de Lula põem exército 'em alerta'
Líder do MST diz que campanha se transformará em 
'luta de classes'
 ESTADÃO conteúdo  BRASIL por AGÊNCIA ESTADO 06/01/2018 - 10H40
 Julgamento de Lula será no próximo dia 24
Julgamento de Lula será no próximo dia 24 Ricardo Stuckert/Instituto 
Lula - 23.10.2017

O líder do MST (Movimento dos Sem Terra), João Pedro Stédile, anunciou na sexta-feira (5), por meio de um vídeo, que a Frente Brasil Popular pretende realizar atos em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ojulgamento do petista pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), no dia 24, em Porto Alegre.

O tom da mensagem de Stédile "acendeu a luz de alerta" dos serviços de inteligência das 

As instituições acompanham as atividades de movimentos como o MST e de seus líderes, como Stédile, "dentro da agenda de trabalho de rotina em todo o País", conforme disse ontem ao jornal O Estado de S. Paulo um oficial da área de inteligência.

 O alto comando das Forças recebe regularmente relatórios sobre ações dos grupos mais ativos.

Na convocação feita ontem no vídeo, Stédile também afirmou que o MST e outros 87 grupos e partidos que integram a Frente Brasil Popular preparam, a partir de março, uma série de mobilizações em defesa do ex-presidente que vai culminar em ato para 100 mil pessoas no Maracanã, em julho. 

A partir de então, segundo Stédile, os movimentos vão transformar a campanha eleitoral em uma 
"luta de classes".

Além de atos no TRF-4, no dia do julgamento que pode tornar Lula inelegível, Stédile anunciou manifestações diante de fóruns de cidades menores, "sobretudo da Justiça Federal nas capitais para demonstrar nossa indignação". 

"Nosso foco não é apenas Porto Alegre", disse João Paulo Rodrigues, companheiro de Stédile na coordenação nacional do MST.

O tom do discurso das organizações de esquerda tem endurecido nos últimos dois anos, desde que foi desencadeado o processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, avalia o militar, que, no entanto, não reconhece a existência de "um exército do MST".

A preocupação é de que as manifestações possam evoluir para o confronto direto — e violento — com a polícia e, "pior, para a pressão além do limite sobre o Judiciário, sobre os magistrados principalmente".

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Outro motivo de apreensão é o choque entre organizações divergentes — como o MBL (Movimento Brasil Livre), apoiadores do deputado Jair Bolsonaro e os quadros do MST, no campo, ou do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), nas cidades. 
O MBL se mobiliza para protestos contra Lula no dia do julgamento.

No vídeo divulgado na sexta, Stédile diz que a ideia é realizar, a partir de março, etapas do processo que ele chamou de "congresso do povo" em todos os municípios brasileiros. 

Em seguida, as propostas seriam levadas a encontros estaduais. 
"E, finalmente, depois da Copa do Mundo, lá pelo fim de julho, faremos o congresso do povo nacional em pleno Maracanã para juntar 100 mil, 120 mil militantes", disse Stédile.

"Resposta"

A partir do segundo semestre, conforme o líder sem-terra, o foco dos movimentos passa a ser "abraçar a candidatura de Lula que representa a simbologia da classe trabalhadora". 

"Teremos um 2018 cheio de mobilizações, de muita disputa política em que a própria campanha eleitoral se transformará em uma verdadeira luta de classes", disse Stédile.

De acordo com Rodrigues, as mobilizações devem sempre ter caráter pacífico. 

"Sempre procuramos minimizar qualquer tipo de conflito, até porque quem paga é o trabalhador", afirmou. 

O objetivo, segundo ele, é dar uma "resposta política" ao avanço da direita. 

"Há uma radicalização por parte de vários setores, inclusive entre os militares. 

Se a gente não resistir eles engolem o campo democrático", disse. 


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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Líder do MST afirma: "Se não aceitarem Dilma de volta, vamos parar este País"

Líder do MST afirma: "Se não aceitarem Dilma de       volta, vamos parar este País"
 segunda-feira, julho 25, 2016

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, discursou nesta segunda-feira 25 ao lado da presidente Dilma Rousseff, durante evento em Aracaju (SE). "Se não aceitarem Dilma de volta, vamos parar este País", anunciou Stédile, falando em "greve geral".
Ele disse que os manifestantes contrários ao impeachment e ligados às centrais sindicais têm que "assumir o compromisso de preparar uma greve geral neste país. Porque os poderosos podem controlar o Congresso, mas eles não produzem um grampo de cabelo, quem produz é a classe trabalhadora".
O líder do MST fez um apelo para que Dilma não vá à cerimônia de abertura da Olimpíada no Rio de Janeiro, no próximo dia 5, e pediu à população que "assuma o compromisso de fazer uma vigília nacasa dos senadores" na semana da votação do processo. "Não aceitaremos o governo golpista de Michel Temer", protestou.
"Estamos aqui para dar energia a essa nossa valente presidente, mas também aproveitar o momento para fazer uma reflexão: todos sabemos que o Brasil vive uma grave crise econômica e política. Os poderosos não aceitaram a derrota de 2014, no outro dia começaram a conspirar para ela sair. Os poderosos precisavam implantar um plano neoliberal para retirar direitos. Há uma exploração cruel dos trabalhadores, porque para esse plano, o governo Dilma era um empecilho", disse.
Segundo Stédile, "eles não contavam com a reação popular. Estamos aqui para dizer que não aceitaremos o governo golpista de Michel Temer. Eles não representam o povo brasileiro. Quem representa o povo brasileiro são os 54 milhões que votaram em Dilma", acrescentou. "Temos, como militantes, que redobrar forças para continuar nas ruas e retomarmos o mandato de Dilma", pediu.
O líder do MST fez um apelo à presidente: "Dilma, não vá à Olimpíada". "Espero que Lula também não vá", pediu. "O comitê olímpico convidou o golpista do Temer. Eles que se lambuzem no golpe", completou. Por fim, Stédile anunciou: "vamos visitar a senhora no final de agosto, no Palácio do Planalto".

(blogdefranciscocastro)